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Posts tagueados com ‘pesquisa’


Pesquisadores do MIT descobrem maneira de ver através de paredes de concreto

Tânia Vinhas 28 de outubro de 2011

A ciência quer transformar soldados normais em supersoldados. As pesquisas científicas que tentam criar armas e equipamentos mais sofisticados para o uso militar estão cada vez mais avançadas. A última novidade é um estudo de um time de cientistas que quer dar superpoderes aos soldados. O pessoal do Lincoln Lab (um laboratório que faz parte do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)) acaba de inventar um jeito de enxergar através de paredes de concreto.

A criação é um tipo de radar com amplificador que mostra em tempo real o que acontece por detrás de paredes sólidas de concreto. Mais de 99% do sinal é perdido na ida e mais 99% do que sobrou também é perdido na volta. Mas o restinho que sobrevive é suficiente para saber se tem alguém do lado de lá ou não. É quase nada comparado à visão de raio-X do Superman. Mas é um grande passo.

Quanto mais longe do muro a pessoa estiver, mais difícil será localizá-la. Ainda que os resultados exijam uma boa melhoria na tecnologia do radar, as manchas vermelhas se movendo na tela já ajudam a eliminar o elemento surpresa do ataque do inimigo.

Ficou interessado no funcionamento mais técnico da coisa? Assista ao video explicativo abaixo (em inglês). Já deixamos avisado: é meio complicado para os leigos.

httpv://www.youtube.com/watch?v=H5xmo7iJ7KA


Cientistas conseguem ligar mão biônica diretamente ao cérebro

Tânia Vinhas 14 de outubro de 2011

O mundo conhece as próteses robóticas há muito tempo, mas até então elas funcionavam ligadas aos nervos e músculos mais próximos da pessoa. A novidade é que cientistas da Universidade de Pittsburgh conseguiram ligar uma mão biônica diretamente ao cérebro, o que significa um enorme passo para a ciência.

Acredita-se que este foi o maior avanço da área nas últimas duas décadas. Quem saiu ganhando mais ainda com a inovação foi Tim Hemmes, o homem que testou a primeira mão especial e conseguiu, com o poder da mente, tocar a mão da namorada, Katie Schaffer.

Hemmes está tetraplégico há 7 anos – ele perdeu os movimentos do corpo em um acidente de moto. Com a ajuda dos cientistas, Hemmes treinou 6 horas por dia, 6 dias por semana por praticamente um mês para conseguir mexer a mão com a sua mente.

Apesar de usar uma tecnologia complexa, o aparelho funciona de forma simples: um pequeno dispositivo eletrônico chamado ECoG é implantado cirurgicamente no cérebro sem chegar a penetrá-lo. O ECoG captura os impulsos do cérebro e os envia para o computador como se fosse um código secreto ou uma nova língua. Em seguida, o computador usa algoritmos para interpretar os sinais e movimenta o braço robô baseado nas intenções da pessoa.

Agora a tecnologia pode chegar a todos os pacientes vítimas de paralisia ou amputações e até mesmo àqueles que só perderam parte do movimento do membro. “Acho que o potencial aqui é incrível“, afirmou o Dr. Michael Boninger, diretor do Instituto de Reabilitação que trabalhou no projeto.


Cientistas criam protótipo de tapete voador

Tânia Vinhas 4 de outubro de 2011

Qualquer um que tenha passado a infância assistindo aos filmes da Disney já sonhou em pegar um tapete e sair voando por aí como o Aladdin, não é mesmo? Pois cientistas da Universidade de Princeton estão tentando fazer este sonho virar realidade!

O protótipo já está feito: trata-se de um tapetinho de plástico em miniatura (de apenas 10cm de comprimento) que, com a ajuda de ondas de energia que passam por bolsinhos de ar, já conseguiu flutuar pelo laboratório.

A velocidade atingida não é uma maravilha, mas até que não é ruim: um centímetro por segundo. Os pesquisadores acreditam que uma melhoria no design pode melhorar o arranque aerodinâmico e aumentar a propulsão para um metro por segundo.

Você também deve se lembrar que o tapete do Aladdin era meio temperamental. O da vida real tem um problema parecido. “A dificuldade está em controlar precisamente o comportamento do tapete conforme ele vai se deformando com as altas frequências”, explicou o Professor James Sturm, orientador do grupo de graduandos que desenvolve a pesquisa.

E quando é que poderemos voar? Bem, o professor faz questão de colocar aspas no termo “voador” – “ele precisa ficar bem perto do chão, porque o ar está preso entre o plástico e o chão. Conforme as ondas se movem por ele, o tapete basicamente empurra o ar para trás”. Ou seja: por enquanto, voar nas alturas a bordo de um tapete fica para o mundo ideal da Disney.

Enquanto isso, confira o vídeo do tapetinho em ação:

httpv://www.youtube.com/watch?v=dGOoPuWvxlE

(Fonte: BBC UK)


Seu código genético confirma: você é o que você come

Tânia Vinhas 30 de setembro de 2011

Sem preconceitos, sem lição de moral, sem papo de gente viciada em academia. Você é sim o que você come, mas é uma questão de genética. Pesquisadores da Universidade de Nanjing, China, descobriram que nós incorporamos no nosso organismo as informações genéticas dos alimentos que ingerimos.

Os testes liderados por Chen-Yu Zhang mostraram que pequenas tiras de RNA de vegetais entram na nossa corrente sanguínea assim que nós os engolimos – e ainda por cima podem influenciar em algumas atitudes dos nossos genes.

Quer um exemplo mais concreto? Existe um tipo de RNA chamado MIR168a, produzido pelo arroz, que foi encontrado em abundância no sangue da população chinesa. E pesquisas anteriores feitas com ratos já haviam concluído que o MIR168a inibe a habilidade do fígado de filtrar o LDL, o chamado “colesterol ruim”.

Essa descoberta pode ajudar muito no desenvolvimento da medicina herbal, tão famosa na China.

Agora, enquanto alguns alimentos podem nos ajudar, outros querem estragar a nossa vida – e nem estamos falando de hambúrguer com batata frita. É o suco de laranja.

Pois é, um estudo recente australiano afirma que o suco da laranja contém tanto açúcar que faz mal: pode aumentar o risco de alguns tipos de câncer. Eles examinaram a dieta de 2.200 adultos, que foram acompanhados durante dois anos. Os pesquisadores então procuraram traços de câncer de intestino neles.

Sem surpresa alguma eles viram que comer maçã, couve-flor e brócolis ajudava a reduzir bastante a probabilidade de desenvolver a doença. A surpresa veio com o suco de laranja, pois quem consumia muito (cerca de 3 ou mais copos por dia) apresentou um risco muito maior de apresentar tumores.

Agora você já sabe – tome suco de laranja sim, mas nem tanto.


Gamers resolvem quebra-cabeça que pode ajudar na luta contra a AIDS

Tânia Vinhas 22 de setembro de 2011

Essa é para os viciados em games esfregarem na cara de quem diz que videogame emburrece: um grupo de jogadores conseguiu resolver uma questão molecular que estava deixando os cientistas da Universidade de Washington doidos. Pois é, enquanto os experts tentaram resolver o problema por uma década, os jogadores de videogame resolveram bem rápido. Bem rápido mesmo.

Os cientistas poderiam ficar com birrinha disso, mas que nada – é por um bem maior. “Esta é uma pequena peça do quebra-cabeça que vai ajudar na luta contra a AIDS”, afirmou Firas Khatib, bioquímico que liderou o estudo publicado no Nature Structural & Molecular Biology.

Mas você deve estar pensando: por que os pesquisadores chamaram os jogadores de videogame? Bem, na tentativa de entender melhor o funcionamento da estrutura molecular de uma enzima retirada de um vírus da AIDS de macacos, os cientistas precisavam desenvolver um software. Para criar este programa era necessário testar centenas de permutas, além de ter a habilidade de manipular moléculas virtuais com precisão – e bioquímicos não entendem disso, né. Os criadores de games, sim.

E aí surgiu o jogo online chamado Foldit, para que os jogadores ajudassem, brincando, a testar essas várias possibilidades da molécula. O objetivo do jogo era encontrar uma estrutura elegante para a molécula, uma estrutura que refletisse o estado de energia mais baixo dela. Mais de 236 mil pessoas jogaram e o resultado surpreendeu.

“Na verdade, lançar o jogo foi tipo chutar o balde, a nossa última tentativa”, contou Khatib. “Será que os jogadores de Foldit vão realmente resolver o problema? E eles conseguiram resolver em menos de dez dias“.

“Essas descobertas nos dão oportunidades animadoras de criar novos remédios retrovirais, inclusive coquetéis contra a AIDS”, concluiu.


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