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Google lança serviço de música por streaming – com mensalidade de 10 dólares

15 de maio de 2013


Acaba de começar o Google I/O, evento anual em que a empresa mostra suas novidades. Até agora, a mais interessante é o Google Play All Access, um serviço de música por streaming que dará acesso a milhões de músicas e poderá ser acessado em dispositivos Android. Ele vai custar US$ 10  mensais, mesmo preço cobrado por seu principal rival, o Spotify. Com o lançamento, o Google sai na frente da Apple, que supostamente está preparando uma versão por streaming do iTunes. Faria sentido. O futuro não é baixar música – é ouvir direto da internet.

O Google não disse em quais países o All Access estará disponível. Mas é provável que, pelo menos no início, ele não funcione por aqui (no Brasil, a loja Google Play já oferece filmes e livros, mas músicas ainda não).


Samsung já testa internet móvel 5G – com velocidade de 1 gigabit por segundo

13 de maio de 2013


Enquanto a internet 4G começa a chegar ao Brasil, no exterior já está em desenvolvimento
o próximo sistema, que deverá se chamar 5G e foi desenvolvido pela Samsung – que diz ter alcançado a velocidade de 1.056 gigabits por segundo. Esse é o limite por transmissor, ou seja, terá de ser dividido pelos usuários conectados à cada antena da rede de telefonia celular 5G. Mesmo assim, a rede promete velocidades incrivelmente altas, de 1 Gbps por usuário.
Isso é 100 vezes mais rápido do que a média das redes 4G – e até 2.000 vezes mais rápido
do que a péssima rede 3G existente no Brasil.

A tecnologia ainda é experimental, e só deve chegar ao mercado em 2020. Mas haverá novidades antes disso. Um novo sistema, que se chama LTE Advanced e promete triplicar a velocidade do 4G, vai estrear na Coréia no segundo semestre deste ano.


Adeptos de download pirata gastam 77% mais dinheiro em música, cinema e TV do que as pessoas totalmente ‘honestas’

10 de maio de 2013


A conclusão é de um estudo do governo inglês, que analisou o comportamento das pessoas na internet e relacionou com seus hábitos de consumo. Segundo a pesquisa (PDF), os 20% que mais fazem downloads piratas são também os que mais gastam dinheiro com “conteúdo” (música, cinema e TV), em média R$ 522 por trimestre. Já as demais pessoas, que baixam coisas ilegalmente de vez em quando, gastam R$ 326 nesse mesmo período. E quem não baixa nada pirata, veja só, é quem menos gasta com conteúdo: R$ 295 por trimestre.

Esses resultados não legitimam a pirataria, claro, nem podem ser transpostos diretamente à realidade brasileira. Mas sugerem que existe, sim, uma correlação positiva entre a prática de downloads ilegais e a aquisição legal de conteúdo. A pirataria ocasional parece fazer pouco efeito sobre o gasto legal -e, curiosamente, a pirataria intensa parece intensificá-lo.

Ninguém sabe porque isso acontece. Talvez o download pirata amplie o acesso à cultura – e, a partir daí, acabe fazendo com que a pessoa compre mais dela. Ou talvez a pirataria seja mais comum entre as classes de renda mais alta, que baixam mais porque têm conexões de internet mais rápidas -e adquirem mais conteúdo pago simplesmente porque seu poder aquisitivo é maior. É uma discussão interessante.


Bill Gates diz que usuários de iPad ficam “frustrados”

8 de maio de 2013


Foi em uma entrevista à emissora americana CNBC, na qual Bill falava sobre as iniciativas da Microsoft para o mercado de tablets. Depois de admitir que ele “tem sido dominado pelo iPad”, Gates atacou: “Muitos desses usuários [de iPad] são frustrados. Eles não podem digitar, não podem criar documentos, não têm Office.”

Não é bem assim (existem aplicativos de criação de conteúdo para iPad, e ele pode ser ligado a um teclado externo), mas é justo dizer que o tablet da Apple ainda não tem um pacote de escritório realmente bom – o da Apple é meio limitado, e o Google Docs funciona de forma precária, via navegador. Se a Microsoft lançasse uma versão do Office para iPad, com um preço razoável, seria o maior sucesso. Melhor fazer isso do que ficar criticando. Até porque a janela parece estar se fechando – e o Google se preparando para assumir o controle do iOS.


Governo dos EUA já tem internet quântica

7 de maio de 2013


A notícia vem do Laboratório Nacional de Los Alamos, que desenvolveu as bombas atômicas dos EUA – e, agora, informa que já possui uma espécie de internet quântica há mais de 2 anos.
Trata-se de uma rede de computadores que utiliza certas propriedades da física quântica
para transportar dados de maneira instantânea.

A rede quântica usa pares de fótons (partículas de luz) emaranhados, que têm uma característica notável: se você alterar um deles, o outro se modifica instantaneamente, mesmo se os fótons estiverem a quilômetros de distância, e não houver contato ‘físico’ entre eles. Ou seja: manipulando esses fótons, você consegue transmitir informação quanticamente – da mesma forma que, hoje, as redes tradicionais manipulam elétrons para transmitir informação. Com a diferença de que a transmissão quântica é instantânea. É um teletransporte de dados.

A computação quântica é interessante porque, no futuro, poderá dar origem a redes de altíssima capacidade, incalculavelmente mais rápidas que a internet. Essa tecnologia já é dominada por alguns laboratórios e empresas (já existe até um computador quântico produzido comercialmente, que pode ser comprado por US$ 10 milhões), mas os pesquisadores de Los Alamos foram os primeiros a conseguir montar uma rede com ela.