Você vive postando coisas legais no Facebook, mas nunca ninguém dá “Like”? O recurso Highlight (Destaque), que já está em testes, promete uma solução: você paga US$ 2 e ele faz com que o seu update apareça com mais destaque nas timelines dos seus amigos – mais ou menos como hoje já acontece com posts “promovidos” por empresas. O Facebook Highlight vai custar 2 dólares por post, ou seja, não é barato. É para quem realmente está carente/gosta de aparecer (eu não). Um abraço e bom final de semana!
Todo mundo já se perdeu dentro de um hipermercado, shopping ou loja de departamentos. Mas a nova versão do Google Maps para Android, que acaba de ser liberada para download, traz uma novidade legal: mostra os mapas internos dos estabelecimentos comerciais para você se orientar. Por enquanto, o recurso só funciona com estabelecimentos dos EUA e do Japão, mas certamente acabará chegando ao Brasil (os próprios donos dos estabelecimentos é que devem fornecer as plantas, por meio do site Google Maps Floor Plans). Bacana.
Quando o Google comprou a Motorola, ano passado, o negócio não parecia fazer muito sentido. Especulou-se que o verdadeiro objetivo do Google seria outro: adquirir as patentes que pertencem à Motorola, e usá-las para se defender (e atacar) em disputas jurídicas contra outras empresas. Era verdade. Acaba de começar nos EUA um processo judicial em que o Google acusa a Microsoft de utilizar patentes não-licenciadas no Xbox – e exige que ela pague uma licença anual de US$ 4 bilhões, ou pare de comercializar o console.
É uma quantia astronômica, que inviabilizaria a existência do Xbox. E o Google sabe disso, tanto é que já sinalizou estar disposto a recuar e fazer um acordo. Provavelmente, ele quer que a Microsoft alivie a pressão contra o Android – que utiliza tecnologias da MS, o que tem forçado os fabricantes de celular a pagar quase US$ 500 milhões anuais à empresa de Bill Gates.
Seja qual for a sua opinião sobre o caso Carolina Dieckmann, uma coisa é certa: você certamente não gostaria de ter seus arquivos roubados. Se você guarda informações sensíveis no computador (não precisam ser fotos íntimas; podem ser documentos de Imposto de Renda, por exemplo), é muito importante protegê-las com senha. Dessa forma, caso um dia a máquina tenha de ir para o conserto, você não correrá risco. Acredite, técnicos xeretas são um problema muito mais comum do que se pensa.
Não basta colocar senha no Windows ou no Mac OS X, pois essa proteção é fácil de quebrar.
A solução mais fácil e mais segura é usar um programa de criptografia. O melhor é o TrueCrypt, que é gratuito e tem versões para Windows, Mac e Linux. É só instalar esse programa e clicar no botão “Create Volume”. O TrueCrypt irá criar um disco rígido virtual, protegido por senha, para o qual você deverá mover os seus arquivos confidenciais. Terminou? Basta clicar no botão “Dismount” e o disco será trancado – para voltar a acessá-lo, você deverá digitar a senha que especificou. O TrueCrypt usa um método de criptografia, o Advanced Encryption Standard (AES), que é adotado pelo Pentágono. Ou seja, é essencialmente inviolável. Vale a pena.
Após meses de rumores, expectativas e até provocações, a Samsung finalmente mostrou seu novo smartphone top de linha: o Galaxy S III. Ele tem tela de 4,8 polegadas – ligeiramente maior que a do Galaxy Nexus (4,65″), mas ainda dentro do bom senso. Seu processador é quad-core, o sistema é o Android 4.0 e a câmera é de 8 megapixels, melhor que a do Nexus (5 MP). O aparelho pesa 133 gramas, tem 0,86 cm de espessura e design bacana, porém não incrível. Não tem nada de revolucionário, como corpo de cerâmica ou liquidmetal.
Na parte de software, o destaque é a função S-Voice, que entende comandos de voz simples – “previsão do tempo em Londres” ou “toque música”. É uma tentativa de imitar a Siri, a assistente virtual do iPhone, aparentemente sem a mesma esperteza (na demo da Samsung, ninguém ficou fazendo perguntas engraçadinhas, do tipo “qual o sentido da vida?”) e com o mesmo problema: assim como a Siri, o sistema da Samsung não entende português. Sua eventual adaptação, se houver, poderá levar um bom tempo.
O recurso Photo Share é interessante. Usando um algoritmo de reconhecimento facial, ele identifica o rosto das pessoas numa foto – e compartilha automaticamente (se você quiser) a imagem com elas. Bacana. Também dá para compartilhar arquivos usando o sistema Near Field Contact: se o seu amigo também tiver um Galaxy S III, você pode mandar uma música para ele em dois segundos. Basta aproximar os aparelhos.
Também há outras coisas, mais bobinhas. O Galaxy usa a câmera frontal, por exemplo, para saber se você está lendo um texto e evitar que a tela se autodesligue. Mas a menos que você leia muito devagar, isso já não iria acontecer (porque você iria rolar a tela, o que evitaria o desligamento). Se você estiver digitando um SMS para alguém e aproximar o aparelho do rosto, ele entende que você desistiu – e inicia uma ligação telefônica para aquela pessoa. Hã?
O Galaxy S III é um ótimo aparelho, mas não é revolucionário. Se você tem o Galaxy Nexus, não há motivos para trocá-lo pelo S III. Que também não é motivo de grande preocupação para a Apple – principalmente se o iPhone 5 tiver tela grande e for apresentado já em junho, como se especula. ps: em tempo: o preço não foi divulgado.
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Bruno Garattoni
É editor da Super. Roda o mundo atrás das últimas novidades, mas não dispensa um passeio na Santa Ifigênia, rua preferida dos geeks em São Paulo. bruno.garattoni@abril.com.br