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Nokia prepara celular com câmera de 41 megapixels e sistema Windows. Mas deveria aderir ao Android

5 de junho de 2013


Supostas fotos do aparelho, que deverá se chamar Lumia EOS, foram publicadas hoje por um site chinês - e parecem bastante críveis. A câmera de 41 megapixels traz várias vantagens (torna o zoom óptico, que nenhum celular possui por questões de tamanho e peso, algo dispensável), e pode revolucionar o mercado: pela primeira vez, um celular oferecerá qualidade de imagem realmente boa, melhor do que uma máquina digital compacta. Isso significa que as pessoas poderiam simplesmente abandonar as câmeras – algo que a Sony parece ter percebido, pois já parou de vender máquinas digitais compactas (point-and-shoot) nos EUA.

Não é a primeira vez que a Nokia apresenta um celular de 41 megapixels. No ano passado, ela lançou o 808 Pureview, que tinha essa resolução – mas, além de ser um tijolo, ele vinha com o sistema operacional Symbian, totalmente obsoleto. O Lumia EOS virá com o Windows Phone, que é uma opção viável (dá para usar). Mas o WP está há 3 anos no mercado e ainda não conseguiu atingir massa crítica – mesmo com todo o esforço da Microsoft, ele detém
uma fatia muito pequena do mercado de smartphones.

A decisão mais inteligente, para a Nokia, seria aderir ao Android. O design da linha Lumia, com câmera de 41 megapixels e sistema Android formaria uma combinação muito forte – capaz de bater de frente com iPhone e Galaxy.


Nova versão do Gmail organiza os seus e-mails por tema; veja como é

29 de maio de 2013

O novo Gmail, que começa a entrar no ar hoje, organiza as suas mensagens em várias abas, cada uma dedicada a um tema. São cinco abas. “Social” (mostra apenas e-mails com avisos do Facebook e de outras redes sociais), “Promoções” (e-mails de sites de compras, tipo Groupon), “Updates” (contas e recibos), “Fóruns” (mensagens dos grupos de discussão de que você participa) e “Principal” – só com os e-mails das pessoas mais importantes para você. Você pode escolher as categorias e mover mensagens de uma para outra.

Parece interessante, principalmente porque ajuda a controlar a enxurrada de newsletters
e mensagens promocionais que todo mundo recebe. O mais importante é que, segundo o Google, o novo sistema será opcional. Mas vale lembrar que outras mudanças do Gmail nasceram como opcionais e acabaram se tornando obrigatórias alguns meses depois.


Presidente da Apple critica os óculos do Google – e praticamente confirma lançamento de um iWatch

29 de maio de 2013


Durante uma longa entrevista na conferência AllThingsD, Tim Cook foi perguntado sobre o Google Glass, os óculos digitais do Google. Ele começou a responder de forma diplomática, dizendo que “o produto tem alguns pontos positivos”, mas logo em seguida atacou: “Ele terá apelo com certos mercados (…) Eu só uso óculos porque preciso. Não conheço muita gente que use óculos mesmo sem precisar deles.”

Esse raciocínio tem certa lógica, mas está longe de ser uma análise desinteressada – é uma nítida tentativa de defender os próprios interesses. Isso porque, logo após afirmar que o Google e outras empresas estão mirando em pontos errados do corpo humano, Cook disse
que “o pulso é interessante, é natural” – o que praticamente confirma que a Apple vá lançar um relógio em algum momento.


Primeiro computador feito pela Apple é vendido por US$ 600 mil em leilão

24 de maio de 2013


O Apple I, construído à mão em 1976, foi vendido por US$ 600 mil em um leilão na Alemanha. Apenas 200 unidades do computador foram produzidas, numa linha de montagem improvisada na garagem dos pais de Steve Jobs. Dessas máquinas, 46 existem até hoje – mas só seis, entre elas a que foi vendida, ainda funcionam. O Apple I não tinha gabinete -era só uma placa, com 4 kilobytes de memória e processador de 1 MHz. Ele era vendido por US$ 666,66, valor que alguns consideram uma referência ao Número da Besta - mas que segundo Steve Wozniak, co-fundador da Apple, foi escolhido simplesmente porque “era mais fácil de digitar”.


Novo Xbox é incógnita no quesito jogos – mas traz novidade que pode reinventar a TV

21 de maio de 2013


O console, que vai se chamar Xbox One, tem especificações parecidas  com o PlayStation 4: processador de oito núcleos (8-core) fabricado pela AMD, 8 gigabytes de memória RAM, disco rígido de 500 gigabytes e leitor de Blu-ray. Ele virá de fábrica com uma versão aperfeiçoada do sensor Kinect – que, segundo a Microsoft, consegue até detectar os batimentos cardíacos do jogador (informação que poderá ser usada nos games).

Quanto aos games em si, a Microsoft manteve certo mistério. Apresentou uma quantidade razoável de jogos, sete, com destaque para Fifa 14, UFC,  Forza Motorsport 5 e Call of Duty: Ghosts. Mas tirando este último, do qual foram exibidos alguns segundos de gameplay (o jogo propriamente dito), todo o resto era composto de cutscenes: aqueles filminhos que passam entre uma fase e outra, e não representam o que o game realmente é. Ainda não é possível dizer se, no aspecto gráfico, os jogos do Xbox One estão no mesmo patamar do PS4. Por enquanto, isso é uma incógnita e um ponto de atenção (especialmente porque a memória RAM do Xbox é mais lenta). A resposta virá na feira E3, em junho.

A parte mais intrigante do Xbox One é a integração com a tv. Os decodificadores de tv a cabo poderão ser conectados ao console, que tem uma entrada HDMI. E isso pode literalmente reinventar a experiência de ver televisão. Em vez de navegar pelos canais usando um controle remoto antiquado e um guia de programação ruim, como é hoje, será possível fazer gestos e dar comandos de voz. Se você quiser assistir a Breaking Bad, por exemplo, bastará dizer esse nome e o Xbox mostrará todas as possibilidades: canais que estejam passando a série naquele momento ou os horários em que será exibida e serviços online (Xbox Video, Netflix, Hulu) onde é possível baixá-la ou assistir a ela por streaming. O sistema também poderia sugerir programas, mostrar o que os seus amigos estão vendo ou apontar o que está sendo mais assistido no Facebook naquele momento, por exemplo. Ou fazer qualquer outra coisa por meio de aplicativos que vierem a ser inventados.

Em suma: uma plataforma inteligente, cheia de recursos e capaz de evoluir. É exatamente o que o Google quis, e não conseguiu, fazer com o GoogleTV – e o que a Apple parece estar se preparando para tentar. Até hoje, ninguém conseguiu reinventar a televisão porque isso depende da cooperação das emissoras e operadoras, que costumam rechaçar qualquer proposta do tipo. Do ponto de vista técnico, a solução é banal. Bastaria habilitar o recurso HDMI-CEC, que a grande maioria dos decodificadores já possui. Mas, do ponto de vista político, a coisa é complicadíssima – pois as empresas de tv não querem dividir o poder que têm hoje.

Como o Xbox One certamente venderá milhões de unidades, a Microsoft terá um inédito poder de negociação com as operadoras -e real chance de convencê-las. Veremos.

ps: ainda não foi desta vez, infelizmente, que a tecnologia IllumiRoom chegou ao mercado.