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Blog Próxima Fase
13 Novembro 2008
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O antigo Second Life Blog virou este Próxima Fase. O jornalista Pedro Burgos, colaborador da revista e viciado em joguinhos, conta aqui as polêmicas, os lançamentos e os assuntos mais fervidos do mundo dos games

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    Mais sobre a pirataria. Bônus: o que fazer para mudar

    Um dos assuntos quentes no Brasil essa semana é, como vocês devem saber, a onda de banimento que a Microsoft começou com os consoles piratas, muitos no Brasil. É só passar em algum lugar como o fórum UOL e ver como há gente desesperada. Vamos às opiniões polêmicas pro povo xingar. A primeira coisa: banir videogames (do serviço online) é normal e correto. Não é contra lei você modificar seu videogame para rodar jogos piratas. Mas quando você entra na Xbox Live, o serviço online (pago) da Microsoft, você assina um contrato que tem seus termos: entre eles, não usar videogames modificados, jogos não originais e especialmente antes de serem lançados. Se você quebra uma dessas regras, está passível de ser banido. Não tem choro. O que aconteceu é que 99% das pessoas que foram banidas da Live jogavam Gears of War 2 semanas antes do lançamento. Era óbvio que a cópia do cara era pirata. Nada mais justo que eles serem banidos do serviço online.


    Aí vem aquela mania brasileira de achar que o cliente tem de reclamar mesmo quando não tem a menor razão. Veja: a Microsoft não inutilizou o aparelho – aí sim seria grave. Só fechou as portas para um serviço que oferecia. Assim como a Blizzard, que baniu ontem 350 mil jogadores de Diablo II, Starcraft e Warcraft III porque eles trapaceavam. Não é a mesma coisa? Antes de comprar o aparelho todo mundo já sabe que o jogo é caro. Piratear não é quase uma “necessidade” no Brasil, não importa o preço. É que nem dizer que a solução é comprar uma bolsa Louis Vuitton falsificada porque, afinal, você não tem grana para comprar a original. Ora, você não PRECISA de uma bolsa de marca, então se resolveu comprar uma, siga as regras, ou compre de uma marca qualquer. R$ 270 por jogo é ruim? Importe direto da CDUniverse (sai mais barato, mesmo com imposto - e é 100% legal) ou fique jogando no seu computador, onde os jogos custam R$ 99. As melhores coisas são caras, as supérfluas especialmente caras. Ninguém precisa ter um videogame. Na verdade há 3 opções: arrume outra diversão, siga as regras, ou ainda melhor: brigue para mudar a lei que faz com que videogame no Brasil sofra tributação maior que as máquinas de cassino – eu só mandei e-mail para deputado, reconheço que devo fazer muito mais. Quer fazer? O projeto está nas mãos do deputado Antonio Palocci (aquele), que preside a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, onde o projeto está parado há 3 meses. Fale com ele aqui.


    Quer piratear? O Faça, mas não reclame se der algum problema. Até porque você não precisa jogar online. A Live serve basicamente para jogar online. E até poucos meses atrás, quando todo mundo estava satisfeito com o PS2, ninguém reclamava de não poder jogar na internet com os amigos. É necessidade agora? Aliás, há opções para jogar online com o Xbox, como o X-link Kai, que dá um trabalhinho para configurar, às vezes a conexão é meio ruim, mas se você faz questão, é um caminho.


    Se o problema é banir, faça um caminho melhor ainda: compre um PlayStation 3. Enquanto a Microsoft bania brasileiros, a Sony silenciosamente abria a PSN (a Live do PS3 e PSP, gratuita) para o Brasil. Você agora pode se registrar lá sem mentir sobre o seu local de residência, como todas as pessoas do País (inclusive funcionários da Microsoft) faziam ao se registrar na Live. Com a PSN, é mais tranqüilo - ainda que a loja em si ainda esteja bloqueada, dá pra jogar com a galera sem lag. Ah, sim, os jogos são ainda mais caros para o PlayStation 3. Mas aí vem o dilema Tostines: jogos no Brasil são caros porque pouca gente compra (a maioria prefere piratear) ou pouca gente compra porque são caros? Ainda não achei a resposta. De volta à programação normal em instantes.

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    brunodeleone, 22 Dezembro 2008 - 11:11
    desculpa, mas é muito caro para mim. Prefiro pagar 10 num jogo de ps2 doque 110 (e isso ainda é pouco) num jogo que vou enjoar do mesmo jeito. putos!
    Márcio Cardoso, 02 Dezembro 2008 - 13:50
    Uhuuuu!!! PSN, aí vou eu!!! Hehehe!!! Serviço sensacional e gratuito! Sem dizer que você se cadastra também pela internet! Tá aí a minha ID prá quem quiser me adicionar lá! MaxSPBR!! Abraços, galera!!! E CONCORDO COM O BLOGUEIRO EM GÊNERO, NÚMERO E GRAU! QUER JOGAR PIRATA?! SO GET READY FOR THE CONSEQUENCES!!!
    Mocotoh, 15 Novembro 2008 - 22:54
    Acredito que deve ter um interesse das empresas que vendem os jogos, porque se simplesmente as pessoas pagarem os absurdos que eles cobram hj, pq iriam baixar os preços? Se o problema são os impostos, sabe-se que nesse país o que movimenta o congresso são as empresas e seus interesses e não os anseios do povo, não que o preço dos games seja um câncer nacional, mas ele reflete o que acontece com quase tudo que se compra neste país.
    Mário A. R. Lima, 14 Novembro 2008 - 17:31
    O Zeebo lançado pela Tectoy tem a pretensão de acabar com a pirataria, me parece ser uma grande sacada, algo inovador a nível mundial. A Tectoy é uma empresa genuinamente brasileira que se associou com a Qualcomm americana pra desenvolver o projeto, mas mesmo com a Qualcomm na jogada, acredito que logo logo uma Microsoft ou Sony da vida acaba comprando a Tectoy, é uma pena, nesse ramo qualquer idéia revolucionária acaba nas mãos do poderosos. Vejam no site do Zeebo: http://www.zeebo.com.br/
    Dr. Menino Garoto, 14 Novembro 2008 - 16:52
    Piratiar é correto? Jamais, até porque ninguem gostaria que um produto seu, que vc gastou horas preparando, criando, montando, saisse pela mão de terceiros a um preço infeior e sem que vc receba alguma coisa por isso, porém devemos lembrar que as grandes industrias de games estao se lixando para o Brasil, talvez pelo número de jogos piratas, mas a verdade que os jogos sao realmente caros, os consoles tb, enfim, os encargos sao altíssimos, outros sao que os jogos e consoles sao importados, se fossem feitos na zona franca de manaus, teria muito menos impostos, e seria mais acessivel, e geraria mais empregos, abririam os olhos das autoridades estagnadas no seculo XX e estes poderiam ter a lucida impressão q nao vale a pena tantos impostos, pois concorrer com a pirataria é dificil. Há também um trabalho que deve ser feito com a cabeças das pessoas, nao falar q pirataria aumenta o uso de drogas e a grana vai pro trafico e bla bla bla, a verdade que ta tudo muito errado.
    Juliana, 13 Novembro 2008 - 20:30
    o dilema tostines persiste simplesmente pq aki todo mundo axa q é melhor procurar atalhos q facilitem, sem pensar q podem existir outros caminhos.É mas facil se piratiar um jogo e disponibilizar pra mtos do que juntar uma galera e procurar bases pra q esses jogos legais fikem mas acessiveis.... é pura preguiça e falta de pensar q as veses o caminho mas facil pode trazer dores de cabeça....
    Juliana, 13 Novembro 2008 - 20:30
    o dilema tostines persiste simplesmente pq aki todo mundo axa q é melhor procurar atalhos q facilitem, sem pensar q podem existir outros caminhos.É mas facil se piratiar um jogo e disponibilizar pra mtos do que juntar uma galera e procurar bases pra q esses jogos legais fikem mas acessiveis.... é pura preguiça e falta de pensar q as veses o caminho mas facil pode trazer dores de cabeça....
    Juliana, 13 Novembro 2008 - 20:30
    o dilema tostines persiste simplesmente pq aki todo mundo axa q é melhor procurar atalhos q facilitem, sem pensar q podem existir outros caminhos.É mas facil se piratiar um jogo e disponibilizar pra mtos do que juntar uma galera e procurar bases pra q esses jogos legais fikem mas acessiveis.... é pura preguiça e falta de pensar q as veses o caminho mas facil pode trazer dores de cabeça....
    Henrique, 13 Novembro 2008 - 20:07
    pouca gente compra pq é caro!!!
    Guilherme, 13 Novembro 2008 - 19:53
    pouca gente compra porque são caros
    Lara, 13 Novembro 2008 - 19:11
    Tudo tem uma soluçao. Se esses jogos são realmente caros e ninguém quer que pirateiem.. então porque não abaixam os valores desses jogos para um valor acessível á todos? Áté;
    Lara, 13 Novembro 2008 - 19:11
    Tudo tem uma soluçao. Se esses jogos são realmente caros e ninguém quer que pirateiem.. então porque não abaixam os valores desses jogos para um valor acessível á todos? Áté;
    jésikinha e tatynha, 13 Novembro 2008 - 17:14
    achamos q a pirataria é crime mas mesmo assim conpramos cd pirata... rsrsrrsrsrss
    juliana tqa , 13 Novembro 2008 - 17:12
    axo que todos sabemos que pirataria è crime e temos que mudar isso então não compre cds pirata. pirataria é crime vamos mudar isso para melhor
    pamelatqa, 13 Novembro 2008 - 17:08
    axo q pirataria e crime antigamente todo mundo corria atras do original agora e so pirataia agora digo e repito pirataria e crime si qser manda presente pela linda frase aceitoooooooooo??????
    Gothic Elf, 13 Novembro 2008 - 13:33
    Essa situação da pirataria é complicada. Vou contar algo que aconteceu comigo: nunca comprei jogos originais mas essa semana passei em uma loja e resolvi comprar o Flight simulator original (acabei passando em outra depois e comprei também o Race Driver Grid original também) quando fui instalar o Flight simulator deu erro em dois arquivos e por isso não consegui instalar. Tentei várias opções, copiar o arquivo manualmente, fazer uma imagem do cd, colocar em outro leitor, mas não consegui mesmo. Como a loja me deu garantia sobre o produto, hoje resolvi procura-la. Conversei com o vendedor e ele disse que seria necessário deixar o jogo por uma semana para que eles enviassem para o suporte de informática e realizassem testes. Agora vem a questão: em todas as lojas em que comprei jogos piratas, sempre que houve algum problema, bastou éxplicar a situação e já saí com outro jogo na hora. Como não desanimar com uma situação dessas?!
    Geraldo Seabra - Blog do NewsGames, 13 Novembro 2008 - 07:19
    Caro Pedro, 2008 já é um marco das grandes mudanças de paradigma no mundo: crise financeira global, Obama na Casa Branca, invasão dos blogs em portais de notícia... Diante dessa pressão das empresas de censurar e banir jogadores, acho que já passou da hora de os jogadores se juntarem em uma comunidade para promover uma campanha de boicote global à indústria de games. Segundo qualquer bom censo de esquina, as empresas de jogos deveriam encontrar um meio termo no processo de monetização de seus produtos, principalmente em plataforma on-line. Por que não ?plagiar? então o sistema Adsense do Google como forma de cobrança de quem joga on-line, inclusive, a própria Microsoft? Ou dar bônus aos jogadores que são co-autores de 60% jogos comerciais? O que não dá para aceitar é a Sony censurar a criação de novos níveis do LittleBigPlanet como forma de censura aberta de conteúdo. Ora, ora! Estamos na era da co-autoria e não mais na era do autor imposta a todos nós a partir da produção da bíblia de Gutemberg. No caso do game LittleBigPlanet, ao contrário, a Sony quer cobrar de quem produz em parceria com ela. Que absurdo! Acho que chegou a hora de os jogadores produzirem seus próprios jogos, usando aplicativos disponibilizados gratuitamente na internet. Se os que estão aí não são tão bons, por favor, vamos incentivar os desenvolvedores a criarem novas ferramentas para otimizar a participação coletiva. O fato é que em nome do combate à pirataria, os governos têm dado carta branca aos donos de empresa de tecnologia. Tudo bem! Mas quem protege quem optou por jogar? Afinal, videogame não é só mero entretenimento, mas, sobretudo, emuladores de informação e cultura. Game over! http://blogdonewsgames.blogspot.com/
    João, 13 Novembro 2008 - 02:24
    Grande texto! (em todos os sentidos)                                     vou entrar no pagina do palocci agora!
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