O melhor do ano: 10 melhores filmes de 2012

Por Atualizado em 14/12/2012

Por Renato Silveira, do Cinema em Cena
Colaboração para a SUPERINTERESSANTE

Quem gosta de verdade de cinema gosta de qualquer tipo de filme e não escolhe ver só os blockbusters que estão bombando na temporada, só os indicados ao Oscar ou só os filmes cults que saíram bem falados dos festivais. Portanto, uma lista de melhores do ano tem que ser abrangente. Heróis poderosos, viagens no tempo, perseguições de carro, casais apaixonados e até ele, o próprio Cinema, foram os protagonistas de 2012. Se você perdeu algum dos filmes a seguir, anote e corra atrás!

10. Os Vingadores

A trilogia Batman foi encerrada com dignidade com “O Cavaleiro das Trevas Ressurge” e ainda tivemos a grata surpresa “Poder Sem Limites” este ano, mas não dá para negar que os heróis mais poderosos da Terra foram o grande destaque dos filmes de super-herói. O diretor e roteirista Joss Whedon provavelmente levou aos cinemas todos os fãs de HQ do mundo, marvetes ou decenautas, e realizou o sonho de vermos Homem de Ferro, Capitão América, Thor e Hulk na mesma tela. “Os Vingadores” não é uma obra-prima, mas é o filme mais divertido da Marvel até agora. Sem fugir muito, vale ainda a menção a “Os Mercenários 2”, que, afinal de contas, também reúne os heróis da infância de muita gente, agora com direito a Van Damme e Chuck Norris.

 

9. As Aventuras de Tintim

Steven Spielberg já é um cineasta veterano, então, é ótimo vê-lo explorar pela primeira vez o universo da animação computadorizada e tridimensional, levando para as telas o personagem criado pelo ilustrador e quadrinhista belga Hergé. “Tintim” é uma superprodução experimental e seu grande mérito é o avanço que faz na tecnologia de animação por captura de movimentos. A qualidade das texturas da pele e das roupas dos personagens, bem como seus movimentos, é um espetáculo à parte. E a condução da história é primorosa, com direito a uma cena de perseguição de tirar o fôlego no Marrocos. Não deve nada a “Indiana Jones”.

 

8. Drive

Pode parecer a princípio, mas “Drive” não é um filme revisionista ou saudosista. A memória dos anos 70 que ele resgata está na forma com que o diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn combina o estilo elegante e a brutalidade de filmes como “Os Implacáveis”, de Sam Peckinpah, e “Operação França”, de William Friedkin, com o bom uso da trilha sonora, que remonta ao som eletrônico dos sintetizadores dos anos 80. Também pode parecer que é um sub-Tarantino, mas Refn consegue impor um estilo próprio, ainda que o piloto-dublê vivido por Ryan Gosling, praticamente um cowboy renegado, seja um personagem típico dos filmes do diretor de “Pulp Fiction”, “Kill Bill” e “Bastardos Inglórios”.

 

7. Looper – Assassinos do Futuro

Rian Johnson não é um diretor novato, mas esta foi a primeira vez que ele se apresentou ao grande público. E que apresentação! Com um elenco excelente, encabeçado por Joseph Gordon-Levitt e Bruce Willis, “Looper” é uma ficção-científica inteligente, que sabe explorar e brincar com o conceito da viagem no tempo, e é também um filme de ação eficiente que ainda ganha uma surpreendente atmosfera de horror. “Looper” supre, como poucos, a carência de originalidade que predomina em Hollywood.

 

6. Ted

Um filme em que Mark Wahlberg divide o mesmo teto com um ursinho de pelúcia que tem vida própria, fala palavrões e usa drogas é exatamente o que se espera de Seth MacFarlane, o criador da série animada “Uma Família da Pesada”. Apostando no humor politicamente incorreto, “Ted” é a versão radical e debochada das comédias de Judd Apatow (“O Virgem de 40 Anos”, “Ligeiramente Grávidos”), falando do desapego da infância/adolescência que muito marmanjo tem dificuldade de praticar.

 

5. 007 – Operação Skyfall

No ano em que James Bond completou 50 anos no cinema, o espião com licença para matar ganhou um filme que segue o novo caminho da franquia, trilhado a partir de “Cassino Royale”, e, ao mesmo tempo, remonta aos clássicos da série, com direito a várias referências para os fãs. Não só isso: o diretor Sam Mendes (“Beleza Americana”, “Estrada Para Perdição”, “Foi Apenas um Sonho”) surpreende com um ótimo trabalho no comando das cenas de ação, e o Bond de Daniel Craig ainda ganha um vilão poderoso na forma do irmão-espião bastardo, vivido por Javier Bardem.

 

4. Moonrise Kingdom

O amor não tem idade, mas temos que começar em algum momento. Em “Moonrise Kingdom”, Wes Anderson mais uma vez lança mão de seu estilo extravagante e de sua trupe, agora para narrar o romance juvenil entre um impetuoso escoteiro e uma garota introspectiva e emotivamente complexa, membros das típicas famílias disfuncionais dos filmes do diretor. É um filme doce, com aura de fábula, que fala sobre descobertas e sentimentos que surgem durante a maior aventura que se pode viver naquela idade: apaixonar-se.

 

3. O Artista

O vencedor do Oscar não é uma desculpa para fazer um filme à moda antiga nos dias de hoje. A graça toda do filme é que o diretor Michel Hazanavicius não está só emulando o cinema mudo. Ao mesmo tempo em que é uma homenagem, “O Artista” é um comentário sobre a troca de tecnologias e a sobreposição do mais novo sobre o consagrado pela indústria cinematográfica. O que serve à transição do filme mudo para o filme falado, cabe ao preto-e-branco para o colorido, à película para o digital, ao 2D para o 3D. Parece filme antigo, mas é atualíssimo.

 

2. A Invenção de Hugo Cabret

O cinema é a arte da memória e com “Hugo” o mestre Martin Scorsese nos fala que cinema é também a arte do tempo. Demonstra isso através de um caso verídico: o do cineasta francês Georges Méliès, diretor do clássico “A Viagem à Lua”, precursor do cinema narrativo e do uso de efeitos especiais, que durante muito tempo foi relegado ao esquecimento. Este é o primeiro filme 3D de Scorsese e ele dá um novo sentido ao uso da tecnologia que, desde “Avatar”, não tinha um representante realmente bom. É um filme que nos permite enxergar “dentro” da tela, e não apenas aponta ou joga objetos em nossa direção. Uma aula de Cinema, teórica para o público e prática para o diretor.

 

1. Holy Motors

“Holy Motors” não é um filme fácil. Aliás, nenhum filme deveria ter a intenção de ser fácil. O diretor Leos Carax criou uma fábula surrealista, daquelas em que o espectador é deixado com muitas dúvidas e praticamente nenhuma resposta. O jogo aqui não é distinguir realidade de ficção, mas ficção de ficção. E é durante a série de metamorfoses a que o ator Denis Lavant é submetido que o filme se desenvolve como uma espécie de compêndio sobre a arte e a necessidade de representar e interpretar, seja na tela de cinema ou fora dela. Uma pérola, no melhor sentido.

 

Bônus: O Hobbit – Uma Jornada Inesperada

Quase dez anos depois do encerramento da trilogia “O Senhor dos Anéis”, o retorno de Peter Jackson e dos fãs dos livros de J.R.R. Tolkien à Terra Média não causa o mesmo impacto de “A Sociedade do Anel” ou de suas duas continuações, por ser um filme repetitivo e que, sim, poderia muito bem ser mais curto. (Leia aqui a crítica da SUPER)  Ainda assim, é uma aventura que entretém e enche os olhos com seu design de produção muito bem acabado. Nesse último aspecto, é obrigatório ressaltar o ganho que a fotografia do filme tem na projeção em 3D. Já a versão 48 frames por segundo ou HFR (High Frame Rate, como alguns cinemas têm chamado) vale mais como curiosidade e como tentativa inicial de Hollywood na utilização desse formato. Como não estamos acostumados a ver um filme nessa velocidade, o estranhamento é inevitável, mas o fator diversão prevalece.

  • http://cristchee1@hotmail.com cristovao oliveira

    parabéns ótimos filmes…..!

  • hugo

    moonrise kingdom é o melhor filme da lista na minha opinião

  • eriton vitor(ton)

    Lixo,pra mim o melhor filme foi “JOGOS VORAZES”teve pouca repercussao mas…Pode ser uma grande substituicao de Crepusculo e Harry Potter.

  • http://atila_fc@hotmail.com Átila

    Que lixo. Além de filmes que não são 2012, péssimas escolhas, e comentários aveadados pra parecerem que possuem algum conteúdo.

  • thiago

    Looper – Assassinos do Futuro simplesmente o melhor filme da lista é o unico filme que é um pouco original , Ah! e hugo cabret tambem muito bom .

  • Catia

    Para Joao Rafael – Pior do que a lista, é a pobreza de teus comentários. Não concordo com a listagem de filmes, porém não vejo a menor necessidade de tentar diminuir a pessoa que a criou. Uma dica a você, aprenda a conversar e a expressar suas opiniões sem machucar os outros. Essa é uma atitude de pessoas inteligentes e também culta.

  • nice

    adorei essa pagina

  • mih

    Nao cuurti .

  • Francisco

    As listas são feitas por gosto pessoal de quem as criou e não do público. Eu incluiria três filmes: Amor, A Indomável Sonhadora e Os Intocáveis. Filmes simples de grande impacto e pouca repercussão, talvez por isso não foi do conhecimento do pessoal da listagem da Super. Overdoses, vícios… Não vejo isso!

  • João Rafael

    péssima lista, péssima noção de cinema. E o pior é tentando fazer comentários cult.

  • João Rafael

    Esse filme Drive é absolutamente ruim. É a essência do que significa ser ruim. É um filme que, se você tiver um pouco de gosto sincero, vai doer ter que assistir até o fim. O esforço do diretor em criar um ambiente suspenso, de violência fotográfica e melancólica, deixou o filme com cara de bosta e o personagem principal com cara de débil mental. Não consegue responder uma pergunta simples sem mexer um palito na boca por 2 minutos enquanto pensa. E depois diz: “ok, go”. Você se irrita!!! E o filme é assim o tempo inteiro!!! Dá vontade de quebrar a televisão.

  • franklin matumona

    não conseguem diferenciar filmes de 2011 e os de 2012? é triste!
    filmes de 2011: as aventuras de tintim, o artista (globo de ouro de melhor filme), a invenção de hugo cabret, drive.
    aconselho a actualizarem-se melhor!!

  • Otavio

    Quem crio essa lista só pode ser mais um velho se achando. Vai se foder velho Batman de longe supera qual quer um tanto historia dinheiro. O do anel a unica coisa tri neste filme é a imagem efeitos se a tecnologia usada nele é o que faz dele um bom filme acho que cinema é a maior perda de tempo