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Posts da categoria ‘Nenhuma Categoria’


Apple estreia o serviço iTunes Match – e com música por streaming

Bruno Garattoni 30 de agosto de 2011


Já está no ar, para desenvolvedores de software, o iTunes Match – recurso que analisa a sua biblioteca de músicas e localiza cópias delas que já estejam guardadas nos servidores da Apple (evitando que você tenha de fazer o upload de dezenas de gigabytes de MP3). A boa notícia é que, ao contrário do que foi dito na apresentação do serviço, é possível tocar as músicas via streaming – não é necessário baixá-las primeiro para o seu computador, iPhone ou iPod. O streaming é uma característica fundamental, sem a qual o iCloud ficaria bem debilitado. Bacana. O serviço será liberado para os usuários em geral nas próximas semanas.


O que vai acontecer com a Apple sem Steve Jobs?

Bruno Garattoni 25 de agosto de 2011

Steve Jobs, você sabe, anunciou que está deixando o cargo de CEO da Apple. A empresa diz que ele assumirá a posição de chairman (presidente do conselho), ou seja, continuará tendo poder de decisão. É difícil saber exatamente o que isso significa, mas tudo indica que Jobs terá sim menos influência no design dos produtos. E agora? O que será da Apple? Para responder isso, o primeiro passo é olhar para trás.

Em 1996, quando chamou Steve Jobs de volta após 11 anos de exílio, a Apple estava um caos. Fabricava computadores feios e lentos e não tinha futuro claro. Após vários anos e centenas de milhões de dólares, o projeto de renovação do Mac OS estava empacado – e a Microsoft tinha acabado de lançar seu grande hit, o Windows 95. A Apple tinha nada menos do que 20 linhas de produto (fabricava até impressoras), nenhuma das quais vendia bem.

Steve acabou com tudo e focou a empresa em apenas 4 produtos: um desktop e um notebook, em versões doméstica e profissional. Também achou a solução para a crise do Mac OS: trouxe consigo o NeXT, um software que ele tinha desenvolvido quando estava fora, e que virou a base dos computadores da Apple. Acima de tudo, Jobs priorizou a simplicidade e a beleza – e em 1998 lançou o iMac, que nem parecia um computador. Foi o megasucesso que reergueu a Apple. Depois vieram o iPod, o iPhone, o iPad, etc e tal.

Jobs, em suma, racionalizou os esforços da Apple e criou uma cultura de design. E tudo isso, hoje, está inscrito no DNA da empresa. O novo CEO, Tim Cook, sabe que não faria sentido entrar no mercado de impressoras ou TVs. O vice-presidente de design, Jonathan Ive, sabe que o iPhone não precisa ter entrada para cartão de memória – e que a bateria do iPad deve ser embutida no próprio aparelho. Essas pessoas sabem disso porque foram elas, e não Jobs, que tomaram boa parte dessas decisões nos últimos anos.

Steve fez o que todo bom líder deve fazer: se cercou de boas pessoas. Mesmo com ele longe da Apple, a empresa não voltará a ser o que era antes. Não começará a entuchar seus produtos de recursos discutíveis. Não colocará o preço em primeiro lugar, nem irá se aventurar em segmentos com baixa margem de lucro. Não se afundará em disputas internas (como a RIM, dona do Blackberry, que tem dois CEOs), nem deixará boas ideias serem mortas pela falta de liderança (como o que a HP fez com a Palm). Não cometerá os erros do passado, nem os erros que seus rivais cometem até hoje.

E isso praticamente garante que a Apple continue a ocupar a posição de liderança que tem hoje. Steve Jobs pode descansar -e, tomara, melhorar de saúde- sem grandes preocupações.

 


Novo recurso do Twitter mostra as últimas 100 fotos de cada usuário

Bruno Garattoni 24 de agosto de 2011


A nova função, que se chama Recent Images, aparece quando você entra no perfil de uma pessoa – surge uma listinha na qual dá para ver as últimas 100 imagens que ela postou no Twitter (incluindo fotos hospedadas no próprio Twitter e também em serviços como Twitpic e Instagram). Vale a pena perder um tempinho fuçando nisso; certamente você vai encontrar coisas engraçadas e inesperadas nas contas dos seus amigos.


Microsoft produz desenho animado para homenagear o Linux

Bruno Garattoni 22 de agosto de 2011


Eles já começaram mal. O pinguim jogava pedras na janela, e o rapaz punha uma abóbora na cabeça para assustar o bichinho. Até hoje não param de brigar. Não há trégua. Ou há? Esse é o enredo do vídeo acima, que a Microsoft produziu para comemorar o aniversário de 20 anos do sistema operacional Linux. Nos últimos tempos, ela vem tentando se mostrar amiga do código aberto – pelo menos quando essa amizade atende a seus próprios interesses. Considerando o histórico da MS, o mundo Linux tem motivos de sobra para desconfiar. Mas até que o vídeo é simpático (veja se você identifica quem é o protagonista).


HP decreta a morte da Palm

Bruno Garattoni 19 de agosto de 2011


“A HP informa que irá descontinuar as operações envolvendo aparelhos webOS, especificamente o [tablet] TouchPad e os celulares webOS”. Foi assim, com um comunicado frio, que morreu uma das empresas mais importantes da história da tecnologia: a Palm. A HP até diz que, quem sabe, no futuro, possa, talvez, fazer alguma coisa com o sistema webOS. Mas já era. A Palm acabou.

Ela transformou os palmtops numa realidade de mercado (porque entendeu, ao contrário da pioneira Apple, que tinham de ser simples e baratos) e criou uma série de hits – Pilot I, II, III, V, Tungsten, Zire, Treo e Centro, que venderam milhões de unidades numa época pré-histórica em que ninguém sabia direito o que era a computação de bolso. Mas relaxou, foi ultrapassada pelo Windows Mobile (que, numa decisão bizarra, até chegou a adotar) e acabou soterrada, em 2007, por uma avalanche chamada iPhone.

Em 2009, renasceu. Contratou o engenheiro Jon Rubinstein, que tinha desenvolvido o iPod para a Apple, e mostrou o Pre. Um smartphone à frente de seu tempo, com vários recursos que depois foram copiados pelo iOS e pelo Android (e alguns, como o carregador sem fio, que continuam exclusivos até hoje). Mas o Pre demorou a chegar ao mercado, não emplacou, definhou. Até que em 2010, à beira da falência, a Palm foi comprada pela HP. Na época, escrevi que isso poderia ser a salvação ou a morte definitiva. Foi a morte. Adeus, Palm.