Acaba de entrar no ar a nova versão da rede social Google+, com um visual completamente novo e muitas mudanças de usabilidade e navegação. O Google+ ficou com uma cara mais limpa, mais organizada e ao mesmo tempo mais fácil de usar, com mais recursos expostos na tela (veja no vídeo acima). Como design de interfaces, um belo feito. Mas na vida real, algo sem a menor importância. Dez meses após seu lançamento, a rede social do Google não consegue nem arranhar a supremacia do Facebook. Na verdade, ela não foi a lugar nenhum. Seus 170 milhões de usuários passam apenas 3 minutos por mês, em média, usando o site. Ou seja, nada. Todo mundo entrou no Google+, abriu uma conta e logo depois desistiu. A realidade é essa.
A empresa acaba de divulgar um cenário grave: US$ 6,4 bilhões de prejuízo no último ano fiscal, terminado em 31 de março. Para tentar virar o jogo, ela prepara 10 mil demissões e uma medida incomum – seus 7 principais executivos poderão ter de devolver os bônus que receberam nos últimos anos. É, Sony. A Apple tomou o mercado de áudio. TVs e câmeras digitais viraram commodities, com baixas margens de lucro. Os seus celulares não pegaram. Sobraram os games, onde você não conseguiu repetir o domínio das gerações anteriores. A coisa está feia.
O Facebook, você deve ter visto, acaba de anunciar a compra do Instagram por US$ 1 bilhão.
Os funcionários do Instagram ficaram milionários, e vão manter seus empregos: serão incorporados à equipe de desenvolvimento do Facebook. E o dinheiro não fará tanta diferença para a empresa de Mark Zuckerberg, porque parte do pagamento -provavelmente, grande parte- será em ações do próprio Facebook. Qual é a lógica do negócio, então?
O cenário mais óbvio é: o Facebook incorpora em seu próprio aplicativo os recursos do Instagram, que deixa de existir. Exatamente como a Apple fez ao comprar o aplicativo Siri, que foi extinto e incorporado ao iPhone 4S. Sim, isso pode acontecer. Mas não parece provável, por dois motivos. O Facebook tem um histórico de lentidão (levou inacreditáveis 18 meses para lançar um aplicativo de iPad) e certo desleixo no desenvolvimento dos seus apps. Para ele, a prioridade ainda é a web, e os seis funcionários do Instagram dificilmente irão mudar essa cultura. Além disso, acabar com o Instagram seria extremamente antipático.
O mais provável é que tudo fique como está, com os serviços sobrevivendo separados – como no caso do Skype, que foi comprado pela Microsoft mas não morreu nem foi engolido. Exceto por uma coisa: a próxima versão do Instagram já deverá vir configurada para compartilhar fotos no Facebook (o que hoje só acontece se o usuário ativar essa opção). Ou seja: a rigor, Mark Zuckerberg gastou US$ 1 bilhão para mudar um default. Nice.
Dê só uma olhada neste vídeo acima, que foi criado pelo site Jailbreak Matrix e reune 100 motivos para fazer o jailbreak (desbloqueio de software) do iPhone. O clipe é bem editado e mostra vários recursos que podem ser adicionados ao iPhone, mediante aplicativos, após o jailbreak. Alguns são bobinhos, outros bem legais.
Mas nenhum, na minha opinião pessoal, é suficiente para fazer o jailbreak valer a pena. As principais carências do iOS já foram solucionadas, e as que restam (um sistema de multitarefa melhor, por exemplo) não são corrigidas pelo jailbreak – que também pode ser uma fonte de dor de cabeça na hora de atualizar o iOS. Para mim, não vale o trabalho que dá. Para você, talvez valha. Ou não. Um abraço e bom feriado!
O projeto, que já era alvo de rumores há alguns meses, foi apresentado oficialmente hoje. Ele se chama Project Glass e está desenvolvendo óculos de realidade aumentada – que sobrepõem informações relevantes às coisas que você está vendo. Enquanto você toma café, os óculos mostram a sua agenda do dia. Se você olha pela janela, aparece a temperatura que está fazendo lá fora. Ao andar na rua, um mapinha indica o caminho. E por aí vai. As possibilidades são muitas – e aparentemente o Google já tem um protótipo dos óculos. Não é exagero imaginar esse produto chegando ao mercado em 1 ou 2 anos. Tomara que sim.
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Bruno Garattoni
É editor da Super. Roda o mundo atrás das últimas novidades, mas não dispensa um passeio na Santa Ifigênia, rua preferida dos geeks em São Paulo. bruno.garattoni@abril.com.br