Essa é a conclusão da própria Apple, que acaba de publicar um Relatório de Fornecedores com detalhes perturbadores. A empresa fez uma auditoria em 127 fábricas de fornecedores na China, e diz ter encontrado 37 violações do seu código de conduta. São casos de propina, falsificação de holerites, operários expostos a substâncias tóxicas e, o que parece ser pior, 91 funcionários menores de idade trabalhando em 10 fábricas. A Apple também revelou que seu atual diretor, Tim Cook, esteve em algumas das fábricas, acompanhado por especialistas em prevenção de suicídios – em apenas uma delas, a da Foxconn (um complexo enorme, que não trabalha apenas para a Apple), 14 funcionários se mataram em 2010.
Numa exibição que terminou ontem à noite, o supercomputador IBM Watson enfrentou dois humanos numa partida de “Jeopardy” – game show em que o objetivo é descobrir uma palavra a cada rodada. O apresentador dá uma dica sobre o termo, que pode ser relacionado a qualquer assunto, e o participante tem de usar sua inteligência e cultura geral para descobrir. Watson simplesmente massacrou os oponentes, vencendo por 77 mil x 24 mil. É um marco na evolução da inteligência artificial - 13 anos depois que o supercomputador Deep Blue derrotou o russo Garry Kasparov numa partida de xadrez, uma máquina consegue superar os humanos em tarefas que envolvam linguagem e raciocínio verbal. Incrível.
No ano passado, o jailbreak de iPad e iPhone foi legalizado pelo governo dos EUA. Mas a Apple não gosta disso, e anula a garantia de quem fizer o desbloqueio em seu aparelho. Agora, resolveu dar um passo além: e simplesmente desabilitar uma função dos iPads com jailbreak. Se o seu iPad for destravado, você perde o acesso aos livros que comprou por meio do programa iBooks. Esse castigo está atingindo os iPads com sistema operacional 4.0 ou posterior, e depende do método de destravamento que foi utilizado pelo usuário (tem gente que escapou ilesa). Os desenvolvedores do jailbreak já reagiram, lançando uma nova versão do desbloqueio – que supostamente engana a Apple.
É o que diz uma reportagem da Bloomberg, que cita fontes internas da RIM (dona do Blackberry). A empresa estaria preparando um sistema operacional, o QNX, capaz de rodar os programas do Android – ele viria instalado de fábrica no tablet da RIM, o PlayBook, e também na próxima geração dos Blackberry. E a plataforma Blackberry, que está bem atrás das outras em variedade de aplicativos, passaria a contar com uma enormidade de apps.
Só esqueceram de avisar o Google. Se essa compatibilidade realmente existir, é praticamente certo que ele vete o acesso do Blackberry ao Android Market (como já faz hoje com os tablets xing-ling baseados em Android). A menos que a RIM firme um acordo com o Google, seus usuários terão de sair catando os aplicativos por aí, em sites não-oficiais – o que, considerando que o Blackberry é uma ferramenta corporativa, eles dificilmente aceitarão fazer.
A empresa finlandesa acaba de anunciar uma decisão bombástica: vai adotar o sistema operacional Windows Phone 7, da Microsoft, na sua linha de smartphones. A novidade é de dar calafrios nos fanboys da Nokia, mas parece fazer sentido. Para a Nokia, é bom negócio: ela ganha acesso a um sistema operacional moderno (adeus, Symbian), com um ecossistema de aplicativos razoável. Para a Microsoft, também é bom negócio: pois a Nokia tem tradição em hardware, e certamente será capaz de desenvolver um celular que mostre as qualidades do Windows Phone 7. Se der certo, a parceria coloca a Nokia em totais condições de brigar com a Apple pelo segmento de smartphones top de linha. Já com o Android, a luta é mais difícil. A plataforma do Google está muito embalada, com vários fabricantes lançando aparelhos bons e baratos. De toda forma, a notícia é boa. Mostra que a Nokia ainda está viva.
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Bruno Garattoni
É editor da Super. Roda o mundo atrás das últimas novidades, mas não dispensa um passeio na Santa Ifigênia, rua preferida dos geeks em São Paulo. bruno.garattoni@abril.com.br