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Blog Próxima Fase
11 Dezembro 2007
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O antigo Second Life Blog virou este Próxima Fase. O jornalista Pedro Burgos, colaborador da revista e viciado em joguinhos, conta aqui as polêmicas, os lançamentos e os assuntos mais fervidos do mundo dos games

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    Alguns motivos para não comprar games piratas

    Tenho de admitir que não tenho ficha limpa: sou viciado em videogames desde moleque e nem sempre tive dinheiro para comprar os jogos, digamos, “oficiais”. A minha vontade de conhecer todos os lançamentos era maior que a minha conta do BB Teen. Mas enfim, pode parecer na contramão da história, mas eu estou questionando cada vez mais a força da pirataria no mercado de games, especialmente no Brasil. Loucura? Talvez seja só a minha experiência pessoal, mas desde que comprei meu Xbox 360, só rodo jogos originais. E descobri que há vantagens nisso, amiguinhos. Não, a Microsoft nem ninguém estão me pagando para falar isso.

    Sim, às vantagens: 1) A consciência tranqüila; 2) Colecionar caixas bonitas e manuais legais é um hobby à parte; 3) Você pode revender o jogo se não gostar – há mercado para isso; e 4) Você joga menos jogos, de maneira mais aprofundada. Isso pra mim é o fundamental.

    Hoje eu vou ficar nesse último ponto. Quando você tem à disposição jogos por R$ 10 ou R$ 15, ou de graça, baixando e gravando, você pega qualquer porcaria que sai. Joga o negócio 15 minutos e às vezes nunca mais. Dificilmente termina todos os jogos da coleção, não vale à pena. Quem tem um console “bloqueado” pensa bem antes de comprar, e quando compra tenta extrair o máximo do jogo. E nesse sentido há uma vantagem do videogame da Microsoft: a lista de “achievements”, objetivos que você tem além de simplesmente terminar o jogo. Então, mesmo depois de eu terminar o Bioshock, por exemplo, há o incentivo para que eu tente fazer de novo sem matar nenhuma criança (é, isso não é fácil) ou tentar chegar ao final sem morrer uma única vez. Quando você dá conta dessas coisas insanas, ganha uma espécie de medalhinha para que todos os seus amigos vejam o quanto que você é bom (ou tem tempo de sobra) ao checar o seu perfil. Isso dá mais longevidade aos títulos – isso sem contar a funcionalidade de jogatina online. Se você acha que é bom mesmo ao ganhar do computador no nível mais difícil, experimente desafiar os melhores do mundo. Some-se a tudo isso o fato de que há constantes atualizações para os jogos, várias gratuitas e o resultado é que os jogos ficam menos descartáveis.

    Então, nesse sentido, os R$ 99 a R$ 199 que desembolso em um jogo me parece caro, sim, mas não absurdamente injusto, tendo em vista o tempo que vou usufruir da compra. Tenho poucos jogos aqui, mas sou bem contente com eles. E não sou só eu. Vejo sinais de que a opção por videogames e jogos originais está crescendo no Brasil. Em 2006 o país registrou pela primeira vez na história uma queda no índice de softwares piratas adquiridos. Mês passado abriu uma nova e revolucionária locadora de games em São Paulo (não é jabá. Vale conferir aqui). Também aqui em Sampa, no último fim de semana, foi aberta a primeira “mini-megastore” de videogames, com todos os lançamentos e consoles pra testar, coisa chique. Fora o histórico lançamento do Halo 3, à meia-noite, com fila de 70 pessoas para comprar o jogo numa fria madrugada de terça-feira há dois meses. Só acredito porque estava lá e vi tudo. O fato de a faixa-etária média do jogador de videogame ter aumentado também significa que há mais possibilidade para gasto com esse passatempo, visto que não são os pais que regulam o dinheiro da jogatina.

    Acredito que a “legalidade” do comércio é condição para o Brasil se inserir de fato no bilionário mercado de games, e estamos caminhando devagar nessa direção. Quanto mais gente comprar, mais barato o jogo fica e mais incentivo para as empresas se instalarem definitivamente aqui (quando a Sony vai lançar os videogames dela no Brasil, afinal?). Observemos. Parece bizarro apostar no declínio da pirataria, visto que todo mundo tem banda-larga hoje e qualquer esquina de uma grande cidade é possível faturar um jogo pirata ou destravar um console. Mas eu sou otimista.

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    Luís Cláudio - DF, 05 Janeiro 2008 - 03:04
    Eu estou impressionado com alguns comentário que aqui estão e o interessante é que eu já vi algumas das justificativas contida nestes comentários vindo de uma professora (não vou me privar de cultura e lazer porque não consigo comprar um DVD original - ou jogo como se está discutindo aqui) o que é pior (é lógico que não é a classe de professores que pensa assim e sim uma professora que comentou isto). Em minha opinião dizer que é legal ser ilegal porque não tem condições de comprar isto ou aquilo é uma burrice. Pensamentos assim não deixam o Brasil crescer pois por trás destes ?joguinhos? muita gente trabalhou, desde o programador, ao responsável pela faxina, a dona Maria do cafezinho, o vendedor de loja de games etc. É ver só um palmo à frente do nariz e não enxergar que a sua ação irresponsável é responsável (também) pela taxa de desemprego de 10% que temos hoje, além de vários crimes que estão ligados à pirataria (seja ela para filmes, jogos etc). Como foi colocado por um comentarista aqui, das formas de pirataria, a menos nociva é aquela em que você não dá dinheiro para ninguém (baixa e grava). É correto? Claro que não, mas dos males o menor. O que me assusta nem é tanto o fato de se ter um jogo pirata (que atire a primeira pedra aquele que nunca jogou um jogo pirata), mas o fato de se justificar usando de retórica (falar bonito como ?não vou me privar de cultura e lazer patati patata e o salário mínimo é assim e assado e bla bla bla??) para justificar algo errado que está fazendo e querer parecer que isto é certo. E depois estas mesmas pessoas reclamam de violência, desemprego etc.
    Gustavo F. Duarte, 26 Dezembro 2007 - 10:35
    Ricardo, não viaja... Se lá fora (EUA) os jogos custam U$49/59 porque aqui não custariam isso também. O preço dos jogos de PC estão muito em conta no Brasil. E é só procurar um pouco, existem MUITOS jogos abaixo desse preço, logicamente não lançamentos, jogos de R$29,90 até R$69,00. Pedro, achei lamentável alguns comentários aqui, especialmente o de barganhar tudo que for original. Se esse tipo de pensamento reinar o Brasil finalmente virará o Congo. Ah, eu baseei um post meu no meu blog, ficaria grato se você desse uma olhada: http://www.gamelib.com.br/users/ghosty/blog/2007/12/17/pirataria-sucks- varios-motivos-para-nao-comprar-games-piratas-ou-melhor-nada-pirata.html Vale u, abraços.
    Ricardo Dahmer Tiecher, 22 Dezembro 2007 - 00:10
    Concordo que é legal mesmo comprar jogos originais, por vários fatores, entre eles a consciência limpa e a coleção de caixinhas e mídias coloridas =D No entanto, costumam ser cobradas, aqui no Brasil, exorbitâncias por um simples jogo. Um jogo para PC, por exemplo, costuma custar R$ 99,90 - e é por causa desse preço elevado que há tanta pirataria. Se a indústria fosse menos cobiçosa e cobrasse preços mais acessíveis, lá pelos 59,90 - 69,90, certamente venderia muito mais, pois estes já são preços aceitáveis que eu, por exemplo, pagaria sem titubear.
    Felipe, 17 Dezembro 2007 - 10:17
    Kr eu concordo completamente, jogo videogame ja tem 20 anos e sinto essa diferença sim, vc da bem mais valor pra um jogo original que vc compro, joga com mais gosto sim, quando tem mta coisa na mão qualquer enchida de saco vc deixa de lado e vai pro outro. Amito que tive poucos originais... mas concordo com o ponto de vista.
    TorHk, 13 Dezembro 2007 - 00:40
    Moçada, acredito que cada pessoa deve saber o que faz e ter consciência do que é certo e errado. No Brasil, o mercado de games ainda é incipiente graças não só a elevada carga tributária, mas ao mercado ilegal também. Se você acha que comprando pirata para "não se privar do acesso a cultura e ao entretenimento" está ajudando a fazer algo para mudar o cenário atual, acho que você deve rever os seus conceitos. É certo que ninguém pode atirar a primeira pedra dizendo eu não uso, nunca usei e nunca usarei, mas como um gamer de várias gerações posso afirmar, que nunca estivemos numa situação tão propícia para mudar este cenário como a que temos hoje. Só de locadoras virtuais já temos 3 lançadas nas últimas semanas, um mini-store em São Paulo, preços de jogos da Microsoft subsidiados, projeto de lei de enquadramento dos consoles e respectivos jogos na lei de informática que poderá reduzir os impostos sobre estes produtos, possibilidades infindáveis de vinda de distribuidores e produtoras de jogos eletrônicos para o Brasil. Enfim, tantas oportunidades. Porque então tamanha má vontade em colaborar para que tudo isto dê certo. Vocês acreditam mesmo que foi a pirataria que transformou o México no maior mercado de games da América Latina? Este posto não poderia ser do Brasil e todos nós sermos beneficiados com isto? Quando você diz que R$ 199,00 por um game está caro eu acredito, mas comece a pesquisar por aí. Há muitas oportunidades que você está perdendo por falta de informação.
    banin, 12 Dezembro 2007 - 23:40
    eu sou "a favor" da pirataria da seguinte forma, faça você mesmo o seu pirate, baixe o jogo, queime o DVD e pronto, mas eu sou completamente CONTRA vc dar dinheiro prum mané qualquer que nao merece, que nao teve envolvimento nenhum com a produção do jogo, ou a grana vai pra quem merece, ou nao vai pra ninguém. filinho de papai nao é quem trabalha pra comprar seus jogos, mas aquele que ganha o videogame de 2k do pai e depois fica comprando jogo pirata pq nao tem o proprio dinheiro.
    Carl , 12 Dezembro 2007 - 20:28
    Voce joga menos de maneira mais aprofundada , que papinho é esse meu vc ta louco !! eu nao jogo games sozinho e vou me limitar a comprar 1 joga a cada 3 meses so pra ter minha consciencia limpa ?? vc pirou minha consciencia é limpissima e tenho mais de 50 jogos totalmente piratas mesmo , e posso jogar com meus camaradas , primos , amigas e muito mais , e vou continuar comprando mais e mais e sobre zerar o game eu zero igualzinho voce pagando 199,00 ou 15,00 belezzzz falou mano e tira essa ideia ipocrita da sua mente porque so paga caro quem ganha pra isso e pode gastar a vontade quem nao pode é logico que vai comprar nos meios paralelos.
    Carl , 12 Dezembro 2007 - 20:28
    Voce joga menos de maneira mais aprofundada , que papinho é esse meu vc ta louco !! eu nao jogo games sozinho e vou me limitar a comprar 1 joga a cada 3 meses so pra ter minha consciencia limpa ?? vc pirou minha consciencia é limpissima e tenho mais de 50 jogos totalmente piratas mesmo , e posso jogar com meus camaradas , primos , amigas e muito mais , e vou continuar comprando mais e mais e sobre zerar o game eu zero igualzinho voce pagando 199,00 ou 15,00 belezzzz falou mano e tira essa ideia ipocrita da sua mente porque so paga caro quem ganha pra isso e pode gastar a vontade quem nao pode é logico que vai comprar nos meios paralelos.
    Jak, 12 Dezembro 2007 - 16:38
    Muito legal o seu post. Eu estava na dúvida se comprava o meu console bloqueado ou desbloqueado. acho que agora tomei minha decisão. =)
    Severo, 12 Dezembro 2007 - 13:24
    O maior problema da pirataria é o destino dos R$10,00 que você paga. Os criminosos se aproveitam e conseguem recursos para comprar armas, drogas e etc. E aí? Vale a pena financiar o crime? Vale a pena pagar R$10,00 por um jogo e um bandido roubar seu telefone celular na outra esquina? Eu não sou filhinho de papai, não nasci em berço de ouro mas tenho condições de comprar jogos originais. Eu trabalho para isso. Quem quer tudo de mão beijada nessa vida vai se decepcionar bastante e não vai muito longe. Qualquer serviço ou produto que adquirimos está sujeito a impostos. A carga tributária do nosso país ainda é absurda. Verifique por exemplo o ICMS no seu estado.
    Edisonlsm, 12 Dezembro 2007 - 11:49
    Você é uma pessoa de sorte, que pode adiquirir vários jogos originais...Eu possuo cerca de 20 jogos pra computador na minha casa, sendo apenas 3 originais (Jogos q analizei muito bem antes de comprar). Todos os outros jogos foram comprados por 20 reais ou baixados...Lembre-se que não são todos os brasileiros que podem comprar um console travado (Sendo q o destravado do Paraguai tá 1500) e jogos originais (Sendo q é fácil achar por 15 reais)...
    marzok, 12 Dezembro 2007 - 09:57
    realmente a pirataria atraza o nosso país,mas por outro lado somente poucas pessoas tem condições de comprar o original.
    Hacker, 12 Dezembro 2007 - 08:06
    Um mané filhinho do papai e da mamãe falando de pirataria e comprar jogos originais... Claro, ele pode. Mamãe lava as cuecas dele e o rico dinheirinho que ele ganha escrevendo um punhado de idiotices numa revista ruim sobra pra poder torrar com jogos originais só pra ter a "caixinha" pra deixar na sala de casa e impressionar os amigos fazendo de conta que ele é hype... Babaca.
    Hacker, 12 Dezembro 2007 - 08:05
    Um mané filhinho do papai e da mamãe falando de pirataria e comprar jogos originais... Claro, ele pode. Mamãe lava as cuecas dele e o rico dinheirinho que ele ganha escrevendo um punhado de idiotices numa revista ruim sobra pra poder torrar com jogos originais só pra ter a "caixinha" pra deixar na sala de casa e impressionar os amigos fazendo de conta que ele é hype... Babaca.
    Henri, 12 Dezembro 2007 - 07:50
    Sabe pq os Jogos são um absurdo de caro? por que existe quem pague por esses preços exorbitantes!!! se todos se recusassem a comprar desse preço que existe, as produtoras iriam cair na real e deixar a ganância absurda do capitalismo dela e iria pensar em lucrar sem explorar!!! viva a pirataria, E MINHA CONSCIÊNCIA NÃO PESA POR CAUSA DISSO!!
    P1r4t3 4 3v3r, 12 Dezembro 2007 - 03:24
    Dos quatro motivos apresentados para comprar original nenhum pareceu relevante, se quiser jogar on line tem vários jogos grátis on line no pc. Tive Ps1 comprado na Uruguaiana e agora tou com o 2 esperando o desbloqueio do 3, nunca tive CD original nem pretendo ter, quando não tenho paciência de procurar baixar e ripar um jogo pago no máximo 10 reais por ele tenho 200 títulos e já virei todos em todas as dificuldades e modos possíveis, uma dica muito boa é se filiar a uma locadora, dai caso goste do jogo é só copiar em casa. :- )
    Pedro Burgos, 12 Dezembro 2007 - 03:11
    wa4loc3, a gente podia discutir isso indefinidamente. O lance é o seguinte: se você tem R$ 1.500, pelo menos, para gastar em um console de última geração, você tem R$ 199 para gastar em um jogo, é uma questão matemática. Obviamente você não vai ter tantos jogos, mas esse é o ponto que eu coloquei: isso pode ser positivo. Eu tratei aqui no post bem de jogos de última geração, e acho que há um ambiente mais favorável para quem quiser ficar nos originais (lojas, locadoras, mercado de usados, etc). Em relação a jogos de Playstation 1 ou 2 aí realmente há menos incentivos para quem quiser ficar na "legalidade". Mas é opção de cada um, certo? E cara, pirataria não tem nada a ver com opensource. Mas é outro papo. Abraço!
    wa4loc3, 12 Dezembro 2007 - 01:48
    Você realmente acha que num país onde o salário mínimo é uma vergonha , eu , bem como todos aqueles que gostam de entretenimento , informação , cultura e tecnologia , seremos privados de ler , jogar , ouvir , ou usar software x ou y , só porque não podemos pagar ? Você certamente faz parte dos poucos privilegiados que podem comprar um jogo original por 199,00 reais . Eu pago 15 reais sim , e termino o jogo em todos os modos que forem permitidos .To nem aí para o lives box da vida ! DEUS ABENÇOE OS CHIP MODS , Os Cracks e tudo que puder vir de contra a essa carga tributária ridicula desse país em que vivemos .Me desculpe se o ofendi de alguma forma , mas não é essa a minha intenção . Viva o opensource !!.
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