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Desastre nuclear de Fukushima, no Japão, foi duas vezes pior do que se pensava

Ana Carolina Prado 4 de novembro de 2011

A radiação liberada pelo desastre nuclear de Fukushima, provocado por um terremoto  que atingiu o país em março deste ano, foi duas vezes maior do que se pensava.

Depois de examinar estações de monitoramento de radiação em todo o Japão e no resto do mundo, pesquisadores do Instituto Norueguês de Pesquisa do Ar (Norwegian Institute of Air Research) descobriram que a quantidade de césio 137, um isótopo radioativo de vida longa que persiste na atmosfera, foi cerca de duas vezes superior à estimativa oficial do governo japonês. Esse número (3,5 × 1016 becquerels) é cerca de metade das emissões de Chernobyl, considerado o pior acidente nuclear da história.

Liberação de césio 137

O forte terremoto que atingiu o Japão no dia 11 de março de 2011 comprometeu os geradores de energia que mantinham ligado o sistema de refrigeração de seis reatores da usina Fukushima Daiichi, o que provocou o seu superaquecimento. Com a temperatura alta demais, o revestimento de metal que guardava o combustível radioativo derreteu, liberando radiação e hidrogênio, um gás altamente inflamável. Isso provocou explosões que danificaram as paredes de contenção do reator e liberaram a radiação (especialmente o césio 137) para o ambiente.

De acordo com o novo estudo, o pico das emissões de césio 137 ocorreu três ou quatro dias após o terremoto e o tsunami, mantendo-se elevadas até 19 de março. Foi nesse dia que as autoridades começaram a pulverização de água na piscina de resfriamento do material radioativo do reator da unidade 4. Para os pesquisadores, isso contradiz os relatórios do governo japonês que diziam que as piscinas não liberavam radiação – e indica que o impacto poderia ter sido menor se fossem tomadas medidas mais cedo.

A discordância entre as informações do governo japonês e desse novo estudo pode ser explicada, pelo menos em parte, pelo conjunto de dados analisados. Enquanto pesquisadores japoneses só usaram dados de estações de monitoramento do seu país, o estudo do Instituto Norueguês usou estações de monitoramento em todo o mundo, englobando grande parte da radiação enviada sobre o Pacífico e a América do Norte.

Segundo os pesquisadores, apenas cerca de 20% da radiação caiu sobre o Japão: a maior parte caiu sobre o Oceano Pacífico. Os efeitos disso sobre a vida aquática ainda estão sendo avaliados.

(Via Nature News)

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Cientistas criam Aedes aegypti com DNA modificado que mata a própria cria

Tânia Vinhas 4 de novembro de 2011

Dizem que todo e qualquer ser vivo tem um papel importantíssimo para o ambiente e para a cadeia alimentar e que a extinção de qualquer um traz suas consequências. Mas que atire a primeira pedra quem nunca pensou que os pernilongos poderiam sumir da face da Terra – até mesmo os cientistas já consideraram esta hipótese.

Pesquisadores do Reino Unido conseguiram criar mosquitos Aedes aegypti com um gene que mata os filhotes antes de eles virarem adultos e começarem a picar as pessoas. E o projeto não está só no papel – os novos bichinhos já foram liberados no ambiente.

Como são as fêmeas do pernilongo que saem incomodando as pessoas (pois precisam do sangue para produzir ovos), os cientistas colocaram o gene nos pernilongos machos. Eles devem ser rápidos na procriação, visto que o gene do mal também vai matá-los mais rápido. No fim das contas, a pernilongo fêmea vai por os ovos e achar que fez o seu trabalho, mas a cria não vai vingar. Resultado:  as infestações diminuirão.

Os cientistas analisaram os resultados e ficaram satisfeitos: 19 mil mosquitos modificados foram lançados nas Ilhas Cayman em 2009 e hoje a população de pernilongos machos do local conta com 16% modificados. O gene letal foi encontrado em 10% das larvas, o que prova que eles conseguiram acasalar e diminuir a quantidade de mosquitos no local.

Enquanto algumas pessoas reclamam que esse é um método cruel de controle de população, os cientistas afirmam que o impacto biológico é bem menor do que usar pesticidas, por exemplo. Mas eles não mentem: existe uma preocupaçãozinha de que os sobreviventes do tal gene modificado possam, no futuro, disseminar alguma doença modificada que pode ser pior que a febre amarela e a dengue. #Tenso.

Foto: John Tann


Da porta para dentro: Google Maps começa a tirar fotos do interior das lojas

Tânia Vinhas 4 de novembro de 2011

O Google Maps já havia ajudado a vida de muita gente quando lançou o Google Street View, a ferramenta que mostra exatamente o que tem na rua que você está pensando em visitar. E agora ele deu mais um passo. Desta vez, um passo adentro. Com o Business Photos, vai ficar mais fácil conhecer também o interior dos lugares aonde que você quer ir.

Várias lojas e restaurantes já receberam visitas de equipes do Google Maps, que fizeram fotos 360º de seus interiores. As imagens mostram decoração, prateleiras com produtos e tudo o mais – como a foto da Gruhn Guitars de Nashville, Tennessee, que ilustra esta matéria. Por enquanto a novidade é muito seletiva: só dez cidades americanas foram contempladas (Baltimore, Boston, Los Angeles, Miami, Nova York e Washington são algumas delas), além de poucos estabelecimentos da Austrália, França, Japão, Nova Zelândia e Reino Unido.

O Google começou a aceitar pedidos de inclusão no ano passado e só agora é que as fotos começaram a aparecer para os usuários. Se pegar de vez, vai ser bem prático: além das informações que o Maps já disponibilizava, como localização, telefone, horário de funcionamento e resenhas, poderemos verificar a cara do ambiente.

Mas o serviço não é perfeito: ainda não existe uma lista das lojas participantes (você tem que se arriscar e procurar) e as fotos não estão integradas ao Street View normal (aparentemente, não dá para passear na rua e entrar e sair da loja como na vida real, é preciso clicar no link específico do estabelecimento que fica em um lugar diferente – no Place Pages . E aí até voltar à primeira página, você pode ser perder).

Ainda assim, a adição parece uma boa ideia. E enquanto o Google Maps não inventar de tirar foto do interior da sua casa, está ótimo!


Criador do CSS quer banir as barras de rolagem para sempre

Tânia Vinhas 3 de novembro de 2011

Se depender de Hakon Wium Lie, as barras de rolagem estão com os dias contados. Achou estranho? Nós também, mas o fato é que o criador do CSS (Cascading Style Sheets) quer radicalizar e dar um fim nas coitadas.

Lie deu dois motivos para a decisão: 1) o conteúdo das coisas não se encaixa de modo apropriado na janela do browser e 2) tentar imprimir páginas da web é uma coisa meio complicada (isso é verdade). A solução, então, seria trocar as barras pelo GCPM, sigla de “Generated Content For Paged Media“, que na verdade é algo como “não role a página para cima e para baixo, vire a página como se fosse um livro”.

“Livros são muito mais fáceis de lidar do que barra de rolagem”, declarou Lie. “A página pode ter uma apresentação muito mais bonita. O ato de virar a página vai virar um evento. Acho que poucas pessoas sentariam para ler Alice no País das Maravilhas usando uma barra de rolagem”.

Não vamos discutir sobre Alice, mas o problema é que dar aquela rápida passada de olhos no conteúdo pode ficar complicado e demorado (pra não dizer “uma chatice”), além de dificultar a busca do prático “localizar” (ctrl+F). A polêmica foi dada – você acha que a ideia sai do papel?


Pescadores encontram peixe de três olhos perto de usina nuclear

Ana Carolina Prado 3 de novembro de 2011


Foto do site Infobae.com

Blinky, o peixe laranja de três olhos que habita as águas de Springfield e sofreu mutações por causa da radioatividade da usina nuclear do senhor Burns ganhou um companheiro na vida real.

Pescadores em Córdoba, Argentina, encontraram um peixe de três olhos em um lago – adivinhem – próximo a uma usina nuclear local, a Central Nuclear Embalse.

A criatura foi mandada para testes que irão determinar se a mutação foi ou não causada pela radioatividade. Depois, os pescadores pretendem embalsamá-lo. Quem mora na região está bem assustado e começou a se preocupar com a presença da central nuclear. Bom, parar de pescar em um lago próximo a ela já seria um grande avanço, né?


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