Twitter Superinteressante

Blogs

Destaques de 2011 da SUPER: Os 10 melhores livros do ano

Redação Super 12 de dezembro de 2011

Por Karin Hueck, editora da SUPERINTERESSANTE

Livro tem de monte por aí. Mas livros bons com a cara da SUPER são poucos. Confira as melhores publicações de não-ficção de 2011 que você não deveria perder.

10. Mentes e manias
Poucos males são tão universais e paralisantes quanto a ansiedade: ela é a origem de inúmeras doenças perigosas, como fobias, síndrome do pânico, stress-pós-traumático e TOC. Neste livro, a best-seller Ana Beatriz Barbosa Silva, que escreveu Mentes Perigosas (aquele sobre psicopatas), resolveu se dedicar à ansiedade, explicando causas e tratamentos. E você vai entender, finalmente, por que é tão difícil se livrar da sensação incômoda de aperto no peito.
Mentes ansiosas, Ana Beatriz Barbosa Silva, Fontanar, 280 páginas, R$ 32,90

9. Proust foi um neurocientista
Quando Cézanne resolveu chutar o balde do impressionismo e transformar as paisagens que retratou em borrões, ele ganhou o apelido carinhoso de “pedreiro da pintura”. Mas, de acordo com o novo livro do jornalista Jonah Lehrer, ele estava é fazendo neurociência. Cézanne havia percebido que o cérebro precisa de pouquíssimas dicas para entender o que está sendo retratado. Para Lehrer, Stravinsky, Proust e Virginia Woolf também anteciparam as descobertas mais modernas da ciência em suas obras. Neste livro você entende por quê.
Proust Foi Um Neurocientista, Jonah Lehrer, 368 páginas, BestSeller, R$ 54,90.

8. O fim da guerra
“A guerra contra as drogas fracassou.” Quem disse isso não foram universitários exaltados, mas ex-presidentes do México, Brasil e Colômbia, um ex-secretário-geral da ONU e um ex-presidente do Banco Central americano – todos membros da Comissão Global de Política de Drogas. É com isso em mente que o jornalista Denis Russo Burgierman viajou por 5 países para observar o que as sociedades têm feito para conviver com uma droga: a maconha. Na Holanda, conheceu as salas de tratamento nas quais usuários podem usar drogas sob o cuidado do governo, mas que estavam vazias. Simplesmente não havia mais dependentes para tratar. Em Portugal, Denis testemunhou o único país que tirou as drogas do sistema judiciário e as trata como uma questão de saúde. Por lá, se você for apanhado usando, vai ser encaminhado para conversar com psicólogos, médicos ou assistentes sociais – nada de policiais. Em comum, todas têm uma coisa: desistiram de fazer guerra e tentam traçar novos caminhos.
 O fim da guerra, Denis Russo Burgierman, Leya, 288 páginas, R$ 29,90.

7. A cabeça do cachorro
Os cães medem o tempo a partir do olfato: quanto mais fraco estiver um cheiro, mais tempo se passou entre agora e o momento em que ele foi liberado. Da mesma forma, erguem o rabo para deixar o traseiro à mostra, mostrando assim que estão amigáveis, dispostos a interagir com outros cachorros. São essas as sutilezas que conta este livro, mostrando que os sentidos dos nossos melhores amigos são totalmente diferentes dos nossos. Entenda finalmente o que eles estão querendo dizer quando fazem xixi em você (dica: eles estão tentando se comunicar).
A cabeça do cachorro, Alexandra Horowitz, 420 páginas, BestSeller, R$ 39,90.

6. Comer animais
“A esteira transportadora arrasta as aves por uma banheira de água eletrificada. Isso provavelmente as paralisa, mas não as torna insensíveis. O passo seguinte na linha de abate é um cortador automático de pescoço. A menos que as artérias principais não sejam atingidas, o sangue vai se esvair devagar. Inúmeros funcionários descrevem aves vivas e conscientes indo para o tanque de escaldamento.” Apesar de esse livro dizer que não é uma defesa do vegetarianismo, é exatamente isso que ele faz. Mas nem todas as páginas são sanguinolentas como o trecho acima – a maior parte é uma imensa reportagem que explica como chegamos aos métodos atuais de produção de carne e tenta fazer o leitor pensar no significado de comer outro ser vivo para sobreviver. Nem mesmo o maior fã de churrascos vai ficar com a consciência tranquila quando colocar o próximo bife no prato. Mérito do autor, Jonathan Safran Foer, escritor americano jovem e badaladinho, que escreveu também Tudo Se Ilumina, Extremamente Alto & Incrivelmente Perto.
Comer Animais, Jonathan Safran Foer, 320 páginas, Rocco, R$ 41,50

5. Muito além do nosso eu
Miguel Nicolelis, neurocientista lembrado sempre como a maior chance brasileira de ganhar um Nobel, tem o sonho de fundir cérebro e máquina. Mais do que isso: ele tem o sonho que o pontapé inicial da Copa de 2014 aqui no Brasil seja dado por uma criança tetraplégica, com a ajuda de uma prótese mecânica controlada por seu cérebro. Neste livro, Nicolelis explica como nosso cérebro funciona, como os pensamentos são formados, e como ele pretende tornar todos esses sonhos em realidade.
Muito Além do Nosso Eu, Miguel Nicolelis, Companhia das Letras, 552 páginas, R$ 39,50.

4. O terceiro chimpanzé
O chimpanzé é um ser humano como outro qualquer. Ou melhor, o ser humano é um chimpanzé como outro qualquer. Partindo desse princípio, o geógrafo e ganhador do Pulitzer Jared Diamond tenta encontrar quais são, então, as pequenas diferenças que nos distanciam dos primatas. Aí vale atirar para todos os lados – ele analisa nossos hábitos sexuais, nosso gosto pelas drogas, nossas relações sociais. E conclui: o que realmente nos torna especiais é a nossa laringe. Quer entender? Leia o livro.
O terceiro chimpanzé, Jared Diamond, Record, 448 páginas, R$ 59,90

3. Em casa
Até o século 13, na Inglaterra, as casas eram uma espécie de galpão sem quartos ou divisórias, no qual famílias, servos e escravos moravam. Refeições, conversas e relações íntimas eram feitas todas no mesmo ambiente, geralmente ao redor de uma grande fogueira no centro que aquecia o local. Como não havia escape para o fogo, as pessoas conviviam com fumaça acima da cabeça. Quando, enfim, em 1330, as primeiras chaminés foram inventadas, nasceu com elas um espaço livre de fumaça perto do teto– e a possibilidade de construir um segundo andar. Assim foram criados os aposentos privados, os quartos e, enfim, a separação física entre senhores e escravos. As nossas casas guardam dentro de si a história da humanidade: de culturas distantes, de guerras e de relações sociais. É (toda) essa a história que Bill Bryson conta neste livro.
Em casa – uma breve história da vida doméstica, Bill Bryson, Companhia das Letras, 533 páginas, R$ 49.

2. Crash
Em Todos os Fogos o Fogo, o argentino Julio Cortázar narra dois incêndios: um na Roma Antiga e outro na Paris do século 20. As histórias se desenvolvem de forma parecida e têm o mesmo desfecho – mostram, que não importa tempo e espaço, o fogo transforma duas realidades distintas em uma só. Em Crash, acontece a mesma coisa: com as crises econômicas fazendo o papel do fogo. O livro traça paralelos entre crises do presente e do passado. Mostra, por exemplo, as semelhanças entre a inflação do Brasil dos anos 80 e a do Império Romano no século 2 – as duas foram criadas por governos corruptos, as duas passaram por congelamentos de preços que só pioraram a situação, as duas terminaram depois de planos econômicos voltados para a valorização da moeda: aqui, o Plano Real, lá, o “Plano Sólido”. Crash, escrito pelo editor da SUPER Alexandre Versignassi, mostra que essas semelhanças não são coincidência, mas o sintoma de uma única doença – a incapacidade do cérebro em lidar de forma racional com a ideia de dinheiro.
Crash – uma breve história da economia, Alexandre Versignassi, Leya, 320 páginas, R$ 39,90

1. A vida imortal de Henrietta Lacks
Em 1961, durante a segregação racial, Henrietta Lacks era uma americana negra e pobre que teve câncer de colo de útero. Sem que ela soubesse, um pedaço de seu tumor foi retirado, analisado em laboratório – e virou a primeira linhagem de células que conseguiu se multiplicar fora do corpo humano. As células de Henrietta foram mandadas à lua, ajudaram a criar a vacina contra a pólio e se transformaram em um negócio multibilionário. Henrietta, no entanto, não chegou a testemunhá-lo. Morreu em 1961 do mesmo tumor que salvaria milhões de vidas – e sua família vive na pobreza até hoje. Você nunca imaginou que células pudessem render uma história tão cheia de reviravoltas e intrigas. E ela está toda neste livro.
A vida imortal de Henrietta Lacks, Rebecca Skloot, Companhia das Letras, 456 páginas, R$ 42.


Destaques de 2011 da SUPER: Os 10 maiores hits musicais do ano

Redação Super 7 de dezembro de 2011

Por Lúcio Ribeiro, editor do blog Popload e colunista de O Estado de S.Paulo
COLABORAÇÃO PARA A SUPERINTERESSANTE

Ano estranho para a música pop, hein? Roberto Carlos cantando em hebraico, discos lançados em supermercados, a “maldição dos 27 anos” levando Amy Winehouse, Rock in Rio voltando ao Rio… e um monte de canções fazendo a trilha deste ano, pelo bem e pelo mal. Aqui vai uma lista de motivos, bons e ruins, para lembrar de 2011 por um bom tempo. Ou pelo menos até o ano que vem, já que o mundo vai acabar em 2012…

10. Adele – “Rolling in the Deep”

Tudo bem, a música é do final de 2010, mas 2011 foi o ano dela. A gordinha Adele veio com uma música que é o pop perfeito: começa devagar, vai numa evolução que desemboca no refrão feito para gritar junto, tem backing vocals, paradinha estratégica e um arranjo lindo. O fogo começando no coração da moça se alastrou e foi o grande sucesso de 2011, enchendo até as FMs brasileiras _ e só sendo surdo para escapar.

9. Arctic Monkeys – “Love Is a Laserquest”

Depois do fantástico “Humbug”, era difícil saber se o Arctic Monkeys manteria o nível em “Suck it and see”, e a metáfora de “Love is a laserquest” é a resposta de Alex Turner aos descrentes. Para a garota da música, o amor é um jogo dentro de um lugar escuro, no qual as pessoas atiram umas nas outras – e nesse jogo, todos nós perdemos, cedo ou tarde.

8. Lana Del Rey – “Video Games”

Nunca uma boca teve um boca-a-boca tão grande assim. Etérea como uma diva da Hollywood em preto-e-branco, a boneca Lana Del Rey deu um nó na cabeça do mundo com seu lamento orquestrado, soprando de seus lábios coisas como “O céu é um lugar na Terra estando ao seu lado” e fazendo tudo que seu amor deseja – do vestido que usa à partida de sinuca regada à cerveja. Se é fabricada, não sei. Mas, se fosse fabricada em série, não faltaria quem quisesse levar para casa.

7. Foster the People – “Helena Beat”

Descendentes diretos do Apples in Stereo no gosto por distorção e no vocal que parece feminino, o californiano Foster the People merece o título de banda revelação do ano. Depois de chamarem a atenção com “Pumped up Kicks”, o trio americano voltou ainda melhor com a grudenta “Helena Beat” e seu vídeo… bizarro, para dizer o mínimo. Se alguém tiver uma boa explicação para ele, divida conosco.

6. Vaccines – “All in White”

Se o Metronomy se veste todo de branco em seu clipe, o Vaccines é alvo até no repertório: em “All in White”, o vocalista Justin Young tenta ver a luz no fim do túnel e emanar luz branca sobre as trevas que lhe tomaram. Levemente cristã e solene, sem ser gospel, é uma vacina para qualquer fraqueza do pop em 2011.

5. Metronomy – “The Bay”

Uma linha de baixo contagiante, uma bateria que só falta lhe servir um drink, um vídeo com paisagens litorâneas, gatas à beira da piscina e a banda toda de branco cantando que nem Paris, nem Londres, nem mesmo Berlim, Hong Kong ou Tóquio têm a mesma vibe da baía. Já foi até o chefe marcar suas férias?

4. A Banda Mais Bonita da Cidade – “Oração”

De hippie para hipster não tem tanta diferença assim. Prova disso é essa “Oração”, do grupo curitibano: o clipe virou fenômeno viral, e a música, um tanto sem graça, mostrou que o bicho-grilo sobreviveu a quatro décadas, com poucas mudanças: agora as ocupações de reitorias são marcadas pelo Facebook, acessado pelo iPhone 4 que fica guardado no bolso do moletom da GAP – junto com os fósforos para acender o coquetel molotov.

3. Drums – “Money”

Mal começa o clipe e, ao ver o vocalista Jonathan Pierce pulando feito um doido com os primeiros acordes, você já sabe que vai acompanhá-lo. O clima até parece com o frio pós-punk inglês, mas o vocal macio afasta qualquer sinal de tristeza. “Queria te comprar algo / mas não tenho nenhum dinheiro”, diz a letra – e ninguém se sente mal por estar na pindaíba.

2. Red Hot Chili Peppers – “The adventures of Rain Dance Maggie”

Perdoe a saída de John Frusciante. Perdoe o bigode infame de Anthony Kiedis. Perdoe o vídeo com a banda usando a batida ideia de tocar no terraço de um prédio, e perdoe até o nome estranho de “The adventures of Rain Dance Maggie”. Tudo isso porque ela é digna dos melhores momentos do grupo californiano e porque todos os seus pequenos detalhes (scats vocais, cowbell, vocal para cantar junto) funcionam que é uma beleza – e, quanto mais alto for tocada, melhor.

1. Kasabian – “Days are Forgotten”

Depois de acertar a mão com “Fire” e outros hits do disco passado, o novo do Kasabian mostra que a banda continua evoluindo. Um vocal que lembra coisas pop como Stereo MC’s e o Liam Gallagher dos tempos áureosdo Oasis, uma bateria deliciosamente chupada de Serge Gainsbourg e muita guitarra por cima estão no cardápio do quinteto britânico – e o prato servido nos quatro minutos de “Days are Forgotten” é mesmo uma delícia.


Destaques de 2011 da SUPER: Os 10 melhores filmes do ano

Redação Super 7 de dezembro de 2011

por Renato Silveira, editor-chefe do Cinema em Cena
COLABORAÇÃO PARA A SUPERINTERESSANTE

Selecionar as dez melhores estreias de 2011 é uma tarefa difícil, especialmente quando se tem em mente um público tão diverso. Inicialmente, o foco desta seleção seria o universo nerd, mas como “nerd” é uma palavra de significado cada vez mais amplo, já que estamos em plena era da convergência das tecnologias, as possibilidades vão se abrindo mais e mais. Afinal, nada impede ninguém de ter bom gosto, ainda mais quando o assunto é cinema – arte que tem diretores nerds aos montes, e que fazem filmes que não só os nerds gostam. Portanto, eis os destaques de 2011, tendo em mente que, nerd ou não, quem gosta de ver filmes não pode deixar escapar esses títulos.

10. Planeta dos Macacos: A Origem
httpv://www.youtube.com/watch?v=T3tidwW1gGM

Depois que Tim Burton dirigiu o remake de Planeta dos Macacos, em 2001, a má recepção geral colocou em dúvida a realização de uma continuação. O que os produtores fizeram? O que ultimamente todo estúdio quer com grandes franquias: contar a origem. Parecia picaretagem, mas o diretor britânico Rupert Wyatt estreou em Hollywood com o pé direito: faz uma crítica ao tratamento que os animais recebem em laboratórios e, ao mesmo tempo, planta a semente que levaria ao filme original de 1968.

9. Super 8

Já foi dito que J.J. Abrams tem tudo para se tornar o novo Steven Spielberg. Parece que o criador de séries como Alias e Lost, e também responsável por renovar Star Trek para o século 21, levou a sério esse papo de Spielberg e resolveu fazer um filme homenagem ao cineasta. Em Super 8, Abrams parece fazer parte da turma de crianças que protagoniza a história. Ele resgata aquele espírito do Spielberg dos anos 80 e enaltece o lado lúdico de fazer cinema. Um filme embebido de nostalgia que, infelizmente, parece não ter mais lugar nesses tempos cínicos em que vivemos.

8. Medianeras: Buenos Aires da Era do Amor Virtual

Taí um filme que deve ter passado batido por muita gente. Medianeras é uma produção argentina, dirigida pelo estreante Gustavo Taretto e que não teve muito espaço no circuito. É um filme totalmente off-Hollywood, mas que dialoga diretamente com o público que vai aos multiplexes, gosta de games, é viciado em redes sociais, adora, mas tem preguiça de fazer natação e já passou muito tempo tentando descobrir onde está o Wally. Uma crônica urbana divertida e um genuíno produto de sua época.

7. Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2

Após uma década, a franquia “Harry Potter” chegou ao final entregando aos fãs exatamente o filme que eles queriam ver. O derradeiro confronto do pequeno bruxo com Lorde Voldemort foi seguido do choro da plateia que cresceu junto com Daniel Radcliffe e seus amigos. Mesmo quem não é grande fã da criação de J.K. Rowling deve reconhecer que o desfecho da saga faz jus à sua popularidade.

6. Rio

Representante das animações neste top 10 (e também do Brasil, já que o diretor é o carioca Carlos Saldanha), Rio une cuidado técnico, riqueza de produção e bom humor suficientes para torná-lo um dos filmes mais assistidos do ano. Enquanto a quase sempre infalível Pixar derrapou com Carros 2, a aventura da arara Blu aproveita bem os cartões-postais do Rio de Janeiro como parte da ação e incorpora como poucos o ritmo do nosso samba. Rango e Kung Fu Panda 2 também chamaram a atenção, mas Rio tem um quê pessoal que o torna irresistível.

5. Capitão América – O Primeiro Vingador

Esquentando de vez os ânimos para as estreia de Os Vingadores, em 2012, o filme do Capitão América conseguiu superar o do colega Thor em vários quesitos. A direção de Joe Johnston tem uma personalidade invejável. O visual é de uma riqueza sem igual entre outros do gênero. Chris Evans tem um carisma que só não é maior que o de Robert Downey Jr. em Homem de Ferro. E o principal: é uma história de super-herói como numa HQ de antigamente. Feito de fã para fã.

4. Velozes e Furiosos 5

A grande surpresa do ano foi o quinto filme de uma franquia calejada que despertava interesse apenas dos fãs mais entusiasmados. No entanto, o diretor Justin Lin – que assumiu a série no terceiro filme – soube arquitetar uma história de assalto que mantém vínculo com o universo da franquia e, ao mesmo tempo, empolga quem nunca deu bola para Vin Diesel e Cia. E o fato de o filme se passar no Brasil só torna tudo ainda mais divertido.

3. Passe Livre

Os irmãos Farrelly não faziam um filme tão engraçado desde Quem Vai Ficar com Mary?. Em Passe Livre, os reis da baixaria mantém as piadas grosseiras e politicamente incorretas, mas investem num tema que é caro à platéia de jovens adultos para a qual o casamento pode ter se tornado uma instituição falida. A dupla de atores Owen Wilson e Jason Sudeikis também garantem as risadas.

2. X-Men: Primeira Classe

O segundo representante dos filmes de super-herói do ano (e também dos filmes de origem) aprimorou a consistência narrativa dos longas anteriores da franquia. Com direção de Matthew Vaughn (Kick-Ass, que apareceu na lista do ano passado), X-Men: Primeira Classe guarda na figura do vilão Magneto o seu maior trunfo. Interpretado por Michael Fassbender, o personagem mostra mais uma vez por que vilões são mais interessantes que mocinhos.

1. A Árvore da Vida

Pelo menos outros dois filmes poderiam estar aqui: Meia-Noite em Paris, de Woody Allen, e Bravura Indômita, dos irmãos Coen. No entanto, é inegável que o novo filme de Terrence Malick (Além da Linha Vermelha) é o filme mais importante do ano. Um drama épico sobre a aceitação da morte que muita gente pode torcido o nariz devido à sua narrativa não linear e reflexiva, mas é um filme que merece ser revisitado, e não dispensado. Ganhou a Palma de Ouro em Cannes.


6 teorias da conspiração envolvendo a morte de artistas

Otavio Cohen 7 de dezembro de 2011

Você já sabe que nas últimas seis décadas não faltaram teorias da conspiração que tentam explicar as histórias mal contadas da ciência, da história e, é claro, do mundo do entretenimento. Exemplo: há quem jure de pés juntos que Michael Jackson ainda está vivo. O Paul McCartney que faz shows por aí é um impostor que substituiu o Beatle original, morto nos anos 60. A lista de artistas que protagonizam rumores macabros cresceu recentemente, com Avril Lavigne. A SUPER compilou algumas dessas histórias e deixa para você tirar as suas próprias conclusões.

6. Elvis Presley – “Elvis não morreu!”

Primeiro, era só descrença dos fãs. Depois, virou convicção dos que acreditavam que a obra do Rei do Rock sobreviveria para sempre. Mais tarde, virou música, tema de filme, piada. Agora é mito. Muita gente jura que se encontrou com Elvis Presley muito tempo depois de sua suposta morte, em 1977. Dizem que ele estava cansado da fama – ainda mais depois de começar a receber ameaças da máfia. Por isso, resolveu forjar a própria morte. Ele só não esperava que alguns fãs percebessem que um helicóptero pairava sobre a sua casa em Memphis no dia em que ele morreu. E que outras testemunhas flagrassem um homem bem parecido com Elvis desembarcando de um vôo na Argentina e entrando rapidamente em uma limosine. O caixão que levava o corpo de Elvis estava vedado e há um erro na grafia do nome do cantor em sua lápide. Ou seja: mais detalhes que não passaram despercebidos pelos conspirólogos. Saiba mais neste site dedicado às teorias.

5. Michael Jackson – “Michael Jackson não morreu.”

Pouca gente chega ao status de lenda como Michael Jackson. Assim como o rei do Rock, Michael (coincidentemente conhecido como o rei do Pop) também despertou boatos fortes sobre a sua morte forjada. Este site reúne depoimentos de algumas pessoas que afirmam terem visto o cantor vivo, andando por aí. Mas as evidências vão além das testemunhas oculares – vários vídeos pipocaram na internet com supostas imagens de Michael se mexendo na maca que o transportava para fora de casa depois de sua suposta morte. Dizem até que Michael Jackson cruzou a fronteira dos Estados Unidos com o México e que foi reconhecido por algumas pessoas por lá. O caixão fechado também coloca lenha na fogueira da desconfiança. A esperança era de que o rei voltasse à vida na maior turnê de pop de todos os tempos. Se for verdade, alguém avise ao Michael que já se passaram dois anos e meio.

4. Bob Dylan – “Bob Dylan morreu e foi substituído por dois sósias, mas a cor dos olhos o denunciou”.

Blowin’ in the wind, The times they are a-changin’, Masters of war. O início da carreira de Bob Dylan é cheio de músicas de protesto, com temas políticos e sociais. De 1963 em diante, enquanto o resto do mundo vivia o movimento hippie, Bob Dylan preferia cantar canções mais pops. Suas roupas mudaram e seu figurino passou a incluir SEMPRE um par de óculos escuros.  Aumentaram também seus conflitos com a imprensa e suas declarações polêmicas (tipo dizer que se identificava com o assassino de John Kennedy). Conclusão óbvia: Bob Dylan foi substituído por um sósia. Duas vezes.

Teste: Você conhece bem as teorias da conspiração?

A primeira foi em 1963, o que explicaria a mudança drástica de comportamento do artista e o seu pouco envolvimento com causas que ele antes valorizava tanto. A segunda substituição foi em 1966, depois de um acidente de moto (quando, supostamente, o primeiro sósia morreu). Toda paranoia à parte, os conspirólogos têm um argumento que parece infalível: o primeiro Bob Dylan (até 1964) tem olhos castanhos. O segundo (de 1964 a 1966) tem olhos azuis, que tenta esconder com óculos escuros. O terceiro (de 1966 em diante) tem olhos castanhos de novo. A partir de 1970, os olhos de Bob Dylan parecem azuis novamente. Quem explica?

3. Avril Lavigne – “Avril Lavigne morreu e foi substituída por uma patricinha que escreve canções para homenagear a original”.

O título resume bem: a Avril Lavigne “roqueira” e revoltada do primeiro álbum morreu e foi trocada por uma patricinha mais loira que usa roupas mais cor-de-rosa e canta canções mais pops. O site Avril está morta conta direitinho a história. Avril Lavigne estava cansada da fama e da pressão do empresário e ao chegar em casa em uma noite de depressão, enforcou-se com uma corda. Está tudo lá nas letras que a segunda Avril escreveu, homenageando a antecessora. A partir do segundo álbum, a cantora assumiu seu lado pop, abandonou a maquiagem pesada, deixou de lado as roupas escuras e gravou videoclipes de menininha. Ou seria outra moça? Tudo graças a um empresário mercenário que não queria perder a mina de ouro que era esta candidata a ídolo adolescente.

2. Brian Jones – “O fundador dos Rolling Stones morreu, foi substituído, e morreu de novo anos depois”.

Para contar a história de Brian Jones, o homem que fundou os Rolling Stones, vamos falar um pouco sobre Tara Browne, um jovem londrino herdeiro da fortuna da família dona da cervejaria Guinness. Ele morreu no dia 18 de dezembro de 1966, num acidente de carro. Browne era amigo dos Beatles e dos Rolling Stones e morava junto com Brian Jones.

Depois do acidente, Brian Jones pirou (provavelmente por causa das drogas) e se afastou da banda. Ficou praticamente irreconhecível, pelo que dizem as testemunhas. Chegou a bater na namorada e brigar com Mick Jagger por motivos idiotas. Em 1969, a banda já não aguentava mais e ele foi convidado a se retirar. Um mês depois, ele foi encontrado afogado na piscina de sua casa (aos 27 anos, vale lembrar) depois de uma suposta overdose.

Segundo os rumores, a morte não foi acidente. O responsável teria sido o pedreiro Frank Thorogood, que fazia uma obra na casa de Brian Jones. Na verdade, a teoria da conspiração diz que Thorogood tinha sido contratado pelos Rolling Stones para “dar um jeito” no músico. Aliás, o próprio Frank Thorogood já chegou a confessar o crime, embora nada tenha sido provado.

E onde está a conspiração? O tal acidente que matou Tara Browne em 1966 é o mesmo que inspirou a música A Day In The Life, dos Beatles, lançada na mesma época em que surgiram os rumores sobre a morte de Paul McCartney. As possibilidades mirabolantes:

1) Brian Jones estava no acidente, morreu e foi substituído, o que explicaria a mudança drástica de comportamento do músico.
2) Quem estava naquele carro era Paul McCartney, que foi substituído por (pã!) Tara Browne, que está vivo até hoje, fazendo shows pelo mundo no lugar do ex-Beatle. O que nos leva ao próximo item.

1. Paul McCartney – “Paul McCartney morreu e foi substituído por um sósia”.

Faz mais de 40 anos que tentam provar que o Beatle Paul McCartney morreu e foi substituído. A SUPER até já falou sobre como seria o mundo se Paul tivesse mesmo morrido. Há muitas teorias – algumas bem mirabolantes (como essa que você acabou de ler no item anterior) e outras que fazem tanto sentido que chegam a assustar. Vamos resumir as principais:

1) Paul McCartney está descalço na capa do álbum Abbey Road, de 1969. Um dos carros que aparece ao fundo está na contramão, o que indica que Paul morreu em um acidente de carro. A tragédia teria acontecido em 1966, ano em que os Beatles pararam de fazer shows. A capa do disco Sgt Pepper’s, de 1967, traz dezenas de celebridades que já tinham morrido ou passado por exeperiências de quase-morte.  Para os conspirólogos, é evidência o suficiente para indicar a relação dos Beatles com a morte, presente também nas letras da banda a partir de então.

2) A substituição de Macca (apelido carinhoso do ex-Beatle) já ganhou argumentos científicos. Um pesquisador chamado Henry Truby, diretor de pesquisas de linguagem e linguística da Universidade de Miami nos anos 60, analisou todas as gravações das músicas dos Beatles e jura de pés juntos que encontrou 6 diferentes registros vocais. É como se cada voz tivesse uma “impressão digital”. No caso dos Beatles, as seis identificadas eram de Ringo, George, John, Paul, Paul e Paul. Sim, três Pauls diferentes.

3) Gabriella Carlesi é uma cientista forense italiana que também garante que, a julgar pela análise das imagens do Paul dos anos 60 com o Paul de hoje em dia, o Beatle foi substituído. O argumento é a grande diferença entre as estruturas dos crânios, do maxilar e da arcada dentária dos dois. Mas, mais uma vez, não há nenhuma prova oficial.

Dezenas de outras teorias sobre a morte de Paul renderiam uma nova lista. Agora, uma coisa temos que admitir. Depois que o suposto primeiro Paul morreu, os Beatles lançaram Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, Abbey Road e Let it be e o Wings lançou Band on the run. O impostor parece bem mais talentoso que o original.


6 músicas nerds que poderiam tocar na balada

Livia Aguiar 5 de dezembro de 2011

imagem: Jerays Photography

Este post é para provar que não é preciso levar uma vida cheia de sexo, drogas e loucuras sociais para fazer boa música! Os nerds entraram com tudo nas paradas de sucesso com músicas provavelmente criadas de frente para o computador, longe do mundo das confusões do rock. O resultado? Ótimas músicas geek e paródias incríveis.

Confira abaixo algumas das melhores canções puramente nerds com melodias que agitariam até quem não entede nada das letras. Mostre esses hits para aquele seu amigo que ataca de DJ na balada e ajude a levar mais gente para o lado nerd da força.

1. Barenaked Ladies  - The Big Bang Theory Theme Song

Você sabia que o tema de abertura de The Big Bang Theory é bem mais longo que os 20 segundos usados no seriado? A banca canadense Barenaked Ladies, autora da música, continua a canção com o mais puro nerdismo e muito suingue.

2. Os Seminovos – Escolha já seu nerd

Esta é uma lição para todas as mulheres que desprezam os nerds. A banda Seminovos conta todas as razões para amar e namorar um (como se precisasse <3). E fica a dica para os garotos: superem a timidez e se declarem!

3. Weezer – Smart Girls

O Weezer, provavelmente a banda de geek rock mais famosa do mundo, faz a sua declaração de amor para as “garotas inteligentes” com muito rock ‘n roll.

4. Pantless Knights – Mac or PC

Nenhuma lista sobre músicas nerds estaria completa sem uma disputinha leve entre Macs e PCs, certo? Destaque para o barulho de conexão discada remixado a partir do minuto 2:28.

5. Desce a Letra – Rap dos Memes

Divirta-se com o “Rap dos Memes” tentando identificar todos eles. Obrigada, MC Dark Sorcerer e Mano Troll Face por esse #epicwin!

6. Symphony of Science – Quantum World!

O grupo Symphony of Science cria auto-tunes divertidos que falam de assuntos espinhosos, como a natureza dos átomos e partículas subatômicas da música Quantum World. O vídeo acima ainda tem o Morgan Freeman e Stephen Hawking: uma mistura ótima de nerdice e cultura pop.

Bônus

Leonard Nimoy – The Ballad of Bilbo Baggins

Leonard Nimoy, o Sr. Spock do seriado Jornada nas Estrelas, gravou uma canção sobre Bilbo Baggins, o personagem de J.R.R. Tolkien. ISSO MESMO, você não leu errado! Nimoy gravou a canção, composta por Charles Randolph Grean, para seu segundo disco musical: “Two Sides of Leonard Nimoy”. Boa sorte tentando tirar o refrão da cabeça: “Bilbooo, Bilbo Baggins, the bravest little hobbit of them aaaaall!”


Página 10 de 50primeira...89101112...203040...última