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Apple começa a vender o iPhone 4 desbloqueado nos EUA. Vale a pena?

16 de junho de 2011


Você vai viajar para os EUA, ou conhece alguém que vai, e quer comprar um iPhone? Costumava ser meio difícil – a Apple sempre exigiu a contratação de um plano de telefonia americano junto com o aparelho. Mas isso mudou: a empresa começou a vender o iPhone 4 desbloqueado nos Estados Unidos. Preço: US$ 649 para a versão de 16 GB e US$ 749 pela versão de 32 GB. É muito mais do que os US$ 200 que os americanos pagam pelo aparelho bloqueado. Mas e aí? Compensa mesmo assim? Depende.

1. Você tem celular pré-pago. Sim, vale comprar o iPhone nos EUA. Sai quase pela metade do preço: no Brasil, as operadoras estão cobrando de R$ 1 749 a R$ 2 100 pelo iPhone 4 de 16 GB (sem vínculo a planos). Mas peraí. Usar um smartphone como pré-pago é a mesma coisa que comprar uma Ferrari e abastecer com água, certo? Errado. Hoje em dia, várias operadoras vendem pacotes de dados ilimitados, por R$ 10 a R$ 15 mensais, para aparelhos pré-pagos.

2. Você tem celular pós-pago, e gasta entre R$ 100 e R$ 200 mensais. As operadoras oferecem diversas opções de subsídio, bônus e coisas do tipo para quem é cliente pós-pago. É bem complicado, e torna praticamente impossível chegar a uma regra universal. Mas, depois de olhar as planilhas de 4 operadoras (Vivo, Tim, Claro e Oi), dá pra tirar a seguinte conclusão: se a sua conta está entre R$ 100 e R$ 200 mensais, também vale a pena comprar o iPhone nos EUA. Ele ainda sai pelo menos 30% mais barato.

3. Você tem pós-pago e gasta mais de R$ 200 mensais. Aqui a coisa muda um pouco. A Vivo vende o iPhone mais ou menos pelo que ele custa nos EUA, R$ 1 049 – desde que você assine o plano iPhone 200 (que custa R$ 226 mensais), e também oferece opções mais baratas vinculadas a uma mensalidade maior. Na Claro, o aparelho pode custar apenas R$ 449 – desde que vinculado a uma conta mensal de R$ 400. Tim e Oi têm programas de pontos que podem resultar em descontos similares. Em suma: se você gasta bastante com celular, fale com a sua operadora. Você pode ter direito a subsídios, pontos, bônus, descontos ou moedinhas do Super Mario que tornem a compra no Brasil mais vantajosa.

4. E o imposto, Arnaldo? Todos esses cálculos levam em conta que você (ou seu amigo / parente) não vá pagar impostos sobre o iPhone ao voltar ao Brasil. Desde o ano passado, a Receita Federal considera o celular um “item de uso pessoal”, ou seja, que não entra na cota de importação de US$ 500 a que cada pessoa tem direito. Mas para que isso aconteça, e você não pague imposto, precisa comprovar que usou o aparelho na viagem. O que isso significa, exatamente, a lei não diz. Se eu fosse comprar um iPhone, teria pelo menos o cuidado de ativá-lo (conectando a um PC ou Mac) antes de voltar. E nada de trazer mais de um, claro.

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O iPhone 4 comprado nos EUA não requer jailbreak e pode receber, sem nenhum problema, todas as atualizações de software distribuídas pela Apple (inclusive o esperadíssimo iOS 5). Só não esqueça de selecionar a versão GSM unlocked ao fazer a compra.

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