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Adicione todos os jogos da Copa à sua agenda – com apenas dois cliques

11 de junho de 2014

Brazil-2014-World-Cup
Finalmente, a Copa chegou. Serão 64 partidas, várias delas imperdíveis. Quer adicionar todas à sua agenda, e sempre saber quem vai jogar e a que horas? Dá pra fazer isso em poucos segundos. Se você usa o Google Calendar, clique aqui - e, na janela que se abrirá, aperte o botão de “+” (diagonal inferior direita da tela). Pronto, agora você tem os horários e os times de todos os jogos no seu computador e no celular. Usa o aplicativo de calendário da Apple, ou o Microsoft Outlook? Clique aqui para baixar o ICS (feito o download, basta abrir o arquivo). E boa Copa!

(via Quartz)


Google compra empresa de satélites por US$ 500 milhões

10 de junho de 2014


O Google anunciou a compra, por US$ 500 milhões, da Skybox Imaging: uma empresa de satélites que captura imagens da Terra em tempo real (veja exemplo acima). A Skybox pretende montar uma rede de 24 satélites que vão gerar imagens e dados para incrementar o Google Maps e o Google Earth – e também poderão levar sinal de internet a regiões remotas. Recentemente, o Google comprou a Titan Aerospace,  uma empresa que fabrica drones, e também começou a lançar uma frota de balões que funcionam como retransmissores de dados – um dos quais caiu na semana passada.


Apple lança iCloud Drive com 200 gigabytes de espaço

2 de junho de 2014

ios8
A Apple acaba de mostrar, em evento nos EUA, as novas versões de seus sistemas operacionais: o iOS 8, para smartphones e tablets, e o Mac OS X Yosemite. Não são atualizações gigantescas, mas têm algumas novidades legais. No iOS, destaque para o sistema de notificações melhorado (agora permite fazer algumas coisas, como aceitar ou rejeitar uma chamada, na própria “persiana”) e para o iCloud Drive, um serviço de armazenamento de arquivos na nuvem com muito espaço. O plano pago, de US$ 3,99 mensais, dá direito a nada menos que 200 GB. É o dobro da capacidade oferecida pelo Dropbox pago – por menos da metade do preço.


No Mac OS, a principal mudança é a interface, agora ainda mais parecida com a do iOS, e a integração entre desktop, celular e tablet. Se você estiver trabalhando no Mac e o seu iPhone tocar, não precisa pegar o aparelho – pode atender a chamada direto no computador, no qual também é possível ler e enviar SMS. Se você estiver editando um documento ou lendo um e-mail no Mac, pode enviá-lo para o iPad, e vice-versa. É o recuso Handoff, que sincroniza o conteúdo do navegador, do aplicativo de e-mail, do calendário e da suíte iLife (editores de texto, planilhas e apresentações). Interessante. O iOS 8 e o Mac OS Yosemite deverão ser lançados nos próximos meses. A atualização será gratuita (o iOS requer iPhone 4S, iPad 2 ou mais recente).


Google cria carro robótico sem volante nem pedais; veja o vídeo

28 de maio de 2014


Há vários anos que o Google desenvolve carros autônomos, capazes de dirigir a si mesmos – só nos EUA, sua frota já rodou mais de 480 mil km. Sempre com uma pessoa atrás do volante, pronta para assumir o controle caso o sistema robótico tivesse algum problema. Mas, agora, o Google resolveu dar um passo além: e criou um carro que não tem volante, acelerador, nem freio. Ou seja, um veículo 100% autônomo. É um compacto que lembra um pouco o Cinquecento, da Fiat, tem dois lugares e é movido por um motor elétrico (cuja autonomia não foi divulgada). A pessoa indica onde quer ir, usando o Google Maps, e o automóvel dirige sozinho até lá.

É apenas um protótipo, claro, sem data de lançamento nem permissão para rodar pelas ruas. Mas impressiona. E ajuda a enxergar como o futuro dos carros poderá ser.


Baseado em livro de Nick Hornby e odiado pela crítica, “Uma Longa Queda” surpreende (Filmes de Sexta)

23 de maio de 2014

(Quando não estou trabalhando, gosto muito de ir ao cinema. Vejo um monte de filmes – e pensei em comentar um a cada semana. Sempre às sextas-feiras, sempre com um filme que estiver estreando. Com vocês, Filmes de Sexta) 

- E aí, vamos ao cinema?
- Vamos! Ver o quê?
- O novo filme do Nick Hornby. Adaptação de um livro dele, na verdade.
- Parece legal, hein.
- Os atores são a mãe de “Little Miss Sunshine”, e da série “United States of Tara”, e o Jesse de “Breaking Bad”!
- Tô dentro. Sobre o que é?
- É sobre suicídio, e aí…

Nesse ponto, é provável que a outra pessoa desista de ver o filme, e deixe você falando sozinho. Se isso não acontecer, você também poderá contar a ela que “Uma Longa Queda”, que está estreando nos cinemas brasileiros, foi simplesmente massacrado pela crítica. No site Metacritic, que calcula uma nota juntando as avaliações de vários jornais e revistas, recebeu um constrangedor 27 – de 100. Mas, às vezes, quando a crítica fala muito mal de um filme, ou muito bem… Sabe quando eles dão bomba e você acaba adorando, ou quando elogiam à beça e você detesta? Já deve ter acontecido com você. Acontece comigo.

Se você acreditar nessa tese e se dispuser a ver “Uma Longa Queda”, terá uma surpresa: o filme é bom. Mais do que bom, até. OK, dá pra perceber o que irritou os críticos. Os atores oscilam bastante, há cenas de canastrice explícita. E o desenvolvimento psicológico dos personagens não acontece do jeito tradicional, com cenas profundas e impactantes – a história é contada mais pelas situações que eles vivem do que pelas emoções que eles têm. E o tom é mais de comédia, ou crônica de costumes, que de drama. Algumas dessas coisas incomodam, sim. Mas sob elas há um filme divertido, com uma história instigante.

Na noite de ano-novo, quatro pessoas sobem no telhado de um prédio. Elas não se conhecem, mas estão lá pelo mesmo motivo, pular e morrer. O filme é a adaptação de um romance escrito em 2005 pelo inglês Nick Hornby. Os personagens são um apresentador (Pierce Brosnan), uma garota de coração partido (Imogen Poots), uma mãe solteira (Toni Collette) e um cara com um segredo (Jesse, ops, Aaron Paul). Eles se conhecem, conversam, ficam amigos e desistem de se matar. Ou melhor, fazem um pacto de não-suicídio até o Dia dos Namorados.

É aí que a história começa – e começa a ficar interessante. Porque, conforme as situações vão acontecendo, você vai descobrindo que as coisas são outras. Que aquelas quatro pessoas chegaram àquele ponto, à beira do suicídio, por motivos bem diferentes do que parecia. E também porque a história é descoberta pela imprensa, e os quatro ficam famosos. Começam a ser explorados pela mídia, e a se deixar explorar por ela. Viram típicas subcelebridades de TV. Hornby constrói uma analogia genial aí. Porque o que os personagens estão fazendo, falsear a própria essência para agradar, também é uma forma de suicídio. Um suicídio que todos nós cometemos, todos os dias, pelo menos um pouquinho. Porque no filme, e cada vez mais na vida, todo mundo é meio marqueteiro de si próprio.

O ser humano é gregário, precisa do grupo como precisa de ar. Então é normal querer agradar aos outros e fazer o que for preciso para isso. Desejar ser aceito exatamente como se é, sem o menor esforço de simpatia, seria um egocentrismo idiota – e até metafisicamente impossível, porque o que somos é inevitavelmente moldado pelo contato com as outras pessoas (e também, com força igual ou maior, pela ausência ou insuficiência desse contato). Mas o ponto é que, no mundo moderno, a vontade de agradar tem ficado mais forte. Inaturalmente mais forte.

Por dois motivos. Primeiro, porque nos relacionamos cada vez mais via redes sociais, que são meios assimétricos – ou seja, onde você pode planejar o que vai dizer, lapidar a própria imagem, ser o editor de si mesmo (fenômeno sobre o qual a gente conversou recentemente). E, segundo, porque nunca comparamos tanto nossas vidas com as das outras pessoas. Nunca quisemos tanto ser como elas; e elas, como nós. O que nem sempre é o melhor caminho para ser feliz.

Essa mensagem fica muito nítida. É verdade que Hornby escreveu o livro em 2005, quando as redes não tinham a influência de hoje. Mas, às vezes, filmes e livros podem antever coisas e ganhar significados que o autor não imaginava. Quando são bons, acontece.♦

VEJA SE Você quer entretenimento com algum espírito. Gosta do Nick Hornby. Via “Breaking Bad” (o filme não tem nada a ver com a série, mas é impossível ver Aaron Paul e não lembrar de Jesse).

NÃO VEJA SE Você já leu o livro. Tem pouca tolerância à canastrice (Imogen Poots atua muito mal). Quer ver um drama. Acha que suicídio e comédia não combinam.

NOTA 7/10 O roteiro e as atuações dão umas derrapadas. Mas, se você ignorar um ou outro diálogo truncado, vai encontrar um filme superlegal, cheio de significado. E divertido também.

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