Re:Bit Re:Bit

Por Atualizado em 18/08/2011


Essa maquininha, que foi criada pelo americano Matt Richardson, fica conectada à sua televisão e analisa o que está sendo dito no programa que você está vendo. O gadget obtém essa informação no Closed Caption, um sinal de legendas que foi criado para ajudar os surdos – e as emissoras de TV são obrigadas por lei, inclusive no Brasil, a transmitir junto com os programas. Quando ele detecta certas palavras-chave (como o nome da pessoa que está falando), corta automaticamente o som da televisão por 30 segundos – para que você não ouça nada e não se irrite.

O usuário define as palavras-chave que irão cortar o áudio. Vale tudo: nomes de políticos, apresentadores de TV, times de futebol, determinados assuntos. Legal. O único problema é que o gadget não existe em versão comercial – você é que tem de montá-lo sozinho, usando um kit Arduino e este software. Mas até que vale o esforço.

Por Atualizado em 17/08/2011


Elas já processaram crianças, idosos, pessoas mortas – e até gente que nem computador tinha. Mas, agora, as associações de gravadoras e estúdios de cinema dos EUA parecem ter se superado: estão acusando um homem cego de ter baixado ilegalmente um filme, e pedindo indenização de US$ 150 mil. Os advogados das empresas alegam que o filme em questão era pornô (que, em tese, o sujeito poderia ter baixado para ouvir o áudio). O cego, cujo nome está sendo mantido em sigilo judicial, diz que não baixou nada – e que outra pessoa pode ter entrado na rede Wi-Fi da casa dele, que estaria sem senha, e aí feito o download pirata. Que bizarro.

Por Atualizado em 16/08/2011


Uma pesquisa feita com mais de 15 mil pessoas nos EUA constatou, entre outras coisas, que os donos de celulares Android tendem a ganhar menos: possuem de US$ 50 mil a US$ 100 mil de renda familiar anual, contra US$ 200 mil dos proprietários de iPhone. Os androídes têm menos estudo (param no ensino médio), moram em subúrbios e cidades do interior, votam mais no partido Republicano, adoram pizza e não costumam viajar para fora dos EUA – total oposto dos fanboys da Apple, urbanóides diplomados e cosmopolitas que apoiam Obama e gostam de sushi e iogurte.

Em suma: o estudo parece confirmar vários estereótipos da comparação iPhone x Android, e também mostra como ela é uma reedição da clássica rivalidade entre Mac (mais elite) e PC (mais povo). A pesquisa analisa a média do comportamento das pessoas – então não se ofenda se você tem iPhone ou Android e o seu perfil é totalmente outro. Mesmo porque esses resultados, claro, retratam a realidade dos Estados Unidos – aqui no Brasil, provavelmente
as coisas seriam um pouco diferentes. Será?

Por Atualizado em 15/08/2011

Notícia bombástica: o Google acaba de comprar a divisão de celulares da Motorola. O preço pago é US$ 12,5 bilhões, um valor muito alto: 63% acima do que estavam valendo as ações da Motorola na sexta-feira. O objetivo da aquisição é fortelecer o Android e defendê-lo das ações da Apple e da Microsoft, que (segundo o Google) começaram uma guerra de patentes na Justiça para tentar prejudicá-lo. Mas quem ganha e quem perde com isso? Quais serão as consequências do negócio? Vamos por partes.

A Motorola é quem mais ganha. Depois de ficar para trás na revolução dos smartphones e quase falir, ela conseguiu se reinventar e começou a produzir ótimos celulares Android, como o Atrix (que vira laptop e desktop). Mas mesmo assim a empresa vinha mal, dando prejuízo e sem conseguir competir com a enxurrada de aparelhos baratos fabricados por Samsung, LG e HTC. Com a aquisição, a Motorola obtém tranquilidade financeira para continuar. Mas talvez deva mudar de estratégia. Não adianta brigar com o iPhone pelo segmento top, nem se digladiar com os asiáticos pelo mercado de aparelhos básicos. O caminho é fazer celulares médios – com recursos e especificações dos modelos top, mas acabamento simples e preço menor. Esse é um novo mercado, que nenhum fabricante conquistou (mas a Samsung já namora com o Galaxy R).

O negócio também é bom para o Google. Garantir a sobrevivência da Motorola é importante para o Android. Ela pode funcionar como elemento aspiracional: desenvolver aparelhos muito bons e muito caros, que vendam pouco mas mostrem às pessoas do que o sistema operacional é capaz (e deixem os consumidores inclinados a comprar um Android básico ou intermediário).

Percebeu? Ambos saem ganhando, mas a estratégia ideal para o Google é ligeiramente diferente do que seria ideal para a Motorola. O negócio tem tudo para dar certo, mas a diferença precisa ser afinada. Senão veremos a repetição do caso HP: que, 16 meses depois
de comprar a Palm, ainda não conseguiu fazer nada com ela. Ou, quem sabe, o Google não esteja nem aí para a Motorola – e só tenha feito o negócio para herdar as milhares de patentes que ela detém (e que podem ser cruciais para a defesa jurídica do Android).

Por Atualizado em 12/08/2011


Trocou seu iPhone por um novo? Comprou o iPad 2 e não conseguiu revender o 1? Tem um Mac tão velho que ninguém quer? A Apple quer: a empresa está reformulando seu programa de reciclagem, e agora paga por eletrônicos usados. Em alguns casos, o valor é ridículo (só US$ 140 por um MacBook de 2006?), mas em outros até que é bem justo – US$ 90 por um iPhone 3GS, que novo custava US$ 200 nos EUA, está de bom tamanho. Infelizmente, o programa só é válido por lá. Bem que podiam fazer algo semelhante no Brasil.