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Posts da categoria ‘Nenhuma Categoria’


Apple lança versão reformulada do iTunes; veja como ficou

30 de novembro de 2012


Depois de uns cinco ou seis anos meio estagnado, o iTunes finalmente ganhou uma versão realmente nova: com mudanças relevantes no visual, que ficou mais limpo e moderno, e alguns recursos interessantes, como a recomendação automática de músicas. O novo iTunes ainda não realiza a mudança de paradigma que cedo ou tarde a Apple terá de encarar (o futuro não é baixar música, e sim escutar tudo por streaming), mas é uma novidade bacana. O programa já pode ser baixado, para Mac e PC, no site da Apple.


Sucessor do Windows 8 pode ser lançado já no ano que vem

28 de novembro de 2012


O Windows 8 mal chegou, e já começam os rumores sobre sua sucessão. O novo sistema operacional, cujo nome provisório é “Windows Blue”, poderá ser lançado já em 2013. O Blue seria uma quebra no ritmo da Microsoft, que tradicionalmente leva pelo menos 2 ou 3 anos entre versões do Windows, e uma tentativa de imitar a estratégia da Apple, que todos os anos lança novos iOS e Mac OS X – upgrades pontuais, com menos mudanças do que um novo Windows costuma ter, mas que chegam mais rápido ao mercado.


Truque habilita internet 4G no novo celular do Google

27 de novembro de 2012

Ao lançar seu novo celular, o Nexus 4, o Google decepcionou um pouco – porque o aparelho é externamente muito parecido ao modelo do ano anterior (Galaxy Nexus), e porque ele não tem internet 4G. Segundo o Google, é assim porque ainda não existe uma padronização da tecnologia 4G (LTE). Cada operadora de telefonia usa uma frequência diferente, o que supostamente dificulta a criação um celular ‘universal’, que funcione em todas as redes 4G.

Parece uma desculpa meio furada. Mas o interessante é que o Nexus tem, sim, internet 4G: um jornalista americano descobriu que basta acessar um menu escondido para habilitar esse modo de rede. O resultado não é perfeito (não funciona em todas as operadoras 4G dos EUA, e nas brasileiras só deus sabe), mas mostra que o Nexus é capaz de usar as redes 4G – e que o Google, por algum motivo, desabilitou esse recurso.

 

 


Samsung não vai mais fornecer as baterias do iPhone e do iPad para a Apple

23 de novembro de 2012

Segundo um jornal chinês, a Apple decidiu encerrar seu relacionamento com a divisão de baterias da Samsung – que não será mais a fornecedora do iPhone e do iPad. Se a medida se confirmar, representará um prejuízo considerável para a Samsung, que deixará de vender quase 100 milhões de baterias por ano. É o novo capítulo da briga entre as duas empresas, que parece estar ficando cada vez pior: recentemente, teve episódios de ironia e até um suposto aumento forçado de preços (que a Samsung depois negou).


LG lança primeira televisão Ultra HD do Brasil; veja como ela é

13 de novembro de 2012

A televisão, primeira Ultra HD (4K) a chegar ao Brasil, tem tela de 84 polegadas e resolução de 3840×2160 – são aproximadamente 8,3 milhões de pixels, quatro vezes mais do que as atuais televisões Full HD. A imagem impressiona, tanto pelo tamanho quanto pela qualidade, que se mantém elevada mesmo quando você está relativamente próximo dela.

1. A tecnologia. O padrão Ultra HD é a grande aposta da indústria de televisões (Sharp
e Samsung já exibiram tvs UHD em feiras e a Sony já vende uma, embora não no Brasil), e vendo-o de perto é possível entender quão desejável ele é. Como a resolução é muito mais alta, consegue alimentar telas extremamente grandes – em área, uma tv de 84 polegadas é equivalente a quatro tvs de 42″. E isso faz diferença. A sensação de imersão é muito maior,
e muito sedutora. Se você gosta de tv e de filmes e sempre quer ter a maior tela possível,
vai gostar do Ultra HD.

2. O aparelho. A tv da LG (modelo: 84LM9600) tem os recursos comuns nos aparelhos top de linha, como conteúdo online (bem variado) e busca via comando de voz (funciona bem). Ela é 3D, do tipo passivo, com tela LCD iluminada por LED – na configuração edge-lit, com os LEDs nas bordas da tv. Ou seja: tecnologicamente, é uma tela até conservadora (não estamos falando de nada radical, como OLED). A novidade é mesmo o tamanho. E a resolução. Como seria de se esperar, em Ultra HD a qualidade é imagem é espetacular. Foram exibidos vídeos de demonstração, que rodavam num computador conectado à tv. Esse tipo de vídeo sempre é bem retocado e paradão, com cenas escolhidas a dedo para favorecer a tela. Mas a qualidade é boa, sim, com bastante contraste e ótimo nível de preto para uma tv LED-LCD. A qualidade cai visivelmente quando se está tocando Blu-ray, mas continua surpreendentemente boa, com relativamente poucas distorções oriundas do processo de upscaling.

Há dois poréns. Primeiro, a LG optou por uma tela do tipo glossy (brilhante), que é uma tendência de mercado mas é altamente suscetível a reflexos da luz ambiente, ainda mais
numa televisão gigante. Na foto abaixo, dá para perceber quão refletiva a tela é – toda essa faixa verde é reflexo da janela aberta ao lado.

Vale lembrar que a foto foi tirada na pior situação possível, com uma janela enorme ao lado da tv, e que você sempre pode fechar as cortinas da sua casa. Mas seria muito melhor que a tela fosse do tipo matte. Bem que os fabricantes poderiam desistir das telas glossy (elas são mais resistentes e ganham um pouquinho em contraste, mas têm problemas com reflexo).

A outra questão, mais séria, é que a televisão recebe as imagens Ultra HD em velocidade baixa: apenas 30 Hz. É uma limitação do padrão HDMI, que não aguenta mais do que isso (um novo tipo de cabo, o HDMI 2.0, já está sendo preparado para superar o problema). Na demonstração feita pela LG, como as cenas em 4K eram sempre meio estáticas ou continham movimento artificial, tipo time-lapse, não deu para saber qual é a real performance de movimento da tela (a LG fala em 800 Hz), ou se isso é um problema de fato. É um ponto de atenção.

3. O conteúdo. Por enquanto, não existe nada disponível em Ultra HD. A indústria de eletrônicos está trabalhando num novo formato de disco, que irá suceder o Blu-ray e deve ser apresentado em 2013, mas ele vai demorar um bocado para chegar a bom número de filmes (o Blu-ray, por exemplo, levou vários anos para ganhar tração). O mais provável é que os filmes Ultra HD venham a ser distribuídos por streaming – que, na prática, deverá exigir uma conexão de 40 a 50 Mbps. Em São Paulo, já é possível comprar internet dessa velocidade. Mas ainda custa caro, existe em poucos lugares, e tem limitações. Se muita gente começar a fazer streaming de 50 Mbps ao mesmo tempo, as redes certamente vão sofrer.

4. Conclusão. Em suma: o Ultra HD é uma inovação e tanto, mas o mundo ainda não está pronto para ele. Quando ver uma tela de ultra-definição pela primeira vez, você vai gostar – mas terá de esperar vários anos, provavelmente no mínimo 5, até poder ter uma em casa. Como está hoje, o UHD é mais uma demonstração de tecnologia do que um produto real e viável. Inclusive pelo preço: a televisão da LG irá custar R$ 44.999.