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5 teorias sobre o fim do Universo

17 de julho de 2014

Por Luíza Antunes

Nós mal sabemos quem somos e por que existimos. E ainda por cima temos que nos preocupar com a forma com que tudo vai terminar. Mas se tem uma coisa que os cientistas e os religiosos compartilham é uma visão apocalíptica do fim do nosso Universo. Calma, não estamos dizendo que todos os físicos acreditam que vamos arder no mármore do inferno no fim dos tempos. Na verdade, eles têm umas ideias que envolvem escuridão total, nos rasgar em pedaços e até mesmo congelar o tempo. Se quiser entender melhor o nosso possível fim, conheça 5 teorias científicas sobre o fim do Universo:

 

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1. Big Rip

Sabemos que o Universo está em expansão, mas temos muitas dúvidas sobre como e por que exatamente isso acontece. Uma das teorias é a existência de uma energia escura, que ao contrário da gravidade, empurra as coisas para longe uma das outras. Para os cientistas, mais ou menos três quartos de tudo o que tem no Universo é constituído de energia escura. A teoria do Big Rip prevê que a taxa de expansão do Universo aumente com o tempo. Eventualmente, as galáxias vão se separar, os planetas vão ficar cada vez mais longe até que os átomos também se distanciem uns dos outros. Ou seja, no final, seremos rasgados em pedaços.

Leia também: O que é energia escura?

 

2. Big Crunch

Se o Universo começou com o Big Bang, ou seja, uma grande explosão que iniciou sua expansão, há uma teoria que acredita que ele irá terminar da mesma maneira. Só que tudo ao contrário. O nome dessa teoria é Grande Colapso, ou Big Crunch. Em resumo, a atração gravitacional causaria uma contração do Universo, até o seu eventual colapso. Para isso ocorrer, a energia do Universo – e suas 10 trilhões de bilhões de estrelas – se concentraria num único ponto minúsculo, denso e quente, como nos primórdios. Começaria, então, um novo ciclo de expansão e contração. Segundo essa teoria, a energia escura teria o papel de espalhar energia e matéria produzidas no Big Bang, preparando o Universo para começar tudo de nvo. Essa teoria de um Universo cíclico também pode ser chamada de Big Bounce.

 

3. Buracos Negros

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Buracos negros são regiões no espaço com massa muito densa, o que faz com que nada escape do seu campo gravitacional, nem mesmo a luz. Eles são formados com a energia da explosão de estrelas e podem ser pequenos (cerca de 100 massas solares) ou gigantescos (com dezenas de bilhões massas solares). O fato de existirem buracos negros imensos ainda intriga os cientistas. Em meio a isso tudo, há uma teoria que acredita que vamos terminar com o Universo completamente engolido por buracos negros. Partindo do pressuposto de que existem galáxias inteiras com buracos negros massivos em seus centros, alguns pesquisadores creem que a maior parte da matéria no Universo orbita os buracos. De acordo com a teoria, vai chegar um ponto em que eles devorarão toda essa matéria e, em seguida, engolirão uns aos outros, gerando um universo completamente escuro. No estágio final, o último massivo buraco negro perderia sua massa e evaporaria no nada.

Leia também: O que são buracos negros?

 

4. Morte térmica do Universo

A teoria da morte térmica do Universo não quer dizer que vamos morrer congelados com o frio extremo ou fritos com o calor absoluto. Na verdade, de acordo com essa ideia, não haveria mudanças drásticas de temperatura no fim do Universo. Vamos começar do começo. A segunda lei da termodinâmica afirma: “A quantidade de entropia de qualquer sistema isolado termodinamicamente tende a incrementar-se com o tempo, até alcançar um valor máximo”. Se considerarmos o Universo um sistema isolado, dá para concluir que vai chegar um tempo em que alcançaremos a entropia máxima e toda a energia será distribuída de forma totalmente igual. Segundo a teoria, quando isso acontecer, será o fim de todos os fenômenos físicos. Não haverá mais movimento. E nem vida.

 

5. Cruzando a barreira do tempo

Hyperspace

Essa teoria é tão maluca que pode ser um pouco difícil explicar. A questão é o seguinte: nossas leis da física só funcionam para explicar um universo finito. O problema é que os pesquisadores acreditam que, na verdade, vivemos num multiverso infinito – onde vários universos com leis diferentes existem paralelamente. Além disso, estamos em expansão. E agora você se pergunta: o que isso tem a ver com as leis da física e, mais importante, com o tempo?

Funciona mais ou menos assim: quando você tenta calcular probabilidade num universo infinito, percebe que tudo tem 100% de chance de acontecer. Isso é um paradoxo, que acabaria levando a uma série de confusões nos cálculos dos cientistas para prever o futuro do nosso Universo e explicar os eventos que acontecem. Para resolver esse problema, os físicos definem uma porção finita no espaço-tempo para fazer suas contas de probabilidade. Um desses físicos, Raphael Bousso, da Univeridade de Berkeley, na Califórnia, explica que essa porção de espaço-tempo definida pelos cientistas se comporta como uma estrutura real no multiverso. Então, para que as leis da física e da probabilidade façam algum sentido, esse “multiverso” estatístico precisa ter fronteiras reais, não pode se expandir.

Agora vem a parte mais complexa: eventualmente, pelos cálculos de Bousso, existe 50% de chances de que a barreira do tempo (da porção estatística de espaço-tempo) vai ser cruzada daqui a 3,7 bilhões de anos. E daí? Daí que, com isso, o Universo – esse em que a gente vive – acaba sem que as pessoas que viverem nessa época sejam capazes de perceber, como se tivessem eternamente congeladas no tempo.

A gente avisou que era uma ideia meio maluca.

 

Via Listverse


5 maiores desastres espaciais da história

17 de abril de 2014

Por Luíza Antunes

A corrida espacial começou no final dos anos 50 e, apesar das descobertas que as missões tripuladas para o espaço geraram para a humanidade, os acidentes que ocorreram durante esses projetos também marcaram a memória mundial. Até hoje, 21 astronautas morreram dentro dos foguetes, na maioria dos casos, na partida ou retorno à Terra. Relembre os 5 maiores desastres espaciais da história da humanidade.

1. Apollo 1 (Janeiro de 1967)

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O acidente com a missão Apollo 1, dos Estados Unidos, matou três astronautas antes mesmo da partida da espaçonave. Durante uma simulação de lançamento, o cockpit pegou fogo, com os astronautas Virgil Grissom, Roger Chaffee e Edward White dentro. Falhas na construção da nave espacial não só permitiram o início do incêndio, mas também impediram os astronautas de sair pela saída de emergência. A trágica morte dos três e os erros no projeto levaram a grandes mudanças no projeto Apollo – o mesmo que levou o homem à Lua – e nos procedimentos de segurança nas futuras missões.

2. Soyuz 1 (Abril de 1967)

Soyuz 1

Esse foi o primeiro acidente da história da humanidade que ocorreu no espaço. A Soyuz 1, missão tripulada soviética, partiu para a órbita da Terra com o objetivo de trocar tripulação com outra nave, a Soyuz 2. Mas desde o lançamento, o coronel Vladimir Komarov, que comandava a missão, teve problemas técnicos com o módulo espacial. Foram tantos problemas que decidiram abortar a missão. Quando a espaçonave entrou na atmosfera terrestre, Komarov tentou acionar o paraquedas principal, para aliviar a queda, mas ele não funcionou. Com isso, o foguete caiu com um impacto de 140 km/h e o astronauta não teve a menor chance de sobreviver.

3. Soyuz 11 (Junho de 1971)

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Poucos meses após o acidente com a Soyuz 1, três astronautas soviéticos retornavam para a Terra após ficarem 24 dias em órbita numa estação espacial. A Soyuz 11 fez um pouso perfeito, mas quando abriram o foguete encontraram Georgi Dobrovolski, Viktor Patsayev e Vladislav Volkov sentados em suas cadeiras, mortos, com hematomas roxos e sangue vertendo de seus narizes e ouvidos. Descobriu-se que ocorreu uma ruptura na válvula de ventilação, o que acabou expondo a tripulação ao vácuo espacial. Esse foi o único caso de morte de humanos no espaço – e a primeira vez que uma pessoa teve contato com o vácuo do universo. O pouso foi realizado graças ao piloto automático da Soyuz 11.

4. Challenger (Janeiro de 1986)

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O ônibus espacial Challenger, dos Estados Unidos, fazia uma decolagem televisionada ao vivo, quando explodiu, 72 segundos depois de ser lançado. Faziam parte da tripulação 6 astronautas e uma professora do ensino médio, a primeira civil a participar de uma missão espacial. Greg Jarvis, Christa McAuliffe, Ronald McNair, Ellison Onizuka, Judith Resnik, Michael J. Smith e Dick Scobee morreram diante de um público chocado. A causa para o acidente seria o comportamento instável do anel de borracha que vedava parte do tanque de combustível, quando exposto a temperaturas mais frias. O acidente fez com que a NASA pausasse seu programa espacial por cerca de 32 meses.

5. Columbia (Fevereiro de 2003)

Columbia destroços

O último acidente espacial da história aconteceu em 2003, quando o ônibus espacial Columbia, que já havia sido utilizado em 27 missões, se desintegrou ao retornar para a Terra. A espaçonave trazia 7 tripulantes: Rick D. Husband, William McCool, Michael P. Anderson, David M. Brown, Kalpana Chawla, Laurel B. Clark e Ilan Ramon, que haviam ficado 16 dias em órbita. Descobriu-se que a causa do acidente foi uma ruptura no sistema de isolamento térmico na asa esquerda, que ocorreu durante a decolagem.

O programa de ônibus espaciais da NASA acabou sendo descontinuado depois do acidente e os novos projetos para construções de foguetes não foram retomados na administração do presidente Barack Obama. Existem planos para construção de novos tipos de espaçonaves para levar o homem de volta à Lua, mas só lá para 2030.


6 tipos de fenômenos astronômicos que você poderá ver em 2014

9 de janeiro de 2014

Por Iana Chan

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Qual é a previsão dos astros para 2014? Se você procura por amor, dinheiro ou sucesso, veio ao blog errado. O que os nossos amigos astrônomos podem prever para esse ano é um espetáculo celeste. “O destaque é o eclipse total da Lua que poderá ser visto em todo Brasil no mês de abril”, aponta o astrofísico da UFSCar Gustavo Rojas, que apresenta a série “Céu da Semana” da Univesp TV.

Desde a antiguidade, o céu fascina os homens. Estrelas, planetas e outros corpos celestes nos ajudaram a acumular conhecimento sobre a origem do universo e seu funcionamento. Foi graças à observação astronômica que conseguimos, por exemplo, entender o ciclo das estações do ano e dominar a agricultura. Milhares de anos depois, continuamos olhando para o céu. Seja para estudá-lo, tirar belas fotos ou simplesmente curtir um momento contemplativo-filosófico diante da imensidão acima de nossas cabeças. Veja o calendário com os principais fenômenos astronômicos observáveis em 2014:

 

1. Eclipses Solares

Os eclipses ocorrem quando quando Sol, Terra e Lua se alinham. Quando a Lua fica entre os dois corpos, temos o eclipse solar. Como o plano da órbita da Lua está inclinado 5,2° em relação ao plano da órbita da Terra, os eclipses não ocorrem em toda Lua Nova, mas apenas naquelas que passam pelo ponto de cruzamento entre as duas órbitas.

Uma parte da superfície da Terra é encoberta pela sombra projetada pela Lua e os observadores dessa área veem nosso satélite bloqueando totalmente ou parcialmente a luz do Sol.

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Um tipo especial de eclipse é o anular,  quando o diâmetro aparente da Lua não é suficiente para cobrir o disco solar e deixa um “anel” visível. Infelizmente, os eclipses solares não podem ser vistos pelo mundo todo e o Brasil não testemunhará nenhum em 2014. “A sombra que a Lua projeta é muito pequena e, por isso, são vistos de poucos lugares”, explica o professor Roberto Costa, chefe do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP.

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Como observar: Jamais olhe diretamente para o Sol! Seus olhos podem ser danificados permanentemente! O ideal é ver projeções indiretas, usando um espelho para refletir o fenômeno em uma superfície, por exemplo. Os filtros caseiros, como negativos de filme, radiografias e disquetes (se é que alguém ainda tem isso em casa) devem ser evitados, pois não bloqueiam raios nocivos e dão a falsa impressão de que é seguro fitar o Sol por longos períodos.

Curiosidade: O primeiro registro de um eclipse solar total foi feito na Mesopotâmia, no ano 1375 a.C. Os caldeus e os babilônicos já previam eclipses há 3000 anos, baseados nos dados de observação acumulados durante séculos. “Como hoje sabemos com precisão os movimentos orbitais da Lua em torno da Terra e da Terra em torno do Sol, é possível prever eclipses com milhares de anos de antecedência”, afirma Costa.

29 de abril:
Eclipse solar anular
De onde poderá ser visto: De parte da Antártida e da Austrália.

23 de outubro:
Eclipse solar parcial (apenas uma parte do Sol é escondida pela Lua)
De onde poderá ser visto: Ao norte do Oceano Pacífico e da América do Norte.

Saiba mais:

 

2. Eclipses lunares
Quando é a Terra que fica entre o Sol e Lua, ocorrem os eclipses lunares. Novamente, como o plano da órbita da Lua está inclinado 5,2° em relação ao plano da órbita da Terra, os eclipses não ocorrem em toda Lua Cheia, mas apenas naquelas que passam pelo ponto de cruzamento entre as duas órbitas.

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Wikimedia Commons / Jiyang Chen

A Terra projeta uma sombra na Lua, que pode ficar com uma coloração avermelhada, na área da penumbra, ou mais escura e cinza, quando a Lua entra na umbra. O fenômeno pode ser observado a olho nu, desde que seja noite durante o eclipse, que dura pode durar até cerca de 4 horas, e a Lua esteja acima do horizonte.

Curiosidade: a coloração avermelhada acontece por conta da refração e dispersão da luz do Sol na atmosfera terrestre, que desvia apenas alguns comprimentos de onda. É o mesmo fenômeno que acontece durante o nascer e o pôr do sol.

Saiba mais nesta animação da NASA:

15 de abril
Eclipse lunar total (quando a Lua entra totalmente na sombra da Terra)
De onde poderá ser visto: do leste da Ásia, leste da Austrália, Oceano Pacífico, América do Norte, América do Sul e Oceano Atlântico. A partir das 2h58, como a Lua estará bem acima do horizonte, poderá ser visto de todo o Brasil!

8 de outubro
Eclipse lunar total
De onde poderá ser visto: Do leste da Ásia, Austrália, Oceano Pacífico e da América do Norte.

 

3. Chuvas de Meteoros
O meteoro, conhecido popularmente como “estrela cadente”, é um fenômeno luminoso que acontece devido à entrada de um fragmento de rocha (meteoroide), geralmente deixados para trás por cometas, na atmosfera da Terra. Devido a alta velocidade, esses meteoroides entram em combustão ao entrar em contato com oxigênio, e produzem um rastro de luz que dura poucos segundos no céu – é aqui que passam a ser chamados de meteoros.

chuva-meteorosos
Juan Carlos Casado (TWANEarth and Stars)

Podemos ver meteoros a olho nu, com frequência, no céu noturno.  Mas quando a Terra passa por um local onde há acúmulo de meteoroides, eles são atraídos pela gravidade e há uma incidência acima do normal, que parece vir de um mesmo ponto do céu, que é chamado radiante.

A chuva é nomeada de acordo com a constelação na direção de onde os meteoros parecem vir, o chamado radiante. A Taxa Horária Zenital (THZ) corresponde ao número de meteoros que um observador poderá ver no período de uma hora, se o radiante estiver situado no zênite (o ponto mais alto do céu).

Curiosidade: a cor de um meteoro pode revelar a sua composição! A cor amarela provém do ferro; azul ou verde é do cobre; cor alaranjada é resultado do sódio presente na rocha; o vermelho provém do silicato e a cor roxa é do potássio.

21 e 22 de abril
Lirídeas
Radiante: na direção da constelação de Lira.
THZ: 20 meteoros

5 e 6 de maio
Eta Aquarídea
Radiante: na direção da constelação de Aquário
THZ: 30 meteoros

27 e 28 de julho
Delta-Aquarideas
THZ : 10 meteoros
Radiante:  na direção da constelação de Aquários

12 de agosto
Perseidas, conhecidas popularmente como “lágrimas de San Lorenzo”
Radiante: na direção da constelação de Perseu
THZ: 15 meteoros

22 de outubro
Orionídeas
Radiante: na direção da Constelação de Órion, onde ficam as chamadas “Três Marias”.
THZ: 25 meteoros.

13 de dezembro
Geminideas
Radiante: Constelação de Gêmeos
THZ: 75 meteoros.

 

4. Passagem de cometas
Cometa é um corpo pequeno do Sistema Solar, composto basicamente por gases e poeira congelados, que gira ao redor do Sol. Quando ele se aproxima do Sol, o gás e a poeira do núcleo sólido evaporam, formando uma nuvem extensa, chamada coma. O vento solar “varre” o material para a direção oposta, formando a famosa cauda. Nem todo cometa tem cauda e alguns podem apresentar mais de uma.

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Cometa McNaught/NASA

Se um cometa for pequeno demais, dificilmente “sobrevive” à passagem pelo Sol antes mesmo de completar uma órbita. Praticamente todo seu material evapora e ele se desintegra ou pode colidir com o Sol. É um momento de grande expectativa para os astrônomos!

Para que possamos ver um cometa a olho nu, ele precisa ser brilhante o suficiente e estar próximo da Terra. Os astrônomos usam a unidade magnitude para classificar o brilho aparente do astro. Curiosamente, quanto maior o brilho, menor é a magnitude. Vega é a estrela utilizada para comparação e tem magnitude 0. A magnitude aparente da Lua cheia é -12,6, enquanto a magnitude da estrela Sirius, a mais brilhante do céu, é -1,45. “Em uma noite sem nuvens, longe das luzes e da poluição, conseguimos observar a olho nu astros com magnitudes entre 6 e 7. Para cometas com maiores magnitudes, é necessário utilizar algum instrumento – como binóculos, luneta ou telescópio”, explica Diana Gama, doutoranda em Astrofísica no IAG/USP que faz o atendimento ao público da instituição.

Os cometas mais brilhantes de 2014 (com informações do Rede de Astronomia Observacional):

serão:

C/2012 K1 Pan-STARRS
Quando: de março a dezembro
Magnitude: 6
Como observar: O melhor mês para observação é a partir de setembro, ao amanhecer. Ele estará próximo à constelação de Câncer. No início de novembro, ele já será visível após a meia-noite na constelação do Pintor, ainda com magnitude 6. Dezembro será o mês em que o cometa atinge magnitude 8, encerrando seu período de visibilidade no primeiro mês de 2015.

C/2013 A1 Siding Spring
Quando: de julho a dezembro
Magnitude: 7,5
Como observar: Em setembro esse cometa estará favorável para ser observado a partir do hemisfério sul, com a ajuda de um telescópio modesto. Na segunda semana de setembro, o cometa atinge seu brilho máximo enquanto passa pela constelação do Pavão. O interessante é que esse cometa passará pertinho do planeta Marte ao anoitecer dos dias 19 e 20 de outubro.

C/2013 V5 Oukaimeden
Quando: de agosto a outubro
Magnitude: 6
Como observar: Esse cometa poderá ser visto de madrugada, a partir da segunda quinzena de agosto entre as constelações de Órion e Unicórnio, com magnitude 10. Alcançará seu brilho máximo entre os dias 16 e 18 de setembro, passando a ser visível no período vespertino com magnitude 6. No início de outubro o cometa fica menos brilhante, sendo visível após o pôr do Sol na direção da constelação de Libra.

209P/LINEAR
Quando: De maio a junho
Magnitude: 10,5
Como observar: Cálculos sugerem que a passagem desse cometa em 2014 será bastante favorável para observadores do hemisfério sul. No dia 19 de maio, inicia-se o período de visibilidade ao anoitecer, na direção da constelação de Ursa Maior, com magnitude 12. A maior aproximação do astro ocorrerá no dia 28 de maio, onde o cometa pode ser visto nas proximidades da constelação de Hidra Fêmea. No mês de junho o astro volta a ter magnitude 11, visível na constelação de Cruzeiro do Sul.

Curiosidade: Halley, o mais famoso dos cometas, nos visita a cada 76 anos e atualmente continua se afastando de nós. Atingirá seu ponto mais distante do Sol, o chamado afélio, em 2023 e só então começará a retornar. Ele deve aparecer por aqui novamente em 2061, quando atinge o ponto mais próximo do Sol – o periélio. O Cometa Halley é um dos objetos mais escuros do Sistema Solar, seu núcleo é mais escuro do que o carvão, porém como vemos a luz do Sol refletida na superfície de poeira e gelo, ele parece brilhante para nós.

 

5. Superlua
É a ocasião na qual o nosso satélite natural se encontra mais próximo da Terra. Em geral ocorre três vez por ano, na sua fase nova ou cheia. Por estar mais próxima da Terra, vemos Lua mais brilhante que o normal e ela pode parecer até 14% maior em tamanho.

superlua
Soniadcm / Wikimedia Commons

Em média, a Lua encontra-se a uma distância de 384.400 km da Terra. Quando está mais longe, a Lua fica a até 405.696 km do nosso planeta. Porém, em um evento como a Superlua, essa distância pode chegar a 363.104 km. No dia 10 de agosto, às 17:44, a distância da Lua a Terra será de 356.896 km.

Quando: 12 de Julho, 10 de agosto e 9 de setembro.

 

6. Planetas
Vale a pena olhar para o céu e saber que aqueles pontinhos brilhantes não são estrelas, mas planetas!

Oposição de Marte
Quando: 8 de abril
Marte estará a 93 milhões de quilômetros da Terra, a menor distância desde 2007. É uma ótima oportunidade para observação.
O planeta vermelho estará na direção da na Constelação Virgem, terá 1/124 do diâmetro aparente da Lua Cheia, e magnitude de -1.48, brilho comparável ao de Sirius (a estrela mais brilhante do céu).

Conjução Vênus e Júpiter
Quando: 18 de agosto
Vênus e Júpiter estarão muito próximos um do outro no céu uma hora antes de amanhecer nesse dia – mas não se engane: não é uma proximidade física, apenas aparente! Será a conjunção mais próxima de dois planetas visíveis a olho nu em 2014, com apenas 15’ (15 minutos) de distância entre eles. Para se ter uma ideia, estenda o braço em direção ao céu. A área encoberta pelo dedo mindinho equivale a 1 grau (1°), ou 60’ (minutos do arco). “Logo, Vênus e Júpiter estarão aparentemente a uma distância 4 vezes menor do que a largura do seu dedo mindinho!”, explica Diana Gama.

 

Agradecimentos: Antonio Rosa Campos, do Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais.

Com informações de Alexandre Amorim, Secção de Cometas/REA

Para mais informações, consulte o Almanaque  Astronômico Brasileiro


5 tipos fantásticos de estrelas

11 de junho de 2013

Ao olhar para os milhares de pontinhos luminosos que brilham no céu, é impossível não pensar que a verdade está lá fora (Mulder e Scully não nos deixariam mentir). A vastidão do universo ainda é um mistério para o homem e não cansa de nos surpreender. Para você que sonhava em ser astronauta (ou para quem ainda vive no mundo da lua), listamos 5 tipos fantásticos de estrela:


1. Estrelas de nêutrons

 

No começo, ela não passa de uma estrela normal, com uma combinação equilibrada de elétrons, prótons e nêutrons. Tudo está tranquilo no espaço até que BUM! Em uma explosão de supernova, as camadas mais externas do astro, já no fim de sua vida, são expulsas; sua região central se contrai e faz com que os núcleos dos átomos se combinem e formem nêutrons. É assim que nasce uma Estrela de Nêutrons, astro que possui o maior campo magnético conhecido no universo – trilhões de vezes mais fortes que o da Terra. A bela estrela é também extremamente densa: apesar de possuir massa duas vezes maior que o Sol, seu diâmetro não ultrapassa 20 km. Para se ter noção, um pedacinho da estrela do tamanho de um cubo de açúcar equivaleria a mais de 1 bilhão de toneladas – o mesmo que o Monte Everest!

Devido ao seu tamanho diminuto, essas estrelas giram extremamente rápido – podem fazer várias rotações por segundo – e são cercadas por radiação térmica, criada pela colisão de partículas com os pólos magnéticos da estrela.

 

2. Estrelas em concha

Você sabe que as estrelas que povoam nossa galáxia em nada se parecem com as formas geométricas de cinco pontas que usamos para representá-las. Mas, provavelmente não imaginava que um traço mais fiel seria muito parecido com a forma de uma bola de futebol americano. A maioria destes astros é achatada nos pólos, mas nada se compara à forma da estrela variável Gamma Cassiopeiae, também conhecida como Estrela em Concha. Devido a sua rotação ultra-veloz – superior a 200 km por segundo – enormes volumes de matéria são arremessados, a todo tempo, no eixo do seu equador, produzindo uma concha (daí o “apelido”) de gás em torno da estrela. Este fluxo de matéria faz também com que a Gamma Cassiopeiae exiba variações irregulares de luminosidade em sua superfície.

 

3. Estrelas hipervelozes


(via)

Se você ficou impressionado com a alta velocidade de rotação da Gamma Cassiopeiae, saiba: ainda não viu nada. As Estrelas Hipervelozes viajam pelo espaço a velocidades que ultrapassam um ou dois milhões de quilômetros por hora. É tão rápido, que estes astros podem escapar do empuxo gravitacional da galáxia, sendo “ejetadas” em alta velocidade para fora da Via Láctea.

 

4. Cefeída (ou Estrela Variável)


Uma estrela em dois tempos (via)

Uma estrela pulsante. Com dimensões agigantadas – entre 5 e 20 vezes maior que o nosso Sol – as Cefeídas estão em constante movimento: elas oscilam de tamanho conforme as condições de temperatura e pressão no seu interior variam. Assim elas aumentam e diminuem, mudando também seu brilho aparente. A primeira estrela do tipo variável cefeída foi observada em 1784 pelo holandês John Goodrick. Ele notou que uma das estrelas da constelação de Cepheus apresentava variações de brilho a cada cinco dias. Graças a cálculos baseados na variação da luminosidade das cefeídas, astrônomos conseguem utilizá-las como importantes indicadores de distância. Suas impressionantes variações de tamanho e brilho só acabam quando a estrela chega ao fim de sua vida.

 

5. Estrelas Hipergigantes

 

Eta Carinae e “Ovo frito”

Uma Cefeída não é nada pequena, mas suas dimensões ficam no chinelo se comparadas a uma Hipergigante. A maior hipergigante amarela já avistada é a IRAS 17163-3907, localizada a 13 mil anos-luz da Terra, que tem o diâmetro cerca de mil vezes maior do que o Sol. A estrela, juntamente com sua concha de poeira estelar, foi apelidada de “Nebulosa do Ovo Frito”. A única imagem do astro foi obtida, pela primeira vez, em setembro de 2011. Devido ao seu tamanho avantajado, estas estrelas morrem jovens – têm “expectativa de vida” de poucos milhões de anos, enquanto astros como o Sol vão ficar por aí por cerca de 10 bilhões.

 

Fonte: NASA

Imagens: NASA e Wikimedia


Como 10 coisas do seu dia a dia são feitas no espaço

23 de abril de 2013

O astronauta canadense Chris Hadfield virou celebridade na internet: sua conta do Twitter tem mais de 700 mil seguidores e seu vídeo mais famoso, em que ele mostra o que acontece quando você tenta espremer uma toalha molhada no espaço, tem mais de 4 milhões de visualizações no YouTube.

Se você não viu ainda, a gente explica o motivo de tanto sucesso: Hadfield, que é comandante da Expedição 35 da Estação Espacial Internacional, conta de maneira didática como coisas do dia a dia são feitas na ISS. Até as tarefas mais simples, como escovar os dentes e dormir, podem ser bem complicadas quando você está em gravidade zero.

Selecionamos os 10 vídeos mais legais postados pelo astronauta – a maior parte deles está no canal da Agência Espacial Canadense (CSA). Assista e veja um pouco mais sobre a vida no vida humana no espaço. Olha só:

1. Como lavar as mãos

Os astronautas utilizam um produto sem enxague, que é feito basicamente de água com um pouco de sabão. Uma bolha do produto já é suficiente para esfregar as mãos e limpá-las. Depois disso, o astronauta enxuga as mãos em uma toalha. A água da toalha evapora e volta para a central de abastecimento da ISS para ser reutilizada.

2. Como cortar as unhas

O cortador de unhas é normal, a única diferença é um velcro que serve para grudá-lo no bolso do astronauta, por exemplo. Mas se você tentar cortar suas unhas sem gravidade, elas não vão cair no chão. E ninguém quer ser “atacado” por um pedaço de unha que está flutuando por aí, né? Por isso, a técnica é cortar as unhas perto de um duto em que o ar é sugado. Elas ficam presas nas grades e são recolhidas depois na limpeza semanal das saídas de ar, que é feita por aspiradores.

3. Como cozinhar comida “seca”

Neste vídeo, Chris mostra como preparar um pacote de espinafre desidratado. Para preparar a comida, é preciso encaixar o pacote no distribuidor de água, escolher a quantidade necessária e aguardar. A água entra e “cozinha” o espinafre, que está pronto para consumo.

4. Como preparar um sanduíche

Outro vídeo com curiosidades sobre comida. No começo da exploração espacial, os astronautas se alimentavam basicamente de comidas desidratadas (como a do vídeo anterior) e alimentos transformados em pastas. Mas a tecnologia espacial evoluiu também na área dedicada à cozinha: agora eles comem alimentos iguais aos nossos também. Chris mostra como preparar um sanduíche feito com tortilha (para evitar as migalhas que um pão produziria), mel e manteiga de amendoim.

5. Como se exercitar

Para evitar as mudanças indesejadas do corpo no espaço, como o enfraquecimento dos músculos e ossos, os astronautas tem que se exercitar constantemente. O vídeo mostra a rotina do astronauta em dois aparelhos de exercícios (tem até ~trilha sonora~ de academia).

6. Como escovar os dentes

A escova e a pasta  de dentes são normais, mas não há água corrente no espaço. Uma bolha de água potável é usada para molhar a escova e a escovação acontece normalmente. Mas aí vem a dúvida: como enxaguar a boca depois da escovação? Dá pra cuspir normalmente? A resposta é não. Eles engolem tudo que usaram na hora de escovar os dentes. Tenso.

7. Como chorar

Chorar, na verdade, é tão fácil quanto aqui na Terra. Mas fazer isso pode ter um resultado diferente num ambiente sem gravidade. Isso porque as lágrimas simplesmente não caem. O que acontece é que uma bola de água é formada em seus olhos e cresce conforme você chora. Estranho, né?

8. Como fazer a barba

O ato de se barbear tem um problema parecido com o de cortar as unhas: os pelos podem sair flutuando livremente. Pra resolver isso, os astronautas usam um tipo especial de creme para barbear e uma lâmina comum. O passo final é utilizar uma toalha para remover os pelos da lâmina e do rosto. E um detalhe: o bigode tem que ser limpo com um aspirador.

9. Como dormir

A rotina na ISS é puxada: os astronautas passam o dia ocupados com as atividades cotidianas, se exercitando e realizando estudos científicos. E como eles fazem para descansar? Existem módulos de descanso em que eles dormem. São como sacos de dormir atados nas paredes, que seguram os astronautas no lugar enquanto eles estão adormecidos. Pode parecer desconfortável, sem um colchão ou um travesseiro. Mas Chris explica que, sem a gravidade, você não precisa de nada para fazer seus músculos relaxarem totalmente.

10. Como vomitar

Bem, nenhuma pessoa saudável vomita todos os dias. Mas todo mundo já ficou doente e enjoado. E quando um astronauta chega na ISS é muito comum ficar assim. Afinal, mesmo com toda a preparação, nada se compara com a sensação real de estar ali. Por isso, existe um saco criado especialmente para cuidar desse tipo de “conteúdo”, já que ele vai ficar na Estação durante meses. O saco plástico é bem simples, mas vem com uma toalha acoplada para que o astronauta possa limpar o rosto rapidamente e colocar essa parte dentro do saco junto com o que “colocou pra fora”.

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