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Leitores da SUPER encaram experiência de falar apenas a verdade

Felipe van Deursen 20 de janeiro de 2012

Entre setembro e outubro do ano passado, encarei a missão de tentar passar 50 dias sem mentir. A experiência rendeu uma reportagem que saiu na SUPER há dois meses (clique para ler). No final da matéria, havia um desafio aos leitores. Pedimos que tentassem passar um tempo vivendo a honestidade radical, teoria do psicoterapeuta americano Brad Blanton que serviu de base para o texto.

Bem, já passou um tempo e eu fiquei devendo um retorno aos leitores que se dispuseram a compartilhar conosco suas experiências. Demorei porque tirei férias e, em seguida, vieram as festas de fim de ano e aí você sabe. (Já que preciso ser sincero, falo logo por que demorei tanto). Sem delongas, vamos às declarações dos leitores 100% honestos, gente de diversos estados do Brasil, das mais variadas idades. Pais de família, estudantes universitários, profissionais liberais, vestibulandos, filhos – todo mundo falando nada mais que a verdade. Confira os depoimentos:

1.

“Esta matéria me fez lembrar de quando eu fazia parte de um grupo religioso radical. Na época, tinha meus 20 anos e um dos ensinamentos deste pequeno grupo era exatamente a honestidade radical.

Certa noite minha avó passou mal com problemas cardíacos e foi parar no hospital. Depois de recuperada, o médico disse que ela não podia passar raiva e nenhum tipo de estresse. No dia em que ela teve alta, meu tio entrou numa briga e tomou uma facada no peito. Foi socorrido e levado para o hospital, passou por uma cirurgia e estava em observação. A família tomou a seguinte decisão: Quando nossa avó chegar em casa, vamos dizer que o filho dela ( meu tio) viajou!

Como eu não mentia nunca… Fiquei uma semana sem conversar com minha avó. Apenas pedia sua benção e saía rápido dizendo que estava muito atarefado na faculdade!”
Bruno Da Silva Barbosa – Vila Velha,  ES

2.

“Assim que terminei de ler a matéria, aceitei o desafio de ficar duas semanas sem mentir. Não mudou nada porque eu naturalmente nunca minto. Claro que eu jamais mentiria pra vocês.”
José Aparecido Anelli Ferreira – Londrina, PR

3.

“Adoraria encarar o desafio, mas estou pensando: trabalho como operadora de caixa num supermercado e me vejo falando pro cliente: ‘Senhor, vou pedir que aguarde um instante, pois no meu sistema consta que seu nome está sujo na praça, e não posso liberar seu cheque sem a autorização do gerente. Aliás, quando eu digo ‘instante’, entenda no mínimo quinze minutos’.
Janaina Fraga

4.

“Fui para a diretoria [da escola] só porque falei o que eu realmente achava de a professora de literatura entrar na sala de aula e falar sobre o que aconteceu com ela naquele dia, como se fôssemos psicólogos. Meus colegas brigaram comigo porque eu reclamei com o professor de química sobre o fato de ele não ter passado matéria naquela aula. Minha amiga quase me matou porque eu contei para uma colega que o nosso ‘pequeno’ grupinho ia fazer um amigo secreto separadamente do resto da sala. Revelei para uma colega que eu não via havia muitos anos que eu não gostava dela naquela época porque ela era uma ‘galinha metida’.

Resultado? Afastei-me mais ainda dos meus amigos, espantei meus colegas e meus professores, recebi mais uma bronca de minha mãe. Nem sempre sinceridade radical é uma coisa boa, se as pessoas com quem você anda não são.

Meu conselho? Se você vai mudar o seu estilo de vida, mude de amigos. Porque enquanto você se agarrar a uma parte que já foi, você não terá a chance de ser uma nova pessoa. Você vai apenas parecer mesquinho, arrogante, ignorante. Superior. O ser humano foi feito para sobreviver em comunidade. Então, pelo menos, que seja uma comunidade com a qual você se dê bem.”
Thalita Trindade – Campo Grande, MS

5.

“Por estes dias, meu filho mais velho, de 7 anos, me perguntou se era verdade que não existia a fada do dente. Deixei-o falar e ele mesmo acabou por concluir que, assim como o Papai Noel não existe (há cerca de dois anos um colega da escola contou a ele e tivemos que confirmar. Dissemos que eles são fantasias e somente quando se é criança tem o poder de ver e acreditar nelas) a fada também não existe.  Em resumo: não me manifestei e deixei que ele seguisse com sua própria conclusão.”
Marco Silva

6.

“Há muito tempo que somente falo a verdade, sou sincera com meus sentimentos e em tudo o que faço ou não faço. Não que eu saia dizendo coisas ofensivas por aí, a gente sempre tem a opção de não dizer nada. Apenas sou bem transparente. O resultado disso? Não tenho nenhum amigo próximo, sou meio solitária.”
Telma Hanazumi – São Roque, SP

7.

“Resolvi fazer o teste. A verdade é que em menos de 24 horas já pensei em desistir. Se o problema da mentira é que quando você conta uma acaba tendo que contar outras, meu problema com a honestidade foi o mesmo.”
Nicole – São Paulo, SP

8. 

“Um almoço de sábado na casa da sogrinha e do sogrão (Oh, nossa! Eu tenho de parar de dar apelidos para as pessoas de acordo com sua altura!).  Pois bem, seria a primeira vez que eu passaria mais de meia hora com os membros da família do meu namorado. A primeira coisa que notei foi o pátio da frente: apesar de pequeno, bem cuidado. Bem cuidado demais. Já percebi que a mãe dele era meio afetada simplesmente porque havia flores por todo o pátio, vasos com plantas penduradas no teto da garagem, um balanço e um poodle usando um vestido e um brinco. Mme lembrei de duas coisas: sonho americano e casa da Barbie. Ou seria uma casa com gente estupidamente feliz e perfeita ou uma casa cheia de gente louca querendo pagar de perfeita.

Começamos a conversar. Papo vai, papo vem. Música. Uma breve discussão sobre o conteúdo das letras do rock e do resto. Religião. Como sou ateia e os pais dele são cristãos, um tipo de pequena guerra foi travada. Expressei todas minhas opiniões sobre cada assunto que tive com o sogrão. E isto pareceu dar uma boa impressão ao pai do meu namorado.

Enfim, todos nos sentamos à mesa. Não sei o que parecia mais gostoso: a comida ou os guardanapos de pano todos estampados.

Bem, os guardanapos com certeza eram melhores.

Não sei por quê, mas meu desafio “ser honesto comigo mesma e com os outros” não se concentrou só no que saía da minha boca, e sim com os meus atos. Eu não tenho costume de ser fina, educada, feminina ou pelo menos parecer uma pessoa e não um animal comendo.

Devo dizer que não me orgulho da minha falta de educação, mas, se for pra ser sincera, não só minhas frases mudarão.

Nisso a Senhora Eliza perguntou: “Não quer salada? Pode se servir”, com um sorriso amarelo, quase mais forçado do que o de meu namorado. Eu respondi:  “Ah, eu queria, mas essa alface tá meio estranha… E o tomate tá murchinho, né?”

No fim das contas, eu não falei mais com a mãe dele. Ela me odeia. Sogrão me ama. E, bem, amorzinho está se mordendo pra não me dar umas palmadas por ter comentado sobre isso.”
Anna Lucia Ribeiro da Rosa  – Porto Alegre, RS

9.

“Vivi durante uma semana, junto com meu amigo Gustavo Santucci, a experiência de não mentir no ambiente escolar. A experiência foi sensacional. Alguns amigos não conversavam com a gente com medo da verdade e outros abusavam dela perguntando coisas pessoais. Além disso, não fomos puxa-sacos com os professores, apenas com os que gostamos de verdade. A única coisa negativa foi a perda de uma amizade. A pessoa não aceitou a verdade (sendo sincero, fomos um pouco grossos com ela). Mas já estamos voltando a nos falar. Por isso, recomendo a todos que testem passar uma semana sem mentir!”
Matheus Mans Dametto

10. 

“Tive um dia totalmente estressante, pois resolvi contar a verdade para minha mãe sobre tudo que eu havia mentido durante uns seis anos. Machuquei muitas pessoas por causa de uma mentira sobre quem eu era fisicamente [o avatar dela em redes sociais não era realmente ela]. Perdi uma pessoa que provavelmente será a única que já amei (tirando a família).”
Kácia Alinne Silva Ribeiro – Balsas-MA
Imagem: Divulgação / Dreamworks


Frase da semana: “O Grande Irmão está observando você” – George Orwell

Carolina Vilaverde 20 de janeiro de 2012

Toda semana, a SUPER explicar melhor um pouquinho mais sobre aquelas frases que ficaram famosas e marcaram a História, a Filosofia, a Arte, a Cultura ou a Ciência. Se você tem dúvidas sobre o contexto em que foi dita aquela citação que você curte, mande uma sugestão para nós. Depois, pode usá-la sem medo no nick do MSN, no Twitter ou no Facebook.


Na semana em que os assuntos mais comentados na web foram a Luiza, que já voltou do Canadá o possível estupro dentro da casa do Big Brother Brasil e a polêmica da lei que pode censurar a internet nos EUA, a SUPER resolveu dedicar a frase da semana ao autor da expressão “Big Brother”, o escritor George Orwell. A essa altura, depois de mais de 10 edições do programa no Brasil, você já deve saber de onde vem o termo. Mas não custa esclarecer as coisas mais uma vez, para não restar dúvida.

Eric Arthur Blair, mais conhecido por seu pseudônimo George Orwell, foi um escritor e jornalista inglês. Seus livros, artigos e ensaios são conhecidos pela clareza da escrita, pelo conteúdo inteligente e perspicaz, e por sua consciência das injustiças sociais. Em sua obra 1984, Orwell criou um dos mais importantes personagens da literatura mundial: o Grande Irmão (“Big Brother”, no original).

No enredo, GI é o ditador da Oceania, um Estado totalitário em que as pessoas são constantemente vigiadas pelas autoridades por “teletelas” (uma espécie de câmera presente em todos os lugares e que transmite vídeo e áudio). O sistema de propaganda estatal faz questão de lembrar esse controle a toda hora, com mensagens como a nossa frase da semana: “O Grande Irmão está observando você” (“Big Brother is watching you”).

Desde a publicação do livro, o termo “Big Brother” adquiriu novos significados: ele é usado como sinônimo de abuso de poder por parte do governo, especialmente em relação aos direitos civis, e também para descrever tentativas de aumentar a vigilância sobre os cidadãos. E na era dos reality shows, a expressão “Big Brotherpassou a ser também o nome do programa que você ama odiar. Como você já sacou, o programa se apropria não só do nome do personagem, mas também do conceito de pessoas sob permanente vigilância de câmeras.

“Olho por olho e o mundo acabará cego” – Mahatma Gandhi

“Jamais interrompa seu adversário quando ele estiver cometendo um erro” – Napoleão Bonaparte

“Trocaria toda a minha tecnologia por uma tarde com Sócrates” – Steve Jobs

“[Deus] às vezes joga [dados] onde ninguém pode ver” – Stephen Hawking

“A imaginação é mais importante que o conhecimento” – Albert Einstein

Frase da semana: “Voe como uma borboleta, ferroe como uma abelha” – Muhammad Ali

“A gramática controla até reis e princesas!” – Molière

“Quem sabe dizer se a vida não é o que chamam de morte e a morte não é o que chamam de vida?” – Eurípides

“Computadores são inúteis. Eles só podem dar respostas” – Pablo Picasso

“Patriotismo é quando o amor por seu próprio povo vem primeiro” – Charles de Gaulle

“A ciência é o grande antídoto contra o veneno do entusiasmo e da superstição” – Adam Smith

“Um dia sem risada é um dia desperdiçado” – Charlie Chaplin

“A vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos”- John Lennon

“Nós somos feitos da matéria de que são feitos os sonhos” – William Shakespeare

“Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo” – George Santayana

 


Entenda o que é SOPA e por que a internet está protestando contra isso

Otavio Cohen 18 de janeiro de 2012

Se você não acompanhou as notícias da internet dos últimos dias e acha que SOPA é só um prato quente brasileiro, fique por dentro. Como a SUPER anunciou ontem, a versão em inglês da Wikipédia está fora do ar, em protesto contra dois projetos que tramitam no Congresso dos Estados Unidos e que podem mudar para sempre o jeito como você usa a internet. Trata-se do SOPA e do PIPA.

O Stop Online Piracy Act (SOPA) (em tradução livre, Lei de Combate à Pirataria Online) é um projeto de lei da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos que amplia os meios legais para que detentores de direitos autorais possam combater o tráfico online de propriedade protegida e de artigos falsificados. O objetivo geral é proteger o mercado de propriedade intelectual, impedindo que mais pessoas percam seus empregos por causa da pirataria. Já o Preventing Real Online Threats to Economic Creativity and Theft of Intellectual Property Act of 2011 (Ato de Prevenção Contra Roubos e Ameaças Virtuais à Propriedade iItelectual) é uma lei proposta nos Estados Unidos para combater sites relacionados à pirataria.


Site da revista Wired também se juntou ao protesto global

Na teoria, faz sentido impedir a pirataria. Todo mundo sabe que é contra a lei. Mas os dois projetos vão bem além disso e não vão afetar só os sites norte-americanos. Entenda alguns motivos do protesto:

1. Os projetos dão ao governo liberdade para pedir ao Google e outras ferramentas de busca para excluir determinados sites do resutado das pesquisas. Ou seja, o governo poderia ter controle sobre a lista de links que você pode acessar quando joga uma coisa no Google.

2. O governo também pode pedir aos grandes provedores de internet para bloquear o acesso a alguns sites para os seus usuários. É exatamente a mesma estratégia usada para censurar conteúdos adultos ou políticos na Síria e na China.

3. Se o governo descobrir que você encontrou uma ferramenta online que burla o bloqueio, ele também pode bani-la. O problema é que algumas dessas ferramentas são bem úteis a grupos que lutam pelos direitos humanos em lugares onde há censura.

4. A proposta também pode impedir que empresas façam propaganda em sites que façam parte da lista negra do governo.

Se você realmente precisar das informações da Wikipedia, pode dar um jeito de driblar o bloqueio. Mas, no futuro, isso pode não ser mais possível.

A princípio, a maior parte dos sites com terminações .net, .com e .org não devem ser afetados. Mas se a lei passar, vão se abrir precedentes para que outras medidas de censura sejam feitas na internet mundo afora. Inclusive no Brasil. Alguns sites brasileiros (como o do cantor Gilberto Gil e o site Trezentos) dão força ao protesto, assim como o site da revista Wired. Ainda não entendeu? Então veja o vídeo a seguir:


O que você faria para sobreviver em uma invasão alienígena?

Otavio Cohen 10 de janeiro de 2012

O que você faria para sobreviver em uma invasão alienígena? E se eles fossem invisíveis? Sean e Ben, dois jovens norte-americanos se deparam com esta situação durante uma visita à Rússia. Quando descobrem que não conseguem enxergar os inimigos extraterrestres, são obrigados a se virar numa terra desconhecida. Confira.

Agora é a sua vez: coloque a imaginação para funcionar e responda à pergunta. As 3 respostas mais criativas levam livros em quadrinhos exclusivos com a história e um par de ingressos para assistir ao filme nos cinemas. Não perca tempo.

O filme, que conta com os efeitos visuais de Timur Bekmambetov e a direção de Chris Gorak, estreia nesta sexta-feira, dia 13 de janeiro. Você tem até o dia 18 de janeiro. Não deixe de ler o regulamento completo.


Autoridade Anti-Droga de Israel usa nova timeline do Facebook em campanha

Ana Carolina Prado 6 de janeiro de 2012

A Autoridade Anti-Droga de Israel começou uma campanha para alertar os jovens contra o uso de drogas no Facebook. Até aí, nada de especial. Mas chamou a atenção o uso criativo – e inteligente – que eles fizeram da nova timeline da rede social.

Eles criaram um perfil fictício para um personagem chamado Adam Barak, de vinte e poucos anos, que vai nos permitir acompanhar o seu dia a dia com e sem drogas. À esquerda aparecem fotos e posts feitos por um Adam viciado – vemos sua mesa de trabalho imunda, a namorada que o abandona, ele com a cara péssima na balada, dormindo na rua… O lado direito da página mostra sua vida sem as drogas e com diversão saudável.

Se vai servir para convencer alguém a não usar drogas, não sabemos. Mas vai ser legal acompanhar se eles continuarem atualizando o perfil.


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