Bruno Garattoni 27 de março de 2012

Depois do escândalo dos grampos na Inglaterra, a empresa do magnata Rupert Murdoch é alvo de uma nova acusação grave: segundo a BBC, uma subsidiária da News Corporation teria contratado hackers para piratear o sinal da ITV – empresa de TV por assinatura que é rival da Sky, de Murdoch. A missão dos hackers era descobrir uma maneira de quebrar os sistemas de proteção do sinal da ITV e publicar as instruções na internet, para que a ITV fosse vítima de pirataria em massa e perdesse clientes. Deu certo, e a ITV fechou em 2002. A News Corporation nega as acusações. Mas se for comprovado, o novo escândalo poderá complicar ainda mais a situação jurídica da empresa e do próprio Murdoch – que, ironicamente, em janeiro manifestou seu apoio à SOPA, aquela polêmica lei de combate à pirataria na internet.
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Bruno Garattoni 26 de março de 2012

Segundo os advogados do site Megaupload, acusado pela Justiça de facilitar e estimular a pirataria, os funcionários do governo dos EUA eram grandes fãs do serviço: tinham nada menos do que 15 634 contas Megaupload Premium, em que se pagava uma assinatura mensal para fazer downloads mais rápidos. As contas supostamente pertenciam a empregados do Exército, do Pentágono, Marinha, Nasa, Senado e até do próprio Judiciário dos EUA.
Como a alegação partiu de Kim “Dotcom” Schmitz, o extravagante e debochado criador do Megaupload, deve ser encarada com alguma suspeita – Schmitz é réu do processo, afinal. Além disso, tecnicamente seria fácil forjar a localização de um computador para incriminar as autoridades. Mas como as 15 mil contas são do tipo Premium, pago, em tese o Megaupload tem como prova os números de cartão de crédito de todo mundo – e poderá revelar quem, dentro do próprio governo, usava o serviço para fazer downloads ilegais. Vamos ver.
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Bruno Garattoni 22 de março de 2012

“Nós estamos instituindo uma nova política”, diz o email enviado pela Microsoft a 46 mil funcionários espalhados pelo mundo. O memorando proibe a compra de “produtos Apple (Mac & iPod)” com dinheiro da empresa – e completa dizendo que há “poucos” produtos Apple em uso dentro da Microsoft, mas que haverá “um período de transição” até que todo mundo se adapte. A medida pode ser considerada uma extensão do que o CEO Steve Ballmer impõe aos próprios filhos. E, na minha opinião, não faz muito sentido. Parece algo que a Microsoft da década passada, insular e onipotente, faria. Só que a realidade mudou. A Microsoft não é mais a empresa de tecnologia mais poderosa do mundo, estamos caminhando para a era pós-PC, e o futuro do Windows desperta dúvidas. Nesse cenário, o mais sensato seria se abrir – lançar um Office para iPad, incorporar os aplicativos do Android no Windows Phone, apostar em interoperabilidade (ou algo parecido). Não se fechar e ignorar o mundo.
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Bruno Garattoni 19 de março de 2012

A imagem acima, postada neste fórum, permite ver bem o problema. A tela do Novo iPad, que aparece à esquerda na foto, é muito amarelada – problema que está sendo chamado de ‘yellowgate’. Aparentemente, trata-se de um defeito de fabricação na tela Retina, similar ao que aconteceu com a tela do iPhone 4S. O problema afeta uma pequena porcentagem dos iPads, que já estão sendo substituídos pela Apple. É um bom motivo para esperar o lançamento oficial do produto no Brasil e não comprá-lo em sites de leilão – onde o novo iPad começou a ser oferecido hoje. Sem garantia, claro, e por valores entre R$ 3800 e R$ 4200.
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Bruno Garattoni 15 de março de 2012

Essa é a surpreendente conclusão de um levantamento da empresa americana Incapsula, que analisou o tráfego de 1000 sites. Segundo ela, 51% de todos os acessos são gerados por robôs, como: softwares indexadores das ferramentas de busca (20%), programas hackers que procuram brechas de segurança (5%) e máquinas que colocam spam em comentários de blog (2%). O estudo é meio desconfiável, pois foi feito por uma empresa que vende ‘soluções de gerenciamento’ para sites, mas sua conclusão parece bem plausível. Existem botnets que controlam dezenas de milhões de computadores (sem que os donos saibam). Há setores inteiros da internet, como o dos sites pornô, que praticam compra e venda de tráfego – em boa parte, gerado por robôs. E você não acreditaria na quantidade de comentários-spam recebidos por sites e blogs (neste, por exemplo, a proporção é de 80:1).
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