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Posts da categoria ‘Nenhuma Categoria’


Apple está desenvolvendo TV inteligente, dizem fontes da empresa

25 de outubro de 2011


A biografia de Steve Jobs, que foi lançada ontem, levantou o assunto: num trecho, Jobs diz ao entrevistador que “finalmente conseguiu” criar uma TV “totalmente fácil de usar”. Hoje, uma matéria que cita fontes internas da Apple diz que a empresa está, sim, trabalhando em um televisor inteligente – que está sendo desenvolvido pelo engenheiro que criou o iTunes, e poderia chegar ao mercado já em 2012.

Com certeza, a televisão tem muito a evoluir em termos de usabilidade. É difícil conectar outros aparelhos à TV, pois você tem de plugar na entrada certa (imagine se os periféricos USB fossem assim). Para ver um filme, é preciso passar por várias etapas: selecionar a entrada na TV, ligar o tocador de DVD/Blu-ray, ajustar o som etc. É complicado e, principalmente, desnecessário com a tecnologia atual. As TVs que se conectam à internet têm interfaces ruins. E por que o decodificador da TV paga não pode vir embutido dentro do próprio televisor?

Em suma: a TV está na Idade Média. E a Apple é a empresa mais habilitada para transformá-la. Mas terá de vencer alguns desafios específicos desse mercado (a margem de lucro é baixa, as tecnologias de tela ainda não estão maduras e os fabricantes de players e empresas de TV por assinatura não cooperam). Mas o iTunes conseguiu vencer resistência similar – as gravadoras não se entendiam, e ninguém acreditava que seria possível vender música via download. Então talvez a TV da Apple dê certo. Tomara.

Saiba mais sobre a história do criador da Apple na edição especial da SUPER sobre Steve Jobs. Já nas bancas.


Steve Jobs disse que iria “destruir o Android” com uma “guerra nuclear”

21 de outubro de 2011

Na segunda-feira sai a esperadíssima biografia autorizada de Steve Jobs. O livro foi escrito por Walter Isaacson, ex-diretor da Time, a pedido do próprio Jobs, e promete muitas informações inéditas – algumas das quais acabaram de vazar. “Eu vou destruir o Android, porque ele é um produto roubado (…) vou fazer uma guerra nuclear (…) vou gastar cada centavo dos US$ 40 bilhões que a Apple tem no banco para resolver isso”, teria dito Jobs ao entrevistador. Achou forte? Tem mais. O dono da Apple se refere a seus pais biológicos, que o entregaram para adoção, como “meu banco de óvulos e sêmen”, e também teve a ousadia de dizer a Barack Obama que ele não iria se reeleger – porque tem uma estratégia de comunicação ruim, que o próprio Jobs se ofereceu para reformular. Em suma, um livro imperdível. “Steve Jobs”, de Walter Isaacson, chega às livrarias nesta segunda (inclusive em português, pela Cia. das Letras).

ps: Leia também esta  lista com 10 esquisitices de Steve Jobs e não perca a edição especial da SUPER sobre ele, já nas bancas.


Simulador de guerra para Xbox atira de volta em você – com paintballs

20 de outubro de 2011


A tela é imensa, com 4×9 metros e 180 graus – o suficiente para preencher totalmente o campo de visão do jogador. Você não usa um joystick para andar pelo game: fica em pé sobre uma esteira omnidirecional, que se adapta aos seus movimentos e permite andar sem sair do lugar. Na sua mão, uma arma sem fios. Do outro lado, os inimigos do jogo – e uma bateria com 12 canhões de paintball, que atiram contra você se você for alvejado no game. Essa invenção incrível, que custou US$ 650 mil, não foi desenvolvida pelo Exército dos EUA. O megasimulador roda Battlefield 3, do Xbox 360 (o Kinect é usado para captar parte dos movimentos do jogador), e é criação do Gadget Show, um programa da TV inglesa. Ele só irá ao ar (por lá) no dia 24, mas já divulgaram um trailer. Veja aí em cima. Inacreditável.


Microsoft mostra nova versão do Windows – que carrega em apenas 2 segundos

9 de setembro de 2011


Dê só uma olhada nesse vídeo aí de cima, que mostra um protótipo do Windows 8. Veja só quanto tempo o sistema operacional leva para carregar. Rápido, não? Descontando o tempo de BIOS da máquina, dá apenas 2 segundos. É muito menos do que o Mac OS X ou o Windows atual, que demoram pelo menos meio minuto, e não tem truque – repare como o notebook está sem bateria no começo do teste. Um avanço impressionante, que poderá dar aos PCs e notebooks a mesma agilidade do iOS e do Android (sem perder a sofisticação de um sistema operacional completo). Na semana que vem, quando a Microsoft deve liberar um novo beta do Windows 8, veremos isso na prática. Só espero que a nova interface de toque não seja obrigatória – e que você possa dar boot direto no desktop.

PS: estou saindo de férias e volto em 13/outubro. Até lá!


O Netflix finalmente chegou ao Brasil. Vale a pena assinar?

6 de setembro de 2011

Finalmente. Depois de anos de espera, o Netflix chegou ao Brasil. Ele é um serviço que permite ver filmes e programas de TV via streaming, e tem 25 milhões de assinantes nos Estados Unidos – é tão popular que, no horário nobre, chega a responder por 30% de todo o tráfego da internet por lá. Aqui, o Netflix chegou cobrando uma mensalidade de R$ 15, que dá direito a uso ilimitado. O serviço funciona nos consoles Wii, PS3 e Xbox 360 (extra-oficialmente, por enquanto), no Apple TV e no computador. Além disso, alguns tocadores de Blu-ray e TVs mais modernas já vêm com Netflix onboard. Mas e aí, vale a pena assinar? Vamos ver.

1. O Netflix não substitui a TV paga. Se você está pensando em cancelar sua Net, TVA, Sky ou similar, pode esquecer. Seja qual for a sua preferência, a seleção de vídeos do Netflix está longe de ser suficiente. Gosta de séries de TV? O Netflix tem Mad Men e Drop Dead Diva, por exemplo, mas não tem Breaking Bad ou The Big Bang Theory. Documentários? Você não vai encontrar nada da Discovery nem da NatGeo. Culinária, realities, variedades? São especialidades da programação Globosat, que o Netflix não oferece. E o acervo de filmes também não inclui nada muito recente.

2. E não tem como competir com a internet. O Netflix oferece as mesmas coisas que você encontraria na sua locadora de bairro, tirando os lançamentos. Isso significa uma defasagem considerável, de pelo menos 1 ano (e em alguns casos bem mais), em relação ao que está disponível para download via BitTorrent. Ok, torrent é pirataria, mas é uma realidade – que seus adeptos só irão abandonar quando houver uma boa opção legalizada, como a iTunes Store é nos Estados Unidos. O Netflix não é essa alternativa.

3. Mas vale sim a assinatura. Sabe aqueles filmes e séries que você queria ver, mas acabou esquecendo? O Netflix é perfeito para isso. Seu acervo está cheio de coisas boas e que merecem ser descobertas ou revistas. Por exemplo: eu nunca tive paciência de assistir a Mad Men, mas comecei a ver no Netflix – e gostei. Navegando pelos filmes, fiquei com vontade de rever clássicos como Faça a Coisa Certa e Curtindo a Vida Adoidado e também reparar umas falhas culturais (não me xingue, mas ainda não vi a trilogia Poderoso Chefão). O Netflix serve pra isso. É um serviço para quem gosta de fuçar e descobrir novos filmes. Para aquele dia de chuva em que bate uma vontade de assistir Stuart Little - ou Sexo, Mentiras e Videotape. É como ter uma locadora de bairro em casa. Modesta, mas com várias coisas legais.

4. Só precisa corrigir um problema. R$ 15 é bem aceitável pelo que o Netflix oferece. E o primeiro mês é gratis, então realmente vale a pena experimentar. A qualidade de imagem é bem boa, desde que você tenha internet rápida. Eles recomendam 3 Mbps – mas em testes com uma conexão de 5 Mbps, tive alguns percalços durante o streaming em SD para o Wii (o vídeo nunca trava, mas às vezes perde definição e fica meio borrado). Mas o grande problema, mesmo, é que muitos dos vídeos são dublados – e isso não fica claro durante a navegação. Imagine o desgosto ao começar a ver The Office ou Scarface e descobrir que é dublado (Scarface tem uma dublagem ridícula, a la Hermes & Renato).

Todos os vídeos têm de oferecer as opções legendado e dublado. É o mínimo que se espera de um serviço de streaming moderno. O Netflix precisa corrigir urgentemente a falha. Se fizer isso, e também adicionar filmes e séries de vez em quando, tem tudo para dar certo.