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Entenda o que é SOPA e por que a internet está protestando contra isso

Otavio Cohen 18 de janeiro de 2012

Se você não acompanhou as notícias da internet dos últimos dias e acha que SOPA é só um prato quente brasileiro, fique por dentro. Como a SUPER anunciou ontem, a versão em inglês da Wikipédia está fora do ar, em protesto contra dois projetos que tramitam no Congresso dos Estados Unidos e que podem mudar para sempre o jeito como você usa a internet. Trata-se do SOPA e do PIPA.

O Stop Online Piracy Act (SOPA) (em tradução livre, Lei de Combate à Pirataria Online) é um projeto de lei da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos que amplia os meios legais para que detentores de direitos autorais possam combater o tráfico online de propriedade protegida e de artigos falsificados. O objetivo geral é proteger o mercado de propriedade intelectual, impedindo que mais pessoas percam seus empregos por causa da pirataria. Já o Preventing Real Online Threats to Economic Creativity and Theft of Intellectual Property Act of 2011 (Ato de Prevenção Contra Roubos e Ameaças Virtuais à Propriedade iItelectual) é uma lei proposta nos Estados Unidos para combater sites relacionados à pirataria.


Site da revista Wired também se juntou ao protesto global

Na teoria, faz sentido impedir a pirataria. Todo mundo sabe que é contra a lei. Mas os dois projetos vão bem além disso e não vão afetar só os sites norte-americanos. Entenda alguns motivos do protesto:

1. Os projetos dão ao governo liberdade para pedir ao Google e outras ferramentas de busca para excluir determinados sites do resutado das pesquisas. Ou seja, o governo poderia ter controle sobre a lista de links que você pode acessar quando joga uma coisa no Google.

2. O governo também pode pedir aos grandes provedores de internet para bloquear o acesso a alguns sites para os seus usuários. É exatamente a mesma estratégia usada para censurar conteúdos adultos ou políticos na Síria e na China.

3. Se o governo descobrir que você encontrou uma ferramenta online que burla o bloqueio, ele também pode bani-la. O problema é que algumas dessas ferramentas são bem úteis a grupos que lutam pelos direitos humanos em lugares onde há censura.

4. A proposta também pode impedir que empresas façam propaganda em sites que façam parte da lista negra do governo.

Se você realmente precisar das informações da Wikipedia, pode dar um jeito de driblar o bloqueio. Mas, no futuro, isso pode não ser mais possível.

A princípio, a maior parte dos sites com terminações .net, .com e .org não devem ser afetados. Mas se a lei passar, vão se abrir precedentes para que outras medidas de censura sejam feitas na internet mundo afora. Inclusive no Brasil. Alguns sites brasileiros (como o do cantor Gilberto Gil e o site Trezentos) dão força ao protesto, assim como o site da revista Wired. Ainda não entendeu? Então veja o vídeo a seguir:


O que você faria para sobreviver em uma invasão alienígena?

Otavio Cohen 10 de janeiro de 2012

O que você faria para sobreviver em uma invasão alienígena? E se eles fossem invisíveis? Sean e Ben, dois jovens norte-americanos se deparam com esta situação durante uma visita à Rússia. Quando descobrem que não conseguem enxergar os inimigos extraterrestres, são obrigados a se virar numa terra desconhecida. Confira.

Agora é a sua vez: coloque a imaginação para funcionar e responda à pergunta. As 3 respostas mais criativas levam livros em quadrinhos exclusivos com a história e um par de ingressos para assistir ao filme nos cinemas. Não perca tempo.

O filme, que conta com os efeitos visuais de Timur Bekmambetov e a direção de Chris Gorak, estreia nesta sexta-feira, dia 13 de janeiro. Você tem até o dia 18 de janeiro. Não deixe de ler o regulamento completo.


Autoridade Anti-Droga de Israel usa nova timeline do Facebook em campanha

Ana Carolina Prado 6 de janeiro de 2012

A Autoridade Anti-Droga de Israel começou uma campanha para alertar os jovens contra o uso de drogas no Facebook. Até aí, nada de especial. Mas chamou a atenção o uso criativo – e inteligente – que eles fizeram da nova timeline da rede social.

Eles criaram um perfil fictício para um personagem chamado Adam Barak, de vinte e poucos anos, que vai nos permitir acompanhar o seu dia a dia com e sem drogas. À esquerda aparecem fotos e posts feitos por um Adam viciado – vemos sua mesa de trabalho imunda, a namorada que o abandona, ele com a cara péssima na balada, dormindo na rua… O lado direito da página mostra sua vida sem as drogas e com diversão saudável.

Se vai servir para convencer alguém a não usar drogas, não sabemos. Mas vai ser legal acompanhar se eles continuarem atualizando o perfil.


Nascem os primeiros macacos do mundo feitos com mistura de embriões

Otavio Cohen 6 de janeiro de 2012


Foto: Oregon Health & Science University / Reprodução

Se você tem familiaridade com a mitologia grega, já conhece as quimeras – seres híbridos que reúnem características de vários animais. Mas talvez você não saiba que a ciência já fez seres quiméricos “de verdade”: acabam de nascer nos EUA dois macacos produzidos a partir da mistura do código genético de seis outros bichos.

Calma, os macacos não têm bico de ave ou chifres. Os códigos genéticos misturados vinham de vários exemplares da mesma espécie. No caso, os macacos-rhesus. E por que o nascimento desses bichinhos virou notícia na comunidade científica? É que o grupo responsável pelo experimento (Centro de Primatas da Universidade de Ciências da Saúde de Oregon) é um dos expoentes mundiais nas pesquisas com células-tronco embrionárias.

Para esses cientistas, os macacos quiméricos são um importante passo no estudo sobre como genes modificados podem interferir em questões como obesidade, mal de Parkinson, diabetes e até problemas cardíacos. Alguns roedores já haviam sido produzidos com o mesmo procedimento. Mas a realização do experimento com macacos abre caminho para entender como funcionaria com humanos.

O grupo de cientistas explicou à revista científica Cell como foi feita a experiência. A edição ainda não foi publicada, mas a gente adianta: os primatas nasceram a partir da mistura de embriões de diferentes macacos-rhesus. A mistura foi, então, aplicada em fêmeas (mais ou menos como são produzidos os bebês de proveta). A experiência só funcionou porque as células embrionárias são totipotentes, ou seja, podem dar origem a qualquer célula diferenciada do organismo.

Os macacos Roku e Hex são saudáveis e passam bem.


Nasa começa o ano colocando duas sondas na órbita da Lua para missão inédita

Ana Carolina Prado 2 de janeiro de 2012


Imagem: NASA

O pessoal da NASA não pôde celebrar o ano novo com champanhe (álcool é proibido por lá), mas teve motivos extras para comemorar. É que as sondas gêmeas do Laboratório de Recuperação da Gravidade e Interior (ou Grail em inglês, que também significa “graal”) finalmente completaram a viagem de três meses e quase 4,2 milhões de quilômetros percorridos e entraram na órbita da Lua neste fim de semana. “A NASA recebe o ano novo com uma nova missão de exploração”, disse Charles Bolden, administrador da NASA. “As naves gêmeas Grail vão expandir vastamente nosso conhecimento da Lua e da evolução do nosso planeta”, completou.

Lançadas em setembro, as sondas irão mapear o interior do satélite natural da Terra em uma missão inédita que custará 496 milhões de dólares e deve durar 82 dias e começar em março – mas pode ser prorrogada se as naves, alimentadas por bateria solar, resistirem ao eclipse solar de junho.

Nos próximos dois meses, as naves terão suas órbitas ajustadas. Elas ficarão a 200 quilômetros de distância uma da outra, mas esse valor deve variar. E é essa variação que interessa aos pesquisadores. É que, na Lua, existem áreas de maior e menor gravidade graças a características visíveis, como montanhas e crateras, ou invisíveis, como massas ocultas sob a superfície. Essas mudanças na gravidade farão com que as naves diminuam ou aumentem levemente sua velocidade, e isso vai modificar a distância que as separa. Sinais de rádio transmitidos pelas duas espaçonaves irão fornecer aos cientistas as medidas exatas dessa variação e, com isso, será possível criar o mais preciso mapa do campo gravitacional lunar já feito. E, com esse mapa, os cientistas poderão deduzir o que há embaixo da superfície da Lua, incluindo o tamanho de um possível núcleo interior.

“Embora, desde a década de 1970, tenhamos enviado mais de uma centena de missões à Lua, inclusive duas nas quais os astronautas caminharam sobre a sua superfície, a verdade é que há muitas coisas que não sabemos sobre ela”, disse Maria Zuber, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que é a pesquisadora-chefe do programa Grail, em coletiva de imprensa. Entre as coisas que os cientistas ainda não sabem está o motivo de o lado oculto da Lua (ou aquele que não pode ser visto da Terra) ser tão diferente do lado visível. A resposta, acreditam eles, deve estar no interior do nosso satélite.

A missão Grail também pretende descobrir se a Terra já teve uma segunda lua. Astrônomos acreditam que algumas das marcas na superfície da Lua poderiam ser resultado de uma colisão com um satélite menor.


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