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Google apresenta a nova versão do Android – com Flash, e até 5x mais rápido

Bruno Garattoni 20 de maio de 2010


Não deu outra. Como tinhamos antecipado há duas semanas, o Google mostrou hoje a nova versão do seu sistema operacional para celulares: o Android 2.2. Ele é até 5 vezes mais rápido (inclusive na navegação na internet), permite fazer tethering (usar o telefone como modem sem fio pra acessar a rede num laptop) e rodar aplicativos a partir de um cartão SD – o que deve resolver o problema de memória presente em vários celulares da plataforma Google. Mas o principal não é nada disso. É que o Android 2.2 roda sites em Flash! Até que enfim. Já estava na hora de alguém fazer um celular capaz de rodar todo o conteúdo da internet, pra valer, sem limitações. É o começo de uma nova era. E nela, o iPhone está obsoleto.


Números de celular vão mudar em SP. Mas não precisaria ser assim.

Bruno Garattoni 20 de maio de 2010

Como você deve ter ouvido falar, a Anatel está preparando uma grande mudança nos celulares no Estado de São Paulo. Ela diz que há falta de linhas e propõe criar um novo código de área, o “010″, só para os novos celulares. A Anatel também quer que as operadoras se preparem para adicionar mais um dígito aos números em 2015. Ambas as soluções são igualmente inconvenientes. Mas são necessárias, diz a Anatel. Será?

Segundo documentos disponíveis no site da própria agência, São Paulo (código de área 011) possui 40 milhões de números disponíveis para linhas de telefonia celular: são os números começados em 6, 7, 8 e 9. Desses, 26 milhões já estão em uso, 2 milhões são reservados para serviços de trunking (tipo Nextel) e 1 milhão começa em “90″ e por isso não pode ser usado porque causaria confusão (90 também é o prefixo usado para ligações a cobrar).

Fora isso, existem 4,8 milhões de linhas em “quarentena”. Quando você deixa uma operadora e vai para outra trocando de número, ou seja, sem exercer a portabilidade numérica, seu número antigo fica seis meses bloqueado – nesse período, não pode ser atribuído a outro usuário. Para completar a conta, 4,2 milhões de linhas já estão na “cadeia logística” das operadoras, ou seja, foram atribuídos a SIM cards que já estão no mercado.

Some tudo isso e você chegará ao seguinte: dos 37 milhões de números disponíveis para celular em SP, 35 milhões já foram usados ou estão de alguma forma indisponíveis. Sobram apenas 2 milhões – o que, no atual ritmo de crescimento, não dá nem para um ano. E pronto: a única solução é adicionar dígitos aos novos números de celular. A Anatel está fazendo uma consulta pública sobre a mudança, que deve começar a valer até o final do ano.

O curioso de tudo isso é que, enquanto os celulares se espremem por espaço, no mundo da telefonia fixa (linhas começadas em 2, 3, 4 e 5) há números sobrando. Dos 40 milhões de linhas fixas possíveis no DDD 11, apenas 15 milhões estão em uso. Ora, então por que não tirar um pouco dessa capacidade ociosa da telefonia fixa – cujo número de usuários está estagnado, e tende até a declinar no futuro- e passar para os celulares? Aí, ninguém precisaria adicionar dígito nenhum e tudo seria mais simples, certo?

Errado. Como já existem linhas fixas começadas em 2, 3, 4 e 5, não é possível criar celulares começados com esses números. Se isso fosse feito, haveria o caos: ao discar um número, você não teria como saber se ele é fixo ou celular – e quanto custa a ligação. O problema todo é que, ao fazer a partilha de números na década de 90, a Anatel subestimou o crescimento dos celulares – e foi otimista demais quanto ao uso de telefone fixo. Se ela tivesse concedido menos prefixos para as linhas fixas, hoje estaria tudo bem.

Mas errou. E no futuro, discar um número de celular local será quase tão chato quanto fazer um DDD. Fazer o quê.


Veja o novo iPod Touch – agora com câmera

Bruno Garattoni 19 de maio de 2010

Steve Jobs provavelmente vai ficar muito bravo, mas acaba de vazar mais um produto da Apple. É a nova versão do iPod Touch, e apareceu num vídeo postado pelo site vietnamita Tinhte.vn – o mesmo que tinha obtido o novo iPhone na semana passada (esses vietcongs…). O vídeo, que me parece bem real, mostra um protótipo do Touch rodando um software de testes – a versão final, que deve ser lançada pela Apple em junho, virá com o iPhone OS 4.0. Mas o vídeo revela duas coisas legais: o novo  Touch finalmente ganhou a tão esperada câmera -com resolução de apenas 2 megapixels, mas melhor do que nada-, e agora tem 64 GB de memória (update: ops, já existe um modelo de 64 GB, sorry). Ainda não será desta vez que vou aposentar meu iPod Classic (de 120 GB), mas está quase lá. Bacana.


Steve Jobs bate boca com jornalista

Bruno Garattoni 18 de maio de 2010

O jornalista Ryan Tate, do site de fofocas tecnológicas Valleywag, tinha bebido um pouco na noite de sexta-feira. Ele viu um anúncio da Apple na TV, que compara o iPad a uma “revolução”. Aí, resolveu mandar um email provocando Steve Jobs. Abriu seu Gmail, digitou sjobs@apple.com (sim, é real, e sim, às vezes ele responde), e fustigou:

- Se Dylan [Bob Dylan, um dos ídolos de Jobs] estivesse fazendo 20 anos hoje, o que ele acharia da sua empresa? Ele acharia que o iPad tem algo a ver com “revolução”? As revoluções têm a ver com ser livre.

Duas horas e meia depois, às 0h52 de sábado, veio a primeira resposta de Jobs:

- Sim, ser livre de programas que roubam seus dados pessoais. Ser livre de programas que detonam sua bateria. Ser livre da pornografia. Sim, ser livre. Os tempos estão mudando [referência a um clássico de Dylan], e alguns caras tradicionais do mundo PC sentem que o mundo deles está sumindo. Está mesmo.

O jornalista, aparentemente já mais exaltado, respondeu com as reclamações de sempre: a Apple persegue o Flash, o iPad é um aparelho fechado, etc. Nada que Steve já não tivesse respondido em Abril, em sua carta aberta sobre o Flash. Mesmo assim, Jobs retrucou de novo à 1h39 da manhã. Seguiram-se mais seis e-mails até Jobs mandar o último, às 2h20 da manhã, com o desfecho: “Você cria alguma coisa, ou só critica os outros?” Pontapé na canela.

Pôxa. O que leva um bilionário, que está entre os homens mais influentes do mundo e é o mais brilhante de sua geração, a perder tempo discutindo com um jornalista, de madrugada e por motivos fúteis? Não faz sentido. Steve anda muito atacado.


Justiça tira o Pirate Bay do ar

Bruno Garattoni 17 de maio de 2010

Má notícia para os fãs de torrents: aparentemente, o Pirate Bay acaba de sair do ar. Isso aconteceu por causa de uma liminar judicial que obriga o CyberBunker, que é o provedor de conexão do site (e funciona dentro de um bunker nuclear na Holanda), a desconectar o Pirate Bay da internet. Mas os piratas não se rendem: dizem que já têm um plano B, e prometem ressucitar o site até o final do dia de hoje. Será?

Update 18/05: Dito e feito: o site voltou ao ar.