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10 pragas animais que saíram do controle

8 de agosto de 2014

Por Luíza Antunes

 

A Convenção Internacional sobre Diversidade Biológica considera uma espécie “invasora” quando ela está fora de seu habitat natural e acaba ameaçando outros ecossistemas. Mas, na maior parte dos casos, a culpa é do homem, que transporta animais de um lugar para o outro sem pensar muito nas consequências. O resultado disso é um crescimento anormal dos invasores. Sem um predador natural, a espécie exótica se multiplica e sai destruindo o que encontra pela frente.

Conheça 10 exemplos de infestações animais que saíram do controle.

 

10. Ratazana (Rattus sp)

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A ratazana (ou rato-preto) é provavelmente o mamífero invasor mais bem sucedido do mundo. Originário do sudeste da Ásia, o bichinho se espalhou pelo mundo inteiro através dos tempos se escondendo em navios mercantes. Hoje em dia até aviões sofrem com a infestação do animal, que se adapta bem a qualquer ambiente: urbano ou rural.

Os ratos e ratazanas do gênero Rattus causaram e ainda causam a predação de aves, répteis e pequenos vertebrados e invertebrados, além de prejuízos à vegetação natural. Não vamos nos esquecer que eles também são vetores de inúmeras doenças, entre elas peste bubônica, leptospirose e tifo.

 

9. Tilápia-do-nilo (Sarotheredon niloticus)

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A tilápia-do-nilo é um peixe nativo do rio Nilo, no Egito, que pode chegar a 60 cm de comprimento e pesar 4,3 kg. Como característica única, o peixe tem listras por toda a nadadeira. Em 1933, foi a primeira vez que alguém teve a genial ideia de trazer a tilápia-do-nilo para o Brasil. Mais especificamente, para o Nordeste. Nas décadas seguintes, outras pessoas também fizeram a mesma coisa em outras regiões do Brasil. Tudo isso para aumentar os lucros com a pesca.

O problema é que a tilápia-do-nilo se reproduz muito facilmente, se adapta a qualquer ambiente (inclusive em lugares com baixo oxigênio) e se alimenta de plantas e animais: ou seja, uma receita perfeita para um grande predador, com histórico de causar a extinção de outras espécies nos ambientes onde vivem. Hoje a espécie infesta diversos rios no Brasil inteiro. Também é um problema na Bélgica, Burundi, Camarões, China, Costa do Marfim, Indonésia, Madagascar, Austrália, Estados Unidos, Nicarágua e Japão.

 

8. Abelha-africana (Apis mellifera scutellata)

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Nos anos 50, o Ministério da Agricultura brasileiro teve a ideia de importar algumas abelhas-africanas para estudar sua produtividade e compará-las com outras espécies. O problema é que durante o estudo ocorreu um acidente e 26 colmeias de abelhas-africanas, muito agressivas, foram liberadas no meio ambiente. Foi o bastante par a espécie se espalhar por todo o continente.

Não foram só as espécies nativas de abelhas que sofreram com a invasão. Pássaros, como tucano e arara, foram expulsos de seu habitat natural por conta das abelhas-africanas, que são muito difíceis de controlar. Além disso, a picada da abelha-africana pode ser fatal para pessoas e animais domésticos, dependendo do número de ferroadas.

 

7. Caramujo-gigante-africano (Achatina fulica)

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Lá pelos anos 80, algum ser humano bem inteligentão pensou: nossa, ao invés do escargot, por que a gente não tenta comer esse caramujo-gigante-africano aqui no Brasil? Claro que o plano deu errado, porque além do fato de que essa espécie de caramujo não é lá muito apetitosa, o bicho também é vetor de duas doenças sérias para o sistema gástrico e nervoso. Quando os criadores se deram conta da ideia fraca, eles fizeram o grande favor de soltar os caramujos-gigante-africano no ambiente.

Acontece que esse molusco originário da Nigéria pode chegar a 20 cm de comprimento e pesar até 500g, é hermafrodita e realiza até cinco posturas de ovos por ano (cada postura gera 50 a 400 ovos). O bicho também é super-resistente ao frio e à seca, grande predador de plantas e competidor voraz de alimentos com outros animais. Se você precisava de um forma física para a palavra praga, o caramujo-gigante-africano é um excelente candidato ao título.

A infestação de caramujos dessa espécie não rolou só no Brasil. No estado da Flórida, nos Estados Unidos, eles tem uma infestação muito séria, que destrói áreas agrícolas e causa doenças. O governo chegou ao ponto de uma campanha para treinar cães labradores para caçar e matar os caramujos.

 

6. Píton-burmesa (Python molurus)

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Se temos algum motivo para comemorar é que pelo menos essa espécie invasora não chegou ao Brasil. Mas se você está pensando em viajar para os Estados Unidos, a Flórida é um lugar para se temer. Desde os anos 2000, o país tem problemas com essas cobras gigantescas, que foram importadas para lá como animais domésticos. O problema é que os criadores não tinham noção do tamanho que o réptil chega na idade adulta: até 6 metros de comprimento (a píton-burmesa, aliás, é uma das 5 maiores espécies de cobra do mundo). Entre 1999 e 2004, cerca de 144 mil pítons foram importadas para os Estados Unidos ainda filhotes. Quando os animais começaram a crescer, eles fugiram ou foram jogados no meio ambiente pelos donos.

Os cálculos de hoje em dia são assustadores. São 150 mil pítons vivendo na Flórida e destruindo todo o ecossistema. Elas não têm predador natural e comem praticamente qualquer bicho, de cães a jacarés, sem discriminação. Foi só em 2012, com o estrago já feito, que o governo dos Estados Unidos percebeu literalmente o tamanho do problema e proibiu a importação de pítons-burmesas. Estava na hora, né?

 

5. Estorninho-comum (Sturnus vulgaris)

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O que acontece quando alguém resolve levar uma espécie de pássaro para casa para que o país tenha todas as aves mencionadas nas obras Shakespeare? Merda. Claro que ia dar merda. Em 1890, o estorninho-comum, espécie originária da Europa, foi disseminado em Nova Iorque como parte desse plano brilhante de ter nos Estados Unidos todos os pássaros que o dramaturgo citava. Os animais se espalharam por todo país e hoje em dia causam prejuízos anuais de 800 milhões de dólares para a agricultura. Além de destruir lavouras, o passarinho também compete com espécies nativas e dissemina doenças em humanos.

 

4. Sapo-cururu ou sapo-boi (Rhinella sp.)

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Não precisa mudar a letra da cantiga de roda: o sap0-cururu ou sapo-boi não invadiu o Brasil. Pelo contrário, ele é nativo da América do Sul, e convive bem com outras espécies, sem causar problemas. Mas os anfíbios foram introduzidos em outras regiões do mundo, tipo América do Norte, Austrália e Caribe, como uma forma de controle de pragas biológico.

Acontece que o sapo é enorme e voraz: chega a ter 15 centímetros de comprimento e pesa até 2 kg. Ele tem uma dieta bem ampla e sua pele é tóxica. Com isso, apesar de ter tido bastante sucesso no controle de pragas, ele se tornou a própria praga. Uma das armas do sapo é o veneno na pele, que mata o predador desavisado.

 

3. Coelho-europeu ou coelho-comum (Oryctolagus cuniculus)

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O coelho-europeu é outro exemplo de espécie invasora que teve bastante sucesso no projeto de dominar o mundo. A espécie é originária da Península Ibérica, e nos seus países nativos é considerada vulnerável, nas classificação de risco de extinção. Enquanto isso, no resto do mundo, o coelho-comum causa problemas sérios ao meio ambiente. Um dos motivos é óbvio: eles se reproduzem com muita rapidez. Quanto mais coelho existe, de mais comida eles precisam. Como eles basicamente comem plantas, ter um número exagerado de coelhos no seu quintal significa expor o seu solo à erosão. Além disso, eles competem por alimentos com outros bichos, levando espécies nativas à extinção.

A infestação de coelhos é um problema no Brasil, mas quem mais sofre com a presença desse animais são Austrália e Nova Zelândia, países isolados com uma fauna diferenciada e exclusiva – como o bilby e o kiwi. Por lá, a taxa de crescimento dos coelhos é insana, tanto que eles até criaram um vírus para tentar conter o número de animais: o tiro saiu pela culatra, porque a seleção natural fez com que nascessem mais coelhos resistentes ao tal vírus.

A principal forma de controle da invasão é a caça e o abate dos coelhinhos. :(

 

2. Javali (Sus scrofa)

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Os javalis são animais nativos da Europa, América do Norte e Norte da África. Na Europa, eles foram praticamente extintos em alguns países, devido à caça e a ocupação humana de seu habitat natural. Já na América do Sul, a introdução dessa espécie trouxe problemas graves.

O bicho já tinha sido trazido para o Brasil algumas vezes no século XIX, mais especificamente para o Pantanal. Mas a situação só fugiu mesmo de controle nos anos 70, quando o javali foi trazido para criações na Argentina e Uruguai e acabaram fugindo para o Rio Grande do Sul, onde passaram a crescer exponencialmente por todo o sul do país. Hoje, já existem javalis até em São Paulo e na Bahia.

O javali não tem nenhum predador natural, é vetor de doenças, destrói plantações e o solo, e ainda come galinhas, patos e cordeiros. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, em Santa Catarina, vários produtores desistiram de plantar milho, já que a fome do javali impossibilita a colheita.

Para completar o caos, o javali procria com os porcos domésticos criando uma nova espécie de potencial destrutivo imenso: o javaporco. A praga é tão grande que o IBAMA permite a caça e o abate dos javalis, e em contrapartida incentiva a criação de uma espécie nativa chamada queixada.

 

1. Formiga Argentina

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A formiga argentina dominou o mundo. Sério mesmo, a espécie tem um alto nível de organização comunitária e povoa extensões geográficas tão amplas quanto os humanos. Em 2000, cientistas descobriram uma supercolônia de formigas argentinas, que se estendia por 6 mil quilômetros na Europa, de Portugal à Grécia. Mais tarde, também foram encontradas supercolônias nos Estados Unidos e no Japão.

Leia também: O segredo das formigas – como elas dominaram o mundo

Os bichinhos, que são originários da Argentina, Uruguai, Paraguai e sul do Brasil, se espalharam pelo mundo lá pelo século 19, através de navios. A formação dessas supercolônias internacionais, que compartilham material genético entre si, é algo incomum, já que normalmente os formigueiros travam disputas entre si.

Além de infernizar a vida doméstica, as hermanas já dizimaram populações de uma espécie lagarto que costumava se alimentar de outras formigas, que perderam a disputa de território. Também são resistentes a inseticidas comuns, já que seus formigueiros sempre têm mais de uma rainha para colocar ovos.


5 animais com sistemas complexos de comunicação

15 de julho de 2014

Por Luíza Antunes

Por muito tempo chamamos os outros animais de “irracionais”. Felizmente, a ciência cada vez mais tem percebido que bichos têm sentimentos, são capazes de compreender situações e não só reagir por instinto. E mais: alguns deles possuem complexos sistemas de comunicação. Sejam sons ou gestos, estes animais se comunicam entre si e com o meio ambiente ao seu redor. Provavelmente, nunca saberemos com exatidão o que eles dizem entre si, mas já temos alguma ideia de que essa “conversa” existe. Conheça cinco espécies de animais com um sistema de linguagem complexo:

1. Golfinhos chamam uns aos outros pelo nome

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Quando vemos golfinhos nadando e saltitando por aí, também ouvimos seus assobios e outros sons, que não somos exatamente capazes de reconhecer. Mas uma coisa que nunca negamos é a inteligência desses mamíferos marinhos. Um estudo publicado em 2013, feito em conjunto pelo Sarasota Dolphin Research Program, a Universidade de St. Andrews da Escócia, o Chicago Zoological Society e o Walt Disney World Resort, revelou que os golfinhos não só se comunicam bem entre si, como também são capazes de dar nomes abstratos a seus pares.

Os pesquisadores passaram 25 anos estudando os sons gravados de cerca de 250 golfinhos selvagens, além de animais em cativeiro na Disney. Eles concluíram que cada animal tem o seu próprio assobio individual, que representa sua identidade. Com o estudo, também perceberam que os outros golfinhos são capazes de imitar o tal do assobio específico quando estão próximos um do outro e querem se encontrar. Essa “cópia” do assobio não acontece quando dois golfinhos que não se conhecem se encontram por acaso, somente entre aqueles que já passaram um tempo considerável juntos. Para você ver: até os golfinhos seguem a premissa de não falar com estranhos!

 

2. Cães-da-pradaria descrevem informações complexas em um único latido

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Os cães-da-pradaria são roedores que vivem em desertos da América do Norte. Recentemente, eles tiveram sua linguagem decodificada por pesquisadores, que ficaram surpresos com a complexidade da comunicação entre esses animais. Basicamente, eles conseguem alertar uns aos outros sobre a direção em que um predador se aproxima e são capazes de descrever, em detalhes, a espécie, o tamanho e a forma de outros bichos.

Outro talento surpreendente na linguagem desses roedores é sua capacidade de comunicar cores – no caso, eles conseguiam explicar, com um único latido, a cor das roupas que seres humanos estavam vestindo.

 

3. Elefantes se comunicam com sons e gestos

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Elefantes são capazes de sentir empatia, de entender situações ao seu redor e até de chorar de tristeza pela morte de um ente querido. Depois de estudar uma manada de elefantes no Congo por 19 anos, uma bióloga percebeu também que a voz deles é individual, tal como a nossa (e a dos golfinhos ali do tópico de cima).

Além disso, os grandes paquidermes usam movimentos e gestos discretos para se comunicar entre o grupo. A curvatura da tromba ou uma dobra na orelha ajudam a transmitir informações entre eles, já que, em geral, vem acompanhadas de roncos, bramidos e outros sons peculiares. Ou seja, os elefantes, tal como os italianos, falam com as “mãos”.

 

4. Babuínos são capazes de “falar” como nós

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Mais precisamente, os babuínos-gelada são capazes de movimentar os lábios e a língua para produzir sons, uma característica essencial para o desenvolvimento da fala. Quem descobriu isso foram pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. Diversos primatas fazem esse tipo de movimento com a boca, mas somente os babuínos-gelada foram observados produzindo sons articulados, como os humanos. E o que é mais interessante: isso foi visto em momentos de socialização amigável entre esses animais.

Outra pesquisa sobre a linguagem desses bichos, que envolveu um grupo de 6 babuínos acompanhados por 6 semanas, utilizou computadores com touchscreen para que os animais identificassem palavras reais ou inventadas. O resultado foi que, em 75% das tentativas, os animais identificaram corretamente os erros.

 

5. Papagaios fazem mais do que imitar sons

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Nós sabemos pouco sobre o sistema de comunicação das aves, mas ele é certamente mais intrincado do que se imagina. Por exemplo, por muito tempo acreditou-se que os papagaios apenas repetiam sons. Mas, na verdade, eles também são capazes de entender conceitos. O papagaio africano Alex foi um dos pioneiros em ajudar nesse tipo de descoberta: ele era capaz não só de reconhecer palavras e contar, mas também de entender cores, formar palavras novas e até fazer piadas. Já os papagaios selvagens são capazes de ter chamados únicos para nomear seus bebês, assim como são capazes de identificar quando são chamados.


10 incríveis animais híbridos que existem de verdade

21 de março de 2014

Por Luíza Antunes

Parece história de ficção científica: cruzar um golfinho com uma baleia ou um leão com um tigre e ver o que vai dar. Mas é a realidade. Existem várias espécies que foram cruzadas com outras por cientistas ou criadores, o que fez surgir bichos bem diferentes. A maioria desses animais não consegue se reproduzir ou tem problemas para sobreviver, mas alguns deles acabam se revelando mais fortes, dóceis ou sociáveis do que os originais. Conheça 10 desses animais híbridos que existem hoje.

10. Ligre ou Tigron

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Sabe o que acontece quando você cruza um leão com uma tigresa? O maior felino do mundo. Os Ligres podem ter até 4 metros de comprimento e pesam perto de 1 tonelada, o dobro de um leão. O tamanho gigante pode vir dos hormônios de crescimento dos pais, que se combinam sem controle. O primo do Ligre é o Tigron, cuja mãe é uma leoa e o pai um tigre. Ao contrário do seu primo híbrido, eles são consideravelmente menores que seus pais. As fêmeas Ligre e Tigron são férteis, o que possibilita a criação de uma terceira espécie de híbridos cruzando as fêmeas de espécies misturadas com leões ou tigres. Bizarro.

9. Cama ou Rama

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Certo dia, em Dubai, alguém teve a ideia de cruzar dois animais que nunca se viram antes: um camelo (nativo do norte da África e Ásia) e uma lhama sul-americana, espécies de animais que têm um ancestral comum, há 30 milhões de anos. O resultado foi a Cama, um bicho menor que seus parentes, com o temperamento mais agressivo dos camelos, mas sem a corcova.

8. Wholphin

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O Wholphin é a junção de um golfinho com uma falsa-orca, que é relativamente bem menor do que outros exemplares da espécie protagonista do filme Free Willy. O Wholphin tem características intermediárias entre o pai e a mãe, e é fértil.

7. Zebralo

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O Zebralo ou Zégua é fruto do cruzamento de cavalos e zebras. A junção desses dois equinos não surgiu somente de manipulação, ela também acontece no meio natural. O Zebralo é uma espécie de cavalo mais forte, com listras em algumas partes do corpo, como as pernas ou a traseira.

6. Gato Savannah

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O Gato Savannah é uma mistura de gato doméstico comum com um felino africano selvagem. O cruzamento gerou um gato diferente, com orelhas grandes e marcas nos pelos. Além disso, o  gato geneticamente manipulado pode pesar até 14 quilos e chega a ter 1 metro de comprimento. Todo esse tamanho vem junto com um comportamento dócil e amigável. Quem quiser ter um Gato Savannah como bicho de estimação tem que desembolsar cerca de 40 mil reais.

5. Urso Grolar

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O Urso Grolar, mistura entre o urso polar e o urso marrom, é um tipo de híbrido que pode ser encontrado na natureza. Eles têm características genéticas semelhantes, mas vivem em habitat naturais distantes. Acontece que, com o derretimento do Ártico, os ursos polares estão migrando para o território dos ursos marrons e o resultado disso é que as espécies passaram a cruzar entre si.

4. Beefalo

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Coitado do Beefalo, até seu nome já diz que ele foi criado para ser um produto (beef = bife). O Beefalo é uma mistura do gado comum com o búfalo. A ideia de cruzar os animais foi para conseguir um animal mais resistente. O resultado deu certo, além da resistência ao frio e calor, o Beefalo também tem teores mais baixos de gordura e colesterol.

3. Mula

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A Mula, cruzamento do jumento com a égua, é o híbrido mais famoso que existe. O animal é comum em fazendas, porque vive mais e é mais obediente do que os cavalos, e também é mais inteligente e rápido do que os jumentos.

2. Javaporco

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A mistura das espécies do javali e do porco foi feita com o mesmo objetivo do beefalo, melhorar a qualidade da carne do animal para consumo. O problema é que o resultado, o javaporco, é super reprodutivo: a fêmea é capaz de dar à luz a 10 filhotes de uma vez só. E quando chega na fase adulta, o bicho chega a pesar 100kg. Isso virou um problemão, porque os javaporcos só andam em bando e não tem predador natural. Com isso passaram a destruir tudo o que está a sua volta, incluindo áreas de plantações. Em 2013, o Ibama autorizou o abate desses animais, para controlar a população em crescimento desenfreado.

1. Peixe-papagaio-vermelho

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O peixe papagaio-vermelho surgiu do cruzamento do peixe papagaio com o peixe dourado e é um exemplo de como criar animais híbridos pode ser muito cruel. O peixe Papagaio-Vermelho possui deformações na boca, que é muito pequena e, com isso, ele tem dificuldades para se alimentar. Mesmo assim, ele continua sendo produzido, porque a combinação de cores fica bonita e acaba atraindo compradores.

 

Via Mundo Estranho, Curiosity Aroused

Crédito das imagens: Wikimedia Commons


9 erros que donos cometem na hora de cuidar dos cachorros

17 de fevereiro de 2014

Por Luíza Antunes

Dizem que o cachorro é o melhor amigo do homem. Pra muita gente, é bem mais que isso. Quem tem cão costuma tratar os bichos como filhos e tenta educá-los da melhor maneira possível. O problema é que, às vezes, alguns erros dos humanos passam despercebidos e acabam por atrapalhar bastante o desenvolvimento dos dos animais. Entrevistamos Rodrigo Caldarelli, zootecnista e adestrador da franquia especializada Cão Cidadão, para levantar quais são os principais erros que os donos cometem na hora de cuidar de seus cachorros. Antes de revelar o que descobrimos, vale lembrar que comportamento canino não é uma ciência exata e, no fim das contas, cada cachorro é único. Se essa lista não ajudar no seu caso, procure um profissional da área.

 

1. Deixar o cachorro puxar a guia durante o passeio

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Cena clássica de filme: o cachorro na coleira sai arrastando o dono desesperado, que acaba trombando na mocinha, dando início a um romance. Se no filme a cena é divertida, na vida real não é bem assim – e a culpa de ser arrastado é do próprio dono. “O dono, sem querer, ensina que é puxando que o cão tem acesso à arvore, a outra pessoa ou a outro cachorro. O cachorro trabalha muito com associação: se eu puxo e chego em tudo que eu quero, então eu vou continuar puxando”, explica Rodrigo.

Como evitar o problema: Você precisa ensinar o cachorro a andar com a coleira frouxa. “O cão deve entender que, com a guia curta, esticada, ele não vai ter acesso a nada”, diz o especialista. Caldarelli dá alguns exemplos: se o cachorro começar a puxar muito para chegar até uma árvore, você para até a guia ficar frouxa novamente. Aí você caminha em direção a árvore. Se o cachorro voltar a puxar, você para de novo e repete o processo até chegar à árvore com a guia frouxa – isso ajuda o cão a entender que ele não precisa te puxar para chegar onde quer. “Andar em zigue zague também é uma boa ideia. Assim, o cão começa a prestar atenção no dono e no lado que ele está indo”, completa Rodrigo.

Mas é preciso tomar cuidado para fazer tudo isso sem força, para não esganar o cachorro. “Quando o bicho fizer da forma correta, você pode recompensá-lo com um brinquedo ou carinho”, explica.

 

2. Começar o adestramento só depois que os filhotes completam 6 meses

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Alguns veterinários e praticantes de um modelo mais tradicional de adestramento recomendam que você só inicie a educação dos filhotes a partir dos seis meses. Acontece que o cachorro já começa a aprender desde que nasce. “No início, a melhor instrutora é a mãe dele. Mas no momento em que ele chega à sua casa, o cãozinho já está aprendendo. Dos 2 aos 4 meses, inclusive, é o momento em que o cachorro mais aprende e grava associações”, explica o adestrador.

A ideia de muitos donos de só adestrar depois dos 6 meses pode fazer com que o filhote pegue muitos vícios, como roer móveis ou latir muito se ficar sozinho. Depois, fica mais difícil de corrigir esse comportamento errado.

Como evitar o problema: “Se você quer um cachorro mais educado e sem vícios de comportamento errado, uma boa ideia é iniciar o adestramento nesse período entre 2 a 4 meses, logo que o filhote chegar” afirma Caldarelli. Com um cachorro tão novinho, usa-se o método do adestramento inteligente, com reforço positivo, estímulo de bons comportamentos e associações positivas.

 

3. Esfregar o focinho do cachorro no xixi e cocô

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Essa técnica vem do adestramento tradicional. Apesar de parecer meio absurda, é muito usada, principalmente porque funciona com alguns cachorros de temperamento forte, que não se intimidam com broncas. “Mas na maioria das vezes não dá certo”, comenta o especialista. Segundo Rodrigo, ao ouvir bronca por fazerem as necessidades no lugar errado, alguns cachorros vão ficar com medo do dono. E, na próxima vez, vão fazer no lugar errado do mesmo jeito, mas escondido. Ou pior: o cachorro pode entender a bronca como uma forma de atenção que o dono dá para ele: “O cachorro pensa: ‘quando eu faço no lugar certo ninguém olha para mim. Mas, quando faço no lugar errado, chamo atenção’, então passa a valorizar a bronca”, analisa.

Como evitar o problema:  Toda vez que o cachorro fizer xixi no lugar certo, é preciso recompensá-lo. Além do instinto, que o atrai a fazer no mesmo lugar pelo cheiro, ele cria uma associação positiva, já que ganhou uma coisa por fazer xixi onde o dono quer. “Além de recompensar o acerto, é necessário ignorar completamente o erro. Não fale, não olhe, não limpe na frente dele. Deixe o cão em outro cômodo enquanto limpa a bagunça”, sugere Rodrigo.

O adestrador também ensinou técnicas de como treinar o cachorro a fazer as necessidades no lugar certo. Para o cachorro que acabou de chegar, pode ir liberando a casa ao poucos. Mantenha o pet em um só cômodo, como a área de serviço, com o lugar 80% coberto de jornal. Com o tempo, ele vai se acostumando a fazer no jornal e você vai diminuindo a área coberta. Para quem não quer manter o cachorro fechado, o especialista sugere acompanhar os horários em que o cachorro está mais propenso a fazer xixi e cocô, ou seja, 15 a 30 minutos depois das refeições. Perto desses horários, você pode deixá-lo no ambiente que tenha a fralda ou jornal. Quando ele fizer no lugar certo, faça festa, comemore, dê algum petisco.

 

4. Dar comida na hora do (seu) almoço ou janta

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O dono se senta à mesa para comer e o cachorro segue um ritual: late, pula, fica embaixo da mesa, lambendo e fazendo aquela cara irresistível. Para acalmá-lo, você dá um osso ou o resto de alguma comida. “Se o cachorro está com comportamento errado e você recompensa com o osso, ele entende que com esse comportamento errado, ele ganha”, alerta Rodrigo. O adestrador lembra que no começo todo mundo fica empolgado com o cão e quer agradá-lo, mas com isso, acaba ensinando comportamentos errados que incomodam muito depois.

Como evitar o problema: Se o seu cachorro ainda é filhote, ele ainda não aprendeu a fazer errado. Se o pet ficar quieto ou entretido com algum brinquedo enquanto você come, tudo bem dar alguma coisa para ele. Se já for um cão com esse comportamento errado, dê uma bronca e mande ele sentar ou deitar. Se ele ficar quieto e parar de incomodar, você dá algum petisco.

 

5. Ensinar o cachorro a ficar inseguro por causa da chuva, do veterinário ou da hora do banho

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Todo mundo sabe que cachorros costumam ter medo de trovão ou fogos de artifício. Mas se na hora do barulho o dono faz drama, coloca o cão no colo, reforça o receio do filhote, isso só vai aumentar o medo dele. “O cachorro vai entender que se o dono tem que proteger ele daquilo, a ameaça é muito maior do que de fato precisa ser”, comenta Rodrigo. A mesma coisa vale para quem leva para o banho ou veterinário e quer ficar muito perto o tempo inteiro, segurando, cercando, com medo pelo bicho. Esse tipo de comportamento do dono gera muita ansiedade no animal, que pode ficar até traumatizado com essas situações.

Como evitar o problema: “Você tem que passar segurança. Ter uma postura de liderança e tranquilidade. Agir como se nada tivesse acontecendo”, afirma o adestrador. Ele sugere, por exemplo, começa a brincar com o animal, ou dar alguma comida, para ele não focar no barulho e na chuva.

Caldarelli também dá a dica de tentar antecipar as situações. “Se começa a armar chuva, você pode ficar brincando com o cão no colo antes de começarem os trovões. O importante é sua linguagem corporal passar segurança e conforto, não medo”, afirma. Também é possível preparar o bicho para situações de banho ou veterinário. Basta passar uma escova no cachorro, ligar o secador na sala para ele se acostumar com o barulho ou levá-lo ao pet shop sem o compromisso de tomar banho, para ele se ambientar. Até mesmo usar vídeos na internet com barulho de trovão ou fogos pode ajudar. É só colocar o som baixo e ir aumentando gradualmente, para que o cachorro se acostume com o tipo de barulho.

 

6. Só sair com o cão depois que todas as vacinas estiverem em dia

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Os cachorros têm que tomar várias vacinas. Em média, o cão chega na casa do dono aos 2 meses. E há quem diga que ele só pode sair de casa aos 5, para evitar doenças. O problema de manter o filhote tanto tempo trancado em casa é que isso afeta diretamente a socialização e o aprendizado do cãozinho. Entre os 2 e 4 meses é o melhor momento para apresentar ao pet como o mundo é grande: diferentes pessoas, cachorros, barulhos e carros. “Muitos cachorros que só saem de casa depois dos 5 meses travam na rua e têm muitos problemas para conseguir socializar”, explica o especialista.

Como resolver o problema: Também não é para esquecer as recomendações do veterinário e levar o filhotinho para o chão do parque, no meio de outros cachorros. Mas, como Caldarelli sugere, você pode levá-lo para passear de carro, ou dar uma volta no quarteirão com ele no colo, ou levar para a casa de um amigo que tenha um cachorro que seja saudável e esteja com as vacinas em dia.

 

7. Não deixar o cachorro sozinho

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Nos primeiros meses, é normal que o dono fique 100% grudado ao bichinho. Depois, quando precisar sair para trabalhar, ou até mesmo dormir, o cachorro que fica sozinho começa a raspar a porta, latir ou destruir alguma coisa. “Nessa hora, a maioria dos donos vai dar bronca ou vai ficar com dó do cão. Então, por associação, ele entende que a bronca é atenção ou que, se ele latir muito, você vai ficar com dó.” Desse jeito, o cachorro nunca aprende a ficar sozinho e pode virar um grande problema para o dono.

Como resolver o problema: Se você está em outro cômodo da casa e o cão ficar latindo, só apareça quando ele parar – se o cachorro é novo e não tem vício, ele não vai ficar muito tempo latindo. Assim, ele vai entender que você só chega quando ele fica quieto. Uma forma de treinar esse comportamento, sugerida pelo especialista, é espalhar ração num cômodo da casa, fechar o cachorro o lá, esperar um pouco e voltar. É uma forma de fazer o cão associar seu retorno com o fato de fazer a coisa certa. Caso não funcione com a ração, tente espalhar alguma coisa mais gostosa, como salsicha, por exemplo.

“Para os cachorros que já são muito grudados e têm crise de ansiedade, uma forma de treinar o desapego e ensiná-lo a sentar e ir se distanciando aos poucos, até o momento que você se esconde ou entra em outro cômodo. Isso acostuma o cachorro a ficar sem te ver”, explica Rodrigo. Para os cães ansiosos, é bom evitar fazer festa logo que chegar em casa depois do trabalho – ou ele vai marcar esse momento como a maior interação do dia. Ignore-o um pouco, de 5 a 10 minutos depois que chegar em casa, para o cachorro se acalmar e diminuir a ansiedade. Depois disso você pode brincar mais.

 

8. Alimentar mal o cachorro

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Tem cachorro que só come a ração se ela estiver misturada com outros tipo de comida. Como qualquer outro animal, o cachorro prefere comer o que acha bom do que ter uma alimentação balanceada. Com isso, o animal pode engordar ou se recusar a comer a ração pura (ou outro tipo de alimentação saudável que você der a ele). O problema com os petiscos ou mistura de comida ‘de gente’ com a ração é que você acaba dando para agradar o bichinho, mas perde o controle da dieta adequada e saudável do animal.

Como resolver o problema: Rodrigo explica que cada cachorro tem que comer uma quantidade de gramas, dividida em uma quantidade de vezes por dia, que varia de acordo com o tamanho e a raça. “Se o cachorro tem que comer 300g, três vezes ao dia, e pula uma das refeições, ele está comendo mais do que precisa e que você pode diminuir um pouco a quantidade total. Ao mesmo tempo, se ele ficar muito desesperado por comida, pode ser preciso aumentar um pouco o volume”, afirma o adestrador. Você precisa controlar o tempo que o cachorro come, ou seja, deixar o prato de ração entre 15 a 20 minutos para ele comer. Além disso, se ele pular o almoço, não pode aumentar a quantidade de comida para a janta: é preciso manter as porções certinhas. Também não é bom exagerar nos petiscos, porque o cachorro vai achá-los mais gostosos e pode querer deixar de comer ração. Ou engordar.

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9. Dar bronca sem ensinar


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Simplesmente dar bronca no cachorro e esperar que ele entenda o motivo da sua frustração, em geral, não dá certo. Como já explicamos nos outros tópicos, os cães aprendem por associação, e podem acabar entendendo a sua bronca como atenção, o que só vai estimular o comportamento errado ao invés de corrigi-lo. O adestrador Rodrigo explica que a melhor forma de dar a bronca no cachorro é trabalhando a punição junto com o reforço positivo. “A bronca tem que significar fracasso para o cachorro. Ele tem que entender que, com o comportamento errado, ele não ganha nada. E que, agindo da forma correta, ele vai ter recompensas”. Mas calma, você não vai precisar premiar seu cachorro toda hora que ele fizer as coisas certas. “Se durante o treino ele percebe que o bom comportamento gera gratificações,  ele vai fazer uma associação positiva a isso, sem que seja necessário sempre recompensá-lo caso ele acerte todas as vezes”, explica.

Como evitar o problema: Você pode usar o “não”, ou uma latinha com moeda ou um borrifador de água para dar a bronca. Se seu cachorro sempre tenta destruir os fios do computador, você pode dar a bronca e esperar alguns segundos para ver se ele entendeu. Se ele não tentar repetir o erro, você o recompensa. Pode seguir com esse comportamento até ele acertar.

O adestrador lembra que a recompensa pode assumir várias formas. A mais comum é a comida. Mas também pode ser um brinquedo, carinho, ou mesmo deixá-lo se aproximar daquele poste, de outro cachorro ou da piscina. Por exemplo: se um cão puxa a guia para chegar até uma pessoa de que gosta, você pode usar o método ensinado nessa lista para ensiná-lo a andar sem puxar. No fim das contas, a recompensa vai ser a própria pessoa.

 

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5 animais com mecanismos de defesa bizarros

17 de dezembro de 2013

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Nós não nos deparamos todos os dias com predadores, é verdade, mas, pode admitir: você bem que queria ter uma forma de espantar gente indesejada/inconveniente, não é mesmo? Resta a nós, meros humanos, invejar as criaturas que zeraram a arte do sai-pra-lá com maestria. Conheça 5 animais com mecanismos de defesa bizarros (e fascinantes):

 

1. Lagartos de Chifres

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Se você for esperto, basta avistar de longe esse lagarto para saber que é melhor seguir para o rumo oposto ao do bichinho. Para quem não se deixa intimidar pela cara de poucos amigos, o chifrudo tem uma surpresinha macabra. Levando ao pé da letra a ideia de ter “sangue nos olhos”, algumas espécies do gênero Phrynosoma conseguem esguichar o próprio sangue e acertar qualquer coisa que tente ameaçá-los. Sério. Os lagartos de chifres se alimentam principalmente de formigas mas, para recolher os cerca de 200 insetos necessários para saciarem sua fome, precisam ficar expostos em campo aberto, vulneráveis a ataques. Não que sejam frágeis: caso seja capturado, o bichinho oferece uma refeição indigesta ao predador – as escamas em forma de espinhos são capazes de perfurar o estômago de cobras, por exemplo. É quando se vê frente a frente com inimigos mais robustos que o lagarto usa do seu ~item especial~: ele aumenta a pressão sanguínea na cabeça, causando o rompimento dos vasos ao redor do globo ocular, e esguicha o próprio sangue (que possui uma substância desagradável ao paladar dos predadores) pelos olhos. Like a boss do reino animal.

 

2. Pepino do mar

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Se você olhar com carinho, pode até achar o pepino do mar simpático, mas dificilmente ele vai te intrigar logo de cara. De aparência pacata (e um tanto, bem, vegetal), esses bichinhos se alimentam do material orgânico dos detritos do fundo do mar e ficam lá, de boa na lagoa. Isso até aparecer um predador – é aí que o pepino marinho mostra seu verdadeiro talento. Quando ameaçados, alguns dos equinodermos são capazes de liberar filamentos pegajosos para enganar seus inimigos. Já seria um ato digno de nota, mas alguns deles vão além, sendo capazes de mutilar o próprio corpo para se defenderem – através da contração violenta de seus músculos, expelem alguns de seus órgãos internos… através do ânus. Vamos deixar a sua imaginação formular essa imagem. A manobra arriscada não afeta a saúde do bichinho, que é capaz de regenerar as partes perdidas rapidamente.

 

3. Peixe-bruxa

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[Foto: Stan Shebs, via]

Estes peixes marinhos, que têm formato de enguia e são desprovidos de um esqueleto interno, certamente não são bonitinhos, mas possuem uma curiosa característica que os tornam fascinantes: o peixe-bruxa é capaz de produzir mais de um litro de muco em apenas um segundo. Ainda não ficou impressionado? Pois saiba que esse talento pegajoso é o que garante a sobrevivência do peixe quando ele dá de cara com os valentões do oceano: o muco expelido gruda nas brânquias do predador, bloqueando seu fluxo respiratório. Se o inimigo insistir em abocanhar o bichinho escorregadio é ele quem vai levar a pior: o muco é capaz de se expandir e o predador acaba morrendo por asfixia. Para escapar de sua própria bagunça, o peixe-bruxa só forma um nó com o próprio corpo, raspa o lodo produzido e segue tranquilão nadando por aí.

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4. Urubu-de-cabeça-vermelha

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Já sentiu ânsia de vômito frente a uma situação impossível? O urubu-de-cabeça-vermelha te entenderia, colega, e ainda te ensinaria uma forma de usar isso ao seu favor. Ao serem ameaçados por predadores, essas aves provocam o próprio vômito, botando para fora pedaços de carne semi-digeridas. Eca. Acertou quem imaginou que a sujeira tem um cheiro insuportável. A substância fedorenta ajuda a espantar a criatura que ameaçava a ave, que aproveita a distração causada pelo cheirinho desagradável para escapar.

 

5. Salamandra-de-costelas-salientes

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A salamandra-de-costelas-salientes parece ser um parente distante do mutante Wolverine. Encontrado na Península Ibérica e na região do Marrocos, este bichinho usa as próprias “costelas salientes” como uma arma ao se deparar com um predador. Para isso, a salamandra empurra suas costelas, aumentando o ângulo que formam com sua coluna em até 50 graus, perfurando a própria pele. O golpe não afeta a salamandra, mas o mesmo não pode ser dito sobre o seu predador: ela vai além e secreta veneno pelos poros de sua pele, tornando o golpe ainda mais letal – e bizarro!


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