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Sem botox! Rato velho com sangue de rato novo acaba rejuvenescendo

Tânia Vinhas 9 de setembro de 2011

A notícia parece viral de True Blood ou modinha de Crepúsculo, mas o pior (ou melhor, né?) é que é verdade: pesquisadores da Universidade de Stanford publicaram um estudo que afirma que ratos idosos que receberam sangue de ratos jovens acabaram desenvolvendo um “efeito rejuvenescedor“.

Injetar sangue jovem para ficar forever young? Como assim? “O rato começou a produzir mais neurônios, as sinapses ficaram mais ativas e ele sofreu até menos inflamações”, explica o texto. E se fizermos o contrário? Os cientistas fizeram o teste e aparentemente o efeito reverso também acontece – ratos novos que recebem sangue de ratos velhos exibem sintomas de envelhecimento precoce.

Será o fim da era do botox e o começo da era das injeções de sangue juvenil na testa? A Condessa Elizabeth Báthory de Ecsed bem que gostaria, mas provavelmente não. A descoberta só é importante para a pesquisa da degeneração cerebral, afinal, isto pode indicar que pessoas ficam senis porque algo acontece no sangue, e não na produção de neurônios (que é a teoria atual).

Então podem sossegar o facho, fãs de vampiros.


Artista cria sofá comestível sabor chocolate

Otavio Cohen 8 de setembro de 2011

Sabe aquele momento em que você está vendo TV sentado no sofá e fica com uma vontade louca de comer doce, mas é preguiçoso demais para se levantar? Até que seria uma boa ideia comer o próprio sofá, certo? Provavelmente era nisso que o argentino Leandro Erlich estava pensando quando criou a instalação “Let Them Eat Art”, traduzindo: “Deixe que eles comam arte“.

Erlich, considerado um dos grandes talentos do país hermano, é um daqueles artistas contemporâneos bem nonsense criativos. Seu site está cheio de instalações curiosas e divertidas que fizeram bastante sucesso quando foram expostas. É claro que esta nova obra também agradou – depois da exibição, os convidados da exposição em que ela foi apresentada foram convidados a comer pedaços do sofá.

Só não conseguimos descobrir se alguém já havia se sentado…


Poluição espacial preocupa cientistas

Ana Carolina Prado 8 de setembro de 2011


95% dos pontinhos brancos desse modelo feito pela Nasa é lixo espacial

Não bastasse a da Terra, agora é a poluição espacial que está provocando dor de cabeça nos cientistas. Um grupo de especialistas da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos alertou na semana passada que o número de detritos orbitando o nosso planeta atingiu um ponto crítico e pode ameaçar a segurança de engenheiros espaciais e astronautas.

O lixo espacial é composto por restos de naves, satélites desativados, lascas de tinta e até ferramentas perdidas por astronautas em suas explorações espaciais. Os objetos têm tamanho variado. Em 2008, a Nasa havia contabilizado aproximadamente 17 mil destroços acima de 10 centímetros, 200 mil entre 1 e 10 centímetros e dezenas de milhões de partículas menores que 1 centímetro. A situação fica mais crítica considerando que o número elevado de fragmentos aumenta as chances de eles entrarem em colisão e criarem novos resíduos.

Como esses objetos giram em órbita na Terra a uma velocidades de até 28 mil quilômetros por hora, a colisão teria força suficiente para danificar um satélite ou até uma nave. Isso aconteceu em junho deste ano, quando os tripulantes da Estação Espacial Internacional (ISS) tiveram que buscar refúgio em uma nave de emergência por causa de um dejeto espacial que passou a apenas apenas 250 metros do módulo.

30% do lixo espacial pode ser atribuído aos Estados Unidos. A China foi considerada uma das culpadas pelo aumento do número de detritos quando, há quatro anos, testou mísseis que pulverizaram um satélite em 150 mil fragmentos.

Os cientistas da Academia Espacial cobraram medidas da Nasa, mas reconhecem que não é fácil resolver o problema – ainda mais agora que houve cortes orçamentários e a Nasa teve que diminuir suas despesas. Além disso, os EUA não podem limpar a sujeira de outros países porque existe um princípio jurídico internacional que diz que nenhuma nação pode colher os objetos de outras no espaço.

De qualquer forma, não existe uma tecnologia específica para limpar o espaço. Existem apenas recomendações e algumas ideias (redes gigantes, um lixeiro espacial robótico), que raramente são colocadas em prática por serem caras demais.

É importante notar que nem tudo o que está circulando pelo espaço permanece em órbita: os detritos vão perdendo altitude aos poucos e acabam caindo na Terra. Mas não precisa ter medo de ser atingido na cabeça por algum deles: a chance é muito pequena de isso acontecer. Na maioria das vezes, o lixo acaba queimando antes e, quando consegue atravessar a atmosfera, ainda enfrenta a probabilidade de cair no mar, já que os oceanos ocupam 75% da superfície terrestre.


Vídeo de 1972 mostra como surgiu a animação em 3D

Ana Carolina Prado 8 de setembro de 2011

O vídeo que você vai ver aí embaixo é provavelmente a mais antiga animação computadorizada em 3D que existe. Ele foi feito por Ed Catmull (o fundador da Pixar) e Fred Parke em 1972. As técnicas pioneiras que aparecem no filme são a base para a tecnologia que ainda é usada hoje em vídeo games, filmes e efeitos especiais.

Um modelo de gesso da mão de Ed foi digitalizado e mapeado meticulosamente para dar origem ao modelo tridimensional. “A matemática que usamos hoje para renderizar 3D estava sendo inventada, em tempo real, nesse vídeo”, escreveu o designer Robby Ingebretsen, do blog nerd plus art, que tinha esse vídeo nos arquivos da família e o digitalizou. Seu pai era um grande amigo de Ed e ajudou na produção do filme.


Famosa rede de pizzarias quer abrir filial na Lua

Tânia Vinhas 7 de setembro de 2011

Abrir uma pizzaria na Lua – sim, a ideia parece absurda. Não, não é nenhum plano de uma pizzaria portuguesa (que maldade!). Quem declarou já ter este projeto doido ambicioso é a Domino’s, a pizzaria americana que tem a maior rede de entregas de pizzas do mundo.

E pelo visto quer aumentar a rede  e ultrapassar níveis estratosféricos, visto que os donos da Domino’s no Japão declararam que vão para o espaço juntamente com a construtora Maeda Corp. A empresa já tem o projeto arquitetônico do prédio (um domo de 26m de diâmetro) e estima-se que tudo vai sair por mais ou menos 1.67 trilhões de ienes (cerca de 13.4 bilhões de dólares).

Só para transportar as 70 toneladas de material de construção com a ajuda de 15 foguetes já vai somar um custo de 4,5 bilhões de dólares – e olha que eles estão contando com a economia de poder usar depósitos minerais lunares para ajudar a fazer concreto.

“Começamos a pensar neste projeto no ano passado, embora a gente não tenha determinado ainda quando o restaurante vai abrir”, declarou Tomohide Matsunaga, porta-voz da Domino’s, ao The Daily Telegraph. “No futuro nós acreditamos que teremos muitas pessoas morando na Lua, astronautas trabalhando lá e, mais para o futuro, cidadãos lunares”.

Pensando assim, nem parece tão absurdo. Ou não?


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