Tânia Vinhas 13 de setembro de 2011
A partir desta semana, a SUPER vai te explicar melhor um pouquinho mais sobre aquelas frases que ficaram famosas e marcaram a História, a Filosofia, a Arte, a Cultura ou a Ciência. Se você tem dúvidas sobre o contexto em que foi dita aquela citação da Clarice Lispector que você curte, mande uma sugestão para nós. Depois, pode usá-la sem medo no nick do MSN, no Twitter ou no Facebook.

A política de não-violência pregada por Mahatma Gandhi na Índia ficou mundialmente famosa e são várias as frases do pensador que são citadas até hoje. Uma delas é esta. Ainda que não existam evidências concretas de que ele a tenha dito (como uma gravação em áudio da frase), o Instituto Gandhi da Não Violência acredita na sua autenticidade. A família do pacifista mais famoso da história também não nega a autoria.
A expressão remete a versículos do Livro do Êxodo que surgiram primeiro na tradução da Bíblia do Rei James, em 1611: “Então darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe”. Talvez a frase te lembre mais a lei de talião, presente no Código de Hamurabi, que regia a Babilônia por volta de 1780 a.C.
Louis Fischer, conhecido biógrafo de Gandhi, usou a expressão em seu livro A Vida de Mahatma Ghandi (1950), no capítulo sobre como o pensador encarava os conflitos na Índia, sob o domínio do colonialismo britânico. No entanto, a frase não foi colocada entre aspas. É por isto que a dúvida permanece – Gandhi chegou a dizer a tal frase ou Fischer a escreveu para ilustrar o pensamento dele?
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Otávio Cohen
Jornalismo, literatura, quadrinhos, música, TV, cinema e os anos 90: todos os clichês reunidos, modificados e traduzidos em pixels
otavio.cohen@abril.com.br
Carol Vilaverde
Jornalista viciada em séries, podcasts e cultura inútil. Apaixonada por livros e filmes, acredita no bom humor pra resolver qualquer problema.
Achei muito interessante a frase e tirei minha conclusão sobre o real sentido da frase, achei inteligentíssimo e que se trata, a meu ver, de repensar em seus atos para não se transformar no que mais se abomina, rever o conceito de justiça ou a humanidade perderá o “bom” senso.