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05 Outubro 2009
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Superblog A equipe do site da SUPER traz o que há de mais curioso na rede. Atentos às novidades, Ana Carolina Prado, Gisela Blanco e Kleyson Barbosa escrevem também sobre as tendências no mundo virtual.

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    A maldição do Nobel

    Alfred Nobel: o cientista sueco que criou a dinamite e o Prêmio Nobel. BUM!


    Por Gisela Blanco

     

    Começou nessa segunda a entrega do prêmio Nobel 2009. Boa sorte para os vencedores. Não para os concorrentes, mas para os vencedores mesmo. Afinal, a gente espera que eles não sejam laçados pela maldição do Nobel. Já ouviu falar? Diz a lenda que depois de receber o prêmio que é entregue desde 1901 em Estocolmo, na Suécia, muitos escritores, pesquisadores e ativistas de primeiro escalão acabam perdendo a linha, são esquecidos pelo público ou até assassinados. Como aconteceu com alguns ganhadores do Nobel da Paz, que depois nunca mais tiveram... paz. O presidente do Egito Anwar Sadat, ganhador em 1978, foi assassinado 4 anos depois. O primeiro ministro israelense Yitzhak Rabin, vencedor em 1994, assassinado após 1 ano.

     

    Ok, alguém pode argumentar que líderes mundiais que promovem a paz às vezes são assassinados mesmo, independente de prêmios. Mas a maldição nem sempre é tão radical: o mais comum é que escritores nunca mais lancem livros tão geniais quanto os anteriores. Primeiro porque seria muito difícil alguém ser bom o bastante para ganhar um Nobel a cada ano.

     

    Depois, por que muitos deles acabam sofrendo o que os psicólogos chamam de “medo de palco” – uma ansiedade tão grande em relação à próxima performance e ao que o público vai pensar que pode paralisar até as mentes mais criativas. Caso da escritora inglesa Doris Lessing, Nobel de Literatura de 2007, que no ano passado disse em uma entrevista que ganhar o prêmio foi um desastre terrível. Ela já tinha 50 livros publicados e depois do Nobel, perdeu o rebolado. Ela disse que no início foi inacreditável e maravilhoso, mas que depois de um tempo a sua carreira começou a ser arruinada. “Tudo que faço é dar entrevistas e ser fotografada”, reclamou.

     

    Exista mesmo ou não, é claro que a gente é contra a maldição e deseja tudo de bom para quem ganha o prêmio, que inclui um cheque de cerca de R$ 2,5 milhões de reais. O primeiro entregue esse ano foi o de medicina, aos pesquisadores Elizabeth H. Blackburn (Austrália), Carol W. Greider (EUA) e Jack W. Szostak (Inglaterra), que descobriram como os cromossomos são protegidos por telômeros e pela enzima telomerase. Nós realmente esperamos que qualquer zica passe bem longe deles – afinal, a pesquisa que o trio desenvolve em 3 universidades americanas pode ajudar a desvendar o processo de envelhecimento humano e até ajudar a luta contra o câncer.

     

    Então caso você queira reforçar a torcida contra ou a favor dos ganhadores do prêmio (e quem sabe rezar pelo destino deles depois), aqui vai uma listinha dos próximos anúncios:

     

    - Terça (06/10): Física

    - Quarta (07/10): Química

    - Quinta (08/10): Literatura

    - Sexta (09/10): Paz

    - Segunda (12/10): Economia


    O anúncio é feito todos os dias de manhã pelo site do Nobel.


    Leia também:

    O outro lado do Nobel

    Alfred Nobel: da dinamite à paz

    Pobre prêmio Nobel

    Quando vamos ganhar um Nobel?

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