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6 tirinhas legais que você pode acompanhar na internet

18 de agosto de 2011

Colaboração: Ana Prado e Tânia Vinhas

Quem é fã de HQs já sabe: a História e a Tecnologia sempre influenciaram as aventuras dos seus personagens favoritos. A internet também deu sua contribuição: webcomics. Depois de surgirem alguns webcomic artists pioneiros pelo mundo, o artista Fabio Yabu trouxe para o Brasil a primeira webcomic nacional: Combo Rangers.

O país estreou bem. O jornalista e editor de HQs do Judão, Renan Martins Frade, diz que Fabio Yabu foi um dos únicos artistas a compreender o que significa publicar quadrinhos na internet, explorando recursos de interatividade ao alcance do seu mouse. “Combo Rangers tinha a consciência de que as pessoas NÃO querem ver uma emulação da experiência do papel na tela – e nem um desenho animado mal-feito que você precisa ler. Tudo era pensado em favor da experiência”, conta Yabu. A história de Combo Rangers chegou ao final em 2003, embora a versão impressa tenha circulado até 2005.

Nos anos seguintes, pipocaram pela web várias outras obras incríveis, com temas que vão desde a infância de um futuro super-herói até o cotidiano de um peixinho de aquário. Listamos agora algumas boas dicas de webcomics que você pode acompanhar.

6. Questionable Content (em inglês)
Um grupo de amigos de vinte e poucos anos se encontra em um cafeteria para discutir as desventuras da vida e os problemas familiares, enquanto veem surgir ligações românticas entre eles. A sinopse desta webcomic só não é igual a seriados como Friends porque, no mundo de Questionable Content, pessoas convivem com robôs como se fossem animais de estimação.

O artista Jeph Jacques publica de segunda à sexta desde 2003. Leia tudo, desde o início, e confira como a arte e os personagens evoluíram. Também dá para seguir todo o ”elenco” desta sitcom no Twitter.

5. Quadrinhos rasos
Os mineiros Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho fundaram o blog em setembro de 2010 e, a cada post, criam pequenas histórias em quadrinhos inspiradas em músicas. Não importa o seu estilo favorito: tem de Nenhum de Nós a Claudia Leitte. O resultado é incrível.

4. Hacktoon
O Hacktoon é um site que junta tudo o que está na moda atualmente: HQ, programação, arte, cultura digital e humor, é claro. Foi criado pelo desenvolvedor web e ilustrador potiguar Karlisson Bezerra. E o moço produz bastante – são 8 quadrinhos e séries diferentes. O destaque é o Nerdson.

A saga começou em 2006 e conta com uma legião de fãs tão nerds quanto o protagonista. Se você entende de C, C++, Python, Shellscript e PHP, vale muito a pena dar uma olhada. Se não entende bulhufas disto… bem, vale a pena dar uma olhada também!

3. Oswaldo Augusto
Oswaldo Augusto é um peixe de aquário. Mas seus questionamentos e suas longas conversas com uma plantinha de plástico poderiam ser de qualquer um de nós. Se você foi criança nos anos 90, talvez se lembre um pouco do programa Glub Glub quando ler as primeiras tirinhas. O artista responsável é Daniel Pinheiro Lima, que inclui sagas paralelas às histórias normais de Oswaldo, como o Submarino que está na “segunda temporada”.

2. White Ninja (em inglês)
White Ninja é um herói sem noção que sempre fala besteira e acaba estragando ainda mais as coisas quando tenta consertá-las. Sabe aquela pessoa que sempre diz a coisa errada na hora errada? Então. É por isso que a gente adora ele: afinal, quem nunca fez dessas, né?

À primeira vista, o desenho parece feito por uma criança de 10 anos, mas a gente garante que, depois de ler algumas tirinhas, você vai virar fã e os rabiscos acabam virando parte da mágica. Duvida? Pois saiba que os seus criadores, os canadenses Scott Bevan e Kent Earle, já foram abordados na Comic-Con por ninguém menos que Matt Groening, que disse ser fã do ninja branco e pediu a eles um autógrafo. Dá para ler a webcomic aqui (já tem mais de 1200 tirinhas), em inglês.

1. As incríveis aventuras do Pequeno Parker
Vitor Cafaggi, mais um mineiro na lista, mistura referências a filmes dos anos 80, clássicos do rock internacional e alusões à série Peanuts para contar a infância de Peter Parker. Sim, o menino que vai se tornar, no futuro, Homem-Aranha. Cafaggi homenageia o herói da Marvel de uma maneira tão sincera e que é impossível não se identificar – e não se emocionar também. Principalmente se você gostar do herói.

Para quem não tem familiaridade com os detalhes da história do Aranha, o blog explica direitinho de onde veio cada referência. A história já foi concluída e você pode fazer o download das 140 tirinhas, divididas em 3 temporadas. Atualmente, Cafaggi trabalha na história do cãozinho Valente, que também pode ser encontrada no blog.

Update: Terapia

Se você quer acompanhar uma história desde o início, esta dica é perfeita O blogueiro e escritor Rob Gordon, que comanda os blogs Championship Vinyl e o Championship Chronicles, se uniu a Marina Kurcis e ao talentoso quadrinista Mario Cau nesta nova webcomic. O tema? As confissões emocionadas e profundas de um jovem na sala da terapia. A trilha sonora? O bom e velho blues, presente nas playlists do autor.

Veja também as indicações de quem entende do assunto:

Daniel Werneck (@empire_of_dust), professor de artes visuais da Escola de Belas Artes da UFMG e desenhista
What things do
Ryo Tiras
Oglaf (18+)

Fabio Yabu (@fabioyabu), quadrinista e escritor (confira o site do artista)
XKCD
PVPonline
Axecop (“Meu favorito atualmente, escrito por uma criança de 5 anos”, diz Yabu)

Renan Martins Frade (@ren4n), editor de Livros e HQs do Judão
Irmãos Brain
Nightsy
Bob Biker
Angry Bunny
Edibar
O diário de Virgínia

Quer saber mais sobre webcomics e a relação entre a internet e as histórias em quadrinhos? Nesta sexta, dia 19,vai rolar o bate-papo “Valorização dos Quadrinhos” no youPIX. O evento acontece no Porão das Artes, no Ibirapuera, em São Paulo, e vai contar com as presenças de Emílio Baraçal, roteirista e editor-chefe do ZAP! HQ; Renan Martins Frade; Mauricio Muniz, blogueiro do Antigravidade; Vinícius Savron, designer, ilustrador e que publica suas tiras no site Savron no Seu Quadrado; e Luciano Andrade, ilustrador e autor do blog O Trampo Certo.


6 coisas para fazer no Dia dos Pais com seu pai nerd

12 de agosto de 2011

Por Tânia Vinhas, Otavio Cohen e Ana Prado

Se o seu pai curte ficção científica…

Já que não dá para levar seu pai em uma viagem no espaço, que tal presenteá-lo com o que há de melhor além das estrelas e passar o fim de semana fazendo uma maratona com os 6 filmes de Star Wars? Você também pode optar pelos clássicos Star Trek, Arquivo X, Além da Imaginação ou Stargate. Agora, se você quiser chutar o balde e apelar pelo trash nostálgico, aposte no box do herói National Kid – seu pai com certeza já foi fã!

Se o seu pai é geek…

…qualquer bugiganga tecnológica vai fazer os olhos dele brilharem: um smartphone, um tablet, uma trena com leitor digital (existe!). O problema é que estas coisas costumam sair caro. Então, se você estiver na contenção de gastos, que tal levá-lo para se divertir no Fantasticon? O simpósio de Literatura Fantástica acontece neste fim de semana na Biblioteca Viriato Correa em São Paulo. E mais: se você quiser (ou precisar) adiar a comemoração, também dá para levá-lo na Youpix – o maior festival de cultura de internet do país que acontece entre 17 e 19 de agosto na Bienal de São Paulo (no Parque do Ibirapuera).

Se seu pai gosta de comédia…

…sugestão de maratona é o que não falta – você só precisa ver qual é o estilo de humor que ele prefere! Mais nonsense? Monty Phython é a melhor escolha! Mais clássico? Vá de Seinfeld! Mais politicamente incorreto? Two and a Half Men não tem erro. Agora, se você preferir um programa diferente, que tal levar o seu pai para assistir um stand-up comedy? Opção é o que não falta, já que continua na moda!

Se o seu pai gosta de cerveja…

…que tal ensiná-lo a fazer a dele? Esse presente vai custar um pouco mais caro, mas vai render momentos de diversão e será a chance para vocês dois dividirem o fogão. Um kit simples com panelas, termômetro, fermentador, máquina para colocar tampinhas nas garrafas, filtro e manual de instruções, entre outras coisas, custa cerca de 480 reais e pode render até 20 litros de cerveja artesanal de qualquer tipo. Confere aí: http://www.cervejando.com/.

Se seu pai curte jogos de tabuleiro…

…leve a família inteira para relembrar as tardes chuvosas da sua infância. Por mais que videogames sejam legais, jogos de tabuleiro ainda são atração em alguns bares especializados no Brasil. Com uma grande variedade de títulos do mundo inteiro, esses lugares permitem que vocês joguem partidas acompanhadas de aperitivos e boas bebidas. Em São Paulo, a Conspiração do Jogo é uma opção bacana. No, Rio de Janeiro, o Big Ben Pub é referência em jogos desde 1992.

Se seu pai mora longe…

…não se preocupe. Pelo menos vocês podem dar um jeito de minimizar a distância – a tecnologia está aí para isto! Vocês dois podem baixar Skype gratuitamente no site e conversar por horas sem gastar nada. Também dá para encomendar qualquer presente pela internet e mandar entregar o pacote na casa dele. Vai faltar o abraço, mas ele vai sentir o carinho.

Update: Se você não gostou de nenhuma das opções, procure se informar: com certeza existe um programa que combine com o seu pai. Seja ir ao cinema assistir ao filme “A Árvore da Vida” nos cinemas, seja comparecer ao evento de quadrinhos HQCon (sugestão da @MmeMean, pelo Twitter), seja passar a tarde toda disputando partidas de videogame. Seu pai nerd merece.


8 musas nerds nas 100+ da VIP

26 de julho de 2011

Colaboração: Ana Prado e Tânia Vinhas

O universo nerd – antes povoado apenas pelas criaturas monstruosas do RPG e pelos personagens pixelados dos videogames – mudou e ganhou novas musas, bem mais reais do que a Chun-Li. Algumas dessas moças saem agora da literatura, da filosofia, da internet, das séries de TV, da música e do cinema para disputar um lugar entre as 100 mulheres mais desejadas do mundo da Revista VIP. Quer bons motivos para votar na sua musa e ajudá-la a chegar ao topo do ranking? Confira:

8 – January Jones, musa retrô

Mad Men é a atual série queridinha da TV a cabo. O drama acumula Emmys (o Oscar da TV americana) de melhor série dramática há três anos e tem chances de levar de novo em 2011. Além do clima charmoso dos anos 60, da personalidade ambígua de Don Draper e do belo par de cabelos ruivos de Christina Hendricks, chama atenção a loira January Jones. Depois de aparecer em uma dezena de comédias românticas, Jones entrou de vez na lista de musas nerds ao interpretar a poderosa Emma Frost em X-Men: First Class, filme que também é ambientado nos anos 60.

7 – Olivia Wilde, musa da Comic-Con

Olivia Cockburn (!) pegou emprestado o sobrenome do escritor Oscar Wilde e, só por esse motivo, já merece figurar numa lista dessas. Mas não foi só isso: ela roubou a atenção ao participar dos seriados The OC e House – nos dois programas, interpretava personagens bissexuais. Daí em diante, ela só subiu na escala nerd. Agora, é figurinha fácil no evento nerd Comic-Con, por ter interpretado papéis icônicos em Tron: O Legado e Cowboys e Aliens.

6 – Adele, musa da música


A cantora e compositora inglesa Adele, de 23 anos, não é a típica musa: ela é rechonchuda e tem um estilo recatado e hipster retrô. Mas tem o poder de fazer até os mais durões chorarem com suas músicas de amor e sua voz rouca e forte. Ela desbancou o recorde de Madonna, que era a única mulher desde 1990 e ficar em primeiro lugar por dez semanas consecutivas na parada inglesa. Nos Estados Unidos, ela ultrapassou a soma de 1 milhão de discos vendidos – tudo isso sem precisar de performances rebolativas ou letras sexuais.

5 – Pola Oloixarac, musa da literatura

As Teorias Selvagens tem uma trama complexa: é uma mistura de romance filosófico com comédia elisabetana que zomba dos intelectuais esquerdistas argentinos. Mas, por enquanto, você não está nem aí para o livro. Tudo bem, o que importa para esta lista é a sua autora, a argentina Pola Oloixarac, de 33 anos. Bastou a moça aparecer na Flip (Festa Literária de Parati) com seus penteados malucos e declarações irônicas para se tornar, instantaneamente, musa dos nerds da literatura.

4 – Kaley Cuoco, musa da televisão

Kaley Cuoco, a Penny de The Big Bang Theory, dispensa introduções. A vizinha gata de Sheldon e Leonard que atura de (quase) boa vontade suas piadas de gênios da física e ainda canta “Soft Kitty” para Sheldon dormir merece a fama que conquistou de musa dos nerds. E a fofura não se limita à sua personagem, não. Kaley é apaixonada por animais e, além de acolher cachorros de rua, gravou a música Somewhere Over the Rainbow com seu atual namorado Christopher French, da banda de rock indie Annie Automatic, em apoio à Humane Society of the United States, a maior organização de defesa animal no mundo (veja o vídeo aí embaixo).

httpv://www.youtube.com/watch?v=8jgLQPOWMQs

3 – Anne Hathaway, musa do cinema

A atriz de 28 anos já foi musa inspiradora das adolescentes quando interpretou a princesa Mia Thermopolis no filme da Disney O Diário da Princesa, há 10 anos, e musa dos fashionistas em O Diabo Veste Prada. Depois de desbancar mulheres como Jessica Biel e Keira Knightley para o papel de Mulher-Gato em The Dark Knight Rises, o novo filme da franquia do Batman a ser lançado em 2012, ela promete conquistar o coração dos nerds. E tem se dedicado para isso. Com uma rotina diária de malhação para fortalecer o corpo, Anne não tem poupado esforços e realismo nas cenas – já machucou um dublê durante as filmagens e destruiu várias roupas da personagem. Será que vai ter colant de couro?

2 – Mari Graciolli, musa da internet

Mariana Graciolli é paulista, tem 22 anos e estuda Rádio e TV. Já @mari_graciolli – a versão online da moça – quer ser apresentadora, gosta de cães, é viciada em compras, sapatos e maquiagem, e enfeita quase 6 mil timelines na data mais aguardada da nova safra de nerds tuiteiros: o #LingerieDay. Mari também comanda o Papo VIP, um blog com aquelas dicas especiais que todo homem deveria seguir.

1 – Zooey Deschanel, musa das artes

Não, esta não é a Katy Perry – mas é óbvio que você sabe disso. Zooey é a perfeita musa indie-nerd e você provavelmente já a viu em filmes como O Guia do Mochileiro das Galáxias e (500) dias com ela. Seu nome veio de um livro de J. D. Salinger, o mesmo cara que escreveu O apanhador no campo de centeio. Ela já namorou Jason Schwartzman (de Scott Pilgrim contra o mundo), Martin Freeman (de O Hobbit) e atualmente é casada com Ben Gibbard, vocalista da banda Death Cab for Cutie. Zooey também é cantora, blogueira, tuiteira, e está pronta para protagonizar o novo seriado da Fox, New Girl. Ela toca teclado, ukelele, percussão e banjo e é ovolactovegetariana. Musa.


9 escritores que previram o futuro

14 de julho de 2011

Esqueça Nostradamus e aquele cara que disse que o mundo ia acabar em maio deste ano. As profecias mais acertadas sobre o futuro vieram dos escritores de ficção. Às vezes a exatidão de detalhes é impressionante, como no caso da ida do homem à Lua, antecipada por Júlio Verne. Alguns dos autores até reconheceram que fariam fortuna se tivessem patenteado algumas de suas invenções visionárias. Quer ver?

Júlio Verne (1828-1905)


Julio Verne foi um dos pioneiros do futurismo e previu a existência de viagens espaciais, submarinos, helicópteros e satélites. Em 1869, o escritor francês imaginou um submarino que utilizava um combustível eficiente e praticamente inesgotável. A ideia se concretizou em 1955, com o primeiro submarino de verdade movido por propulsão nuclear. Ele recebeu o nome de Nautilus em homenagem ao veículo descrito por Verne.

A descrição de uma viagem à Lua também foi quase profética: o livro Da Terra à Lua (1865) é praticamente um rascunho do que ocorreu de fato com o projeto americano Apollo, em 1969. A duração da jornada (97 horas na ficção e 103, na realidade), o número de tripulantes (três), os locais de lançamento (a Flórida) e de pouso (o Mar da Tranqüilidade, na Lua), tudo parece ter sido previsto um século antes. A cápsula de Verne, em forma de bala, media 4,8m de altura e 2,7m de diâmetro. A Apollo media 3,7m de altura e 3,9m de diâmetro. Até mesmo o regresso à Terra, com o pouso no Pacífico e o resgate por um navio, é igual.

HG Wells ( 1866 – 1946)

A lista de invenções e ideias de Wells que se tornaram realidade é impressionante. Em Guerra dos Mundos (1898), ele descreve o laser e, em When the sleeper wakes (1899), fala de portas automáticas. Wells não descreveu especificamente o celular, mas falou de um futuro em que as pessoas usariam meios de comunicação sem fios e correios de voz em alguns de seus romances. Suas “previsões” sobre a guerra também foram impressionantes. Tanques, bombardeamentos aéreos e mesmo bombas nucleares já estavam descritos em seus livros.

Arthur C. Clarke (1917 – 2008)

Ele próprio confessa que teria ficado rico se tivesse patenteado a idéia dos satélites em órbita fixa ao redor da Terra. A sugestão foi apresentada em um artigo de 1945, como um meio de melhorar as telecomunicações. O conto A Sentinela (1951) deu origem a 2001: Uma Odisséia no Espaço, filme de 1968 de Stanley Kubrick sobre o supercomputador HAL 9000, que comanda uma espaçonave, adquire vontade própria e começa a eliminar os tripulantes. O filme prevê os computadores capazes de derrotar o homem no xadrez (coisa que aconteceu em 1997, quando um supercomputador da IBM bateu o campeão de xadrez Gari Kasparov em um tira-teima) e mostra uma cidade orbital quase igual à Estação Espacial Internacional.

Até o iPad já tinha sido “previsto” por Clarke. No livro 2001, escrito em 1968, baseado no script que ele escreveu para o filme de Stanley Kubrick, o protagonista utiliza algo chamado Newspad, um computador usado basicamente para exibir conteúdo como jornais, atualizados automaticamente, durante uma viagem.

Cyrano de Bergerac (1619 – 1655)

O escritor e duelista francês existiu de verdade e, sim, tinha um enorme nariz (mas isso não é relevante). Em pleno século 17, ele descreveu em uma de suas obras algo que se parecia com um gravador: uma caixa que permitia “ler com as orelhas”. E vai mais longe: em Viagem à lua (1650), ele fala de uma nave dividida em várias partes que se queimavam sucessivamente, até situar a cápsula tripulada em órbita. Parece familiar? A ideia foi retomada por Julio Verne em Da Terra à Lua, de 1865.

Aldous Huxley (1894-1963)

A obra mais famosa do escritor inglês, Admirável Mundo Novo (1932), descreve um cenário sombrio em que a casta dirigente recorre à lavagem cerebral e à manipulação genética para manter a população idiota. O livro prevê a liberação sexual dos anos 60, as drogas químicas, a clonagem e até a realidade virtual, que ali aparece com o nome de cinema-sensível. Fora todas as outras associações possíveis entre o “mundo novo” de Huxley e o nosso.

Geoffrey Hoyle (1942)

O escritor britânico nascido em 1942 escreveu o livro 2010: Living in the Future em 1972 e antecipou boa parte da tecnologia do século 21. Webcams, compras pela internet, ensino à distância, bibliotecas digitais, estava tudo lá. Olha a descrição de uma sala com acervo digital em uma biblioteca do futuro: “Os livros, filmes e jornais estão todos armazenados no computador da biblioteca. Primeiro você acessa o índice de biblioteca. Este arquivo contém todos os livros que já foram escritos. Não importa se eles foram primeiro escritos em chinês ou francês. Eles vão estar aqui, traduzidos para o Inglês. Há também um índice de filmes e jornais.”

Na descrição de Hoyle, você pode até virar as páginas usando botões e acessar qualquer livro em sua própria casa. Ele previu até o déficit de atenção das pessoas do futuro: “Enquanto você está na biblioteca, você pode querer ver alguns filmes de viagem para lhe ajudar a decidir para onde irá nas próximas férias. (…) Até mesmo se você estiver sozinho em sua casa, você pode conversar com seus amigos durante a aula. É so digitar o número de um amigo e o seu rosto aparece no canto da tela”. Gente!

Dá para ler o livro nesse tumblr (em inglês): http://2010book.tumblr.com/

George Orwell (1903 – 1950)


A expressão Big Brother surgiu no romance 1984 (1948), em que o autor britânico antevê as paranoias que se tornariam realidade com as câmeras de vigilância espalhadas hoje por todo lado. O adjetivo “orwelliano” cabe a todo regime totalitário que altera fatos históricos a seu favor e só acredita na paz por meio da guerra. Fora que o autor inspirou um dos reality shows mais famosos do mundo.

Ray Bradbury (1920)

No livro Fahrenheit 451 (de 1953), Bradbury imagina os EUA dos anos 90 como uma sociedade hedonista e anti-intelectual, onde é proibido ler livros. Nesse mundo, todo trabalhador sonha em comprar sua “televisão de parede”, uma sala com projeções 3D e um sistema de som multicanal, onde as pessoas se sentem imersas na transmissão de espetáculos musicais ou competições que testam seu conhecimento sobre cultura popular, e onde os atores de suas séries preferidas são chamados de família. Detalhe: quando Fahrenheit foi lançado, em 1953, a televisão colorida havia sido lançada nos EUA fazia apenas 3 anos e ainda era extremamente cara. Tecnologias como o laserdisc e sistemas de som multicanal, que iriam tornar possível os home theaters, só surgiram na década de 1980. E o melhor: Bradbury ainda está bem vivo e já viu suas previsões acontecerem.

Johann Wolfgang von Goethe (1749 – 1832)


Além da literatura, Goethe se interessava muito por ciência e deixou trabalhos importantes em campos como botânica, física, química e até meteorologia. E ele previu um retrato acertado sobre o mundo atual também. Em Fausto, Goethe antecipou a questão ambiental que o homem enfrenta hoje, destruindo a natureza em prol de um suposto desenvolvimento da civilização. No romance  Os anos de peregrinação de Wilhelm Meister, ele cunhou o termo ‘velocífero’, mistura das palavras “velocidade” e “Lúcifer”, para se referir a um mundo frenético de velocidade demoníaca.


10 grandes momentos do rock

13 de julho de 2011

Por André Barcinski
(Originalmente publicado na edição de outubro de 2004 da SUPERINTERESSANTE. Leia o texto original – e completo – aqui)

Benjamin Franklin “descobre” a eletricidade (junho de 1752)


O velho Ben soltou uma pipa no meio de uma tempestade e mudou o mundo. (Sem ela não ia rolar tocar guitarra elétrica, né?)

Elvis grava um disco para a mãe (4 de janeiro de 1954)

Um caminhoneiro pobre entra nos estúdios da gravadora Sun, em Memphis, e grava um acetato para dar de presente à mãe. Meses depois, quando precisou de um cantor para gravar um compacto, o dono da Sun, Sam Phillips, lembrou-se do rapaz, Elvis. Nascia o rock’n’roll

Morte de Buddy Holly (3 de fevereiro de 1959)


Buddy Holly, Ritchie Valens e Big Bopper morrem num desastre de avião, depois de um show. Foi a primeira grande tragédia do rock, um evento que ficou marcado como “o dia em que a música morreu”

Beatles aparecem no programa de Ed Sullivan (9 de fevereiro de 1964)

Mais de 50 mil fãs brigaram pelos 703 ingressos disponíveis no estúdio da CBS. Os Beatles cantaram cinco músicas e foram vistos por 73 milhões de americanos. Nascia a Beatlemania

Beatles encontram Bob Dylan (28 de agosto de 1964)

Num hotel de Nova York, o quarteto de Liverpool foi apresentado ao maior bardo do rock e, pela primeira vez, fumaram maconha. O encontro motivou o grupo a abandonar as canções adolescentes. Ali começou a fase psicodélica dos Beatles

Woodstock: lama e paz (15 a 17 de agosto de 1969)


O auge do sonho hippie: meio milhão de pessoas se reuniram para celebrar a paz e o amor, sem policiais ou chuveiros para atrapalhar. Foram três dias de lama, drogas e muito rock’n’roll, ao som de The Who, Jimi Hendrix, Santana, Joe Cocker, Creedence Clearwater Revival, Janis Joplin, Grateful Dead e muitos outros

Altamont: violência e morte (6 de dezembro de 1969)

O fim do sonho hippie: concebido pelos Rolling Stones, o festival de Altamont terminou em tragédia quando uma gangue de motoqueiros da facção Hell’s Angels, contratada para fazer a segurança do evento, matou a pauladas um jovem negro. Outras três pessoas morreram na noite: duas atropeladas enquanto dormiam e uma terceira afogada

Sex Pistols xingam a Rainha DA INGLATERRA (maio de 1977)

Em uma esperta jogada de marketing, os Pistols lançaram o compacto “God Save the Queen” a tempo de esculhambar as comemorações do Jubileu da Rainha. O disco foi banido das rádios do país, mas tornou-se o segundo mais vendido

Estréia da MTV (1 de agosto de 1981)


Antes da MTV, o principal meio de divulgação para artistas era o rádio. Logo as gravadoras perceberam o potencial do novo canal e passaram a investir mais em clipes. A imagem de uma banda passou a ser tão importante quanto sua música. Surge a “geração MTV” com estrelas como Madonna, Duran Duran, Prince e Michael Jackson

Michael Jackson compra o catálogo dos Beatles e Elvis Presley (setembro de 1985)

Michael comprou o catálogo com as músicas em 1985 por cerca de 48 milhões de dólares. Em 2008,o seu valor era estimado em mais de US$1 bilhão. Em 1991, ele vendeu metade dele para a Sony por 100 milhões e, mais tarde, deu os outros 50% por causa de enormes dívidas que havia acumulado.


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