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Blogs Superinteressante - Próxima Fase

Blog Próxima Fase
01 Julho 2008
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O antigo Second Life Blog virou este Próxima Fase. O jornalista Pedro Burgos, colaborador da revista e viciado em joguinhos, conta aqui as polêmicas, os lançamentos e os assuntos mais fervidos do mundo dos games

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    É filme ou é jogo?

    “O uso da cutscene significa a injeção de um material puramente contemplativo em uma experiência que é essencialmente cinética”. Assim começa um editorial do cabeçudo Gamasutra sobre o uso de cutscenes nos games. Cutscenes, para os não-iniciados, são aquelas partes dos games que servem para contar a história, onde você não joga, só assite. O equivalente no cinema seria a hora que o vilão, antes de dar o golpe final no mocinho, resolve dizer ou o plano de dominação mundial ou os motivos de ele estar fazendo isso. A ação pára de forma que o plot faça sentido. Tem gente que adora as tais. Eu sou médio-fã. Como gosto de Halo, às vezes ficava torcendo (especialmente na história maluca que é Halo 2) pra que a ação parasse e me explicassem o que diabos estava acontecendo.


    Mas será que não andam exagerando nas cutscenes, agora que temos tecnologia para fazer seqüências de fato cinematográficas? O editorial no Gamasutra é motivado, ao que me parece, pelo Metal Gear Solid IV, junto com GTA IV (notem o padrão) o mais falado jogo do ano. Antes de você controlar Solid Snake pela primeira vez é necessário ouvir quase 20 minutos de blábláblá. Há uma cena que dura mais de meia hora. Não será demais? Será que realmente o videogame fica tentando se aproximar do cinema dessa maneira meio artificial? Em Star Wars: Knights of the Old Republic, um RPG que na minha opinião tem uma história melhor que qualquer filme da série, o roteiro mesmo é construído (e contado) pelo jogador, durante as fases. Mesma coisa acontece com Half-Life, onde você vai entendendo o que aconteceu à medida que encontra sobreviventes, ou simplesmente passa pela base militar detonada no início. Até mesmo em Bioshock as cutscentes são pequenas e a história genial. E esse jogo, não à toa tão incensado pela crítica, tem o que eu acho o ideal: se você quiser entrar mais no mundo, entender a história, pode ficar ouvindo as gravações dos ex-habitantes da cidade Rapture nos rádios perdidos. Enfim, acho que cutscenes podem ser legais, mas essa ânsia de parecer cinema fazem o videogame perder sua função como mídia. Fãs de Metal Gear e Final Fantasy devem discordar de mim. Mas apenas uma história excelente não faz um jogo genial, mas a opção de fazer os combos mais maneiros (Kratos eu estou olhando para você) sim.

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    Pedro Burgos, 04 Julho 2008 - 00:05
    v2, acho que você não entendeu. Eu disse que SÓ uma história interessante não faz um jogo bom. Jogo é jogo. Por outro lado, SÓ jogabilidade faz um jogo bom. Qual é a história de Street Fighter 2? Ou de Guitar Hero? Ou Katamari? Não importa. É divertido e o jogo é bom, não importa se você ache cansativo. Uma boa história, como em caso de Metal Gear, ajuda, mas não faz um bom jogo sozinha. Abraço!
    v2, 03 Julho 2008 - 21:37
    Apenas uma historia excelente não faz um jogo genial? e a opção de fazer combos sim? lol man, entao vc axa q se metal gear solid 1 pra playstation não tivesse a trama q teve poderia fazer o mesmo sucesso? lutar contra metal gear rex... teria a mesma emoção? ver o ninja gray fox se sacrificar/suicidar teria o mesmo apelo emocional? e so pra finalizar: a cena da fuga da base com o liquid(de 7 vidas) te perseguindo teria a mesma sensaçao de gran finale? Cara metal gear provou q games poderiam ter tramas serias e envolventes + jogabilidade divertida jogos q se focam d+ na jogabilidade em si (gear of war, bioshock,resistence) simplesmente sao cansativos ou pelo excesso de açao como nos exemplos acima, ou pelas simples falta de sentido.Jamais esqueci nenhum jogo de MG e todos eles tem 1 espaço guardado no meu coraçao, agora esses shoters genericos e sem sentido (vide resistence:fall of man) e sem conclusao q so focam unicamente na açao com seu pilar sempre me dao raiva e/ou desapontamento =p Mas eu concordo q mgs4 abusou 1 pouco das Cutscenes >.<
    Eduardo César, 03 Julho 2008 - 21:30
    Ah! Nâo concordo... eu gosto bastante das cutscenes. Na realidade, eu gosto bastante de jogos com histórias bem boladas, mesmo quando elas são apresentadas naquele método clássico de texto escrito com uma imagem parada no fundo. Acho que eu só nâo gosto muito daquelas iniciais... quando coloco um jogo no video game, estou ansioso para começar a jogar logo e as partes de história acabam irritando.
    Iury, 02 Julho 2008 - 21:42
    Cutscenes são boas se forem bem feitas, as cutscenes com ações no meio (vide resident evil 4 e cia) são muito empolgantes, mas é preciso também ter o bom senso, em outro post falei de okami, o jogo é belo mas as cutscenes dão um belo de um pé no saco (minha opinião), eu não aguento ver tres minutos daquela faladeira sem fala, ainda bem que no wii tem como pular, pois no ps2 não tinha.
    Hideki, 02 Julho 2008 - 19:53
    Esse negócio de longos cutscenes é coisa de japonês (tudo bem, video-game é coisa de japonês). Quando eu fui ao Japão, eu joguei Final Fantasy com meus primos, e eles gostavam mais das partes em que se contava a história às partes em que a gente jogava mesmo. Eu curto um jogo que tem uma história boa, senão este acaba ficando meio sem sentido, você não sabe direito pra quê que o personagem está fazendo aquilo. Mas cutscenes de meia hora são um exagero!
    Renato, 02 Julho 2008 - 11:15
    Concordo com você quanto ao genial BioShock. Algo similar acontece com a série Metroid Prime, onde o aprofundamento na história depende exclusivamente do jogador.
    Lucas Patricio (goluck), 02 Julho 2008 - 09:19
    Fala Pedro, tudo bom? Cara, curti muito a tua matéria sobre o café na Super desse mês. Legal mesmo. Tenta empurrar uma capa sobre videogame (não do Wii, por favor XD haha nao aguento mais capas sobre o Wii) la na Super ^^ Um abraço!
    Alexandre, 02 Julho 2008 - 04:50
    Na verdade, em MGS4, metade do tempo de jogo "padrão" (sem contar speedruns, claro) é passado vendo cutscenes. Existem inclusive duas cutscenes aberrantemente grandes, uma na metade do jogo e outra que é o filme final. Elas têm entre 60 e 90 minutos CADA. O Kojima, inclusive, acrescentou a capacidade de pausar os filmes... (Tem reviews que dizem 60, como a Gamepro, e outros que dizem 90, como a Eurogamer. Como não joguei, digo que têm entre 60 e 90 minutos.)
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