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Posts da categoria ‘Nenhuma Categoria’


Dell vai lançar computador de bolso com Android – por apenas US$ 50

16 de janeiro de 2013


O computador, cujo nome provisório é “Project Ophelia”, tem o tamanho de um pendrive e funciona mais ou menos como um. Basta conectá-lo a um monitor e ele começa a funcionar, rodando o sistema operacional Android e todos os seus aplicativos, inclusive editores de texto e planilhas online como o Google Docs. O minicomputador se comunica com um teclado e um mouse sem fios, via Bluetooth, e a internet vem por Wi-Fi. Ao terminar, você simplesmente despluga o aparelho, guarda no bolso, e os seus dados ficam armazenados na “nuvem”. A ideia tem lá seus poréns -o monitor precisa ter entrada USB ou MHL, o que ainda não é tão comum, e não se encontram teclado e mouse Bluetooth em qualquer lugar por aí-, mas é boa.

Principalmente considerando que o Ophelia, cujo lançamento está prometido para o primeiro semestre, deverá custar apenas US$ 50. Ele não substitui plenamente nada do que existe hoje -desktops, laptops, tablets, smartphones-, mas pode ser bem interessante em determinados cenários (em vez de ter um computador em casa e outro no trabalho, por exemplo, você poderia ter apenas dois jogos de monitor, teclado e mouse).

 


Instagram perde mais da metade dos usuários em um mês

15 de janeiro de 2013


Em dezembro, o Instagram alterou seu contrato de uso, dando a si mesmo o direito de usar e vender as fotos dos usuários. Não era bem isso, e os donos do serviço logo se retrataram. Mas o assunto causou enorme alvoroço - ninguém queria ver as próprias fotos usadas, sem aviso nem permissão, em propagandas na internet. E, agora, o Instagram está pagando o preço da polêmica: perdeu mais da metade dos usuários. O número de pessoas que utilizam o serviço diariamente caiu de 16,3 milhões em dezembro para 7,6 milhões em janeiro.

É um golpe duro, mas não necessariamente mortal. O número de usuários casuais, que entram no aplicativo ao menos uma vez por mês, subiu de 41 para 46 milhões nesse mesmo período. Isso pode ser um influxo de gente nova (e menos viciada no app), ou uma diminuição na assiduidade dos usuários que já estavam nele. Seja como for, o Instagram ainda tem fôlego. Mas seus donos devem estar realmente arrependidos do que fizeram.


Novo filme vai contar a história do site Pirate Bay; veja o trailer

14 de janeiro de 2013

Eles passaram os últimos anos desafiando a lei. Se mudaram para um abrigo nuclear e até tentaram criar uma internet paralela, mas no final acabaram condenados na Justiça - que, apesar disso, não conseguiu tirá-los do ar. A história do site The Pirate Bay e seus criadores está cheia de lances e reviravoltas emocionantes, e também levanta uma boa discussão sobre a força da internet: que foi criada para ser imune à todo tipo de censura ou tentativa de controle e, no caso do Pirate Bay, está resistindo. Agora, tudo isso vai virar filme. The Pirate Bay – Away From Keyboard, um documentário que está sendo produzido na Suécia (com o apoio dos criadores do TPB) e acaba de ter o primeiro trailer divulgado. Parece bom.


Nokia esboça reação, vende 15,9 milhões de smartphones e tem lucro

10 de janeiro de 2013


Depois de ver suas vendas cairem 50%, ter prejuizos de US$ 600 milhões por mês e até
se desfazer da própria sede para levantar dinheiro, a Nokia parece estar começando a
virar o jogo. Seu último relatório financeiro, divulgado hoje, aponta que a empresa vendeu
4,4 milhões de celulares Lumia no último trimestre de 2012 (mais 9,3 milhões de Asha e 2,2 milhões de Symbian). E, pela primeira vez em muito tempo, espera ter algum lucro operacional, de 2%. Para efeito de comparação, a Apple vendeu 27 milhões de iPhones nesse mesmo período, com 35% de “margem operacional”. Ou seja: a Nokia ainda está longe de medir forças com as rivais. Mas pode estar saindo da UTI.


O Melhor do Ano: 10 melhores momentos da tecnologia em 2012

20 de dezembro de 2012

Para o mundo da tecnologia, 2012 foi um ano… atípico. Não foi como os anos anteriores, em que os lançamentos de gadgets eram a principal novidade. Foi um ano político, em que questões jurídicas voltaram ao centro da discussão – num grau que não era visto há um bom tempo (provavelmente desde que o governo dos EUA enfrentou na Justiça a então toda-poderosa Microsoft, no começo da década passada).

10. Apple Maps

Como qualquer pessoa ou empresa, a Apple comete erros. Mas nunca como este. Substituir o Google Maps por um serviço de mapas próprio foi um equívoco e tanto. O aplicativo de mapas da Apple simplesmente não estava pronto – e era ruim a ponto de ser engraçado. No apagar das luzes de 2012, um gesto magnânimo do Google solucionou o problema – e o Google Maps voltou ao iOS em forma de aplicativo. Pode apostar que, privadamente, a Apple agradeceu.

 

9. iPhone 5

Quando ele finalmente apareceu, decepcionou um pouco – os fãs de tecnologia queriam mais do que um iPhone 4S alongado. Queriam, mais uma vez, ser surpreendidos pela Apple. Ok, o iPhone 5 é conservador. Mas como culpar a Apple, se o aparelho continua batendo recordes de vendas? Mais do que isso, é o primeiro iPhone a ser desenvolvido e lançado após a morte de Steve Jobs. Tim Cook ainda estava tomando prumo das coisas – e tem direito a um crédito. Em 2013, aí sim, a Apple terá de mostrar algo mais inovador em hardware.

 

8. TVs Ultra HD

Mesmo nos Estados Unidos, as pessoas demoram para trocar de TV – só compram um aparelho a cada 7 anos. O mercado de televisões é muito diferente do de celulares, por exemplo. É muito mais difícil convencer o consumidor a comprar uma coisa nova, principalmente agora que as televisões de alta definição já estão se popularizando. A proposta da indústria de TVs é o Ultra HD – um padrão com quatro vezes mais resolução do que as telas atuais. As televisões UHD são caríssimas, e ainda têm deficiências tecnológicas – mas também são surpreendentemente desejáveis. Uma novidade bacana.

 

7. Caso Megaupload

O alemão Kim “Dotcom” Schmitz ficou rico com o site Megaupload – onde qualquer pessoa podia hospedar e compartilhar qualquer arquivo, inclusive coisas pirateadas. Em seu auge, o Megaupload respondia por 4% de todo o tráfego da internet (no Brasil ainda mais, 11%). Mas Kim exagerou – e contratou várias celebridades para gravar um clipe exaltando o Megaupload. É muito engraçado. Mas os executivos de Hollywood não acharam, e convenceram o FBI a montar uma operação para prender Schmitz na Nova Zelândia, onde ele mora. O site saiu do ar, e hoje seu criador responde a um processo na Justiça. Mas promete voltar já em janeiro de 2013.

 

6. Tablets pequenos

Steve Jobs não gostava deles. Dizia que um tablet menor do que o iPad só faria sentido se viesse com “uma lixa para você diminuir o tamanho dos seus dedos”. Exagero. Os tablets com tela de 7 polegadas são bons, e viraram um grande sucesso de mercado – por uma questão de portabilidade, e muito de preço (custam US$ 200, metade de um iPad). A Amazon lançou o Kindle Fire, o Google criou o ótimo Nexus 7, e no final do ano a Apple reagiu com o iPad mini. Os tablets pequenos são uma tendência – e deixaram isso claro em 2012.

 

5. Serviços estrangeiros no Brasil

Após sete anos e meio de espera, a  iTunes Store desembarcou no Brasil em dezembro de 2011. Isso motivou as empresas de internet, e ao longo de 2012 dois serviços importantes, Netflix e Amazon, começaram a operar no País. A rede Xbox Live aumentou seu conteúdo local e vários lançamentos de games, como Halo 4, também chegaram em versão dublada em português. O Brasil parece ter entrado definitivamente no mapa das empresas de tecnologia. Já estava na hora.

 

4. A supremacia do Android

Em 2012, o Android não apenas ultrapassou o iOS. Ele literalmente dominou o mercado de smartphones. Isso acontece porque há diversas empresas, fabricando inúmeros aparelhos, com Android – que geralmente são bem mais baratos do que o iPhone. Mas não é só por isso. 2012 foi o ano em que o Android amadureceu e se transformou num sistema operacional realmente bom. Mais do que bom, na verdade: em vários aspectos, como o sistema de notificações e o Google Now, o Android é bem mais avançado do que o iOS.

 

3. Nokia Lumia 920

Se você gosta de tecnologia, provavelmente vê com simpatia a Nokia. Os celulares dela, com suas qualidades e idiossincrasias, marcaram a vida de muita gente. Mas, em 2007, a revolução detonada pelo iPhone mudou tudo. A Nokia não reagiu em tempo e viu sua fatia de mercado evaporar enquanto perdia tempo em projetos como a tentativa de modernização do Symbian
e o sistema Meego. Numa medida que desagradou aos fanboys e surpreendeu todo mundo, ela fez uma aliança com a Microsoft. E, em 2012, isso finalmente rendeu frutos. O Lumia 920 tem lá seus problemas (tem quase o dobro do peso de um iPhone 5, e o Windows Phone 8 ainda não está maduro), mas é um celular impressionante. Tem recursos realmente inéditos, inaugura uma linguagem de design bem original. E mostra que a Nokia está viva.

 

2. Windows 8

A Microsoft geralmente é acusada, com certa razão, de ser uma empresa burocrática, lenta e careta. Mas, na nova versão do Windows, ela não foi nada disso. O Windows 8 é uma aposta radical, que propõe uma mecânica de uso completamente nova. É a mudança mais ousada da história da Microsoft. Claro, isso não significa que ela seja inteligente, ou certa. O Windows 8 é bem polêmico, principalmente pela insistência da Microsoft em forçar a utilização da interface Metro – que funciona bem em aparelhos com tela sensível ao toque (como o interessantíssimo tablet Surface), mas não é ideal para desktops e laptos. O mais provável é que ocorra uma acomodação, e a Microsoft ceda um pouco – no próximo Windows, que deve chegar já em 2013, deverá haver uma opção para desabilitar a Metro.

 

1. Apple x Samsung

Desde que Apple e Microsoft se enfrentaram na Justiça, nos anos 90 (a Microsoft venceu), não havia uma briga tão direta e intensa entre duas grandes empresas de tecnologia. Ela começou com a irritação de Steve Jobs, que prometia fazer “uma guerra nuclear” contra o Android. Mas quem acabou pagando a conta não foi o Google, mas a Samsung. A Apple ganhou o processo e uma indenização de US$ 1 bilhão, em parte porque a Samsung abusou um pouco mesmo – a interface TouchWiz, que ela criou para colocar em cima do Android, realmente se baseia no iOS (existe até um documento interno da empresa que prova isso). Mas, na prática, isso acabou sendo bom para todos os envolvidos – porque a vida continuou, o Android encontrou novas maneiras de implementar os recursos que a Apple dizia terem sido plagiados, e virou um sistema operacional melhor. Paradoxalmente, o Android cresceu com isso. Muito bacana.

 

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Então é isso aí, pessoal. Estou saindo de férias e volto em 7/1, ok? Feliz Natal e ano-novo!