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Material genético misterioso pode indicar a existência de novo grupo de seres vivos

Ana Carolina Prado 11 de abril de 2011

Depois de analisar amostras de material genético recolhido no mar entre 2003 e 2007, o pesquisador Jonathan Eisen, da Universidade da Califórnia, anunciou ter descoberto um novo tipo de organismo que pode integrar um grupo desconhecido de seres vivos.

Desde 1990, os cientistas dividem os organismos vivos em três domínios (propostos por Carl Woese): Eukarya, Archaea e Bactéria. No primeiro estão os organismos eucariontes (cujo material genético fica separado do resto da célula, em um núcleo celular protegido por uma membrana). Os organismos procariontes (cuja célula não possui um núcleo organizado) são divididos entre Archaea e Bacteria. Os vírus, que não possuem células, não entram em nenhuma classificação. As amostras recolhidas integrariam, portanto, um 4º domínio de seres vivos.

Usando uma técnica chamada Metagenômica, que consiste em isolar e reconstruir o DNA de amostras coletadas em ambientes, como o mar, solo ou esgotos, Jonathan Eisen descobriu que o material em questão não se encaixava em nenhum desses grupos conhecidos. De onde veio, então? Os cientistas não têm ideia.

Segundo Eisen, é possível que os genes tenham vindo de algum tipo de vírus ainda não conhecido. “Dado que o mundo viral conhecido representa apenas uma pequena fração da diversidade total existente, e tendo em conta descobertas inesperadas vindas de genômica viral recente, isso é perfeitamente possível”, diz ele em seu artigo publicado no site Plosone.org.

Outra hipótese é a de que o material genético tenha vindo de um grupo desconhecido de seres vivos. Mas isso só será confirmado com estudos posteriores que determinem a fonte dessa variação genética. “Então, dependendo das respostas obtidas, estudos mais profundos poderão ajudar a determinar se a singularidade se estende a todos os genes do genoma ou se é apenas visto em poucos deles”, conclui o estudo.

Observação: erroneamente, nos referimos aos domínios da classificação de Woese como Reinos. A informação já foi corrigida.


Velhinha acaba com a internet de três países

Ana Carolina Prado 7 de abril de 2011

Três países do Cáucaso ficaram sem internet por várias horas no último dia 28, informou o jornal The Guardian. A culpada? Uma velhinha de 75 anos. Aiyastan Shakaryan cavava uma área próxima de uma ferrovia na Geórgia em busca de sucata para vender e acabou danificando um cabo de fibra ótica que fornecia internet para boa parte da Geórgia, algumas áreas do Azerbaijão e toda a Armênia.

Segundo o Ministério do Interior da Geórgia, Aiyastan teria cortado o cabo com o objetivo de roubá-lo. Ela foi presa no povoado de Ksani e está sendo acusada de destruição de propriedade, mas aguarda o julgamento em liberdade. Se for condenada, pode pegar até três anos de prisão – mas a idade avançada pode ajudar a diminuir a pena.

O porta-voz da empresa responsável pelos cabos disse não saber como a velhinha os encontrou. Segundo ele, talvez as fortes chuvas e deslizamentos de terra que ocorreram no local tenham facilitado o acesso.


Como foi feita a capa "A Fúria da Natureza"

Redação Super 4 de abril de 2011

A matéria de capa aborda todas as ameaças da natureza a que estamos sujeitos: terremotos, enchentes, meteoros, vulcões, seca…
Para não focar em uma delas, resolvemos trabalhar o lettering da chamada compondo com as catástrofes naturais.
Passei meu liiindo rafe e minha pesquisa de imagens para o pessoal do Estúdio Super Lúdico começar a trabalhar.

Ah, só pra lembrar as chamadas dessas capas de estudo são falsas, geralmente eu acabo usando chamadas anteriores pra marcar o espaço, então só levem em consideração as chamadas da versão final ;-)

Eles mandaram um primeiro estudo.

Pedi para que eles exagerassem mais as catástrofes, pra dar impacto, melhorar o ângulo da chamada. Ir pra tonalidades mais avermelhadas, fugindo do roxo que deixava tudo com cara de efeitos especiais e não de natureza. Outra coisa que pedi pra melhorar foi a legibilidade da chamada. A textura cinza era muito ruim de ler.

Com as alterações foi ficando assim.

Alteramos a posição do tsunami pra melhorar a composição e melhoramos a lava escorrendo.

Aí quase no finalzinho  do acabamento, a chamada principal mudou de “As Maiores Ameaças” para “A Fúria da Natureza”, o que deixava mais clara a abordagem da matéria. Adaptamos o layout pra nova chamada. Acresentamos também uma floresta no incêndio e uma cidade no meio do tsunami pra ajudar a dar mais escala pro tamanho das tragédias. O resultado final ficou assim:

O que vocês acharam?

Ah, essa é a primeira versão da Super no iPad, precisa ver como ela ficou animada!!!!

Alessandra Kalko
Diretora de Arte
@alekalko


A primeira vez de SUPER: revista lança versão para iPad

Redação Super 1 de abril de 2011

A edição de abril é gratuita. Corre lá e baixe o aplicativo!

por Sérgio Gwercman
DIRETOR DE REDAÇÃO DA SUPERINTERESSANTE

Não é que a SUPER seja novata – neste ano, a revista completa o 24º aniversário. Mas, nos últimos 3 meses, a gente viveu em clima de iniciante por aqui. Eram os preparativos para a grande novidade do mês: a publicação da nossa primeira edição com versão para iPad. Pois ela está pronta. E sensacional. Se você tem o tablet, pode baixar de graça na app store. Este mês é por nossa conta.

Poucas revistas têm vocação tão grande ao iPad quanto a SUPER. Para entender como animar nossas ilustrações e infográficos, estudamos programação, softwares, pesquisamos conteúdos que sirvam ao papel e ao digital. O designer Jorge Oliveira ficou afastado das suas funções na redação, mergulhado nos detalhes do projeto. Gastou semanas em busca da largura perfeita para as colunas de texto, da intensidade das cores, da melhor opção tipográfica. Por mais digital que tenha sido o processo, o trabalho foi todo artesanal.

- Baixe o app da Superinteressante na Apple Store


+1: a resposta do Google ao botão “curtir” do Facebook

Ana Carolina Prado 30 de março de 2011

O Google acabou de lançar uma resposta à disseminação do botãozinho “Curtir” do Facebook para recomendar páginas na internet. É o +1 (símbolo digital para algo como “isto é muito legal”), botão que aparecerá ao lado de cada resultado das buscas feitas pelo Google Search e permitirá ao usuário recomendar os melhores para seus contatos do Gmail e Gtalk. Por enquanto, a função só existe na versão em inglês do Google.

É bem parecido com a função “curtir” do Facebook, mas as recomendações, pelo menos por enquanto, não vão aparecer em nenhuma rede social. Seus contatos saberão que você curtiu algo apenas quando os links que recomendou fizerem parte dos resultados da pesquisa que eles fizerem. Da mesma forma, quando você pesquisar alguma coisa, verá quantos dos seus amigos recomendaram isso. Mas a ideia é expandir o botão para outros sites e redes sociais no futuro.

“Nosso objetivo é entregar os resultados mais relevantes para sua pesquisa da forma mais rápida possível. Mas relevância tem a ver com relacionamentos tanto quanto com palavras nos sites”, explicou o blog oficial da empresa. É por isso que o Google também começou a exibir nos resultados das buscas conteúdos postados em sites como Twitter e Flickr.


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