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10 erros ao escutar letras de música

Redação Super 21 de fevereiro de 2011

por Thiago Perin
COLABORAÇÃO PARA A SUPERINTERESSANTE

Às vezes, o sotaque do cantor é meio enrolado. Às vezes, a poesia é um tanto “obscura” e fica difícil entender o que ele está querendo dizer – “do nosso jeito” faz bem mais sentido. Daí a gente abstrai e canta errado mesmo. E tem quem passe a vida toda cantando um verso, um trecho, ou até uma música inteira da forma errada, sem ao menos se dar conta. É quase um fenômeno antropológico. Então, nos aventuramos em uma pequena pesquisa informal e listamos algumas das mais curiosas “releituras” ligeiramente equivocadas de verdadeiros clássicos da música. Tem para todos os gostos. Ouve aí. Canta em coro com a gente.

“NOITE DO PRAZER”, de Cláudio Zoli
A letra correta: “Na madrugada / A vitrola rolando um blues / Tocando B.B. King sem parar”
Como o pessoal canta: “Na madrugada / A vitrola rolando um blues / Trocando de biquíni sem parar”
A gente já começa com o maior clássico da seção “cantando errado”. “Noite do Prazer”, de 2001, deixou os não-fãs de blues confusos. Prazer estranho esse de ficar trocando de biquíni sem parar. Na madrugada, ainda por cima.

“MELÔ DO MARINHEIRO”, dos Paralamas do Sucesso
A letra correta: “Entrei de gaiato no navio”
Como o pessoal canta: “Entrei de caiaque no navio”
No dicionário, “gaiato”: “rapaz travesso e vadio, garoto, amigo de travessuras, malicioso”. Ok, o pessoal entrou no navio na base da malandragem. Faz sentido. Entrar DE CAIAQUE no navio não faz. Confere aí o “Melô do Marinheiro”, de 1986.

“COMO NOSSOS PAIS”, de Elis Regina
A letra correta: “Mas é você que ama o passado e que não vê / Que o novo sempre vem”
Como o pessoal canta: “Mas é você que é mal-passado e que não vê / Que o novo sempre vem”
Se deixe contagiar pela interpretação visceral de Elis em “Como Nossos Pais”, de 1976, e é fácil achar que ela está ali apontando o dedo e querendo ofender mesmo: “SEU FEIO. SEU MAL-PASSADO”. Mas não, gente. Ele só “ama o passado”. Menos mal.

“MELÔ DO TCHAN”, do Gera Samba
A letra correta: “Domingo ela não vai / Vai, vai / Domingo ela não vai, não / Vai, vai, vai”
Como o pessoal canta: “Comigo ela não vai / Vai, vai / Comigo ela não vai, não / Vai, vai, vai”
Calma, ela até vai com você – só não no domingo. Por que? Vai saber, talvez porque domingo é dia santo e ela, moça recatada, é religiosa demais. Se não tomar cuidado, “depois de nove meses você vê o resultado”. O “Melô do Tchan” fez todo mundo (oi?) dançar em 1996.

“OCEANO”, do Djavan
A letra correta: “Amar é um deserto e seus temores”
Como o pessoal canta: “Amarelo é um deserto e três tenores”
Esse erro nem é tão grave, e é especial, porque conseguiu até manter uma certa poesia no verso. Afinal, um deserto é, de fato, amarelo, certo? Já a parte sobre os tenores, bem, aí é preciso um pouco mais de imaginação. Dê play e relembre “Oceano”, de 1989.

“YOU KNOW I’M NO GOOD”, da Amy Winehouse
A letra correta: “I cheated myself” (“Eu traí a mim mesma”)
Como o pessoal canta: “I shitted myself” (“Eu borrei as calças”)
Em 2006, Amy apareceu cantando que tinha traído a si mesma. Mas a sonoridade do verbo “trair” no passado, em inglês, se aproxima muito de outro, que é ainda mais degradante. Fica fácil confundir. Mas, bem, a gente já viu ela aprontando cada uma que, convenhamos, se a letra errada fosse factual, não seria lá grande tapa na cara da sociedade.

“TICKET TO RIDE”, dos Beatles
A letra correta: “She’s got a ticket to ride” (“Ela tem uma passagem para ir embora”)
Como o pessoal canta: “She’s got a chicken to hide” (“Ela tem um frango para esconder”)
Ela vai deixar os Beatles tristes. E eles acham que é hoje. Mas é porque ela não se importa com eles e está indo embora – aparentemente, de trem. Não tem nada a ver com aves. No clássico de 1965, os ingleses colocaram a gente para cantar sobre um misterioso frango que, por algum motivo, tinha que desaparecer. Ou não. No caso, não.

“LOSING MY RELIGION”, do R.E.M.
A letra correta: “That’s me in the corner, that’s me in the spotlight” (“Aquele sou eu no canto, aquele sou eu sob a luz do holofote”)
Como o pessoal canta: “Let’s pee in the corner, let’s pee in the spotlight” (“Vamos fazer xixi no canto, vamos fazer xixi sob a luz do holofote”)
Não, o clássico indie do R.E.M., de 1991, não incentiva tamanha rebeldia. Pelo contrário, fala sobre um moço sem coragem de sair do seu cantinho e tomar uma atitude mais significativa e chamar a atenção de um alguém especial. Se bem que… De fato, se a ideia é chamar atenção, os versos errados dão uma ideia eficiente. Talvez não a melhor, mas eficiente.

“ALEJANDRO”, da Lady Gaga
A letra correta: “She’s got both hands in her pockets” (“Ela está com as duas mãos dentro dos bolsos”)
Como o pessoal canta: “She’s got Prozac in a bucket” (“Ela tem Prozac em um balde”)
Ninguém se surpreende com Lady Gaga fazendo, vestindo ou cantando maluquices. Será que em “Alejandro”, de 2009, a moça estava fazendo a antissocial, com as mãos nos bolsos, ou tentando sair de uma fossa danada, à base de baldes de antidepressivo? Quando o papo é sobre ela, não dá para ter muita certeza. Mas a gente acha que é a primeira opção.

HINO NACIONAL, na versão da Vanusa
A letra correta: “És belo, és forte, impávido colosso / E o teu futuro espelha essa grandeza”
Como o pessoal canta: “És belo, és forte, és risonho… E límpido / Se em teu formoso / Risonho e límpido… / A imagem do Cruzeiro…”
Ok, essa letra, desse jeito, provavelmente só ela canta. Quer dizer, depois do mico cair no YouTube, agora em 2010, muita gente adotou a nova versão. Convenhamos, o Hino estava mesmo meio desatualizado, precisando de uma repaginada moderna, né? Obrigado, Vanusa.


7 métodos de tortura usados até hoje

Redação Super 17 de fevereiro de 2011

por Maria Gomes
COLABORAÇÃO PARA A SUPERINTERESSANTE

Em pelo menos 111 países, inclusive no Brasil, pessoas foram torturadas durante algum tipo de interrogatório em 2009, segundo relatório anual de 2010 da Anistia Internacional. Nações desenvolvidas, como EUA, Alemanha e Reino Unido, também entram nesta lista vergonhosa sob o pretexto de luta contra o terrorismo. Veja sete métodos comuns de tortura usados atualmente

Espancamento
Sem necessidade de instrumentos, é das formas de tortura mais comuns. O pior é que muitas vezes é até incentivado pela população que pede “vingança” contra algum bandido (isso quando não faz com as próprias mãos). O contratempo para o torturador são as marcas físicas evidentes que deixa, expondo a qualquer um a violência cometida. Podem ser socos, pontapés, tapas, etc. A falanga, por exemplo, é a batida repetida nos pés ou nas mãos que pode fazer a pessoa até perder a sensibilidade na região. O  relatório de 2010 da Anistia Internacional aponta que a prática ainda é utilizada em países como Brasil, África do Sul, Alemanha, Angola, Arábia Saudita,  China, Iraque, México, Síria e Irã.

Privação de sono
Música alta, barulho ou simplesmente perturbação constante. Vale tudo para não deixar o preso dormir por horas e horas. A ideia é esperar que a privação do sono leve a pessoa a uma confusão mental tão grande que acabe revelando informações. Isso quando não o faz ainda em consciência por não resistir mais ao esgotamento. O método ainda é utilizado em países como EUA, Arábia Saudita, Alemanha, China, Israel e Palestina, segundo o relátorio da Anisitia Internacional.

Choques elétricos
Não é coisa apenas de regimes ditatoriais, é uma prática usada ainda nos dias de hoje principalmente por deixar poucas evidências físicas. Segundo a Anistia Internacional, empresas até europeias fabricam uma espécie de algema de eletrochoque que dá descargas de até 50.000 volts para ser usada em interrogatórios, entre outros instrumentos do tipo. Os choques elétricos ainda são comuns em países como África do Sul, Rússia, Arábia Saudita, Egito, EUA, Iraque e Síria.

Pendurar pelos membros
Método ainda comumemente empregado na Turquia, EUA, Arábia Saudita, China e  Iraque, além de deixar a pessoa transtornada, a suspensão prolongada das vítimas pelos tornozelos ou pulsos pode causar danos permanentes como paralisia dos membros. Foi um dos métodos dos quais soldados americanos foram acusados de aplicar a presos no Iraque. Coincidência ou não, foi também muito usado no Vietnã contra militares dos EUA.

Estupro
Não apenas a violência pela simples violência, o estupro de familiares da vítima ou dela mesma é mais um meio de coerção para se conseguir informações. A violação sexual de homens e mulheres é ainda mais comum em regiões de conflito e foi considerado crime de guerra durante os confrontos nos Bálcãs e em Ruanda na década de 90, entre outros. O estupro é um métodos de tortura ainda empregado em países como Bolívia, Egito, Haiti, Indonésia, Irã, México, Congo, Guatemala e El Salvador.

Execução simulada
Consiste em aterrorizar a vítima com a ideia de que ela será morta. Em geral, com olhos vendados ou não, o preso tem uma arma colocada em sua cabeça ou boca e disparada sem munição. O barulho do gatilho é suficiente para levar a uma situação de limite de estresse. A técnica é usada ainda para simular execução de familiares e fazer a vítima acreditar que outros pagarão por seus “erros”. O relatório da Anistia Internacional aponta que a execução simulada ainda é prática comum nos EUA e Irã.

Asfixia
Assim como o choque elétrico, é comum pela ausência de vestígios depois. Ainda praticado na África do Sul, EUA e França, a asfixia pode ser provocada com saco plástico na cabeça ou com rápidos afogamentos  em toneis de água. Como a sufocação é uma das piores sensações físicas, tende a enfraquecer a vítima e a deixá-la atordoada.


8 mortes criativas do cinema

Redação Super 15 de fevereiro de 2011

por João R.
COLABORAÇÃO PARA A SUPERINTERESSANTE

A morte é uma das cartas mais fortes e populares do cinema, desde sempre. E não só isso: Como no mundo da sétima arte praticamente tudo é possível (e indolor), nós temos a bizarra possibilidade de “experimentar” mortes de todos os tipos. Tem morte bonita, morte chocante, morte engraçada. Tem pra todo mundo!
Selecionamos 8 mortes criativas do cinema:

Filme: Pulp Fiction (Dir.: Quentin Tarantino, 1994)
Vítima: Marvin
Causa da morte: Tiro acidental na cabeça
Dava pra fazer uma lista de mortes criativas só com filmes do diretor Quentin Tarantino. O diretor, que é famoso por seus filmes que misturam grandes doses de violência e pop, usa e abusa da morte, tendo sempre uma mais chocante, ou bizarra, ou inesperada. Como a de Marvin, que estava conversando inofensivamente no carro e – BUM!

Filme: Jurassic Park (Dir.: Steven Spielberg, 1993)
Vítima: Dennis Nedry
Causa da morte: Dinossaurinho aparentemente inofensivo
Vai falar que você não pulou da cadeira nessa cena? Bem na hora em que aquele dinossaurinho bonitinho, que fica brincando de se esconder atrás da árvore revela sua posição de ataque, lança um veneno nos olhos do pobre Dennis e o ataca dentro do carro! Se você nunca viu essa cena, cuidado pra não assustar. Se você já viu, cuidado também!

Filme: Resident Evil (Dir.: Paul W. S. Anderson, 2002)
Vítima: Soldado #1
Causa da morte: Grade de lasers
O laser é um item indispensável para as ficções científicas. É uma apelação: Instantâneo e muito mais poderoso que qualquer arma de fogo. O laser de segurança de um dos corredores da Umbrella Corporation, então, é a apelação da apelação! Coitado do soldado #1, que diante da grade de lasers só teve tempo de pensar se ele ficava bem de xadrez.

Filme: Alien (Dir.: Ridley Scott, 1979)
Vítima: Kane
Causa da morte: Alien emergindo de sua barriga
Junte o mistério da morte e a facilidade do cinema com outro ingrediente: Alienígenas. O filme criou um paradigma (e um termo) com o chestbuster, um estágio parasita de desenvolvimento dos aliens que se hospeda em humanos, e estando pronto pra sair simplesmente faz o caminho mais curto: Rompe tudo até aparecer do meio da barriga do sujeito. Clássico.

Filme: Monty Python e o Cálice Sagrado (Dir.: Terry Gilliam, Terry Jones, 1975)
Vítima: Vários cavaleiros medievais
Causa da morte: Coelho assassino
Não é só de terror e ação que “vive” a morte! Ela também pode ser um recurso fortíssimo no humor. Taí o pessoal do Monty Python, os dinossauros da comédia, pra provar. No filme, esse coelhinho fofinho é a fera guardiã da caverna de Caerbannog. Como era de se esperar, nenhum dos cavaleiros deu a devida credibilidade ao bichinho. Tolos.

Cuidado! SPOILERS de Donnie Darko, Seven e Kill Bill abaixo!!

Filme: Donnie Darko (Dir.: Richard Kelly, 2001)
Vítima: Donnie Darko
Causa da morte: Turbina de avião
Poisé. Turbina de avião. E não, ele não foi sugado por uma em funcionamento. Ele foi atingido durante o sono por uma que se soltou do avião e foi cair em sua casa (em seu quarto, mais precisamente). Criativo? Bastante! Mas o legal mesmo é que isso é o que justifica e desenvolve o filme todo! Quem assistiu sabe. Quem não assistiu, desculpa pelo spoiler, a gente avisou! :(

Filme: Seven (Dir.: David Fincher, 1995)
Vítima: John Doe
Causa da morte: A ira.
Seven já é um filme sobre mortes. Mas vai bem além disso, não só por se tratar de um serial killer que realiza mortes baseadas nos pecados capitais, mas por este se incluir como vítima da última morte e, para isso, coordenar as outras 6 num plano brilhante. Sua morte fecha o filme sem chances para argumentos, e deixa qualquer um impressionado (inclusive pela atuação sensacional de Kevin Spacey). Infelizmente, só esse pedaço de vídeo não garante toda a intensidade da morte. Felizmente, você vai ter que ver o filme! Vale a pena!

Filme: Kill Bill – Vol. 2 (Dir.: Quentin Tarantino, 2004)
Vítima: Bill
Causa da morte: Técnica dos Cinco Pontos de Pressão para Explosão do Coração (bonito, né?)
E olha o Tarantino aí de novo! Essa é provavelmente a morte mais bem elaborada de Tarantino (afinal de contas, levou dois filmes para acontecer!). Tanto a breve luta entre A Noiva (maneira como a personagem principal é conhecida durante a maior parte do tempo) e Bill quanto o diálogo final são ótimos. E isso tudo só pra antecipar os cinco passos mais contados da história do cinema. Sim, porque a Técnica dos Cinco Pontos de Pressão para Explosão do Coração, ensinada secretamente por Pai Mei – o mestre chinês mais legal de todos os tempos! -, realmente explode o coração. Mas só depois que a vítima der cinco passos! Isso é que é morte criativa!

Antes que nos achem malucos, a gente avisa: não nos esquecemos de Jogos Mortais e Premonição. Mas esses filmes têm tantas mortes absurdas, chocantes, impossíveis e inimagináveis que dominariam qualquer lista.


9 bichos com caras bizarras

Redação Super 10 de fevereiro de 2011

Por Thiago Perin
COLABORAÇÃO PARA A SUPERINTERESSANTE

A natureza está cheia de bichos bonitos. São coelhos, tigres, ursos, pássaros, gatos, cães, girafas, peixes coloridos e filhotes fofos de praticamente qualquer animal para a gente admirar à vontade. Mas, para cada uma dessas gracinhas, há também uma criatura bem menos privilegiada, esteticamente falando, à solta. Sabe como é, para equilibrar a história. Eles estão por todos os lugares: no fundo do mar, nas florestas, nos desertos, em todo canto do globo. E uma coisa é bem certa: cruzar com um deles por aí é garantia de levar um susto nada agradável. Preparado? Acha que aguenta? Respire fundo, porque a bizarrice não é pouca.

TOUPEIRA NARIZ-DE-ESTRELA


Como enxerga mal, essa toupeira, que vive em partes do Canadá e dos Estados Unidos, tem um nariz especial para compensar a quase falta de visão. São 22 minitentáculos rosados, levemente nojentos e hipersensitivos, com a ajuda dos quais ela se guia e encontra comida – no caso, minhocas, lagartas e outros vermes que passam por perto.

MORCEGO NARIZ-DE-TUBO


Encontrada em Papua-Nova Guiné, essa espécie de morcego, que mede cerca de 6 cm, tem uma das caras mais estranhas entre os mamíferos. As orelhas amarelas lembram chifres. Os olhos, alaranjados, são pouco simpáticos. Mas o mais bizarro é nariz, em formato tubular. Não adianta, amigo: nem o sorrisinho salva.

BLOBFISH


Ele é uma gosma nariguda que mais parece um personagem de desenho animado. Tem essa aparência bonita porque seu corpo quase não tem músculos. Por isso, também, ele praticamente só flutua por aí, como uma água-viva.  Onde você encontra um desses? As chances são maiores nas costas da Austrália e da Tasmânia.

TÁRSIO FILIPINO


Ele é um dos menores primatas conhecidos: não tem mais de 15 cm de altura e pesa pouco mais de 100 g. Cabe na sua mão. Encontrado principalmente no sudeste das Filipinas, tem sofrido com a extração ilegal de madeira por lá, e corre risco de extinção. Com esses olhões esbugalhados, até que tem algum charme, vai.

PEIXE-MACHADINHA


O nome “machadinha” vem do formato do corpo. Ele vive no fundo dos oceanos, não passa de 12 cm e é completamente inofensivo, mas sua aparência é coisa de pesadelo. E diz aí: com essa cara de desespero, de coitadinho, ele não parece saído de uma versão oceânica da obra-prima de Edvard Munch, “O Grito”?

AIE-AIE


O aie-aie parece um morcego, principalmente por causa das orelhonas. Ou então um gremlin. Mas só parece. Ele é um lêmure nativo de Madagascar, que mede cerca de 30 centímetros e pesa pouco mais de dois quilos, e é perseguido pela população supersticiosa, que acha que o bicho traz má sorte (por que será?). Um pente, no mínimo, ia bem.

PEIXE-MORCEGO DE LÁBIOS VERMELHOS

A característica mais marcante desse peixe é que ele parece ter exagerado no batom. Isso sem falar no corpo achatado e no nariz, bem, exótico. E a descrição fica ainda mais bizarra: ele, peixe, nada mal. Então, usa suas nadadeiras para “andar” no chão do oceano. A espécie é encontrada nos Galapagos, em geral, a mais de 30 m de profundidade.

ANTA-DE-BAIRD

O maior animal da nossa lista (ele pode ultrapassar dois metros de comprimento e um metro de altura), é encontrado em países da América Central. À primeira vista, lembra um urso ou um lobo, animais de beleza até aceitável. Mas com essa carinha ligeiramente torta e sorrisão aberto. Como se não bastasse, têm só quatro dedos nas patas da frente. E  três nas de trás.

AXOLOTE

É uma espécie de salamandra, supersimpática, típica do México. Sorridente, com pele rosada e cerca de 20 cm, certamente faria sucesso como personagem de um filme infantil. O “penteado” exótico, de guelras avermelhadas que lembram penas, ajuda a compor o visual. A parte não-fofa: ele é considerado iguaria em algumas partes do país.


6 teorias bizarras da física

Ana Carolina Prado 27 de janeiro de 2011

A Terra é um gigantesco computador orgânico encomendado por ratos para descobrir a pergunta fundamental da vida, do universo e de tudo mais (cuja resposta, todos sabem, é 42). Essa é a nossa teoria preferida, mas é bom lembrar que ideias bizarras sobre o universo não estão restritas à ficção científica. “Quando a Teoria da Relatividade apareceu, todos acharam que era loucura. Mas, como ela resultou estar certa em muitos aspectos, a comunidade científica começou a tomar mais cuidado antes de rejeitar as novas ideias que aparecem”, explica o físico Pierluigi Piaczi. Listamos 6 dessas teorias. Não são necessariamente as mais estranhas, mas impressionam – e podem fazer você pirar se resolver levá-las muito a sério.

1- A teoria que oferece condições ao teletransporte
Essa teoria não é das mais fáceis, mas é testada e comprovada em laboratório. Então vamos lá. Os cientistas descobriram que, toda vez que você forma um par de partículas subatômicas, como um elétron e um anti-elétron, ou dois fótons (partículas de luz), elas agem como se estivessem entrelaçadas telepaticamente. Ou seja: se uma partícula gira para um lado, a sua gêmea vai girar para o outro lado, como se estivessem em comunicação uma com a outra, independente da distância que as separa. É graças a essa propriedade que funcionam os computadores quânticos ou óculos 3D. Por que isso acontece? Ninguém sabe ao certo. Mas essa propriedade permitiria o teletransporte. Somos todos feitos de átomos, isso você sabe. Então, se cada átomo do seu corpo for entrelaçado a um átomo livre, passará a existir um outro você. Bastaria escanear alguém e criar um clone físico, assim como fazem com essas partículas minúsculas, em outro lugar. Único problema é que seria preciso um computador maior que o universo para permitir isso.

2- O universo estaria em expansão graças aos “buracos brancos”
Alguns físicos acham que o universo está em expansão à custa de uma formação constante de matéria, que estaria sendo criada do nada e espalhada por aí. Mas pode isso, Arnaldo? Até pode, se acreditarmos na existência de buracos brancos – que seriam o outro lado de buracos negros. “Assim, quando uma estrela entra em colapso e forma um buraco negro, condensando tudo num volume pequeno, essa matéria apareceria em outro ponto, do outro lado desse buraco negro”, completa o físico Piaczi. Mas, na prática, não existe nenhuma comprovação da existência de buracos brancos. A ideia surgiu inicialmente como parte do chamado buraco de minhoca do astrônomo e físico alemão Karl Schwarzschild. A ficção científica também explora o buraco de minhoca como uma possibilidade de viajar por distâncias imensas do universo. Seria um “atalho” através do espaço e do tempo.

3- O universo é o buraco negro de outro universo
Essa história de que pode haver um “outro lado” do buraco negro deu origem a outra teoria: podemos estar no buraco negro de outro universo. O físico Lee Smolin, do Perimeter Institute, no Canadá, foi quem propôs formalmente essa ideia no final dos anos 90. Tem lógica se considerarmos que o Big Bang foi o começo do tempo e do espaço, enquanto no interior de um buraco negro o tempo e o espaço acabam. Isso significa que nosso universo tem um pai, um avô e toda uma genealogia por aí. Teria filhos também, que herdariam as características cosmológicas do universo-pai, com pequenas variações. Isso está relacionado à Teoria da Evolução, de Darwin, e os Universos mais aptos – ou seja, os que criam mais buracos negros – se reproduzem mais. E compõem a maior parte da população de Universos.

4. Existem múltiplos universos – e neles existem pessoas idênticas a você
Para entender a existência de universos múltiplos, vamos pegar uma experiência imaginária (e bizarra) chamada de Gato de Schrödinger, na qual um gato está vivo e morto ao mesmo tempo. A hipótese foi concebida pelo físico austríaco Erwin Schrödinger. Funciona assim: imagine um gato preso numa caixa fechada, ameaçado por partículas radioativas que poderiam ser liberadas dentro dela. Se isso acontecesse, o gato morreria; caso contrário, ele permaneceria vivo. Haveria então 50% de chances de o gato estar vivo e 50% de estar morto. Seguindo o raciocínio de Schrödinger, isso significa que as duas realidades aconteceriam simultaneamente e o gato estaria vivo E morto até que a caixa fosse aberta. A presença de um observador acabaria com dualidade porque, se houvesse o mínimo de interferência, as realidades paralelas do mundo subatômico entrariam em colapso e só veríamos uma delas. Mas, segundo algumas teorias de universos múltiplos, a coisa não acabaria por aí. Ao abrir a caixa, você produziria um universo paralelo em que uma pessoa idêntica a você abre a caixa e encontra o gato no estado oposto. Outras situações semelhantes produziriam novos universos paralelos, numa coisa sem fim. Se você quiser continuar essa viagem, vale assistir à série Fringe.

5- Uma alternativa ao Big Bang
Em 2001, cientistas propuseram uma teoria alternativa (embora não completamente oposta) ao Big Bang, chamada de modelo ecpirótico (da palavra grega “ekpyrosis”, que significa “destruição ou conflito pelo fogo”). Enquanto o Big Bang sugere que o universo tenha começado de um ponto singular, o modelo ecpirótico diz que o nosso veio da colisão de outros dois universos tridimensionais em uma quarta dimensão. A partir dessa enorme colisão, o nosso universo nasceu e foi se expandindo – e aí o processo é semelhante ao do Big Bang. O problema é que a origem dos outros universos permanece um mistério.

6- Viagem no tempo
Algumas teorias dizem ser possível viajar no tempo e isso poderia ser feito, pelo menos, de duas formas. A mais “simples” seria congelando o seu corpo para só ser descongelado no futuro, ao estilo Philip J. Fry, do Futurama. A segunda seria pegando uma carona na Teoria da Relatividade de Einstein. Segundo essa teoria, seria possível fazer viagens para o futuro com a dilatação do tempo obtida viajando a velocidades próximas à da luz. E tem gente realmente acreditando que isso será possível em breve. O professor da Universidade de Connecticut (EUA) Ronald L. Mallett ficou famoso em 2006 por seu projeto baseado em um conjunto de raios lasers em forma de espiral que teriam potência suficiente para deformar o espaço-tempo, permitindo a viagem para o passado e para o futuro.


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