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10 incríveis animais híbridos que existem de verdade

21 de março de 2014

Por Luíza Antunes

Parece história de ficção científica: cruzar um golfinho com uma baleia ou um leão com um tigre e ver o que vai dar. Mas é a realidade. Existem várias espécies que foram cruzadas com outras por cientistas ou criadores, o que fez surgir bichos bem diferentes. A maioria desses animais não consegue se reproduzir ou tem problemas para sobreviver, mas alguns deles acabam se revelando mais fortes, dóceis ou sociáveis do que os originais. Conheça 10 desses animais híbridos que existem hoje.

10. Ligre ou Tigron

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Sabe o que acontece quando você cruza um leão com uma tigresa? O maior felino do mundo. Os Ligres podem ter até 4 metros de comprimento e pesam perto de 1 tonelada, o dobro de um leão. O tamanho gigante pode vir dos hormônios de crescimento dos pais, que se combinam sem controle. O primo do Ligre é o Tigron, cuja mãe é uma leoa e o pai um tigre. Ao contrário do seu primo híbrido, eles são consideravelmente menores que seus pais. As fêmeas Ligre e Tigron são férteis, o que possibilita a criação de uma terceira espécie de híbridos cruzando as fêmeas de espécies misturadas com leões ou tigres. Bizarro.

9. Cama ou Rama

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Certo dia, em Dubai, alguém teve a ideia de cruzar dois animais que nunca se viram antes: um camelo (nativo do norte da África e Ásia) e uma lhama sul-americana, espécies de animais que têm um ancestral comum, há 30 milhões de anos. O resultado foi a Cama, um bicho menor que seus parentes, com o temperamento mais agressivo dos camelos, mas sem a corcova.

8. Wholphin

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O Wholphin é a junção de um golfinho com uma falsa-orca, que é relativamente bem menor do que outros exemplares da espécie protagonista do filme Free Willy. O Wholphin tem características intermediárias entre o pai e a mãe, e é fértil.

7. Zebralo

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O Zebralo ou Zégua é fruto do cruzamento de cavalos e zebras. A junção desses dois equinos não surgiu somente de manipulação, ela também acontece no meio natural. O Zebralo é uma espécie de cavalo mais forte, com listras em algumas partes do corpo, como as pernas ou a traseira.

6. Gato Savannah

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O Gato Savannah é uma mistura de gato doméstico comum com um felino africano selvagem. O cruzamento gerou um gato diferente, com orelhas grandes e marcas nos pelos. Além disso, o  gato geneticamente manipulado pode pesar até 14 quilos e chega a ter 1 metro de comprimento. Todo esse tamanho vem junto com um comportamento dócil e amigável. Quem quiser ter um Gato Savannah como bicho de estimação tem que desembolsar cerca de 40 mil reais.

5. Urso Grolar

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O Urso Grolar, mistura entre o urso polar e o urso marrom, é um tipo de híbrido que pode ser encontrado na natureza. Eles têm características genéticas semelhantes, mas vivem em habitat naturais distantes. Acontece que, com o derretimento do Ártico, os ursos polares estão migrando para o território dos ursos marrons e o resultado disso é que as espécies passaram a cruzar entre si.

4. Beefalo

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Coitado do Beefalo, até seu nome já diz que ele foi criado para ser um produto (beef = bife). O Beefalo é uma mistura do gado comum com o búfalo. A ideia de cruzar os animais foi para conseguir um animal mais resistente. O resultado deu certo, além da resistência ao frio e calor, o Beefalo também tem teores mais baixos de gordura e colesterol.

3. Mula

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A Mula, cruzamento do jumento com a égua, é o híbrido mais famoso que existe. O animal é comum em fazendas, porque vive mais e é mais obediente do que os cavalos, e também é mais inteligente e rápido do que os jumentos.

2. Javaporco

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A mistura das espécies do javali e do porco foi feita com o mesmo objetivo do beefalo, melhorar a qualidade da carne do animal para consumo. O problema é que o resultado, o javaporco, é super reprodutivo: a fêmea é capaz de dar à luz a 10 filhotes de uma vez só. E quando chega na fase adulta, o bicho chega a pesar 100kg. Isso virou um problemão, porque os javaporcos só andam em bando e não tem predador natural. Com isso passaram a destruir tudo o que está a sua volta, incluindo áreas de plantações. Em 2013, o Ibama autorizou o abate desses animais, para controlar a população em crescimento desenfreado.

1. Peixe-papagaio-vermelho

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O peixe papagaio-vermelho surgiu do cruzamento do peixe papagaio com o peixe dourado e é um exemplo de como criar animais híbridos pode ser muito cruel. O peixe Papagaio-Vermelho possui deformações na boca, que é muito pequena e, com isso, ele tem dificuldades para se alimentar. Mesmo assim, ele continua sendo produzido, porque a combinação de cores fica bonita e acaba atraindo compradores.

 

Via Mundo Estranho, Curiosity Aroused

Crédito das imagens: Wikimedia Commons


9 erros que donos cometem na hora de cuidar dos cachorros

17 de fevereiro de 2014

Por Luíza Antunes

Dizem que o cachorro é o melhor amigo do homem. Pra muita gente, é bem mais que isso. Quem tem cão costuma tratar os bichos como filhos e tenta educá-los da melhor maneira possível. O problema é que, às vezes, alguns erros dos humanos passam despercebidos e acabam por atrapalhar bastante o desenvolvimento dos dos animais. Entrevistamos Rodrigo Caldarelli, zootecnista e adestrador da franquia especializada Cão Cidadão, para levantar quais são os principais erros que os donos cometem na hora de cuidar de seus cachorros. Antes de revelar o que descobrimos, vale lembrar que comportamento canino não é uma ciência exata e, no fim das contas, cada cachorro é único. Se essa lista não ajudar no seu caso, procure um profissional da área.

 

1. Deixar o cachorro puxar a guia durante o passeio

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Cena clássica de filme: o cachorro na coleira sai arrastando o dono desesperado, que acaba trombando na mocinha, dando início a um romance. Se no filme a cena é divertida, na vida real não é bem assim – e a culpa de ser arrastado é do próprio dono. “O dono, sem querer, ensina que é puxando que o cão tem acesso à arvore, a outra pessoa ou a outro cachorro. O cachorro trabalha muito com associação: se eu puxo e chego em tudo que eu quero, então eu vou continuar puxando”, explica Rodrigo.

Como evitar o problema: Você precisa ensinar o cachorro a andar com a coleira frouxa. “O cão deve entender que, com a guia curta, esticada, ele não vai ter acesso a nada”, diz o especialista. Caldarelli dá alguns exemplos: se o cachorro começar a puxar muito para chegar até uma árvore, você para até a guia ficar frouxa novamente. Aí você caminha em direção a árvore. Se o cachorro voltar a puxar, você para de novo e repete o processo até chegar à árvore com a guia frouxa – isso ajuda o cão a entender que ele não precisa te puxar para chegar onde quer. “Andar em zigue zague também é uma boa ideia. Assim, o cão começa a prestar atenção no dono e no lado que ele está indo”, completa Rodrigo.

Mas é preciso tomar cuidado para fazer tudo isso sem força, para não esganar o cachorro. “Quando o bicho fizer da forma correta, você pode recompensá-lo com um brinquedo ou carinho”, explica.

 

2. Começar o adestramento só depois que os filhotes completam 6 meses

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Alguns veterinários e praticantes de um modelo mais tradicional de adestramento recomendam que você só inicie a educação dos filhotes a partir dos seis meses. Acontece que o cachorro já começa a aprender desde que nasce. “No início, a melhor instrutora é a mãe dele. Mas no momento em que ele chega à sua casa, o cãozinho já está aprendendo. Dos 2 aos 4 meses, inclusive, é o momento em que o cachorro mais aprende e grava associações”, explica o adestrador.

A ideia de muitos donos de só adestrar depois dos 6 meses pode fazer com que o filhote pegue muitos vícios, como roer móveis ou latir muito se ficar sozinho. Depois, fica mais difícil de corrigir esse comportamento errado.

Como evitar o problema: “Se você quer um cachorro mais educado e sem vícios de comportamento errado, uma boa ideia é iniciar o adestramento nesse período entre 2 a 4 meses, logo que o filhote chegar” afirma Caldarelli. Com um cachorro tão novinho, usa-se o método do adestramento inteligente, com reforço positivo, estímulo de bons comportamentos e associações positivas.

 

3. Esfregar o focinho do cachorro no xixi e cocô

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Essa técnica vem do adestramento tradicional. Apesar de parecer meio absurda, é muito usada, principalmente porque funciona com alguns cachorros de temperamento forte, que não se intimidam com broncas. “Mas na maioria das vezes não dá certo”, comenta o especialista. Segundo Rodrigo, ao ouvir bronca por fazerem as necessidades no lugar errado, alguns cachorros vão ficar com medo do dono. E, na próxima vez, vão fazer no lugar errado do mesmo jeito, mas escondido. Ou pior: o cachorro pode entender a bronca como uma forma de atenção que o dono dá para ele: “O cachorro pensa: ‘quando eu faço no lugar certo ninguém olha para mim. Mas, quando faço no lugar errado, chamo atenção’, então passa a valorizar a bronca”, analisa.

Como evitar o problema:  Toda vez que o cachorro fizer xixi no lugar certo, é preciso recompensá-lo. Além do instinto, que o atrai a fazer no mesmo lugar pelo cheiro, ele cria uma associação positiva, já que ganhou uma coisa por fazer xixi onde o dono quer. “Além de recompensar o acerto, é necessário ignorar completamente o erro. Não fale, não olhe, não limpe na frente dele. Deixe o cão em outro cômodo enquanto limpa a bagunça”, sugere Rodrigo.

O adestrador também ensinou técnicas de como treinar o cachorro a fazer as necessidades no lugar certo. Para o cachorro que acabou de chegar, pode ir liberando a casa ao poucos. Mantenha o pet em um só cômodo, como a área de serviço, com o lugar 80% coberto de jornal. Com o tempo, ele vai se acostumando a fazer no jornal e você vai diminuindo a área coberta. Para quem não quer manter o cachorro fechado, o especialista sugere acompanhar os horários em que o cachorro está mais propenso a fazer xixi e cocô, ou seja, 15 a 30 minutos depois das refeições. Perto desses horários, você pode deixá-lo no ambiente que tenha a fralda ou jornal. Quando ele fizer no lugar certo, faça festa, comemore, dê algum petisco.

 

4. Dar comida na hora do (seu) almoço ou janta

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O dono se senta à mesa para comer e o cachorro segue um ritual: late, pula, fica embaixo da mesa, lambendo e fazendo aquela cara irresistível. Para acalmá-lo, você dá um osso ou o resto de alguma comida. “Se o cachorro está com comportamento errado e você recompensa com o osso, ele entende que com esse comportamento errado, ele ganha”, alerta Rodrigo. O adestrador lembra que no começo todo mundo fica empolgado com o cão e quer agradá-lo, mas com isso, acaba ensinando comportamentos errados que incomodam muito depois.

Como evitar o problema: Se o seu cachorro ainda é filhote, ele ainda não aprendeu a fazer errado. Se o pet ficar quieto ou entretido com algum brinquedo enquanto você come, tudo bem dar alguma coisa para ele. Se já for um cão com esse comportamento errado, dê uma bronca e mande ele sentar ou deitar. Se ele ficar quieto e parar de incomodar, você dá algum petisco.

 

5. Ensinar o cachorro a ficar inseguro por causa da chuva, do veterinário ou da hora do banho

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Todo mundo sabe que cachorros costumam ter medo de trovão ou fogos de artifício. Mas se na hora do barulho o dono faz drama, coloca o cão no colo, reforça o receio do filhote, isso só vai aumentar o medo dele. “O cachorro vai entender que se o dono tem que proteger ele daquilo, a ameaça é muito maior do que de fato precisa ser”, comenta Rodrigo. A mesma coisa vale para quem leva para o banho ou veterinário e quer ficar muito perto o tempo inteiro, segurando, cercando, com medo pelo bicho. Esse tipo de comportamento do dono gera muita ansiedade no animal, que pode ficar até traumatizado com essas situações.

Como evitar o problema: “Você tem que passar segurança. Ter uma postura de liderança e tranquilidade. Agir como se nada tivesse acontecendo”, afirma o adestrador. Ele sugere, por exemplo, começa a brincar com o animal, ou dar alguma comida, para ele não focar no barulho e na chuva.

Caldarelli também dá a dica de tentar antecipar as situações. “Se começa a armar chuva, você pode ficar brincando com o cão no colo antes de começarem os trovões. O importante é sua linguagem corporal passar segurança e conforto, não medo”, afirma. Também é possível preparar o bicho para situações de banho ou veterinário. Basta passar uma escova no cachorro, ligar o secador na sala para ele se acostumar com o barulho ou levá-lo ao pet shop sem o compromisso de tomar banho, para ele se ambientar. Até mesmo usar vídeos na internet com barulho de trovão ou fogos pode ajudar. É só colocar o som baixo e ir aumentando gradualmente, para que o cachorro se acostume com o tipo de barulho.

 

6. Só sair com o cão depois que todas as vacinas estiverem em dia

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Os cachorros têm que tomar várias vacinas. Em média, o cão chega na casa do dono aos 2 meses. E há quem diga que ele só pode sair de casa aos 5, para evitar doenças. O problema de manter o filhote tanto tempo trancado em casa é que isso afeta diretamente a socialização e o aprendizado do cãozinho. Entre os 2 e 4 meses é o melhor momento para apresentar ao pet como o mundo é grande: diferentes pessoas, cachorros, barulhos e carros. “Muitos cachorros que só saem de casa depois dos 5 meses travam na rua e têm muitos problemas para conseguir socializar”, explica o especialista.

Como resolver o problema: Também não é para esquecer as recomendações do veterinário e levar o filhotinho para o chão do parque, no meio de outros cachorros. Mas, como Caldarelli sugere, você pode levá-lo para passear de carro, ou dar uma volta no quarteirão com ele no colo, ou levar para a casa de um amigo que tenha um cachorro que seja saudável e esteja com as vacinas em dia.

 

7. Não deixar o cachorro sozinho

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Nos primeiros meses, é normal que o dono fique 100% grudado ao bichinho. Depois, quando precisar sair para trabalhar, ou até mesmo dormir, o cachorro que fica sozinho começa a raspar a porta, latir ou destruir alguma coisa. “Nessa hora, a maioria dos donos vai dar bronca ou vai ficar com dó do cão. Então, por associação, ele entende que a bronca é atenção ou que, se ele latir muito, você vai ficar com dó.” Desse jeito, o cachorro nunca aprende a ficar sozinho e pode virar um grande problema para o dono.

Como resolver o problema: Se você está em outro cômodo da casa e o cão ficar latindo, só apareça quando ele parar – se o cachorro é novo e não tem vício, ele não vai ficar muito tempo latindo. Assim, ele vai entender que você só chega quando ele fica quieto. Uma forma de treinar esse comportamento, sugerida pelo especialista, é espalhar ração num cômodo da casa, fechar o cachorro o lá, esperar um pouco e voltar. É uma forma de fazer o cão associar seu retorno com o fato de fazer a coisa certa. Caso não funcione com a ração, tente espalhar alguma coisa mais gostosa, como salsicha, por exemplo.

“Para os cachorros que já são muito grudados e têm crise de ansiedade, uma forma de treinar o desapego e ensiná-lo a sentar e ir se distanciando aos poucos, até o momento que você se esconde ou entra em outro cômodo. Isso acostuma o cachorro a ficar sem te ver”, explica Rodrigo. Para os cães ansiosos, é bom evitar fazer festa logo que chegar em casa depois do trabalho – ou ele vai marcar esse momento como a maior interação do dia. Ignore-o um pouco, de 5 a 10 minutos depois que chegar em casa, para o cachorro se acalmar e diminuir a ansiedade. Depois disso você pode brincar mais.

 

8. Alimentar mal o cachorro

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Tem cachorro que só come a ração se ela estiver misturada com outros tipo de comida. Como qualquer outro animal, o cachorro prefere comer o que acha bom do que ter uma alimentação balanceada. Com isso, o animal pode engordar ou se recusar a comer a ração pura (ou outro tipo de alimentação saudável que você der a ele). O problema com os petiscos ou mistura de comida ‘de gente’ com a ração é que você acaba dando para agradar o bichinho, mas perde o controle da dieta adequada e saudável do animal.

Como resolver o problema: Rodrigo explica que cada cachorro tem que comer uma quantidade de gramas, dividida em uma quantidade de vezes por dia, que varia de acordo com o tamanho e a raça. “Se o cachorro tem que comer 300g, três vezes ao dia, e pula uma das refeições, ele está comendo mais do que precisa e que você pode diminuir um pouco a quantidade total. Ao mesmo tempo, se ele ficar muito desesperado por comida, pode ser preciso aumentar um pouco o volume”, afirma o adestrador. Você precisa controlar o tempo que o cachorro come, ou seja, deixar o prato de ração entre 15 a 20 minutos para ele comer. Além disso, se ele pular o almoço, não pode aumentar a quantidade de comida para a janta: é preciso manter as porções certinhas. Também não é bom exagerar nos petiscos, porque o cachorro vai achá-los mais gostosos e pode querer deixar de comer ração. Ou engordar.

Leia também: 6 alimentos que podem prejudicar a saúde do seu pet

 

9. Dar bronca sem ensinar


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Simplesmente dar bronca no cachorro e esperar que ele entenda o motivo da sua frustração, em geral, não dá certo. Como já explicamos nos outros tópicos, os cães aprendem por associação, e podem acabar entendendo a sua bronca como atenção, o que só vai estimular o comportamento errado ao invés de corrigi-lo. O adestrador Rodrigo explica que a melhor forma de dar a bronca no cachorro é trabalhando a punição junto com o reforço positivo. “A bronca tem que significar fracasso para o cachorro. Ele tem que entender que, com o comportamento errado, ele não ganha nada. E que, agindo da forma correta, ele vai ter recompensas”. Mas calma, você não vai precisar premiar seu cachorro toda hora que ele fizer as coisas certas. “Se durante o treino ele percebe que o bom comportamento gera gratificações,  ele vai fazer uma associação positiva a isso, sem que seja necessário sempre recompensá-lo caso ele acerte todas as vezes”, explica.

Como evitar o problema: Você pode usar o “não”, ou uma latinha com moeda ou um borrifador de água para dar a bronca. Se seu cachorro sempre tenta destruir os fios do computador, você pode dar a bronca e esperar alguns segundos para ver se ele entendeu. Se ele não tentar repetir o erro, você o recompensa. Pode seguir com esse comportamento até ele acertar.

O adestrador lembra que a recompensa pode assumir várias formas. A mais comum é a comida. Mas também pode ser um brinquedo, carinho, ou mesmo deixá-lo se aproximar daquele poste, de outro cachorro ou da piscina. Por exemplo: se um cão puxa a guia para chegar até uma pessoa de que gosta, você pode usar o método ensinado nessa lista para ensiná-lo a andar sem puxar. No fim das contas, a recompensa vai ser a própria pessoa.

 

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5 animais com mecanismos de defesa bizarros

17 de dezembro de 2013

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Nós não nos deparamos todos os dias com predadores, é verdade, mas, pode admitir: você bem que queria ter uma forma de espantar gente indesejada/inconveniente, não é mesmo? Resta a nós, meros humanos, invejar as criaturas que zeraram a arte do sai-pra-lá com maestria. Conheça 5 animais com mecanismos de defesa bizarros (e fascinantes):

 

1. Lagartos de Chifres

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Se você for esperto, basta avistar de longe esse lagarto para saber que é melhor seguir para o rumo oposto ao do bichinho. Para quem não se deixa intimidar pela cara de poucos amigos, o chifrudo tem uma surpresinha macabra. Levando ao pé da letra a ideia de ter “sangue nos olhos”, algumas espécies do gênero Phrynosoma conseguem esguichar o próprio sangue e acertar qualquer coisa que tente ameaçá-los. Sério. Os lagartos de chifres se alimentam principalmente de formigas mas, para recolher os cerca de 200 insetos necessários para saciarem sua fome, precisam ficar expostos em campo aberto, vulneráveis a ataques. Não que sejam frágeis: caso seja capturado, o bichinho oferece uma refeição indigesta ao predador – as escamas em forma de espinhos são capazes de perfurar o estômago de cobras, por exemplo. É quando se vê frente a frente com inimigos mais robustos que o lagarto usa do seu ~item especial~: ele aumenta a pressão sanguínea na cabeça, causando o rompimento dos vasos ao redor do globo ocular, e esguicha o próprio sangue (que possui uma substância desagradável ao paladar dos predadores) pelos olhos. Like a boss do reino animal.

 

2. Pepino do mar

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Se você olhar com carinho, pode até achar o pepino do mar simpático, mas dificilmente ele vai te intrigar logo de cara. De aparência pacata (e um tanto, bem, vegetal), esses bichinhos se alimentam do material orgânico dos detritos do fundo do mar e ficam lá, de boa na lagoa. Isso até aparecer um predador – é aí que o pepino marinho mostra seu verdadeiro talento. Quando ameaçados, alguns dos equinodermos são capazes de liberar filamentos pegajosos para enganar seus inimigos. Já seria um ato digno de nota, mas alguns deles vão além, sendo capazes de mutilar o próprio corpo para se defenderem – através da contração violenta de seus músculos, expelem alguns de seus órgãos internos… através do ânus. Vamos deixar a sua imaginação formular essa imagem. A manobra arriscada não afeta a saúde do bichinho, que é capaz de regenerar as partes perdidas rapidamente.

 

3. Peixe-bruxa

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[Foto: Stan Shebs, via]

Estes peixes marinhos, que têm formato de enguia e são desprovidos de um esqueleto interno, certamente não são bonitinhos, mas possuem uma curiosa característica que os tornam fascinantes: o peixe-bruxa é capaz de produzir mais de um litro de muco em apenas um segundo. Ainda não ficou impressionado? Pois saiba que esse talento pegajoso é o que garante a sobrevivência do peixe quando ele dá de cara com os valentões do oceano: o muco expelido gruda nas brânquias do predador, bloqueando seu fluxo respiratório. Se o inimigo insistir em abocanhar o bichinho escorregadio é ele quem vai levar a pior: o muco é capaz de se expandir e o predador acaba morrendo por asfixia. Para escapar de sua própria bagunça, o peixe-bruxa só forma um nó com o próprio corpo, raspa o lodo produzido e segue tranquilão nadando por aí.

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4. Urubu-de-cabeça-vermelha

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[via]

Já sentiu ânsia de vômito frente a uma situação impossível? O urubu-de-cabeça-vermelha te entenderia, colega, e ainda te ensinaria uma forma de usar isso ao seu favor. Ao serem ameaçados por predadores, essas aves provocam o próprio vômito, botando para fora pedaços de carne semi-digeridas. Eca. Acertou quem imaginou que a sujeira tem um cheiro insuportável. A substância fedorenta ajuda a espantar a criatura que ameaçava a ave, que aproveita a distração causada pelo cheirinho desagradável para escapar.

 

5. Salamandra-de-costelas-salientes

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A salamandra-de-costelas-salientes parece ser um parente distante do mutante Wolverine. Encontrado na Península Ibérica e na região do Marrocos, este bichinho usa as próprias “costelas salientes” como uma arma ao se deparar com um predador. Para isso, a salamandra empurra suas costelas, aumentando o ângulo que formam com sua coluna em até 50 graus, perfurando a própria pele. O golpe não afeta a salamandra, mas o mesmo não pode ser dito sobre o seu predador: ela vai além e secreta veneno pelos poros de sua pele, tornando o golpe ainda mais letal – e bizarro!


9 animais que você deveria temer

18 de janeiro de 2013

Você sabe que deve evitar ficar frente a frente com leões, que não deve mexer com jacarés e que é melhor se fingir de morto caso dê de cara com um urso. Mas, enquanto alguns animais soletram PERIGO, outros (possivelmente ainda mais letais) se escondem por trás de uma aparência indefesa. Não se deixe enganar pela cara fofinha, tamanho diminuto, cores vibrantes ou pela fama de bonzinho – listamos 9 animais que você deveria temer:

 

1. Peixe-balão

Se for dar um mergulho, fique atento: não é só dos tubarões que você deve manter distância. O fundo do mar é lar de muitos animais perigosos – e, surpreendentemente, o peixe-balão é um deles. Apesar de sua aparência fofinha e inflada, você não vai querer brincar com este membro da família da ordem dos tetraodontiformes. O peixinho é um dos vertebrados mais venenosos do planeta. Sua toxina (chamada tetrodoxina) é mais de mil vezes mais mortal que o cianureto. Apesar do veneno estar concentrado principalmente no fígado do animal, pode se espalhar para a pele. Isso não impede que os japoneses sirvam o peixe no jantar – o animal é considerado uma iguaria no país. Mas é melhor não tentar isso em casa: caso o prato seja cozinhado de forma errada, pode ser também a sua última refeição.

 

2. Elefante

A simpática tromba e as orelhas fartas contribuem para que os elefantes sejam considerados animais amigáveis. Mas a verdade é que eles podem ser muito mais perigosos do que se imagina. O maior animal terrestre pode ser bastante agressivo em relação ao homem: eles foram responsáveis por mais de 500 mortes na Índia entre os anos de 2000 e 2006. Caso encontre um elefante por aí, fica a dica: não assuste o animal.

 

3. Macacos

Se você é fã de Friends, talvez se lembre do episódio em que Ross precisa dar adeus ao seu amado macaquinho, Marcel. A trama não foi apenas uma estratégia dos roteiristas para arrancar algumas lágrimas: é ilegal ter um macaco de estimação, e há boas razões para isso. Além de se tornarem mais agressivos em um ambiente em que não convivem com outros animais da mesma espécie, a mordida do animal pode transmitir vírus como hepatite A e B. O perigo é ainda maior quando se tratam de chimpanzés, orangotangos e gorilas – de grande estatura e fortes, eles podem ferir seriamente os humanos.

 

4. Mosquitos

Não, eles não são apenas incômodos. O mosquito é considerado uma das criaturas mais perigosas do planeta por servir como vetor para a transmissão de um grande número de doenças – entre elas a dengue, malária, febre amarela, elefantíase e o vírus do Oeste do Nilo, perigosa condição que afeta o sistema nervoso central. Estima-se que os mosquitos sejam responsáveis por causar mais de 2 milhões de mortes por ano.

 

5. Aranha

Se você encontrar uma aranha dessas por aí, certamente não vai ter a menor dúvida de seu perigo, mas talvez não imagine o tamanho da encrenca em que se meteu. A armadeira, originária da América do Sul, detém o recorde do Guinness Book de aranha mais venenosa do mundo e pertence ao gênero Phoneutria, nome que deriva do grego “assassina”. Uh-oh. Além do seu potente veneno, estas aranhas são violentas: quando perturbadas, chegam a picar furiosamente sua vítima. Por isso, tome cuidado: dentro de casas, elas costumam se esconder entre roupas e sapatos.

 

6. Carrapatos

Eles só perdem para os mosquitos. Estes pequenos bichinhos nojentos sugadores de sangue, encontrados tanto na cidade quanto no campo, são responsáveis pela difusão de inúmeras doenças causadas por vírus, bactérias e protozoários. No Brasil, o carrapato-de-cavalo (também conhecido como carrapato estrela) é o mais comum parasita do homem. Já o carrapato vermelho ataca cães e gatos.

 

7. Lóri lento (Nycticebus)

Peludinho e com grandes olhos pidões: é difícil resistir ao charme do primata do gênero Nycticebus, mas você deve fazer uma forcinha para conseguir. O bichinho é um dos pouquíssimos mamíferos venenosos conhecidos no mundo. Sua toxina, produzida em uma glândula presente em seu braço, se mistura à saliva quando ele se sente ameaçado, resultando em uma mordida que pode chegar a ser letal. Apesar de perigoso, quatro das cinco espécies de nycticebus estão na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) de espécies ameaçadas. O lóri lento é ameaçado pelo comércio ilegal, que vende o primata como bicho de estimação.

 

8.  Hipopótamo

Quem olha para este bicho gordinho e de pernas curtas mal imagina o estrago que ele pode fazer. Não se engane pela sua aparência preguiçosa: quando intimidados ou acuados, estes animais podem se tornar extremamente ferozes. Encarar uma boca com mais de um metro de abertura e uma cabeçada de fazer inveja no Zidane pode ser algo bastante doloroso e possivelmente letal. Estima-se que eles são responsáveis por cerca de 100 a 150 mortes de humanos anualmente. Então, fique atento: todo cuidado é pouco quando estiver passeando por águas africanas.
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9. Glutão

Ele parece um ursinho e é quase impossível resistir à vontade de fazer carinho em sua cabeça peluda. Mas você certamente vai se arrepender se levar adiante este desejo estimulado pela fofura. É só se atentar para o nome que recebe o animal na língua inglesa: wolverine. Armado com mandíbulas poderosas e garras afiadas, o glutão é extremamente feroz e muito mais forte do que aparenta, sendo capaz de matar presas muito maiores do que ele. A semelhança com o membro dos X-Men de mesmo nome não é mera coincidência.

 

Fontes: National GeographicListverse, MNN


11 curiosidades sobre o cérebro dos animais

24 de julho de 2012

O cérebro é um dos órgãos mais fascinantes de qualquer organismo. Afinal, sua função é basicamente ser um pequeno computador com o poder de comandar tudo o que o corpo irá fazer. Nos animais, ele pode ser formado por pequenos grupos de neurônios ou chegar a níveis altos de complexidade, como os da nossa própria espécie. Para você entender melhor este misterioso órgão, separamos 11 curiosidades sobre animais que têm, provavelmente, os cérebros mais estranhos do mundo todo. Olha só:

1. Aranhas que têm parte do cérebro nas pernas

Que as aranhas têm cara de perigosas a gente já sabe. A surpresa é que algumas espécies têm cérebros tão grandes que eles se “espalham” para as pernas. Opa, como assim? Bem. Independente do tamanho, todas as espécies de aranha têm que executar o mesmo conjunto básico de tarefas. Como algumas são bem complexas, tipo construir teias, as células cerebrais necessárias não cabem na “cabeça” e precisam ficar alojadas em outras partes do corpo. Segundo o Smithsonian Tropical Research Institute (STRI), o sistema nervoso central das menores aranhas do mundo pode preencher até quase 80% de suas cavidades corporais e cerca de 25% de suas pernas.

2. Sanguessugas com 32 cérebros

Sanguessugas

Você tem nojo dessas criaturas. Mas não pode negar que elas sejam úteis para a medicina. Sanguessugas são usadas para chupar o sangue em casos indesejados de parasitas e para ajudar a limpar feridas infectadas. Mas, além disso, elas são criaturas fascinantes: têm cinco pares de olhos, 300 dentes e…32 cérebros. Na verdade, tecnicamente é apenas um, mas na prática ele é formado por 32 gânglios.

3. Lulas gigantes que se alimentam pelo cérebro

Curiosidade sobre o cérebro da lula gigante

As lulas gigantes estão, com certeza, entre os animais mais misteriosos do planeta. Afinal, a espécie nunca foi capturada ou estudada viva. Uma das bizarrices do animal é que ele precisa morder seus alimentos em pedaços relativamente pequenos. Isso porque, uma vez que eles são engolidos, precisam passar pelo cérebro (que tem o formato de uma rosquinha) para chegar ao esôfago. E apesar do tamanho colossal, as lulas gigantes têm cérebros incrivelmente pequenos. Steve O’Shea, pesquisador do Universidade de Tecnologia de Auckland, conta que uma lula gigante masculina, por exemplo, tem o desafio de coordenar 150 quilos de peso, 10 metros de comprimento e um pênis de 1,5 metro (!) com um cérebro minúsculo de apenas 15g.

4. Formigas zumbis com fungo no cérebro

Sim, é isso mesmo que você leu. E o importante aqui não é exatamente o cérebro dessas formigas, mas a maneira como ele reage a uma certa espécie de parasita, o fungo do gênero Cordyceps. Funciona assim: esporos microscópicos se infiltram no hospedeiro (a formiga, no caso) e o fungo começa a se alimentar dos seus órgãos não-vitais. Quando está pronto para lançar seus esporos, o Cordyceps faz uma lavagem cerebral na formiga. Crescem filamentos no cérebro do inseto e o fungo solta substâncias químicas que o forçam a escalar a planta mais próxima. Quando chegam ao topo, o fungo mata o hospedeiro e um pequeno cogumelo contendo esporos brotam de sua cabeça. Olha só (dá um pouco de agonia. Então, cuidado):

5. e 6. Vespas e nematoides com cérebros minúsculos, mas capazes de realizar funções complexas

Apesar de ter um corpo quase completo, com olhos, cérebro, asas, músculos e genitais, a minúscula vespa da espécie Megaphragma mymaripenne é menor que uma ameba unicelular e dona de um dos menores sistemas nervosos entre os insetos. Ele é composto por apenas 7400 neurônios. Para se ter uma ideia, uma mosca tem cerca de 340.000 neurônios e uma abelha pode chegar a 850.000. E mesmo assim, a vespa M.mymaripenne consegue voar, procurar por comida e encontrar os locais corretos para depositar seus ovos.

Além dela, o nematoide C. elegans é outro animal com um cérebro pequeno, mas poderoso. Esse verme de apenas 302 neurônios é capaz de realizar funções de grande complexidade, mais comuns em organismos mais desenvolvidos. Por isso, cientistas estão estudando o cérebro do C. elegans para compreender melhor alguns mecanismos básicos que facilitam comportamentos mais complexos.

7. Ascídias que comem seus próprios cérebros

Curiosidade sobre o cérebro das ascídias

Apesar do nome estranho, você provavelmente já ouviu falar das ascídias. Essas criaturas parecidas com pequenos sacos vivem fixadas em corais e se alimentam filtrando sua comida da água do mar. Além disso, são hermafroditas e, por isso, soltam larvas que se dispersam para encontrar lugares onde possam crescer. Nesse período larval, elas ainda são “normais”. Mas quando crescem, elas, literalmente, “perdem a cabeça”. As ascídias digerem a própria glânglia cerebral, responsável por controlar seus movimentos. O motivo? Já que os animais vão se tornar “sedentários”, pra que ter cérebro, né?

8. Peixes com cérebros diferentes para o macho e a fêmea

Curiosidade sobre o cérebro do Gasterosteus aculeatus

Sabe aquele papo de que as mulheres não são tão inteligentes quanto os homens? Bem, isso já foi cientificamente desmentido há um tempo. Porém, em uma única subespécie particular, a afirmação está correta. Esse peixe, que habita o Lago Mývatn, na Islândia, tem uma disparidade entre o tamanho dos cérebros femininos e masculinos. Pesquisadores especulam que o cérebro masculino pode ser maior pelo papel que os machos encaram: são eles que enfrentam a função mais desafiadora, que envolve construir os “ninhos”, realizar as danças de acasalamento e ainda cuidar dos ovos. Enquanto isso, as fêmeas precisam apenas escolher o parceiro e depositar os ovos.

9. Pica-paus com bolsas de ar em seus crânios

Você já parou para se perguntar como os pica-paus não acabam com danos cerebrais, depois de ficarem o dia todo bicando superfícies duras? Assim como outros pássaros, eles têm crânios muito complexos, cheios de pequenos e levíssimos ossos. Além disso, desenvolveram um mecanismo de proteção embutido que protege seus cérebros dos impactos da sua atividade. E esse mecanismo é a resposta para a pergunta do início desse parágrafo: são bolsas de ar em seus crânios que protegem o cérebro desses pássaros. É tipo um airbag orgânico.

10. Cachorros com cérebros esmagados

Curiosidade sobre o cérebro da raça de cães Cavalier King Charles Spaniel

Com fama de serem uma raça amigável, os cães Cavalier King Charles Spaniels estão ficando populares lá nos Estados Unidos. O problema é que todos os “melhoramentos” da raça feitos pelos criadores nos últimos séculos criaram nestes cães uma patologia conhecida como siringomielia. Basicamente, o que acontece é que o cérebro do cão pode ficar grande demais para seu crânio. Um terço dos cachorros da raça sofre com a condição, que deve incomodar bem mais do que ter pés do tamanho 40 presos eternamente em um sapato 36.

11. Corvídeos são extremamente espertos (mais do que você imagina)

Os corvídeos, aquele grupo de pássaros que inclui corvos, gaios e gralhas, são muito mais espertos do que muita gente pensa. Alguns pesquisadores acreditam até que eles talvez sejam tão inteligentes quanto alguns primatas. Não acredita? Preste atenção em algumas das coisas que têm surpreendido os cientistas: eles têm memórias extraordinárias, são capazes de desenvolver raciocínio social e de elaborar e usar ferramentas. Aliás, alguns até transformam varas em “ganchos” para conseguir pegar larvas e vermes em lugares difíceis. Surpreendente, não? Segundo o pesquisador da Universidade de Cambridge, Christopher Bird (sobrenome apropriado, não?), se eles estão sendo observados, também escondem suas comidas. “Mas eles vão fazer alguns falsos esconderijos também. Como encostar o bico no chão, mas não colocar a comida. É um pouco como uma estratégia de confusão”, diz Bird.

Fontes: WebEcoist, io9, Biopharm Leeches, UK Metro, ScienceBlogs, Discover Magazine, Animal Reserach.Info, Goodheart’s Extreme Science, New Scientist, BBC


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