O antigo Second Life Blog virou este Próxima Fase. O jornalista Pedro Burgos, colaborador da revista e viciado em joguinhos, conta aqui as polêmicas, os lançamentos e os assuntos mais fervidos do mundo dos games
OWNED. Sabe quando um sujeito quer dar uma de bonzão e leva uma resposta mostrando a superioridade de seu nêmesis? Pois foi o que rolou aqui, resultando na resposta mais criativa sobre um problema de jogo em todos os tempos. Um figurinha colocou um vídeo no Youtube mostrando o quanto que o Tiger Woods PGA Tour era estranho – um glitch permitia que você batesse a bola no meio de um laguinho como se estivesse em terra firme, coisa que o cara apelidou muito bem de Jesus Shot. Em vez de lançar um patch para consertar o problema, a Electronic Arts chamou o Tiger para fazer esse vídeo aí em cima. Absolutamente genial. E o jogo? Essa última versão eu não experimentei. Mas certamente foi uma das séries que eu mais joguei no Xbox 1. É viciante. Sério. Golfe pode ser bem divertido, pelo menos no videogame (na vida real eu já tentei, é dificílimo). E como se vê, o Tiger é um cara do outro mundo.
Qual ator interpretará o brasileiríssimo Blanca, orgulho do nosso país? Eu votaria no Maguila.
Rumores circularam hoje de que o aguardadíssimo Street Fighter IV, que já pode ser jogado em alguns arcades pelo mundo, vai ter sua estréia nos consoles adiada. Em vez de ser lançado no fim deste ano, como esperado, deve aparecer em fevereiro de 2009 para coincidir com o lançamento do filme. Sim, outro filme, depois do desastroso título de 1994, que quase enterrou a carreira de Jean-Claude Van Damme, matou Raul Julia e provocou câncer na Kylie Minogue (ok, um certo exagero meu). O mais famoso jogo de luta dos videogames e fliperamas de todos os tempos vai voltar às telonas, com a gatinha Kristin Kreuk (a Lana Lane de Smallville) no papel de Chun-Li. Essa é a atriz mais conhecida e a princípio o único motivo para assistir essa provável bomba.
Imagens da seletiva coreana de Halo 3, no WCG deste ano. Reparem no show.
Fim de semana de e-sports pra mim. Sábado eu passei para ver a seletiva brasileira de Guitar Hero 3 para o World Cyber Games. Olhando o aquecimento quase me animei. Pensei "ah, consigo fazer parecido". Mas aí entrou um figurinha lá, com luva e tal, e acertou as primeiras 500 notas de Through the Fire and Flames, na minha frente - coisa que eu só achava possível no Youtube. Um cara do meu lado tava literalmente de queixo caído - coisa que pode ser parcialmente explicada pela TV de dúzias de polegadas, Full HD, onde era disputado o negócio, na Samsung Experience do Shopping Morumbi. Tive que sair antes da competição em si mas acho que o cara ganhou. E ele não usava uma aranha treinada.
Tem um amigo meu que reclama que os jogos de hoje são fáceis demais. Só o fato de ter "easy" como opção é uma afronta pro cara. Pudera. Ele é fã de Ikaruga e Ninja Gaiden, dois jogos absurdamente difíceis que estão nessa bem legal lista de games mais difíceis de todos os tempos que a Gametrailers juntou, talvez como fruto de uma sessão de terapia para exorcizar os traumas. Não sei se colocaria BattleToads em primeiro (eu zerei o bicho quando era bem moleque, junto do meu primo) nem Contra, que terminei com o mesmo primo, por coincidência mas os outros aí, concordo com tudo. Vocês sentem falta de algum? O bom desses jogos é que quando você terminava um deles realmente se sentia muito bom. E até esquecia que tentou passar da mesma fase 50 vezes.
Falando em Guitar Hero (e jogos curtos), recebi este fim de semana o Guitar Hero On Tour, do Nintendo DS. E já dei um apelido pra ele: tendinite-in-a-Box. Ele basicamente adiciona um “trompete” no slot 1 do portátil, e você dá a palhetada no touchscreen (a canetinha é substituída por uma palheta com ponta). Certamente a palhetada é a parte mais legal, dá uma sensação bem mais realista, especialmente nas “cavalgadas” e seqüências mais rápidas. O setlist, apesar de curto (25 músicas), é bem interessante, com coisas bem variadas como Bloc Party, Nirvana, Incubus, Maroon 5 e Ozzy além de músicas presentes no Guitar Hero 3 para consoles, como a ótima Pride and Joy (aqui em versão original) do Guitar Hero Steve Ray Vaughan. Maaaas há 2 problemas: é muito difícil achar uma posição realmente firme e confortável para empunhar o DS. Em algumas músicas minha mão já começava a doer. E o pior: quando havia muitas notas diferentes na seqüência, a mão esquerda tende a mexer o DS, deixando difícil de visualizar a tela (que fica chacoalhando no ritmo da sua empolgação). Outro problema é a capacidade de áudio do portátil da Nintendo, bem mais ou menos. É óbvio que só dá para apreciar o jogo com headphones, mas mesmo assim dá pra ver que a compressão de dados é violenta. O jogo é mais fácil, me parece. Terminei ele no Hard sem maiores problemas em duas sessões e toquei algumas no Expert. E depois que isso acontece a graça é ficar tentando melhorar seus scores. É legal, mas imagino que a brincadeira deve cansar mais rápido do que o Rock Band, que tem um modo carreira bem mais parrudo. Os gráficos são ok, não dá pra esperar muito mais que isso do DS. De qualquer forma, se você estiver em viagem pros EUA ou a Europa, valem os 50 dólares. Mas os R$ 250 que estão pedindo por aqui, nem a pau.