Ana Carolina Prado 22 de abril de 2010

E se fosse possível ao médico detectar doenças só por ouvir você dizer “aaaaa”? É o que esperam os pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo, que desenvolveram uma ferramenta que deve ser capaz identificar doenças pela voz no futuro.
Os pesquisadores criaram um sistema de processamento digital de sinais capaz de identificar doenças relacionadas à produção da fala, como nódulos, pólipos e o edema de Reinke, uma espécie de inflamação das pregas vocais que provoca o seu inchaço.
Essas doenças são relativamente comuns, em especial para quem usa a voz como instrumento de trabalho. “Para produzir um som, as pregas vocais de um homem colidem em media 150 vezes por segundo, ou aproximadamente meio milhão de vezes em uma hora de atividade vocal. Nenhuma outra parte do corpo sofre diariamente esse tipo de forças de colisão, tensão e pressão do ar”, diz Paulo Rogério Scalassara, do Departamento de Engenharia Elétrica.
A identificação das doenças funciona porque a voz contém todas as características do sistema que a produz, indicando alterações, por exemplo, das funções do trato vocal, laringe e trato nasal.
Para a pesquisa, Scalassara usou um banco de vozes digitalizadas e submeteu os arquivos a análises com softwares criados pelo seu laboratório. Um dos aspectos testados é o da entropia, que tem a ver com o grau de regularidade da voz. Os softwares selecionam trechos e fazem previsões de como ele se comportará em seguida, para depois ver se a previsão foi correta. Vozes de pessoas saudáveis são mais “previsíveis”, tendo menor entropia. Doenças que comprometem o aparelho fonador geram vozes mais irregulares e, portanto, com maior entropia.
Umas das vantagens dessa pesquisa é o fato de ela fornecer uma ferramenta auxiliar para uma triagem rápida e econômica, substituindo exames invasivos, como a laringoscopia (em que um aparelho é introduzido pela boca, goela abaixo), para detectar problemas.
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Otávio Cohen
Jornalismo, literatura, quadrinhos, música, TV, cinema e os anos 90: todos os clichês reunidos, modificados e traduzidos em pixels
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Carol Vilaverde
Jornalista viciada em séries, podcasts e cultura inútil. Apaixonada por livros e filmes, acredita no bom humor pra resolver qualquer problema.
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engraçado ,eu sei fazer isso ,quando alguem estar roco eu sei quando eu o ouço,que massa ne e guando gripado tambeim.sou um genio.
Correção: No título da primeira página está escrito: “Doenças
indentificadas pela voz”. O certo é identificadas.
Ótima reportagem eu trabalho com a voz e já tive diagnósticos de de alguns problemas relacionados, a além de tudo a demosra para diagnosticar é grande e com esse tipo de ferramenta facilitaria muito nossas vidas.
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