Enquanto a indústria do entretenimento tenta (e não consegue) conter a pirataria, a tecnologia dá um passo à frente. Esqueça o BitTorrent, o Rapidshare, as comunidades de mp3 no Orkut… já existe um software que permite baixar músicas direto pelo iTunes! Ele se chama Mojo, e é muito fácil de usar. Você instala o programa, que roda em PC e Mac, e adiciona os seus amigos – que também precisam estar rodando o Mojo). E pronto: pode baixar qualquer música deles e vice-versa, e também dá pra ouvir tudo no iPod ou qualquer outro toca-mp3. Incrível, né. E como se trata de uma rede fechada, em que só entram amigos, não dá para investigar nem processar ninguém. E agora, gravadoras?
Olha só essa… o juiz que condenou os criadores do site Pirate Bay, na semana passada, acaba de admitir que tem o rabo preso: Tomas Norstrom pertence a duas organizações ligadas à indústria do entretenimento, a Associação Sueca de Copyright (SFU) e a Associação para a Proteção da Propriedade Industrial (Aippi). Ora… como ele poderia julgar os piratas com total isenção, se desde o início estava ao lado das gravadoras? Esse é o argumento levantado pelos advogados do Pirate Bay, que já estão pedindo a anulação do julgamento.
E eles têm chance, pois já vi juízes rodarem por menos do que isso. Em 2001, no processo EUA x Microsoft, o juiz Thomas Jackson resolveu quebrar a empresa em duas partes, uma das quais Bill Gates seria obrigado a vender. Só que, após fazer declarações em que chamava a MS de bandida, ele acabou afastado do caso – e a empresa se safou. Então tudo pode acontecer. E o Pirate Bay continua no ar.
Não sou muito fã do Android, aquele sistema operacional pra celular que foi desenvolvido pelo Google. É que, para não irritar a Apple, o próprio Google
deu uma sabotada no Android, que ficou incapaz de competir com o iPhone. Celular com Android? Eu não quero. Mas em notebooks, ele pode dar certo:
é de graça, é hiperleve (mais leve até que o Linux), é de código aberto e tem toda a babação de ovo mística que envolve o Google. E acabam de pintar os primeiros computadores com Android: um deles é o Alpha 680, que foi criado
por uma empresinha chinesa e deve custar US$ 200, e o outro é esse protótipo aí de cima, o i-Buddie. E não é que o Android roda direitinho? Veja no vídeo.
O YouTube já aceita legendas há um tempo, mas adicioná-las sempre foi uma tarefa (bem) difícil – você tinha que baixar o vídeo, fazer as legendas no seu computador e depois mandar tudo de volta pro site. Um rolo só. Mas agora ficou baba: os caras acabam de lançar uma ferramenta online para fazer isso! É só entrar no site CaptionTube, botar o link do vídeo que você quer legendar (que pode, inclusive, ser de outros usuários), e mandar bala. Funciona superbem, rapidinho vc coloca as legendas. Para provar, legendei um videozinho massa: "O Mendigo do Windows". Assista aí em cima. Aquele abraço e até segunda!
PS: Update: se as legendas não aparecerem para você, é só clicar na setinha pra cima e apertar o botão "Ativar legenda", ok?
É, amigos do torrent… Acabou de sair, lá na Suécia, o veredicto: Peter Sunde, Fredrik Neij, Gottfrid Svartholm e Carl Lundström, os criadores do site The Pirate Bay, foram considerados culpados do crime de pirataria. Eles foram sentenciados a um ano de cadeia e terão de pagar multa de US$ 3,6 milhões em indenizações – que serão entregues a 17 empresas de mídia, como os estúdios Fox, Warner e Columbia. Os piratas fizeram uma declaração sumária, dizendo apenas que "como nos bons filmes, os mocinhos perdem no começo mas triunfam no fim". Eles vão recorrer da decisão. E por enquanto, o site continua no ar.
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Bruno Garattoni
É editor da Super. Roda o mundo atrás das últimas novidades, mas não dispensa um passeio na Santa Ifigênia, rua preferida dos geeks em São Paulo. bruno.garattoni@abril.com.br