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10 filmes que foram grandes sucessos de bilheteria (e fracassos de crítica)

25 de novembro de 2013

Para os estúdios de Hollywood, a matemática é simples – um número avantajado de cifras é sinônimo de sucesso. Só que fora da indústria cinematográfica a história não é bem assim. Qualidade não é medida em milhões de dólares e alguns dos filmes que mais levaram pessoas às salas de cinema foram também fiascos retumbantes de crítica. Para tirar a prova, selecionamos – entre os 50 filmes com as maiores arrecadações de todos os tempos – aqueles que receberam as notas mais baixas em sites que reúnem opiniões especializadas de todo o mundo. Confira 10 filmes que foram sucessos de bilheteria (e fracassos de crítica):

10. O Código Da Vinci (2006)

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Bilheteria: 758.200.000 de dólares (48ª maior bilheteria de todos os tempos)
Pontuação no Rotten Tomatoes: 25%
Pontuação no Metacritic: 46%

Dan Brown estava com tudo no início dos anos 2000. Lançado em 2003, seu livro O Código Da Vinci se tornou um fenômeno, tendo sido traduzido para mais de 40 idiomas. O sucesso se repetiu três anos depois na telona com o filme homônimo dirigido por Ron Howard. A adaptação do best seller levou milhões de pessoas às salas de cinema. É difícil saber se o público que lotou as sessões achou a versão fílmica tão envolvente quanto à amalucada obra do escritor estadunidense, mas parece seguro dizer que grande parte da crítica especializada considera a produção uma bomba. O longa, estrelado por Tom Hanks e (a eterna Amélie Poulain) Audrey Tautou, foi tema de resenhas tão categóricas quanto “O que há de errado com O Código Da Vinci pode ser resumido em uma palavra: tudo!”, como afirmou Rex Reed, do New York Observer.

 

9. 2012 (2009)

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Bilheteria: 769.700.000 de dólares (47ª maior bilheteria de todos os tempos)
Pontuação no Rotten Tomatoes: 39%
Pontuação no Metacritic: 49%

Com um orçamento de 200 milhões de dólares, o diretor Roland Emmerich não poupou verdinhas na hora de levar a previsão apocalíptica dos maias para a telona. Na terra do Tio Sam 2012 fechou no vermelho, arrecadando 116 milhões de dólares. O filme só não foi um ~desastre~ completo por que o público do resto do planeta correu para os cinemas para ver o mundo acabar, garantindo ao longa uma respeitável bilheteria de mais de 750 milhões. A fúria da natureza computadorizada certamente vendeu muita pipoca, mas não salvou o filme de reações igualmente enfurecidas: “2012 é tão longo e seus efeitos especiais são, ao mesmo tempo, tão ultrajantes e tremendamente previsíveis, que, quando finalmente saí do cinema, senti que três anos haviam se passado e o apocalipse já batia à porta”, disse o crítico da New Yorker, Anthony Lane.

 

8. A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2 (2012)

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Bilheteria: 829.700.000 de dólares (36ª maior bilheteria de todos os tempos)
Pontuação no Rotten Tomatoes: 48%
Pontuação no Metacritic: 52%

Nem a transformação da apática Bella em vampira-heroína garantiu ao capítulo final da Saga Crepúsculo uma recepção melhor da crítica, que ficou “dividida” em relação ao filme que encerrou a franquia de maneira um pouco mais digna do que seu ~brilhante~ início. Para os menos otimistas, a leve melhora não foi o suficiente. “Você vai ouvir que Amanhecer Parte 2 é o melhor dos filmes de Crepúsculo. É como dizer que uma pneumonia é preferível à gripe suína”, alfinetou o crítico da Rolling Stone, Peter Travers.

 

7. Transformers: A Vingança dos Derrotados (2009)

Transformers Revenge of the Fallen (2009)

Bilheteria: 836.300.00 de dólares (35ª maior bilheteria de todos os tempos)
Pontuação no Rotten Tomatoes: 20%
Pontuação no Metacritic: 35%

Considerando a pontuação que a segunda aventura dos robôs alienígenas recebeu em sites especializados, tudo indica que foi bem difícil encontrar uma citação elogiosa para a contracapa do DVD de Transformers: A Vingança dos Derrotados. O blockbuster, dirigido por Michael Bay, é considerado uma grande bomba cinematográfica – nada mais justo, visto que explosões (definitivamente) não faltam no filme. Ou, como avaliou Stephanie Zacharek do site Salon, Bay parece pensar que só nos mostrar uma porção de membros metálicos em conflito (acompanhados de muito barulho) é o suficiente para nos fazer desmaiar de tanto entusiasmo.” Mas há quem goste, claro.

 

6 e 5. Dobradinha de A Era do Gelo:

>> A Era do Gelo 4 (2012)

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Bilheteria: 877.200.000 de dólares (32ª maior bilheteria de todos os tempos)
Pontuação no Rotten Tomatoes: 37%
Pontuação no Metacritic: 49%

>> A Era do Gelo 3 (2009)

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Bilheteria: 886.700.000 de dólares (30ª maior bilheteria de todos os tempos)
Pontuação no Rotten Tomatoes: 45%
Pontuação no Metacritic: 50%

A SUPER já falou sobre o fim da criatividade em Hollywood, que aposta cada vez mais em sequências para alavancar grandes bilheterias. A aparição dupla de dois filmes da franquia A Era do Gelo nas posições 6 e 5 desta lista (e de outras três sagas em outras colocações do TOP 10), reforça porque esta estratégia dá tão certo e, ao mesmo tempo, tão errado. No quesito bilheteria, a fórmula parece funcionar: as continuações da animação lançada em 2002 arrecadaram bem mais que o filme original, que apresentou ao público o adorável trio formado pelo mamute Manny, o preguiça Sid e o tigre dente-de-sabre Diego – além do azarado esquilo Scrat. Já no que diz respeito à recepção pela crítica, a história é outra – “mais do mesmo” é a frase mais usada para falar sobre a franquia. “Enquanto o primeiro filme de A Era do Gelo foi criativo e bonito, há muito pouco aqui [no quarto filme] que parece fresco ou revigorante”, argumentou Claudia Puig, do USA Today.

 

 

4. Piratas do Caribe: No Fim do Mundo (2007)

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Bilheteria: 963.400.000 de dólares (20ª maior bilheteria de todos os tempos)
Pontuação no Rotten Tomatoes: 44%
Pontuação no Metacritic: 50%

Parece ter sido amor à primeira vista. Quando Johnny Depp apareceu nas telas como o sempre cambaleante Capitão Jack Sparrow, em Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (2003), o personagem se tornou imediatamente icônico e adorado pelo público. A performance rendeu ao ator uma indicação ao Oscar e garantiu seu retorno às telas para novas aventuras. Difícil saber se essa foi a melhor opção. Em 2007, quando foi lançado o terceiro filme da série, o crítico Tom Charity, da CNN, afirmou: “a franquia parece à beira do colapso, impelida à construção de vôos cada vez mais grandiosos de fantasia. Sem essas sequências não haveria nada de especial nos filmes – mas um longa não pode se sustentar apenas com cenas exuberantes”. Um presságio sobre a produção que chegaria às telas em 2011?
3. Alice no País das Maravilhas (2010)

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Bilheteria: 1.025.500.000 de dólares (15ª maior bilheteria de todos os tempos)
Pontuação no Rotten Tomatoes: 51%
Pontuação no Metacritic: 53%

O anúncio de uma nova parceria entre o diretor Tim Burton e o ator Johnny Depp já não é mais comemorada com o entusiasmo que envolveu colaborações anteriores entre os artistas – e a adaptação da clássica obra de Lewis Carroll pode levar parte da culpa. Apesar de dividir a opinião dos críticos, o filme, que pontua pouco mais de 50% nos sites que reúnem resenhas de todo o mundo, tem poucos defensores fervorosos e uma porção de haters. Em 2010, por exemplo, o crítico Colin Covert, do Minneapolis Star Tribune, avaliou: “indecisão assombra cada frame. O resultado é um ruidoso e agitado espetáculo que, no final, ficou sem inspiração. É uma casa de idéias abandonadas”. Mas nem a Rainha Vermelha mandaria cortar as cabeças dos envolvidos – o filme arrecadou a 15ª maior bilheteria de todos os tempos. Um sucesso (?).

 

2. Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (2011)

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Bilheteria: 1.045.700.000 de dólares (12ª maior bilheteria de todos os tempos)
Pontuação no Rotten Tomatoes: 33%
Pontuação no Metacritic: 45%

Será que Johnny Depp precisa de um novo agente? As cifras parecem indicar que não, mas os críticos certamente teriam outra opinião. Naufragando Navegando em Águas Misteriosas arrecadou ainda mais que seu antecessor – e foi também ainda mais questionado pela mídia especializada. “É pertinente que a trama de Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas envolva uma busca pela fonte da juventude. Este filme, o quarto de uma série que fez seu salto improvável e rentável de parque temático para o multiplex oito verões atrás, representa uma tentativa de rejuvenescer a franquia desgastada”, apontou o crítico do New York Times, A. O. Scott. Mas, já que em time que está ~ganhando~ não se mexe, Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias, quinta aventura de Jack Sparrow, tem estreia prevista para 2016. Ansioso?

 

1. Transformers: O Lado Oculto da Lua (2011)

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Bilheteria: 1.123.800.000 de dólares (6ª maior bilheteria de todos os tempos)
Pontuação no Rotten Tomatoes: 36%
Pontuação no Metacritic: 42%

A fórmula de Michael Bay parece realmente infalível. Em sua franquia Transformers, o número de explosões é diretamente proporcional ao número de dólares de sua bilheteria. Tendo arrematado a sexta maior bilheteria de todos os tempos, o terceiro filme da série recebeu críticas duras – mas, para a indústria cinematográfica, isso parece ser um detalhe insignificante. “Transformers: O Lado Oculto da Lua é um filme visualmente feio, com uma trama incoerente, personagens sem personalidade e diálogos vazios. Ele me proporcionou uma das experiências mais desagradáveis ​​que eu tive no cinema”, escreveu o prestigiado crítico de cinema, Roger Ebert. A saga não parece estar perto do fim, no entanto: Transformers: A Era da Extinção tem estreia prevista para 2014.

 

Imagens: Divulgação

 

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