Re:Bit Re:Bit

Por Atualizado em 07/06/2011


Acaba de terminar a apresentação da Nintendo na feira de games E3, nos Estados Unidos. E a empresa mostrou seu novo console de videogame: o Wii U. A grande novidade está no seu joystick, que tem todos os botões tradicionais – mas também é uma espécie de tablet, com a própria tela (6,2 polegadas) sensível ao toque. E interage de uma nova forma com os games.

Em jogos de tiro, por exemplo, você aponta o tablet para a TV – e vê, na telinha dele, um binóculo ou uma mira que revelam novas informações sobre o que está aparecendo na TV. O tablet também funciona como escudo contra os tiros dos inimigos – é só mexe-lo no ar. No jogo de golfe, você coloca o tablet no chão – e ele funciona como apoio para a bolinha virtual (na qual você bate usando um Wiimote convencional). É um conceito ousado e inovador, que fica mais fácil de entender vendo esse vídeo de demonstração aí em cima.

Outras funções legais: se você estiver jogando Wii U e outra pessoa quiser ver televisão, sem problema – dá para continuar jogando na tela do próprio tablet, que também faz videoconferência e poderá rodar alguns jogos do Nintendo 3DS (em 2D).

O Wii U é capaz de gráficos bons, mas não é revolucionário nesse aspecto – a Nintendo mostrou algumas demos no mesmo nível de PS3 e Xbox 360, talvez ligeiramente acima. Ele poderia ser muito melhor. Mas, como o mercado de games parece estar vivendo uma relativa estagnação visual (chegamos a um ponto em que ficaria caro demais desenhar gráficos ainda mais detalhados nos jogos, cuja produção já custa dezenas de milhões de dólares), isso não é necessariamente um problema.

Como no primeiro Wii, a Nintendo deixou o visual em segundo plano e preferiu apostar numa nova forma de jogar, com um joystick muito diferente de tudo o que existe hoje. Pode ser que dê certo. Vai depender da qualidade dos games, e de quão inteligentemente eles usarem o novo controle/tablet. O Wii U chega em 2012, e seu preço não foi divulgado.

Por Atualizado em 06/06/2011

Acabou de acabar a apresentação de Steve Jobs nos EUA. Vamos às novidades:

1. Mac OS X Lion – nova versão do sistema operacional do Mac. A Apple fala em “250 novas funções”, o que é um certo exagero. Mas há sim novidades legais. Como o recurso Mission Control, que mostra miniaturas de todas as janelas que você tem abertas (tipo o Exposé, só que mais bacana), o AirDrop (que permite compartilhar arquivos com outras pessoas via Wi-Fi) e principalmente o sistema AutoSave: que salva automaticamente o arquivo no qual você está trabalhando. O Lion não será distribuído em DVD, só via download (arquivo de 4 GB). Ele não é um super upgrade, mas é desejável e principalmente barato – chega em julho, por US$ 30.

2. iOS 5 – novo sistema operacional para iPhone, iPad e iPod Touch. A grande novidade está nas Notificações (avisos de que chegou e-mail ou SMS, há atualizações no Twitter ou no Facebook, etc). O iPhone estava muito atrasado nisso – enquanto o Android tem um ótimo sistema de notificações, o iOS se limitava a mostrar pop-ups toscos. O que fez a Apple? Copiou: para ver notificações no iOS 5, você desliza o dedo de cima para baixo na tela – exatamente como na “persiana” do Android. Se o Google quiser, pode começar uma briga na Justiça.

A outra grande novidade do iOS 5 está no iPad – que agora terá a Newsstand, uma banca de revistas digital. Basicamente, é um app onde você pode ver, comprar e baixar todas as revistas e jornais disponíveis para o iPad. Estava fazendo falta (hoje, as revistas ficam todas espalhadas pela App Store) e deve alavancar as vendas das publicações – que não precisarão, caso não queiram, desenvolver seus próprios apps.

O iOS 5 melhorou na integração com o Twitter (você tira uma foto com a câmera do iPad ou do iPhone e pode tuitá-la no ato) e ganhou o recurso Safari Reader, que reformata os sites para deixar os textos mais fáceis de ler – tipo o Instapaper, só  que um pouco mais esperto (se o texto estiver picotado em várias páginas, o Safari Reader consegue juntar todas numa só). O teclado virtual ganhou um modo que ajuda a digitar segurando o iPad na mão, quando você não quer ou não pode apoiá-lo.

O novo sistema vem com o aplicativo iMessage, um mensageiro instantâneo (tipo MSN) só para os usuários de iPad, iPhone e iPod Touch. A Apple já tentou isso no passado, com o iChat, e fracassou. Mas o iMessage deve pegar sim (há dezenas de milhões de pessoas usando iOS). Outra novidade legal: agora dá para sincronizar o iPad, o iPhone e o Touch com o seu computador via Wi-Fi.

O iOS 5 é um passo grande. A Apple conseguiu eliminar sua desvantagem tecnológica em relação ao Android. Só acho que foi conservadora demais na Home Screen, que continua estática e sem widgets (no Android e no Windows 8, ela é bem mais interessante). O iOS é grátis e estará disponível “no outono” dos EUA, o que significa setembro a novembro.

3. iCloud. Um serviço que pega o “conteúdo” armazenado no seu iPad, iPod, iPhone, Mac ou PC e salva na internet – replicando o conteúdo de um gadget em todos os outros. Contatos, calendário, fotos, email, apps. Tudo na nuvem. Quando você cria um documento no pacote iWork, da Apple, ele também é salvo online. A sincronização só é feita quando há uma conexão Wi-Fi, ou seja, não detona a sua cota de tráfego 3G.

O iCloud parece bem legal. E é grátis (a Apple finalmente entendeu que não faz sentido cobrar por serviços que o Google dá de graça). O ponto negativo é que ele só funciona com os serviços da própria Apple – não dá pra usar com Flickr ou Gmail, por exemplo.

E o serviço de músicas online do iCloud, sobre o qual tanto se falou na semana passada? É o seguinte: quando você compra uma música na loja da Apple, ela fica armazenada na nuvem – e pode ser baixada em todos os seus aparelhos (iPad, iPod, iPhone, Mac, PC). Mas e guardar no iCloud as músicas que você já tem, tipo aqueles MP3 baixados do BitTorrent? Pode isso, Arnaldo? Pode, mas custa US$ 25 por ano. A capacidade é de 20 mil músicas (dá uns 100 GB).

Um detalhe importante: as músicas não tocam via streaming, como nos serviços Google Music e Amazon Cloud. No iCloud, você tem de baixar a música antes de escutá-la. Sabe por que?

4. Não teve novo iPhone. Ainda não foi desta vez que a Apple lançou um iPhone com tecnologia 4G. Sem acesso 4G, fica muito difícil ouvir músicas por streaming – as redes 3G são lentas e congestionadas demais. Para usar o 4G, você precisa de duas coisas: um aparelho compatível, e uma rede compatível – que as operadoras de celular precisam montar e nos EUA já existe, mas no Brasil ainda não.

Sem 4G, o iPhone não consegue tocar streaming com uma performance aceitável. É por isso que o iCloud exige que você baixe as músicas, presumivelmente via Wi-Fi, antes de escutá-las. Uma pena.

* * *

Foi uma apresentação longa e cheia de novidades – fazia tempo que a Apple não mostrava tantas coisas de uma vez só. O iOS 5 foi o ponto alto: graças a ele o iPhone volta a competir de igual pra igual com o Android. E o iCloud pode desequilibrar as coisas a favor da Apple. Mas para que isso aconteça, será preciso vencer um obstáculo bastante grande: convencer as pessoas a abandonarem os serviços do Google.

Por Atualizado em 03/06/2011


O serviço iCloud, que permitirá armazenar músicas ‘na nuvem’ e será apresentado na próxima segunda, já teria custado US$ 150 milhões à Apple – que supostamente pagou essa quantia às gravadoras para licenciar o uso das músicas no novo serviço. É bem diferente do que fizeram o Google e a Amazon (que lançaram seus serviços de música online na marra, sem nenhum tipo de acordo ou licenciamento), e dá uma boa ideia da aposta que a Apple está fazendo.

O iCloud e outros serviços de música online são muito prejudicados pela fraqueza das redes 3G – eles só fazem sentido com a tecnologia 4G. Por isso, acredito que a Apple vá aproveitar o lançamento do iCloud para lançar um novo iPhone, compatível com redes 4G. Já disse isso aqui no blog. E hoje vi algo que reforça essa impressão: a versão 4G do Nexus S, o celular do Google. Todo mundo já embarcou no 4G, e a Apple está ficando para trás. Está mais do que na hora de lançar um novo iPhone. Na segunda-feira saberemos.

Por Atualizado em 02/06/2011


A Microsoft finalmente revelou, na noite de ontem, sua resposta para o avanço dos tablets: o sistema operacional Windows 8, com interface gráfica baseada em toque. Basicamente, é uma versão grandona do Windows Phone 7, que já está no mercado americano (sem muito sucesso) há um certo tempo. Como no Windows Phone, a tela inicial é a melhor parte. Em vez de simplesmente mostrar ícones de aplicativos, ela é completamente dinâmica – mostra as suas últimas atualizações de email, notícias, redes sociais, etc. O resultado é bom, mais redondo que os widgets do Android Honeycomb (e anos-luz à frente do iOS e sua tela inicial estática).

Vai pegar? Depende de quando chegar ao mercado. Se for neste Natal, com boas opções de tablets e bons aplicativos, tem alguma chance de brigar com o Android pelo segundo lugar. Senão, fica difícil. A Microsoft está muito atrasada.

Talvez por isso, a empresa disse que o Windows 8 não é só para tablets – também vai rodar em notebooks e desktops (cujos mercados ela domina). Isso significa que vamos abandonar o mouse e tocar direto na tela dos nossos PCs, por mais desconfortavel que isso possa ser? Claro que não. Nos computadores comuns, a interface de toque deverá ser opcional (um shell que roda por cima do sistema operacional propriamente dito e você só abre se quiser, como o Windows Media Center). Steve Ballmer pode até ser louco, mas não tanto.

Por Atualizado em 31/05/2011


Está confirmado. Na próxima segunda, a Apple irá mostrar a nova versão do sistema operacional iOS (usado no iPad, iPhone e iPod Touch) e anunciar o serviço iCloud – a que a empresa se refere, laconicamente, como “seu novo pacote de serviços na nuvem”. O iCloud deverá seguir a trilha do Amazon Cloud e do Google Music, serviços que permitem fazer o upload das suas músicas para ouvi-las em qualquer aparelho, por streaming – e que, hoje, são parcialmente inviabilizados pela lentidão das redes 3G.

A solução está no padrão 4G , que ainda não está maduro (sua implementação nos EUA acabou de começar). Por isso, parece pouco provável que a Apple consiga obrigar o mercado a abraçar o 4G – mesmo porque o iPhone não é compatível com ele. A não ser, claro, que a empresa aproveite o evento para mostrar, também, a próxima geração do iPhone. Faria todo o sentido.