Bruno Garattoni 17 de agosto de 2010
“Eu acho que a sociedade não compreende o que irá acontecer quando tudo estiver gravado e for acessível, por todo mundo, o tempo todo”. Depois de fazer essa observação (perfeitamente sensata) em entrevista ao Wall Street Journal, o CEO do Google, Eric Schmidt, apresentou sua solução: daqui a algumas décadas, toda pessoa terá o direito de mudar legalmente de nome quando fizer 21 anos – para que todas as bobagens que postou, e que ficaram gravadas na internet, não possam mais ser associadas a ela. Segundo a reportagem do WSJ, Schmidt “aparentemente estava falando sério”.
Mais do que maluca, essa ideia é atemorizante – não porque vá ser colocada em prática (não vai), mas porque dá uma ideia da falta de noção e da prepotência com que o Google, ou pelo menos seu CEO, encara a sociedade. Muita gente teme que, no futuro, o Google possa usar seu conhecimento absoluto, sobre tudo e sobre todos, para se transformar numa força opressora. Será? Difícil dizer. Mas há sinais de que algo está mudando.
Primeiro, o Google decidiu usar banners para vigiar a navegação das pessoas na internet – coisa que teria provocado uma violenta discussão entre seus fundadores, Larry Page (supostamente a favor) e Sergey Brin (contra). Depois, o Google se manifestou contra a chamada neutralidade da rede – e anunciou, junto com a operadora de celular Verizon, um projeto que daria às empresas de telecom o poder de sabotar ou censurar sites e serviços que elas não aprovem. Uma medida injusta e absurda – e que o próprio CEO do Google costumava atacar fortemente.
Essa nova cara do Google, mais dura e egoista, tem levantado comparações com a Microsoft dos anos 90 – cujo poder brutal e absoluto acabou despertando a fúria do governo dos EUA, que quase acabou com a empresa. O Google é a nova Microsoft? Alguma coisa pior? Talvez não seja nada disso. Mas, com certeza, já não é o que era.
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Bruno Garattoni
É editor da Super. Roda o mundo atrás das últimas novidades, mas não dispensa um passeio na Santa Ifigênia, rua preferida dos geeks em São Paulo.
bruno.garattoni@abril.com.br
Incrível o poder que o Google tem, mas pelo que parece ainda é pouco, sua ganância e sede de poder, está mais para o Grande Irmão do livro de 1949 de George Orwell, onde o indivíduo passa a ser monitorado, perde os direitos em um regime totalitário, hoje o Google controla mais da metade do conteúdo mundial que circula pela rede, e fala em mudança de identidade! O ser humano quando perde a sua identidade, perde suas raizes, portanto é mais sério do que parece, pois o que seremos? Um simples login? Um chip? Um número? Um número não tem passado, família, é apagado facilmente, mudado! Não tem opinião, não tem valor (como ser humano), somente mais um algorítmo.
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Mudamos de identidade a cada nova conexão, pois no ambiente digital tudo é possível. Agora trazer isso para a realidade acho um pouco exagerado e só contribui para que ninguém assuma nada, muito menos a sua própria identidade.
Falta de privacidade e o controle das informações que postamos na Internet existe e está cada vez mais evidente e insuportável não só pelo Google mas também empresas de cartões de créditos que avaliam o nosso perfil pelo que gastamos.
Não há mais como se esconder!
Thahy, não seremos obrigados a nada. Estaremos tão abitolados que iremos tomar por vontade própria, iremos desejar o SOMA, como desejaremos a ausência de privacidade, como desejaremos o governo global opressor, em razão de nossa “segurança”.
Para entender melhor o que se passa, considerem ler o livro: Diálogo no Inferno entre Maquiavel e Montesquieu, livro interessantíssimo que deveria ter derrubado o governo de Napoleão, mas deu causa a perseguição dos judeus na Rússia e na Alemanha, e foi ridiculamente intitulado “Os protocolos dos Sábios de Sião” pela polícia secreta Rússia, após algumas modificações.
Faltou legendar e dar crédito à foto.
Um dia o Google vai resolver isso também.
Achoo que eles esqueceram do slogan “Don’t be evil”
Isso é só uma pista, o Google também vai mudar de nome quando fizer 21 anos:
Vão se autodenominar Skynet!!!!
O Google é a Skynet. Agora tenho certeza que é esse nome que eles vão adotar depois de 21 anos de empresa!!!!
[...] This post was mentioned on Twitter by Superinteressante, jaimeneto85, Capo Luiz, Gabriela A. Forlin, Guilherme Frantz and others. Guilherme Frantz said: Nossa, Google como força opressora. RT: @revistasuper: O CEO do Google quer que você mude de nome http://migre.me/15nXQ [...]
Paranoia detect?
Além do mais eu gostaria de mudar de nome, hmm.
Se pensarmos bem, realmente é muito facil encontrar informações sobre uma pessoa, seja ela famosa ou “anonima”, apenas digitando seu nome completo no Google, orkut, facebook e etc. Muitos desses dados nós mesmos divugamos, são as concequencias da inclusão digital, infelizmente!
E quem disse que já não é mais ou menos assim?
Olhem esse artigo da Lei de Registros Públicos (Lei 6.015/1973): “Art. 56. O interessado, no primeiro ano após ter atingido a maioridade civil, poderá, pessoalmente ou por procurador bastante, alterar o nome, desde que não prejudique os apelidos de família, averbando-se a alteração que será publicada pela imprensa.”
Pelo menos no Brasil, vc pode mudar de nome se quiser “esconder besteiras que fez antes da maioridade”.
Acho que todo mundo está ficando apenas o Google. Sou estudioso dabusca Google, não tenho nenhuma relação comercial com ela, sou totalmente a gavor do que diz a missão, acho que ela revolucionou quando começou a fazer realmente o que interessa ao usuário final, coisas que todos escondiam como se não fosse possível e vendiam como se fosse caríssimo, e aí ela disponibiliza tudo gratuitamente. Mas veja essa reportagem: http://bit.ly/cH1fB1. A Google não faz isso sozinha não. O povo Americano é que tem bons profissionais que se utilizam da tecnologia que eles mesmo criam pra querer dominar o mundo de alguma forma. Saída para o Povo brasileiro: os políticos pararem de desviar dinheiro, pararem de olhar pro seu próprio umbigo, subestimarem o povo brasileiro e dar a ele o que já merecem há muito tempo: saúde, educação e emprego. Investir o que realmente deveria ser o mínimo estipulado pelos órgãos internacionais, investir em pesquisa, investir no conhecimento, melhorar a interrelação emprego x trabalho x salário x impostos x máquina pública (no que diz respeito a custo x benefício). Também acho muito fácil por exemplo (não falo de você, aqui, na tua coluna), mas a área cadêmica e cintífica detesta o Google, ams ninguém desenvolve nada que possa competir com eles, mesmo que seja só na busca. Iria gostar muito se os militantes do software livre fizenssem um motor de busca livre. O que você acha?
Gosto de ver pessoas que escrevem igual ao Bruno Garattoni, por sua total “imparcialidade”. Além disso, dizer que o Google tem “conhecimento absoluto” demostra que ele é um profundo estudioso da ciência da informação.
eu acredito que muitos filmes americanos, nos dão dicas de como será o futuro, é como se estivessem avisando ao mundo, que eles possuem o controle, que todos serão vigiados sem execeções, onde quer que formos, porque há uma necessidade tão grande em que pessoas se cadastrem em redes sociais? para se ter um controle maior sobre as mesmas, saber o que fazem, quando, onde e mais com a migração da internet para o celular e vice-versa, não vai ter como se esconder mesmo, seremos pontos fáceis de ser achados. Assistam os filmes: controle absoluto, inimigo do estado, o exterminador do futuro 1, 2 e 3, o seriado 24 horas. Estamos falando do google e esquecendo do facebook, a verdade é que estão todos trabalhando em conjunto, apesar que dizem para as mídias ou para nós serem concorrentes, mentira! Estão sobre uma autoridade que é o governo americano e o que chefe mandar terá de ser executado.
astala vista baby!
Será que chegará o dia que nos obrigarão a beber o SOMA?
Who watch the watchmen?
Pensar que o poder delegado à uma entidade (seja ela qual for) vai ser sempre utilizada para os fins primordiais, aqueles pelos quais o poder foi delegado, é ingenuidade. O poder adquirido pelo Google, em nome de facilidades para o usuário, é gigantesco. Assim como as grandes trustes, não dá pra saber se algo que você utiliza na internet tem a mão da empresa ou não, nem se o que você faz na rede, as informações que você envia e recebe, são utilizadas, visto os complicados, confusos e não respeitados direitos de privacidade. Ainda que o Google, em sua gênese, tivesse as melhores das intenções, seus sucessores, e ACIONISTAS, muito provavelmente não terão. Mas ai, não cabe mais a nós revogar o poder que já foi delegado. É assustadora, e como bem disse o Bruno, perfeitamente sensata, a atitude da Google. E o que mais me assusta é que, diferentemente do caso Microsoft, o que o governo dos EUA poderia fazer contra? Tudo bem que os servidores principais estejam no país, mas não é impecílio nenhum para a gigante migrar para algum lugar que as leis sejam mais frouxas. A internet não tem barreiras. A propriedade é intelectual, e quando uma empresa se apodera de tal maneira de informações, em um mundo que vive delas, as consequencias podem ser, se já não são, catastróficas. Olá, Skynet! O Grande Irmão está de olho em você!