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Chegou a nova versão do Google TV. Será que agora vai dar certo?

1 de novembro de 2011


Em outubro de 2010, o Google TV nasceu. Veio cercado de enorme expectativa, mas não deu certo. O grande problema é que o Google optou por fazer o lançamento ‘na raça’, sem acordos comerciais com os donos do conteúdo – as emissoras de TV, que logo passaram a bloquear o acesso do aparelho a seus serviços de vídeo online. Com poucos vídeos, o Google TV foi um fracasso de vendas – e chegou até a ter as vendas interrompidas.

Agora, pouco mais de um ano depois, está ganhando uma nova versão que promete justamente o que faltava na primeira: conteúdo. Segundo o Google, serão mais de 50 aplicativos, fornecidos por canais como TNT e HBO e serviços como Netflix e Amazon On Demand. A interface também foi reformulada, e agora destaca melhor a principal qualidade do Google TV: unificar o conteúdo “ao vivo” (os canais da TV aberta e da sua TV a cabo) e o conteúdo online num só guia de programação. Veja aí no vídeo. Parece bacana.

O Google TV 2.0 passa a ser distribuído, como atualização de software, neste final de semana – primeiro para as TVs da Sony com GTV embutido e depois para o aparelho em si, fabricado pela Logitech. Infelizmente, só nos EUA: mesmo se você trouxer um Google TV de lá, não conseguirá (com a possível exceção do Netflix) acessar a programação no Brasil. Até dá para rodar um proxy, mas é ilegal – e ilegal por ilegal, a maioria das pessoas preferirá o BitTorrent.


Vídeo da Microsoft mostra como o mundo (não) será em 2020

28 de outubro de 2011

httpv://www.youtube.com/watch?v=a6cNdhOKwi0&feature=youtu.be

Você viu este vídeo, que foi produzido pela Microsoft e imagina como será o mundo em 2020? Assim que a protagonista chega a uma nova cidade (Joanesburgo, na África do Sul), seus óculos traduzem o que está sendo dito. Ela pega um táxi – e a janela do carro mostra quanto tempo falta para chegar ao hotel e, via realidade aumentada, destaca o prédio onde a moça fará uma reunião amanhã. No quarto, telas inteligentes se ligam automaticamente e mostram informações personalizadas quando ela acorda. É tudo bem legal.

A questão é que, tirando uma ou outra coisa, as tecnologias necessárias para viabilizar tudo isso já existem hoje (Siri, Google Goggles, Foursquare etc). Essa realidade do futuro só não existe hoje porque ninguém teve a disposição, ou a inspiração, para escrever o software que interligue tudo – coisa que, aliás, a própria Microsoft poderia estar fazendo. Mas as interfaces da vida real nunca são tão eficientes, nem tão elegantes, quanto em vídeos assim. Pena.


Firefox anuncia aliança com a Microsoft

27 de outubro de 2011

Os criadores do navegador Firefox acabam de assinar um acordo com a Microsoft – e estão lançando uma versão do programa que vem pré-configurada para utilizar o buscador Bing. Em troca, a Microsoft irá pagar uma quantia não-divulgada à Fundação Mozilla, que desenvolve o Firefox. Ao menos por enquanto, a fundação continuará a oferecer a versão ‘normal’ do programa, que vem com o Google como padrão de buscas. Mas isso deve durar pouco: o contrato do Google com a Mozilla, que rende cerca de US$ 40 milhões anuais ao Firefox,
vence no final do ano - e o Google tem dado sinais de que não irá renová-lo (pois prefere
focar esforços em seu próprio navegador, o Chrome).

A aliança é muito surpreendente. Primeiro, porque o Firefox nasceu como inimigo declarado da Microsoft – que em 2004 tinha o monopólio do mercado de browsers e acabara de destruir a Netscape (onde os criadores do Firefox trabalhavam). Segundo, porque pode ser um beijo da morte. A grande maioria das pessoas não sabe mudar o buscador-padrão do browser. Se em 2012 o Firefox abraçar de vez o Bing e o impuser como padrão em todas as suas versões, os usuários leigos simplesmente migrarão para o Chrome – e abandonarão em massa o Firefox.
Será isso o que, na verdade, a Microsoft secretamente deseja?


Apple está desenvolvendo TV inteligente, dizem fontes da empresa

25 de outubro de 2011


A biografia de Steve Jobs, que foi lançada ontem, levantou o assunto: num trecho, Jobs diz ao entrevistador que “finalmente conseguiu” criar uma TV “totalmente fácil de usar”. Hoje, uma matéria que cita fontes internas da Apple diz que a empresa está, sim, trabalhando em um televisor inteligente – que está sendo desenvolvido pelo engenheiro que criou o iTunes, e poderia chegar ao mercado já em 2012.

Com certeza, a televisão tem muito a evoluir em termos de usabilidade. É difícil conectar outros aparelhos à TV, pois você tem de plugar na entrada certa (imagine se os periféricos USB fossem assim). Para ver um filme, é preciso passar por várias etapas: selecionar a entrada na TV, ligar o tocador de DVD/Blu-ray, ajustar o som etc. É complicado e, principalmente, desnecessário com a tecnologia atual. As TVs que se conectam à internet têm interfaces ruins. E por que o decodificador da TV paga não pode vir embutido dentro do próprio televisor?

Em suma: a TV está na Idade Média. E a Apple é a empresa mais habilitada para transformá-la. Mas terá de vencer alguns desafios específicos desse mercado (a margem de lucro é baixa, as tecnologias de tela ainda não estão maduras e os fabricantes de players e empresas de TV por assinatura não cooperam). Mas o iTunes conseguiu vencer resistência similar – as gravadoras não se entendiam, e ninguém acreditava que seria possível vender música via download. Então talvez a TV da Apple dê certo. Tomara.

Saiba mais sobre a história do criador da Apple na edição especial da SUPER sobre Steve Jobs. Já nas bancas.


Steve Jobs disse que iria “destruir o Android” com uma “guerra nuclear”

21 de outubro de 2011

Na segunda-feira sai a esperadíssima biografia autorizada de Steve Jobs. O livro foi escrito por Walter Isaacson, ex-diretor da Time, a pedido do próprio Jobs, e promete muitas informações inéditas – algumas das quais acabaram de vazar. “Eu vou destruir o Android, porque ele é um produto roubado (…) vou fazer uma guerra nuclear (…) vou gastar cada centavo dos US$ 40 bilhões que a Apple tem no banco para resolver isso”, teria dito Jobs ao entrevistador. Achou forte? Tem mais. O dono da Apple se refere a seus pais biológicos, que o entregaram para adoção, como “meu banco de óvulos e sêmen”, e também teve a ousadia de dizer a Barack Obama que ele não iria se reeleger – porque tem uma estratégia de comunicação ruim, que o próprio Jobs se ofereceu para reformular. Em suma, um livro imperdível. “Steve Jobs”, de Walter Isaacson, chega às livrarias nesta segunda (inclusive em português, pela Cia. das Letras).

ps: Leia também esta  lista com 10 esquisitices de Steve Jobs e não perca a edição especial da SUPER sobre ele, já nas bancas.