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Posts da categoria ‘Nenhuma Categoria’


Novo aplicativo para iOS é primo burro da Siri – mas entende comandos em português

11 de novembro de 2011

Nos EUA, os donos de iPhone 4S estão empolgados com a Siri, aquela assistente digital que entende diversos comandos de voz. Já no Brasil, onde o novo iPhone ainda nem chegou, ela é um sonho distante. Traduzir o mecanismo de reconhecimento vocal para o nosso idioma é uma tarefa cara e difícil, que pode demorar muito – e que a Apple talvez nem se disponha a encarar. Mas há um prêmio de consolação: o Dragon Search, aplicativo de comandos de voz cuja versão em português está chegando à App Store.

É preciso selecionar o idioma português antes de rodar o aplicativo pela primeira vez (o que não é avisado ao usuário). Mas, feito esse ajuste, o Dragon é surpreendentemente preciso. Ao contrário dos comandos de voz do Android, ele quase sempre entende o que você está dizendo. Mas não possui a principal qualidade da Siri: inteligência. O Dragon não interpreta o que você está dizendo; simplesmente transforma em texto e joga no Google. Isso significa que ele não entende gracinhas nem ordens, como “restaurante japonês aqui perto” – ao dizer isso, recebi uma página de resultados nada úteis (links para casas de sushi em Portugal).

Isso é decepcionante. E preocupante também. Os comandos de voz são o futuro da interação com os smartphones (e provavelmente também com as TVs). Há diversas situações em que falar é melhor do que tocar na tela. Mas é provável que o Brasil, pela barreira do idioma, fique bem para trás na adoção dessa tecnologia – ou nem tenha acesso a ela. Triste.


Criadores do Firefox anunciam rival para o Android e o iOS

8 de novembro de 2011

Poucos dias depois de anunciar uma polêmica aliança com a Microsoft, os criadores do navegador Firefox voltam a surpreender: estão desenvolvendo um sistema operacional para concorrer com o Android e o iOS! O sistema, cujo nome provisório é Boot to Gecko (gecko, lagartixa em inglês, é o nome do ‘motor’ de visualização de páginas usado no Firefox), deverá ficar pronto no segundo trimestre de 2012. Isso tudo em tese, claro: um sistema operacional é um projeto complexo e sujeito a atrasos e litígios – dentro de um smartphone há mais de 200 mil patentes, muitas das quais a Fundação Mozilla precisaria dar um jeito de driblar. Será que o mundo realmente comporta/precisa de mais um SO para celular? E, principalmente, será que a fundação (que já anda sofrendo para acompanhar o Chrome nos desktops) tem recursos para competir com a Apple, o Google e a Microsoft? Acho que a turma do Firefox endoidou de vez.


Veja como sobreviver às mudanças no Google Reader e no Gmail

3 de novembro de 2011

Não foi uma boa semana para o Google. Primeiro, ele anunciou mudanças profundas no Google Reader – que irá perder funções de compartilhamento e será integrado à rede social Google+, com o objetivo de forçar estimular as pessoas a usá-la. Gerou revolta na internet. Depois,
veio o novo layout do Gmail – que também tem irritado muita gente e passará a ser de uso obrigatório (o Google só oferece uma opção para voltar “temporariamente” ao visual antigo).

O que fazer? No caso do Reader, não tem jeito: você terá que adicionar no Google+ as pessoas com quem deseja compartilhar links. Mas há um aplicativo que promete fazer isso com apenas um clique: o Reader to GPlus. Para mudar a cara do Gmail, clique no ícone de Configurações (que parece uma porca e fica no canto direito da tela). Você pode reverter “temporariamente” (argh) para o layout antigo ou ajustar a densidade da sua caixa postal, o que ajudará a deixá-la mais agradável e legível (a melhor opção é a “Cozy”). Fazendo essas coisas, dá para seguir em frente. Mas bem que o Google poderia ter mais juízo no futuro.


Chegou a nova versão do Google TV. Será que agora vai dar certo?

1 de novembro de 2011


Em outubro de 2010, o Google TV nasceu. Veio cercado de enorme expectativa, mas não deu certo. O grande problema é que o Google optou por fazer o lançamento ‘na raça’, sem acordos comerciais com os donos do conteúdo – as emissoras de TV, que logo passaram a bloquear o acesso do aparelho a seus serviços de vídeo online. Com poucos vídeos, o Google TV foi um fracasso de vendas – e chegou até a ter as vendas interrompidas.

Agora, pouco mais de um ano depois, está ganhando uma nova versão que promete justamente o que faltava na primeira: conteúdo. Segundo o Google, serão mais de 50 aplicativos, fornecidos por canais como TNT e HBO e serviços como Netflix e Amazon On Demand. A interface também foi reformulada, e agora destaca melhor a principal qualidade do Google TV: unificar o conteúdo “ao vivo” (os canais da TV aberta e da sua TV a cabo) e o conteúdo online num só guia de programação. Veja aí no vídeo. Parece bacana.

O Google TV 2.0 passa a ser distribuído, como atualização de software, neste final de semana – primeiro para as TVs da Sony com GTV embutido e depois para o aparelho em si, fabricado pela Logitech. Infelizmente, só nos EUA: mesmo se você trouxer um Google TV de lá, não conseguirá (com a possível exceção do Netflix) acessar a programação no Brasil. Até dá para rodar um proxy, mas é ilegal – e ilegal por ilegal, a maioria das pessoas preferirá o BitTorrent.


Vídeo da Microsoft mostra como o mundo (não) será em 2020

28 de outubro de 2011

httpv://www.youtube.com/watch?v=a6cNdhOKwi0&feature=youtu.be

Você viu este vídeo, que foi produzido pela Microsoft e imagina como será o mundo em 2020? Assim que a protagonista chega a uma nova cidade (Joanesburgo, na África do Sul), seus óculos traduzem o que está sendo dito. Ela pega um táxi – e a janela do carro mostra quanto tempo falta para chegar ao hotel e, via realidade aumentada, destaca o prédio onde a moça fará uma reunião amanhã. No quarto, telas inteligentes se ligam automaticamente e mostram informações personalizadas quando ela acorda. É tudo bem legal.

A questão é que, tirando uma ou outra coisa, as tecnologias necessárias para viabilizar tudo isso já existem hoje (Siri, Google Goggles, Foursquare etc). Essa realidade do futuro só não existe hoje porque ninguém teve a disposição, ou a inspiração, para escrever o software que interligue tudo – coisa que, aliás, a própria Microsoft poderia estar fazendo. Mas as interfaces da vida real nunca são tão eficientes, nem tão elegantes, quanto em vídeos assim. Pena.