Bruno Garattoni é editor da Super. Roda o mundo atrás das últimas novidades, mas não dispensa um passeio na Santa Ifigênia, rua preferida dos geeks em São Paulo. Em Re:Bit, ele comenta as febres do mundo tech
Se você tem um celular que acessa a internet, precisa protegê-lo com senha. Do contrário, coisas muito ruins podem acontecer: se o telefone for perdido ou roubado, tudo o que está dentro dele (seus e-mails e senhas da internet) cairá nas mãos dos bandidos. Mas o celular do Google, o Android, traz um novo sistema de proteção: substitui a senha por uma figura geométrica, que você desenha com o dedo. Veja aí no vídeo; é bem futurista. Só que hackers acabam de descobrir um jeito de quebrar essa proteção. Quando o dono do telefone desliza o dedo na tela, deixa um rastro de gordura. Basta seguir esse rastro, e pronto: você acaba de violar a "senha" do Google. Que beleza, não? É melhor os donos de Android começarem a andar com uma flanelinha no bolso...
Steve Jobs acaba de confirmar que, na próxima terça-feira, mostrará ao mundo os novos e aguardadíssimos MacBooks. A internet está cheia de especulações, das mais absurdas às mais plausíveis. Aí vão os meus chutes:
1. O preço. Segundo dizem por aí, os novos MacBooks poderiam ficar mais baratos, a partir de US$ 800 (nos Estados Unidos, é claro). Acho esse valor baixo demais. Mas acredito em pelo menos uma redução de preços: o luxuoso MacBook Air, que está vendendo pouco, ficará menos caro. É bem provável.
2. O design. Nos últimos dias, só se fala na misteriosa tecnologia Brick, o suposto grande trunfo dos novos MacBooks. Ninguém sabe direito o que ela é, mas os chutes mais plausíveis indicam que se trata de um novo processo industrial. A Apple teria descoberto um jeito de fazer laptops sem parafusos nem soldas, esculpidos diretamente em blocos de alumínio. Sinceramente? Acho a idéia meio besta - o MacBook Air tem parafusos, e nem por isso deixa de ser fantástico.
3. Os recursos. Essa é relativamente fácil de chutar. Ao que tudo indica, os novos laptops da Apple vão ter algum tipo de internet móvel, 3G ou WiMAX. Eles vão ganhar placas de vídeo potentes - estabelecendo o Mac como uma boa máquina para games. Também é possível que o trackpad (aquela plaquinha que funciona como mouse) ganhe seu próprio visor LCD. Ou então, quem sabe, uma bateria revolucionária, baseada na tecnologia de célula combustível.
4. O software. Outros rumores dizem que Steve Jobs vai declarar guerra à Microsoft e lançar, finalmente, uma versão do Mac OS X para computadores comuns. Nunca acreditei nisso, mas estou mudando de idéia. Como Jobs está muito doente, pode ter sentido que seu tempo está se esgotando e chegou a hora de dar o troco em Bill Gates - que, nos anos 80, roubou tecnologias da Apple para fazer o Windows. Está mesmo na hora de liberar oficialmente o Mac OS X para uso em PCs comuns (mesmo porque já existe gente fazendo isso na marra).
Acho que a Apple poderia, até mesmo, liberar o OS X de graça - para não ter que dar suporte técnico a quem instalá-lo num PC. Parece absurdo, mas até que faz sentido. E aí? Falei muita besteira? Daqui a alguns dias saberemos. E vocês, o que acham que vai rolar? Mandem seus palpites!
As eleições estão pegando fogo, e aqui em SP a internet entrou na campanha eleitoral: enquanto Marta promete acesso de graça para todo mundo, sem fios, Kassab diz que o projeto é caro demais. Mas e aí? Qual é a real? Vamos lá.
1. Custa caro mesmo. Os americanos se apaixonaram pela idéia, e começaram a montar suas redes públicas. Mas, pouco a pouco, foram desistindo. Tudo porque a iniciativa privada, assustada com os custos, começou a pular fora dos projetos. Se isso inviabilizou a rede de São Francisco, que é a capital do Vale do Silício e tem apenas 700 mil habitantes, imagine como seria na gigantesca São Paulo.
2. A tecnologia é problemática. Para reduzir custos, Marta propõe instalar antenas em 3000 prédios públicos. Se a tecnologia usada for a Wi-Fi, de baixo alcance, isso não dá nem para o começo. Você mora a menos de 100 metros de um hospital, escola municipal ou repartição pública? Não? Então a "internet para todos" não vai pegar na sua casa.
3. Você teria de atualizar seu PC. A outra solução seria utilizar a tecnologia WiMAX, cujo alcance é muito maior. O problema é que ela nunca foi testada em grande escala - a primeira rede WiMAX de fato acaba de ser inaugurada em Baltimore, nos EUA (cidade com 1/7 dos habitantes de São Paulo). E para navegar, é preciso comprar um modem - que, no Brasil, custaria de 400 a 500 reais.
4. A rede seria lenta e limitada. Você deve estar pensando: 500 reais em troca de internet grátis pelo resto da vida é um ótimo negócio, certo? Mais ou menos. A velocidade dificilmente passaria de 200 Kbps, e muitas coisas seriam bloqueadas - BitTorrent, por exemplo. Lembra das antigas conexões dial-up? Onde já existem, as redes municipais são exatamente assim.
5. Mas o grande obstáculo é outro. Mesmo com todos esses entraves, dá para fazer uma rede pública de internet em São Paulo. E ela poderia levar inclusão digital a muita gente. Só que a Prefeitura não tem capacidade, nem funcionários, para fazer isso - montar e administrar a maior infraestrutura WiMAX do mundo. É claro que haverá algum tipo de licitação, e isso vai acabar nas mãos das telecoms da vida. Que, obviamente, não têm interesse em fazer a coisa direito - porque não querem canibalizar seus serviços pagos, tipo Speedy e Vírtua.
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Por tudo isso, a "internet para todos" me parece uma barca furada. Acho que nem precisamos dela. Quando a Telebrás foi privatizada, 10 anos atrás, foi criado um fundo para "universalizar" a telefonia - que, hoje, tem mais de R$ 6 bilhões em caixa. Em vez de montar uma rede pública gigante, cara e problemática, por que não usar essa grana para levar a net a quem realmente precisa? Só uma sugestão.
Sabe quando você chega em casa, já meio breaco, e acaba mandando um e-mail inconveniente, do qual se arrepende no dia seguinte? Todo mundo já fez isso. Inclusive os criadores do Gmail, que acabam de lançar um recurso sensacional para acabar com o problema: o Mail Goggles. Com ele, os e-mails escritos à noite só são enviados depois que você resolver uns problemas matemáticos - continhas de somar, subtrair e multiplicar, que os breacos têm dificuldade em fazer. Legal, né? E você já pode ter essa novidade no seu Gmail. É fácil.
Primeiro, clique em Configurações e mude o idioma do Gmail para inglês. Clique em Settings, selecione a opção Labs, e vá até o item Mail Goggles. Agora é só selecionar a opção Enable, e dar OK. Pronto. O filtro anti bebedeira vem configurado para funcionar às sextas e sábados, entre 10 da noite e 4 da manhã - mas você também pode ajustá-lo para os dias e horários que quiser. E da-lhe mé!
PS: agradecimentos ao pessoal do blog Resenha em 6.
É, galera... os mercados financeiros estão ruindo, não pára de chover, e hoje ainda é segunda-feira. Que bode... Mas vou alegrar a nossa tarde com mais um seeeensacional joguinho: Kung Fu Election. É só escolher o seu lutador, Barack Obama ou John McCain, e mandar brasa no ringue. Muito legal - e bem que alguém podia fazer um desse com os políticos brasileiros, né?