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Adeptos de download pirata gastam 77% mais dinheiro em música, cinema e TV do que as pessoas totalmente ‘honestas’

10 de maio de 2013


A conclusão é de um estudo do governo inglês, que analisou o comportamento das pessoas na internet e relacionou com seus hábitos de consumo. Segundo a pesquisa (PDF), os 20% que mais fazem downloads piratas são também os que mais gastam dinheiro com “conteúdo” (música, cinema e TV), em média R$ 522 por trimestre. Já as demais pessoas, que baixam coisas ilegalmente de vez em quando, gastam R$ 326 nesse mesmo período. E quem não baixa nada pirata, veja só, é quem menos gasta com conteúdo: R$ 295 por trimestre.

Esses resultados não legitimam a pirataria, claro, nem podem ser transpostos diretamente à realidade brasileira. Mas sugerem que existe, sim, uma correlação positiva entre a prática de downloads ilegais e a aquisição legal de conteúdo. A pirataria ocasional parece fazer pouco efeito sobre o gasto legal -e, curiosamente, a pirataria intensa parece intensificá-lo.

Ninguém sabe porque isso acontece. Talvez o download pirata amplie o acesso à cultura – e, a partir daí, acabe fazendo com que a pessoa compre mais dela. Ou talvez a pirataria seja mais comum entre as classes de renda mais alta, que baixam mais porque têm conexões de internet mais rápidas -e adquirem mais conteúdo pago simplesmente porque seu poder aquisitivo é maior. É uma discussão interessante.


Bill Gates diz que usuários de iPad ficam “frustrados”

8 de maio de 2013


Foi em uma entrevista à emissora americana CNBC, na qual Bill falava sobre as iniciativas da Microsoft para o mercado de tablets. Depois de admitir que ele “tem sido dominado pelo iPad”, Gates atacou: “Muitos desses usuários [de iPad] são frustrados. Eles não podem digitar, não podem criar documentos, não têm Office.”

Não é bem assim (existem aplicativos de criação de conteúdo para iPad, e ele pode ser ligado a um teclado externo), mas é justo dizer que o tablet da Apple ainda não tem um pacote de escritório realmente bom – o da Apple é meio limitado, e o Google Docs funciona de forma precária, via navegador. Se a Microsoft lançasse uma versão do Office para iPad, com um preço razoável, seria o maior sucesso. Melhor fazer isso do que ficar criticando. Até porque a janela parece estar se fechando – e o Google se preparando para assumir o controle do iOS.


Governo dos EUA já tem internet quântica

7 de maio de 2013


A notícia vem do Laboratório Nacional de Los Alamos, que desenvolveu as bombas atômicas dos EUA – e, agora, informa que já possui uma espécie de internet quântica há mais de 2 anos.
Trata-se de uma rede de computadores que utiliza certas propriedades da física quântica
para transportar dados de maneira instantânea.

A rede quântica usa pares de fótons (partículas de luz) emaranhados, que têm uma característica notável: se você alterar um deles, o outro se modifica instantaneamente, mesmo se os fótons estiverem a quilômetros de distância, e não houver contato ‘físico’ entre eles. Ou seja: manipulando esses fótons, você consegue transmitir informação quanticamente – da mesma forma que, hoje, as redes tradicionais manipulam elétrons para transmitir informação. Com a diferença de que a transmissão quântica é instantânea. É um teletransporte de dados.

A computação quântica é interessante porque, no futuro, poderá dar origem a redes de altíssima capacidade, incalculavelmente mais rápidas que a internet. Essa tecnologia já é dominada por alguns laboratórios e empresas (já existe até um computador quântico produzido comercialmente, que pode ser comprado por US$ 10 milhões), mas os pesquisadores de Los Alamos foram os primeiros a conseguir montar uma rede com ela.


Teste revela qual celular quebra mais fácil, iPhone ou Galaxy. Veja o vídeo

30 de abril de 2013

A experiência, que foi conduzida pela empresa americana Square Trade, consistiu em jogar os aparelhos no chão, medir quão escorregadios eles são e mergulhá-los dentro d’água. O iPhone 5 foi comparado a dois modelos da Samsung, Galaxy S3 e S4. E foi o que sofreu menos danos na queda – até porque sua tela é a menor, e portanto menos frágil. Vale lembrar que, se o teste envolvesse também o iPhone 4, o resultado provavelmente seria outro (nesse modelo da Apple a traseira é de vidro, bastante suscetível a impactos). Incrivelmente, todos os aparelhos sobreviveram à submersão – o S3 foi o único a sofrer uma sequela, perder o áudio. O teste não pode ser considerado científico (para que fosse, seria preciso usar várias unidades de cada modelo e calcular uma média dos resultados), mas é interessante. Não tente fazer em casa.


Google Now ganha versão para iPhone

29 de abril de 2013


O Google Now, aquele serviço que analisa o seu dia-a-dia e mostra informações relevantes em tempo real, já estava disponível para os usuários de Android (4.1) há quase um ano. Agora, ele está chegando ao iPhone e ao iPad: no novo aplicativo do Google para iOS, que está sendo lançado hoje. O Google Now vigia tudo o que você faz (onde você vai, como vai, quanto tempo fica nos lugares), e a partir daí exibe dados que considera úteis – se você vai a um ponto de ônibus, por exemplo, ele diz quantos minutos o seu ônibus vai demorar para passar. Também reúne informações sobre trânsito, esportes, horários de avião, restaurantes e outras coisas relevantes ao seu redor – e mostra tudo automaticamente, sem que você precise pedir.

O Google Now ainda não funciona plenamente no Brasil, pois não mostra todos os dados que poderia. E ele gasta mais bateria do celular, pois fica rodando em segundo plano o tempo todo. Mesmo assim, é um serviço interessante e futurista, que vale a pena experimentar. Seu lançamento indica que a rixa entre Apple e Google parece estar ficando para trás.