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Novo iOS tem sistema que inutiliza iPhone em caso de roubo; veja como funciona

13 de junho de 2013


O sistema operacional iOS 7, que será lançado pela Apple nos próximos meses, tem um recurso que promete dificultar a vida dos ladrões: o Activation Lock. Hoje em dia, é facílimo burlar os mecanismos de segurança do iPhone. Basta conectá-lo a um computador, reinstalar o iOS e o telefone fica como novo, pronto para ser reutilizado (ou vendido a um receptador). O Activation Lock impede isso – mesmo se o sistema for reinstalado, o iPhone continua travado, e só pode ser desbloqueado pelo verdadeiro dono, usando sua senha de acesso ao iCloud.

Ah, mas é questão de tempo até que alguém descubra uma maneira de driblar isso, você dirá. Não necessariamente. É possível que o mecanismo  de proteção envolva componentes de hardware do iPhone 5, como um chip de autenticação que fique dentro do celular e não possa ser reprogramado via USB, o que o tornaria bem difícil de burlar. Em se confirmando, isso também teria outra consequência: finalmente a Apple pode ter descoberto uma forma de impedir o jailbreak (desbloqueio de operadora e de software) do iPhone.


Moda das televisões 3D perde força, e ESPN fecha seu canal em três dimensões

12 de junho de 2013


Você deve se lembrar. Em 2010, os filmes 3D eram considerados o futuro do cinema, e as televisões 3D eram a grande aposta da indústria de eletrônicos. Mas a onda parece estar se desfazendo. A bilheteria dos filmes em 3D deve cair este ano - e o principal canal de tv em três dimensões, o ESPN 3D, anunciou que deixará de existir. É um golpe duro, pois os esportes eram um grande argumento (talvez “o” argumento) de venda da tecnologia 3D.

As televisões continuarão a vir de fábrica equipadas para exibir imagens em três dimensões, porque custa muito pouco incluir esse recurso. Também haverá conteúdo sendo produzido em 3D – mas a tendência é que essa tecnologia fique confinada a certos nichos, como desenhos animados e filmes de ação. Adeus, 3D.


Apple mostra novo OS X, novo MacBook Air, iOS reformulado e serviço iTunes Radio

10 de junho de 2013


O evento começou com a nova versão do sistema operacional OS X (10.9), que ganhou algumas novidades estéticas -o gerenciador de arquivos Finder passa a ter abas- e tecnológicas: a função Compressed Memory promete fazer a máquina responder mais rápido quando há muitos softwares abertos, e a App Nap suspende os aplicativos que estão em segundo plano para economizar bateria. O aplicativo de mapas permite traçar rotas no Mac e enviá-las para o iPhone. O aplicativo de agenda chamou a atenção, pois tem um visual mais flat e moderno, que lembra a linguagem de design do Google (o resto do OS X permanece com a cara atual).


Em seguida, veio o novo MacBook Air. Por fora, essencialmente idêntico ao atual. Por dentro, traz os novos processadores da Intel, que gastam menos energia e por isso prometem estender a duração da bateria do Air – que, segundo a Apple, aguenta de 9 horas (Air com tela de 11″) a 12 horas (versão com tela de 13″). Um avanço importante, mas que não é exclusividade da Apple – é merito dos novos chips da Intel, que já estão chegando ao mundo Windows.


E a Apple se lembrou do Mac Pro, que andou meio jogado às traças nos últimos anos. Foi anunciada uma nova versão da máquina, que promete hardware avançado – seus chips de vídeo prometem 7 teraflops de performance, quase 4 vezes a potência do PlayStation 4. A máquina em si não foi mostrada (apenas uma silhueta de formato cilindrico), e o preço e a data de lançamento não foram divulgados. Update 17h: eis uma galeria desvelando a máquina.


O iWork for iCloud é uma versão online do pacote de aplicativos iWork, com editores de texto, planilhas e apresentações. Ou seja, um rival para o Google Docs. Parece mais rico que o GDocs, pelo menos no quesito visual. O pacote, cujo preço não foi divulgado, irá rodar em Mac e Windows.


Finalmente, veio o que mais se esperava: a nova versão do sistema operacional iOS. Depois de receber muitas críticas, enfim a Apple decidiu reformular a interface do sistema (que se mantinha essencialmente igual desde o lançamento, em 2007). O iOS 7 tem ícones mais planos, com fundos em cores sólidas – inspirações que parecem vindas do Android e do Windows Phone, mas mantendo a identidade da Apple. Um detalhe interessante é a interface “3D”, que se mexe quando o iPhone é inclinado (a Samsung tem um sistema parecido no Galaxy S4).


Todos os detalhes do iOS, do discador à tela de bloqueio, do teclado ao aplicativo de câmera, foram redesenhados. Há gestos novos (para voltar, por exemplo, basta deslizar o dedo pela tela na horizontal; para acessar configurações rápidas, como Wi-Fi e modo silencioso, basta deslizar o dedo de baixo para cima), e a bandeja de notificações melhorou bastante. O navegador Safari também está diferente, e a assistente Siri aprendeu truques novos: dá para reduzir o brilho da tela do iPhone via comando de voz, por exemplo (infelizmente, não em português).


No final do evento, veio a apresentação do iTunes Radio, um serviço de música por streaming – que vem para competir com Spotify e Grooveshark e será grátis. É um passo na direção do que parece ser inevitável (ouvir música instantaneamente por streaming, em vez de fazer o download dela, parece ser a tendência do futuro).

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As mudanças fizeram bem ao iOS, que parece rejuvenescido e mais funcional: manteve suas qualidades e evoluiu nos pontos em que o Android era superior (especialmente a interface gráfica e o sistema de notificações). Não é nada que dê um pulo à frente ou vá tirar o sono do Google, mas é uma resposta firme e competente aos avanços do Android. A Apple cumpriu -com alguma sobra- o que se esperava dela.


Governo dos EUA grampeia Google, Apple, Facebook e Microsoft; ação de espionagem é a maior da história da internet

7 de junho de 2013


É o que dizem as edições de hoje do Guardian e do Washington Post, que afirmam ter obtido um documento confidencial detalhando o programa de espionagem. O esquema é mantido pela National Security Agency, autora do documento confidencial, e está em operação desde 2007, monitorando todas as comunicações (e-mails, chats, posts, vídeos, fotos, etc) que passam pelos sistemas das seguintes empresas: Microsoft (Hotmail), Google, Yahoo!, Facebook, Skype, Apple e AOL. O grampo é feito de maneira automática, sem mandado judicial, e afeta todos os usuários dessas empresas – inclusive aqueles, como você, que não moram nos EUA.
Algo sem precedentes na história da internet.

Procuradas pelo Guardian e pelo Post, as empresas negaram tudo. O Google afirmou que não tem “passagem secreta” para as autoridades, e um porta-voz da Apple disse que nunca ouviu falar do assunto. Mas parece provável que o esquema exista, pois a NSA tem intensificado muito suas ações de espionagem – recentemente, descobriu-se que ela grampeou milhões de ligações de celular e, num ato de especial ousadia, a redação da agência Associated Press.


Nokia prepara celular com câmera de 41 megapixels e sistema Windows. Mas deveria aderir ao Android

5 de junho de 2013


Supostas fotos do aparelho, que deverá se chamar Lumia EOS, foram publicadas hoje por um site chinês - e parecem bastante críveis. A câmera de 41 megapixels traz várias vantagens (torna o zoom óptico, que nenhum celular possui por questões de tamanho e peso, algo dispensável), e pode revolucionar o mercado: pela primeira vez, um celular oferecerá qualidade de imagem realmente boa, melhor do que uma máquina digital compacta. Isso significa que as pessoas poderiam simplesmente abandonar as câmeras – algo que a Sony parece ter percebido, pois já parou de vender máquinas digitais compactas (point-and-shoot) nos EUA.

Não é a primeira vez que a Nokia apresenta um celular de 41 megapixels. No ano passado, ela lançou o 808 Pureview, que tinha essa resolução – mas, além de ser um tijolo, ele vinha com o sistema operacional Symbian, totalmente obsoleto. O Lumia EOS virá com o Windows Phone, que é uma opção viável (dá para usar). Mas o WP está há 3 anos no mercado e ainda não conseguiu atingir massa crítica – mesmo com todo o esforço da Microsoft, ele detém
uma fatia muito pequena do mercado de smartphones.

A decisão mais inteligente, para a Nokia, seria aderir ao Android. O design da linha Lumia, com câmera de 41 megapixels e sistema Android formaria uma combinação muito forte – capaz de bater de frente com iPhone e Galaxy.