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Arquivo de maio de 2011


Oito atores que foram substituídos em suas próprias séries

24 de maio de 2011

Por Tânia Vinhas

COLABORAÇÃO PARA A SUPERINTERESSANTE

Espírito badboy, intrigas, exigências absurdas, quebras de contrato, novos planos… Desde sempre, o mundo do entretenimento sofreu com uma praga chamada estrelismo. Quando um ator se destaca demais (ou de menos), o ego vai se inflando e não demora muito até explodir. E, às vezes, não há conversa que resolva. Há quem peça para sair, há quem seja convidado a se retirar do estúdio. O fato é que muitas séries precisaram se virar para contornar o problema e “tapar o buraco”. Afinal, ninguém é insubstituível, né?

1- Two and a Half men – Sai Charlie Sheen, entra Ashton Kutcher


Se você acessou a internet nos últimos três meses, a polêmica envolvendo Charlie Sheen e Chuck Lorre, o criador de Two and a Half Men, não é novidade. A vida desregrada do ator, que serviu de mote para a criação da série, acabou fazendo o feitiço virar contra o feiticeiro e a situação ficou insustentável.

Charlie, famoso por escândalos com drogas, prostitutas e casamentos arruinados, havia sossegado o facho no começo da série. Chuck Lorre foi pego de surpresa quando os maus hábitos voltaram a ser rotina durante a 7ª temporada. Quando Charlie começou a aparecer na mídia defendendo o “uso social” da cocaína, o produtor achou melhor colocar Two and a Half Man em hiato.

Muitas declarações, entrevistas e birrinhas depois, Lorre bateu o martelo: Charlie estava fora do programa e era hora de procurar outra pessoa. Entre os cotadíssimos Rob Lowe, John Stamos e Hugh Grant, o escolhido foi… Ashton Kutcher.

Os fãs estão ressabiados e apostam que não tem mais jeito – sem Charlie, sem graça e sem futuro. A produção ainda não divulgou qual será o papel de Kutcher, mas a sua personalidade deve seguir a de Charlie Harper mesmo. Além disto, o marido de Demi Moore tem um bom histórico de comédias no currículo (ele foi um dos destaques da série That ‘70s Show), então só o tempo dirá se a mudança vai dar certo.

2- Beverly Hills – Sai Shannen Doherty, entram Jennie Garth e Tiffani-Amber Thiessen


Nos últimos 15 anos, pipocaram ‘bad girls’ no mundo do entretenimento. Teve Britney Spears raspando o cabelo e agredindo fotógrafos, Lindsay Lohan abusando das drogas e Paris Hilton envolvida em escândalos sexuais. Mas a primeira a encarnar o papel de garota problema nos anos 90 foi Shannen Doherty. A atriz vivia Brenda Walsh, a doce e meiga protagonista de Beverly Hills 90210 (que, no Brasil, passou com o título Barrados no Baile). Mas nem a importância de sua personagem conseguiu segurar seu lugar na série. Atrasos, bebedeiras, reclamações e até uma rixa com Tori Spelling (ninguém menos que a filha do produtor da série) renderam o afastamento de Shannen na quarta temporada. O programa seguiu muito bem por mais seis temporadas sem ela.

Com a saída da mocinha Brenda, Jennie Garth, que já interpretava a patricinha Kelly Taylor, subiu ao posto de heroína romântica redimida. E quem ficaria com o seu lugar, o da “bitch” de plantão? O jeito foi contratar a musa teen Tiffani-Amber Thiessen, que fez de Valerie Malone uma das personagens mais legais de se odiar na série. Depois da dança das cadeiras, o outro protagonista, Jason Priestley, também deixou o elenco. Jennie Garth subiu mais uma posição na escala de importância dos personagens. #winning.

3- Grey’s Anatomy – Sai Isaiah Washington, entra Kevin McKid


Dr. Burke não era um McDreamy e nem um McSteamy, mas o personagem de Isaiah Washington era importante na trama de Grey’s Anatomy, a série médica preferida das mulheres. Cardiologista respeitado, ele conquistou o coração da durona Cristina Yang (Sandra Oh) e quase levou a competitiva residente ao altar. No entanto, fora dos sets, Isaiah não mereceu o respeito de ninguém quando saiu fazendo comentários ofensivos aos gays – e olha que seu colega de elenco T.R. Knight, que interpretava George O’Malley, é homossexual assumido.

Constrangimento geral. A solução? Demissão, claro. Para preencher o espaço, escalaram Kevin McKidd para Grey’s. Ele chegou ao Hospital Seattle Grace na 5ª temporada como Owen Hunt, o cirurgião militar especialista em traumatologia que conquistaria o coração desiludido de Cristina. E, de quebra, o doutor ainda entrou para o time dos bonitões – até passou a ser chamado de McArmy.

4- Criminal Minds – Sai Mandy Patinkin, entra Joe Mantegna


Ao longo de seis temporadas, Criminal Minds já teve muito entra-e-sai. O mais famoso caso de substituição na série é o de Mandy Patinkin. Seu personagem, Jason Gideon, era adorado pelo público e essencial para a série – ele era o membro sênior da Unidade de Análise Comportamental de Quântico, cenário da trama. No entanto, Gideon decidiu se aposentar no começo da terceira temporada. Tudo porque Mandy pediu para sair, alegando “diferenças criativas” com o restante do elenco e com os roteiristas, que insistiam em cenas fortes demais para o seu gosto.

Em seu lugar, veio o experiente Joe Mantegna, que assumiu o cargo como David Rossi, o novo supervisor com mente de policial mais tradicional e de personalidade bem diferente à de Gideon. Aprovado!

5- CSI – Sai William Petersen, entra Laurence Fishburne


Quem pensa em CSI, logo pensa em Gil Grissom, o chefe do laboratório criminal de Las Vegas que sempre tinha uma frase na ponta da língua para tornar a cena do crime mais cult e poética. É por isto que muita gente apostou que a série chegaria ao fim quando William Petersen decidiu sair de CSI na nona temporada.

De acordo com o ator, a decisão veio porque ele estava se sentindo acomodado e que sentia vontade de fazer coisas novas. O jeito foi procurar um substituto de peso e com estilo parecido. O escolhido foi Laurence Fishburne. A princípio, fãs da série estranharam o Morpheus de Matrix mexendo no bisturi das autópsias e recolhendo impressões digitais, mas o Dr. Ray Langston acabou agradando e a série voltou a dar audiência.

6 – As Panteras – Sai Farrah Fawcett, entra Cheryl Ladd


Não é de hoje que a rotatividade no elenco ataca as séries de sucesso. Desde os anos 70, Farrah Fawcett é o símbolo d’As Panteras e todos se lembram da atriz (falecida em 2009) quando o assunto é “girl power”. No entanto, muita gente se espanta quando descobre que Farrah só ficou um ano no seriado da TV. A bela temia que o trabalho atrapalhasse seu casamento com Lee Majors. A série tomava muito tempo e ela preferia focar no cinema.

Com a quebra de contrato, o jeito foi contornar o vazio deixado por Farrah e a solução foi criar a personagem Kris Munroe, interpretada por Cheryl Ladd. Kris era a irmã mais nova de Jill, então loira por loira, bonitona por bonitona, jeitinho por jeitinho, o público acabou aprovando a mudança.

7- Ilha da Fantasia – Sai Hervé Jean-Pierre Villechaize, entra Christopher Hewett


Essa veio do fundo do baú e é possível que você não conheça bem o caso. Entre 1978 e 1983, a série Ilha da Fantasia foi um sucesso de crítica e de público. O personagem favorito era Tattoo, vivido por Hervé Jean-Pierre Villechaize. Tattoo era o assistente anão do Sr. Roarke, o administrador da ilha.

Até que a produção decidiu demitir Hervé. Ele estava abusando da bebida e corre o boato de que seus comentários constrangiam as moças que faziam figuração no programa. Em seu lugar entrou o mordomo Lawrence (Christopher Hewett), mas a troca não agradou. Sua personalidade era oposta à de Tattoo e o público não perdoou – com a audiência despencando, a série só durou mais um ano no ar.

8. The Fresh Prince of Bel-Air – Sai Janet Hubert-Whitten, entra Daphne Reid


Por fim, temos uma história que desafia a inteligência do público: o caso Fresh Prince.  Janet Hubert-Whitten interpretou Vivian Banks entre 1990 e 1993, mas, de uma hora para a outra, a Tia Vivian pareceu ter repaginado o visual – era Daphne Reid quem chegava para viver a mesma personagem! Sim, a mesma! A mudança até virou piadinha na série no episódio em que a nova tia Vivian apareceu pela primeira vez.

Will Smith afirmou que era muito difícil trabalhar com Janet e que havia muitas discussões. Já Janet afirmou que a sua gravidez na vida real (e que foi colocada como parte da história) foi considerada quebra de contrato e que Smith abusava de seu poder dentro da série. Estrelismo de um ou de outro?

Complicado. Mas o fato é que o público teve de engolir a idéia de que a Tia Viv estava diferente e pronto. Simples assim.


7 reis com apelidos bizarros

19 de maio de 2011

Os sobrenomes só começaram a ser usados da maneira como fazemos hoje a partir do século 15. Antes, só se diferenciava uma pessoa de outra do mesmo nome por meio de apelidos, que muitas vezes faziam referência à profissão ou a características físicas (e morais). Na França, por exemplo, eram comuns apelidos como Bienboire (“bom de copo”) e Fritier (“vendedor de peixe frito”). Para os monarcas, cujo nome passava de geração para geração, os apelidos eram ainda mais importantes e mais atrelados a particularidades (algumas vezes, bizarras) do seu dono. Listamos aqui sete dessas alcunhas. Inspire-se nelas para criar seu nickname na próxima rede social.

Carlos II, o Enfeitiçado

Rei da Espanha de 1665 a 1700

O último rei da família dos Habsburgos a reinar sobre a Espanha e parte da Itália era tão repulsivo que todo mundo – inclusive ele próprio – achava que era culpa de algum feitiço ou maldição. Ele chegou até a ser exorcizado.  Além de ter nascido com raquitismo e epilespsia, ele tinha problemas mentais, babava e só foi aprender a falar com quatro anos de idade. Só aos oito começou a andar. Com medo de sobrecarregar o doente, sua família lhe tratava com tanta indulgência que ninguém nem exigia que ele andasse limpo. Carlos também tinha várias superstições e dormia com amuletos debaixo do travesseiro, como fios de cabelo e unhas cortadas. Mas o problema não tinha a ver com poderes malignos. Em sua família, eram muito comuns casamentos entre parentes. Para se ter uma ideia, a mãe de Carlos era sobrinha do pai dele e filha da Imperatriz Maria Ana de Espanha. Assim, a Imperatriz era simultaneamente sua tia e sua avó. A combinação pode ter favorecido doenças genéticas. Está vendo o queixo esquisito do rei na pintura acima? Essa característica era comum em sua família e é causada por uma desordem genética chamada prognatismo mandibular. Como consequência, Carlos não conseguia mastigar direito e mal dava para entender o que ele falava. A loucura também acometeu vários de seus familiares.

Luís V, o Preguiçoso

Rei da França de 986 a 987


Por causa de sua falta de iniciativa, o último rei da Dinastia Carolíngia da França recebeu o desagradável apelido de “Indolente” ou “Preguiçoso” ou “o Não-Faz-Nada”. Mas justiça seja feita: ele reinou por apenas um ano. Subiu ao trono quando tinha 19 anos e morreu no ano seguinte.  Além disso, o poder nessa época ficava quase sempre nas mãos dos nobres. Então, sobrou pouca coisa para ele fazer.

Selim II, O Bêbado

Imperador Otomano de 1566 a 1574

Selim II ganhou o nome graças ao seu desinteresse pelo governo, especialmente no quesito militar. Ele foi o primeiro sultão a ter tanto, digamos, desprendimento, deixando o poder nas mãos de seus ministros para ficar livre para ir atrás do que realmente importava: orgias, vinho, farras. Sua morte deu ainda mais força ao apelido. O imperador levou um tombo enquanto tomava banho bêbado. Em seguida, foi acometido por uma forte febre e acabou batendo as botas.

Pepino III, o Breve

Rei dos Francos, de 752-768


Pepino, o Breve

Embora as biografias não apontem suas medidas, ele era considerado baixo. Daí o apelido “Breve”. Já Pepino era seu nome de verdade –  e era bastante comum em sua família. Seu avô e tataravô também se chamavam assim e ele teve um neto, filho de seu filho Carlos Magno, que era conhecido como Pepino, o Corcunda.  Este, apesar do problema na coluna, era descrito como um homem atraente e muito amável. Pepino, o Corcunda não chegou a virar rei (foi preterido por um irmão mais novo, batizado com o mesmo nome) e , depois de uma tentativa frustrada de golpe para chegar ao poder, teve de passar o resto da vida como um monge.


Pepino, o Corcunda

Luís XI, o Rei Aranha

Rei da França de 1461 a 1483

O reinado de 22 anos de Luís XI foi tão cheio de maquinações políticas e redes (ou teias) de intrigas e conspirações que ele ganhou o apelido de Rei Aranha. Sutil, né? Entre os vários inimigos que conquistou estão Carlos VII (seu próprio pai), seu irmão, seu cunhado e o rei Eduardo IV da Inglaterra. Luís XI tirou o poder dos nobrezas e fortaleceu a monarquia, sendo considerado um dos principais responsáveis pela reunificação do reino e pela sua modernização.

Ivan, o Terrível

Czar da Rússia de 1533 a 1584

Os habitantes de Moscou sofreram muito durante o governo de Ivan, o Terrível. Com medo de suas reações sanguinárias e explosivas (o primeiro czar da Rússia tinha surtos episódicos de loucura), um monte de gente preferiu abandonar a cidade a viver sob o domínio do tirano. Ele arrasou cidades e matou milhares de pessoas. Por medo de conspiração, assassinou o filho com as próprias mãos. Por outro lado, Ivan fez da Rússia uma nação moderna e lançou as bases para que ela se tornasse um grande império mundial mais tarde. Você vai julgá-lo?

Maria, a Sanguinária (ou Bloody Mary)

Rainha de Inglaterra e da Irlanda entre 1553 e 1558

O reinado de Maria I, filha de Henrique VIII e Catarina de Aragão, durou apenas cinco anos. Mas foi um dos que mais renderam fofocas na história da Inglaterra. A rainha tentou, em vão, restaurar o catolicismo inglês e perseguiu a igreja que seu próprio pai havia fundado, mandando queimar 300 anglicanos vivos. Até sua meia-irmã, que se tornaria a célebre rainha Elizabeth I (aquela dos filmes), ficou dois meses presa na Torre de Londres. Hoje, Bloody Mary virou nome de uma bebida feita com vodca e suco de tomate.

Para ler mais:

Grandes personagens tinham apelidos

Traições afligem a família real inglesa há mais de 500 anos

Ivan IV: Senhor terror

“A loucura dos reis – Histórias de poder e destruição de Calígula a Saddam Hussein”, de Vivian Green


5 acontecimentos inspirados pelo álcool

13 de maio de 2011


Foto: Getty Images

Nos seus primórdios, a bebida alcoólica era sagrada. “Diversas narrativas contam as origens míticas do vinho como uma gota de sangue dos deuses que choveu sobre a terra de onde brotou uma videira”, escreve o historiador Henrique Carneiro no livro “Bebida, Abstinência e Temperança – Na História Antiga e Moderna”. O álcool desenvolveu um papel importante e influenciou vários atos de grandes personalidades ao longo da história – bem mais mundanos, porém, do que sua origem sugere. Com a ajuda de Henrique, selecionamos cinco deles para contar para vocês.

1- Fez Alexandre, o Grande matar o melhor amigo e queimar palácios

Na Antiguidade, os macedônios, assim como os gregos, cultuavam Dionísio, o deus do vinho. Para homenageá-lo, como era de se esperar, bebiam. O conquistador Alexandre Magno (ou Alexandre, o Grande) não escapava à regra e também enchia a cara. Depois de ter entornado muitas taças em um banquete, Alexandre discutiu com Cleitus, um de seus generais mais conhecidos, e, puxando uma adaga de um de seus guarda-costas, acabou assassinando o amigo. Quando percebeu que havia assassinado alguém que tantas vezes o havia defendido da morte, Alexandre se arrependeu e tentou se matar, mas foi contido pelos seus guardas. Mas a estupidez não parou por aí. O incêndio de Persépolis, antiga e opulenta capital persa, é atribuído a outra bebedeira de Alexandre. Numa noite em que os macedônios estavam ocupando a cidade, o conquistador ordenou que os palácios do lugar fossem incendiados.

- Para saber mais: Alexandre, o Maior, em Aventuras na História

2- Ajudou Anthony Burgess a escrever Laranja Mecânica


O escritor inglês Anthony Burgess se baseava muito em experiências pessoais para escrever seus romances. A cena de estupro em Laranja Mecânica, por exemplo, foi inspirada em um incidente envolvendo sua esposa, que foi assaltada durante a Segunda Guerra Mundial e acabou perdendo o bebê que estava esperando. Para conseguir lidar com esses temas sombrios, que o envolviam e perturbavam tanto, Burgess frequentemente encontrava refúgio no fundo dos copos.

3- Atrapalhou golpes políticos e deu fama a um governante russo

Não eram só os governantes antigos que sofriam com a bebedeira. Os russos, conhecidos pela paixão por uma boa vodca, também tiveram seus momentos. Em 1991, a linha radical do partido comunista russo tentou um golpe final contra a abertura política da então União Soviética, visando tomar o poder. Mas a resistência liderada por Boris Ieltsin, presidente da república russa, foi forte e o golpe deu errado. Mas esse talvez não tenha sido o único fator responsável pela derrota. O elevado consumo de álcool por parte dos conspiradores contribuiu para que não tivessem agido mais decisivamente. “O Livro das Listas” conta que o ex-vice-pesidente soviético Gennady Yanayev, líder do golpe, bebeu horrores durante todo o incidente e foi encontrado num ”esturpor alcoólico” em seu escritório quando o golpe fracassou.  E o ex-primeiro-ministro Valentin Pavlov, outro conspirador, admitiu ter bebido desde a primeira noite do golpe.

Mas a influência do álcool no governo russo não parou por aí. Após a fragmentação da União Soviética, Boris Ieltsin subiu ao poder e ficou mais famoso por seus atos bizarros sob o efeito do álcool do que por ter sido o primeiro presidente eleito democraticamente na história da Rússia. Ele tropeçou várias vezes em palanques e escadarias, dançou em público, frequentemente tinha de ser amparado por seguranças porque aparecia cambaleando por aí, fez pronunciamentos falando enrolado, dava cutucões em mulheres em eventos oficiais e até apertou o traseiro de outra durante uma festa beneficente. Dá para ver algumas dessas situações aqui:

4- Fez Walt Disney perder o controle do trenzinho e quase matar as filhas


Se você baseia a imagem que tem de Walt Disney nos fofos desenhos dos seus estúdios, é hora de rever o conceito. Ele, na verdade, bebia feito uma esponja e  só tomava tranquilizantes com um copo enorme de uísque. Um dia, bêbado como um gambá, ele inventou de bancar o maquinista da ferrovia em miniatura que havia construído no quintal de sua casa. Você sabe, histórias como essa não podem acabar bem. E foi o que aconteceu: Disney perdeu o controle do trenzinho, arrebentou o muro da casa e acabou indo parar dentro de sua sala, quase matando as pessoas que estavam lá – incluindo suas filhas. Mas vamos combinar que, mesmo correndo risco de vida às vezes, devia ser o máximoter Walt Disney como pai. O cara construiu uma mini ferrovia no próprio quintal!

5- Criou o maior incidente diplomático do Segundo Reinado

O mais grave acidente diplomático do Segundo Reinado no Brasil também foi provocado pelo álcool. Em 1862, três oficiais da marinha inglesa, à paisana e bêbados, provocaram um rebuliço nas ruas do Rio de Janeiro (à época, capital do Brasil) ao se envolver em uma luta corporal com marinheiros brasileiros. Por causa de mulheres, vale lembrar. A polícia portuária levou os ingleses para a prisão, mas os soltou no dia seguinte quando percebeu que eles eram militares. O problema é que o embaixador inglês no Brasil, William Christie, transformou esse simples episódio em um conflito diplomático alegando que a marinha britânica havia sido gravemente ofendida e exigindo punição para os policiais responsáveis pelo incidente. Ele não foi atendido, o que o fez ameaçar tomar medidas extremas. E adicionou à lista de exigências o pagamento das 6.500 libras de indenização por um incidente ocorrido no ano anterior, quando havia desaparecido a carga de um navio inglês naufragado na costa brasileira.

Como D. Pedro II se recusou a atender a tais exigências, Christie apelou para a violência e ordenou ao vice-almirante Warren que bloqueasse o porto do Rio de Janeiro e aprisionasse cinco navios mercantes brasileiros. Então o rei da Bélgica, Leopoldo I, foi chamado para resolver o impasse. Mas, para surpresa geral (ele era tio e conselheiro da rainha Vitória da Inglaterra), a sua decisão foi favorável ao Brasil, determinando que a Inglaterra pedisse desculpas oficialmente e devolvesse os navios aprisionados. Como a Inglaterra não fez nada disso, o Império brasileiro rompeu as relações diplomáticas entre os dois países. Isso é que é ressaca.


Os 10 tipos de alimentos mais prejudiciais à saúde

10 de maio de 2011

O que não mata, engorda, diziam nossas mães. Ou nós mesmos, quando queremos comer o salgadinho que caiu no chão. O problema é que algumas coisas não só engordam (e muito), como também podem matar aos poucos.

Mas não precisa ficar desesperado. Isso que não quer dizer que não podemos mais comer aquela porção de batata frita ou aquele docinho na sobremesa.  “Nada é proibido, mas esses alimentos devem ser consumidos com menor frequência. Uma medida razoável é incluir um deles no cardápio uma vez por semana. Mas só um deles. Comer cachorro-quente com batata frita, por exemplo, nunca”, explica Flavia Morais, coordenadora do departamento de nutrição da rede de produtos naturais Mundo Verde. A dica dela é olhar o rótulo do produto para checar seus ingredientes. E fique atento: o primeiro item da lista de ingredientes, geralmente, é o que está presente em maior quantidade na comida. Portanto, se açúcar ou gordura estiverem no topo da lista na embalagem, talvez seja melhor procurar uma opção mais saudável.

Com a ajuda de nutricionistas, listamos os 10 tipos de alimentos mais prejudiciais à saúde.  Cuidado com eles!

1- Refeições prontas congeladas


Você chega em casa morrendo de fome e está cansado demais para cozinhar algo. Então, olha para o microondas, lembra-se da lasanha congelada que tem no freezer e bendiz essa tecnologia linda que facilita a sua vida. Mas é bom não se empolgar tanto. Esse tipo de alimento semi-pronto é rico em gordura saturada, que faz subir os níveis do colesterol ruim e aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares.  “Tais refeições também são ricas em sódio que, em excesso, pode ocasionar aumento da pressão arterial”, afirma a nutricionista Thais Souza. Resolveu trocar pela pizza? Não adianta. O risco é, basicamente, o mesmo.

2- Embutidos (salsicha, linguiça, mortadela, presunto, salame)


Calma, vinho pode.

Ok, você não é adepto dos congelados, mas adora um lanchinho de mortadela. Ou um cachorro-quente. Sentimos informar, mas você não está em uma situação melhor, não.   “Esses alimentos à base de carne, conhecidos como embutidos, foram inventados para facilitar as preparações e aumentar o prazo de validade do alimento. O problema é que eles possuem maior teor de gordura saturada em relação à carne natural”, explica Thais Souza. Esse tipo de gordura, encontrado principalmente em produtos de origem animal,  traz riscos à saúde quando ingerido em excesso, pois estimula o aumento dos níveis de colesterol e o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Os embutidos também contêm excesso de sódio  – o que pode provocar pressão alta – e corantes – que podem causar alergias e problemas no estômago. Por fim, ainda há ali muitos conservantes, como o nitrito e o nitrato. No nosso organismo, eles são convertidos em substâncias potencialmente cancerígenas.

3- Caldos e temperos industrializados


Decidiu cozinhar? Bom para você. Mas vai aqui outra dica: faça seu próprio tempero e esqueça os industrializados. Eles possuem altos teores de sódio e glutamato monossódico. O sódio, se consumido além dos limites diários recomendados, pode levar ao desenvolvimento da hipertensão ou piorar o problema se ele já existe. O problema do glutamato é ainda pior: estudos têm mostrado que o nosso organismo o utiliza como um transmissor de impulsos nervosos no cérebro e seu consumo tem sido associado com dificuldades de aprendizado, Mal de Alzheimer, Parkinson e câncer.

4- Biscoito recheado


Essas pequenas tentações com recheio de chocolate, morango ou o que for são inseparáveis de tardes ociosas na frente da televisão assistindo a algum filme sobre uma galera do barulho aprontando altas confusões. “Carregadas com açúcares, essas pequenas guloseimas possuem densidade energética assustadora”, diz o nutricionista Rafael Moreira Claro, Pesquisador do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP. Além do excesso de açúcar, os biscoitos recheados ainda contêm muita gordura saturada, o que favorece o aumento do LDL (o “colesterol ruim”) e a diminuição do HDL, considerado o “colesterol bom”. O desequilíbrio nas taxas de colesterol é fator de risco para o surgimento de doenças cardiovasculares graves. E, para completar, os aditivos usados para dar cor a essas bolachas também são prejudiciais à saúde e estão associados à hiperatividade e déficit de atenção.

5- Salgadinhos


É isso mesmo. Outra delícia perigosa que adoramos consumir em momentos de ócio. Os salgadinhos também são fontes de glutamato monossódico, aquele  sal sódico que cria um sabor mais encorpado ao produto. Mas você já viu lá no item 3 do que esse composto é capaz.

6- Refrigerante


“Além de possuir muitas substâncias artificiais em sua composição, o refrigerante contém valor nutricional quase nulo”, afirma Thais. As variações cola, em especial, têm uma grande quantidade de fosfatos, que em excesso provocam a liberação do cálcio e o consequente enfraquecimento dos ossos, facilitando a incidência de doenças como a osteoporose. “Além de ser rica em açúcar, a bebida tem a capacidade de enganar os sistemas orgânicos relacionados ao controle das calorias ingeridas, apresentando íntima relação com o ganho excessivo de peso e a obesidade”, acrescenta Rafael Claro.

E, a menos que você seja diabético, não adianta tentar os diet – eles são ainda piores! “Refrigerantes contêm muitas substâncias químicas, mas pelo menos são feitos com açúcar, que é algo que o corpo reconhece e pode digerir. Já os refrigerantes diet, além de todas essas substâncias, ainda contêm aspartame como adoçante. Sua metabolização gera metanol, substância tóxica para os neurônios que, em excesso, provoca degeneração neural e está relacionada a doenças como mal de Alzheimer”, explica Flavia Morais.

Carlos Gouvêa, presidente da Associação Brasileira da Indústria Brasileira para Fins Especiais e Gongêneres, discorda. Para ele, o resíduo de metanol que resulta da metabolização do aspartame não é o suficiente para fazer mal à saúde. “Mesmo com a ingestão do aspartame na dosagem máxima diária recomendada, estamos falando de uma dose 200 vezes inferior à considerada tóxica para o ser humano. Apenas 10% em massa do aspartame (que já é usado em quantidade 200 vezes menor que o açúcar) resulta em metanol no intestino delgado”, diz Gouvêa. E completa: “Os adoçantes aprovados pela ANVISA para uso em bebidas no Brasil tiveram sua segurança confirmada por órgãos internacionais de referência no assunto e sua recomendação de uso não se limita a diabéticos mas a qualquer um que queira controlar a quantidade de açúcar ingerida.”.

7- Frituras


Mesmo que você use óleo vegetal de boa qualidade para fritar suas batatas ou bife, comer alimentos fritos faz mal. A fritura faz com que ocorram alterações químicas no óleo utilizado, deixando de ser uma fonte de gordura insaturada (no caso dos óleos vegetais), fundamental para nossa saúde, e dando lugar à gordura saturada, que em excesso pode causar diversas doenças. Esse processo pode também promover a formação da gordura trans, que está diretamente relacionada ao aumento de doenças cardiovasculares e à piora do quadro de saúde de uma maneira geral. Além disso, o calor extremo estraga a estrutura química da molécula de gordura, produzindo uma substância potencialmente cancerígena chamada acroleína.

8- Churrasco


Ok, fritar é ruim. Mas tome cuidado quando decidir fazer um churrasco também. Nesse caso, o problema está no processo de preparação, e não com o alimento: segundo a nutricionista Thais, a fumaça do carvão libera alcatrão e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, substâncias com alto potencial cancerígeno.

9- Margarina


De novo, o colesterol. A maior parte das margarinas é feita com óleos vegetais líquidos hidrogenados – que são gordura trans. Essas gorduras não são reconhecidas pelo organismo, que não o metaboliza. Isso provoca acumulação de gordura na região abdominal e promove o aumento dos níveis de colesterol ruim e do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

 

10- Açúcar


“O açúcar, em especial o refinado, é 100% caloria, sem valor nutricional”, afirma a nutricionista Thais. Sim, ele torna a vida e os alimentos mais doces e tudo mais. Mas, quando consumido em excesso, é armazenado em nosso corpo sob a forma de triglicérides, aumentando o risco do desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Além disso, por ser calórico, pode levar à obesidade e, com ela, aumentar o risco de diabetes, hipertensão e dislipidemias.

Segundo os nutricionistas, tanto a sacarose (açúcar de mesa) quanto os açúcares de uso industrial estão relacionados à má qualidade da saúde. Então, já viu: nada de adoçar demais o cafezinho.


6 consequências da morte de Osama Bin Laden

3 de maio de 2011

O anúncio da morte de Osama Bin Laden, líder e fundador da rede terrorista Al Qaeda, responsável pelos ataques de 11 de setembro, colocou os EUA em festa na noite de domingo. O país levou quase dez anos para encontrar o terrorista, que figurou esse tempo todo na lista dos mais procurados do FBI. Bin Laden foi morto por militares da Marinha dos Estados Unidos que invadiram sua mansão no Paquistão em três helicópteros. Que consequências esse acontecimento terá para os Estados Unidos, o Oriente Médio, a Al Qaeda e o resto do mundo?

1- Aumento da popularidade do presidente americano Barack Obama


Americanos celebram o anúncio da morte de Bin Laden na Times Square (Foto: Getty Images)

Depois de toda a empolgação com a vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais de 2008, o povo americano estava ficando desanimado de novo e a popularidade do presidente andava em baixa. O país enfrenta uma crise financeira e o governo não tem conseguido resultados na luta contra o desemprego. “Obama ainda enfrenta forte objeção no congresso pelos republicanos, que estão crescendo e ficando mais poderosos”, explica Gilberto Marone, professor de História do curso Anglo. Essa situação exigia uma vitória que empolgasse os americanos, já que novas eleições se aproximam. Assim, a morte de Bin Laden veio em boa hora. Uma pesquisa realizada pela Reuters e pelo instituto Ipsos mostrou que já está dando resultado: 39% dos entrevistados disseram que o episódio fez com que passassem a ver o presidente Obama de forma mais positiva e 42% deles estão acreditando mais na sua capacidade de combater o terrorismo. “A morte de Osama passou a imagem de que tudo acabou: a Al Qaeda, o terrorismo, a Guerra no Afeganistão”, diz Marone. Resta saber se esse efeito positivo será duradouro. A professora de Relações Internacionais da Unifesp Cristina Pecequilo acredita que ele tenderá a desaparecer ao longo dias e o povo americano logo voltará a se concentrar nos problemas que ainda precisam ser resolvidos.

2- Fortalecimento de fundamentalistas islâmicos

Se o governo americano sai de fortalecido de um lado, a morte de Bin Laden pode também fortalecer o outro extremo: os fundamentalistas islâmicos. Afinal, para eles o terrorista morreu como mártir agredido pelo imperialismo americano lutando pela causa de Alá. É a forma como todo fundamentalista numa guerra santa deseja morrer e, segundo sua crença, resulta na passagem direta para o paraíso. “Isso pode trazer como consequência o fortalecimento de organizações islâmicas fundamentalistas como a Irmandade Muçulmana que, num processo democrático, podem obter vitórias em estados onde ditadores – antigos aliados dos EUA e Europa – estão sendo derrubados”, completa o professor Marone.

3- Protestos de muçulmanos em países onde são minoria

A morte de Bin Laden pode provocar reações contra o imperialismo ocidental por parte de imigrantes e descendentes de muçulmanos que sofrem com a discriminação e o desemprego em países ocidentais como Itália, França e Inglaterra, acredita o professor Marone. Ele acha que podem ocorrer agitações de separatistas muçulmanos da Caxemira e também na China, onde existe uma minoria étnica muçulmana uigur no oeste que se diz discriminada econômica e politicamente.

4- A Al Qaeda fica furiosa

Nada de achar que a morte do fundador da Al Qaeda irá enfraquecê-la. Até porque Bin Laden já nem ocupava mais a posição de principal líder na prática. “A Al Qaeda já é uma organização mutante, com outros líderes e outras células mais ativas, e continuará assim. Ela nunca irá se desmantelar porque não se centralizava no Bin Laden”, diz a professora Cristina.  Tanto é que os serviços de segurança pelo mundo estão em alerta contra eventuais ataques em represália.

5- O novo terrorista mais procurado pelo FBI


O posto de terrorista que vale a maior recompensa pelo FBI agora é do egípcio Ayman al-Zawahiri, braço-direito de Bin Laden e provável novo líder da Al Qaeda. Informações que levem à sua captura valem US$ 25 milhões, mesmo valor que estava sendo oferecido pela cabeça de Bin Laden. Para os outros da lista, o prêmio não passa de US$ 5 milhões.

6- E a América Latina?

Segundo especialistas, a morte de Bin Laden não deve trazer grandes consequências para a América Latina. “Apesar de os Estados Unidos indicarem que haveria células terroristas na Argentina, Brasil e Paraguai, a região passa por período muito mais pacifico que o resto do mundo e não deve ser afetada por esse acontecimento”, afirma a professora Cristina.