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Retrospectiva SUPER 2014: 10 grandes momentos da ciência

17 de dezembro de 2014

Por Reinaldo José Lopes

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1. É nóis, Rosetta

Não tem pra ninguém: o momento científico mais emocionante de 2014 foi, disparado, a manobra da espaçonave não tripulada europeia Rosetta, no dia 12 de novembro. Após uma jornada de mais de dez anos pelo Sistema Solar, a Rosetta conseguiu fazer com que o módulo Philae, trazido por ela, pousasse na superfície do cometa 67P/Churyumov Gerasimenko – o primeiro artefato feito pelas mãos do ser humano a realizar semelhante façanha. Coisa linda.

O Philae funcionou por apenas 64 horas, porque seu sistema de “ancoramento” no cometa deu pau, levando o módulo a ir quicando até parar numa área escura do astro (e aí seus painéis solares ficaram sem luz). Mas já foi o suficiente para recolher uma série de dados que devem ajudar os astrônomos a entender como o Sistema Solar nasceu, e mesmo se a água tão abundante na Terra de hoje teria sido um “presente” dos cometas que trombaram por aqui há bilhões de anos. E pode ser que o show não tenha terminado ainda: os cientistas da Agência Espacial Europeia têm esperança de que, no ano que vem, quando o cometa se aproximar mais do Sol, a Philae ressuscite.

 

2. Indianos são de Marte

E, por falar em espaço, este ano também viu o aparecimento de uma nova potência espacial no planeta: a Índia. Essa é a única conclusão possível que a gente pode tirar da façanha indiana de colocar uma sonda não tripulada em órbita de Marte, a Mangalyaan, que chegou ao planeta em 24 de setembro.

Não é pouca coisa, acredite. Mesmo nas últimas décadas, quando jipinhos-robôs parecem estar por toda parte no solo marciano, o fato é que continua sendo muito, muito difícil chegar a Marte em segurança – cerca de metade das naves enviadas para lá até hoje bateram as botas. Se alguém duvidava que os gigantes emergentes podem estar na vanguarda da exploração espacial neste século, essa é a prova de que a Índia, a exemplo da China, entrou na briga para valer.

 

3. Glória…

Se tudo der certo, a equipe liderada pela oftalmologista Masayo Takahashi, do Centro Riken de Biologia do Desenvolvimento, no Japão, fez história em 12 de setembro deste ano. Eles realizaram o primeiro transplante de células iPS (sigla inglesa de “células pluripotentes induzidas”) para tentar tratar uma doença ocular em seres humanos.

As iPS, que são um tipo de célula-tronco, representam uma enorme esperança e, ao mesmo tempo, contornam um desafio ético. É que, para obtê-las, basta fazer ligeiras modificações genéticas numa amostra de células do próprio paciente que vai ser tratado – da pele ou da mucosa da boca, por exemplo. Essas alterações fazem com que as células de uma pessoa adulta adquiram características meio “Peter Pan”: passam a se comportar como células de embrião, com a capacidade de assumir as funções de qualquer parte do organismo, como músculos ou neurônios.

Como são tiradas da própria pessoa que vai ser tratada, não trazem risco de rejeição, em tese. Além disso, não é preciso destruir embriões para obtê-las – o que, para muita gente, tornaria o uso de células-tronco embrionárias algo antiético. Os primeiros pacientes que receberam as células iPS no Japão passam bem, mas ainda é cedo para avaliar a eficácia da técnica.

 

4. … e tragédia das células-tronco

Infelizmente, nem tudo caminhou bem nessa área de pesquisa no ano que passou. A comunidade científica ficou chocada, em agosto, com o suicídio de um colega de Takahashi, o pesquisador Yoshiki Sasai, que se enforcou. O motivo aparente: Sasai era coautor de uma pesquisa feita por sua aluna, Haruko Obokata, no qual estava descrito um método aparentemente revolucionário para produzir células-tronco parecidas com as iPS. O estudo, porém, era uma fraude.

O método envolvia simplesmente aumentar um pouco a acidez do meio onde as células estavam sendo cultivadas. Pesquisadores ao redor do mundo, no entanto, não conseguiram reproduzir os resultados da equipe japonesa, o que levou à descoberta da fraude.

 

5. Nobel matemático é do Brasil-sil-sil

Artur Avila Cordeiro de Melo é o nome da fera. Em 12 de agosto, o matemático brasileiro de 35 anos, que trabalha no Impa (Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada), tornou-se o primeiro brazuca – e latino-americano – a ganhar a Medalha Fields, considerado o Nobel da matemática (o Nobel “de verdade” não premia essa área de pesquisa). Ele conquistou o prêmio graças a seus trabalhos envolvendo a descrição matemática de sistemas dinâmicos caóticos, criando ferramentas que ajudam a entender de um jeito quantitativo fenômenos como o clima ou o avanço de uma epidemia.

 

6. Ataque dos insetos robôs

Abram alas para os Kilobots. Não, não são os novos inimigos do Optimus Prime, mas um grupo de 1.024 robozinhos de apenas alguns centímetros de comprimento desenvolvidos por Radhika Nagpal e seus colegas da Universidade Harvard, nos EUA. São, para todos os efeitos, insetos-robôs que se comportam como um enxame, comunicando-se entre si por meio de sinais infravermelhos. E eles conseguem fazer uma série de formas geométricas de forma coordenada. Para muitos especialistas, esse é o futuro da robótica: inteligência “distribuída”, ou seja, vários pequenos robozinhos que, isolados, são “burros”, mas cujo trabalho coordenado poderia ajudar numa série de tarefas complexas.

 

7. Erros na equação do Universo

Tudo começou em março, quando cientistas do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos EUA, anunciaram o que, na área deles, soava quase como a descoberta do Santo Graal: a detecção de ondas gravitacionais (pois é, ondas equivalentes à ação da força da gravidade) que teriam alterado ligeiramente a estrutura do Universo quando ele ainda era um bebê de “apenas” 300 mil anos de idade (hoje ele tem quase 14 bilhões de anos). Essas pequenas “torcidas” na estrutura cósmica seriam sinal da ocorrência da chamada inflação cosmológica, um crescimento loucamente rápido do Universo em seus primórdios que explicaria, entre outras coisas, o porquê de o Cosmos ser tão homogêneo hoje.

Os autores da descoberta logo foram catapultados à posição de candidatos ao Nobel de física, mas David Spergel, da Universidade de Princeton, não demorou muito para identificar o que pareciam ser alguns erros sérios nas contas do pessoal – o que poderia reduzir a presença das ondas a ruídos causados pelos aparelhos usados na pesquisa. A discussão ainda deve ir longe, mas é sempre bacana ver como a ciência consegue corrigir a si mesma.

 

8. Cromossomos felizes

Ainda não é a mesma coisa que “criar vida num tubo de ensaio”, mas chega assustadoramente perto disso. No dia 28 de março, a equipe de Jef Boeke, da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, anunciou a criação do primeiro cromossomo complexo totalmente artificial, montado pelos pesquisadores como quem monta uma casinha de Lego.

Cromossomos são as estruturas enroladas, tipo um gigantesco novelo de linha, que abrigam o DNA, com quase todas as instruções necessárias para a construção de um ser vivo. Boeke e companhia foram os primeiros a sintetizar totalmente um cromossomo do tipo eucarionte, ou seja, do tipo que pertence a organismos complexos, como animais, plantas e nós. (Bactérias também têm cromossomos, mas os delas são bem mais toscos.)

Não por acaso, esse primeiro cromossomo sintético foi inserido no genoma da levedura Saccharomyces cerevisiae, micro-organismo que transforma o açúcar da cana em álcool e também é usada numa série de outros processos industriais. A ideia é fazer com que os micróbios trabalhem para a gente com eficiência cada vez maior, fabricando plástico, por exemplo.

 

9. Nova arma anticâncer

O nome, para variar, é complicado – inibidores de PD-1 –, mas o conceito é simples: fazer com que as células de defesa do organismo humano se fortaleçam para contra-atacar um tumor. Em julho deste ano, o primeiro medicamento dessa nova classe de remédios, o nivolumabe, foi aprovado para uso comercial no Japão, e dois meses depois outro parecido chegou ao mercado nos EUA. O câncer é uma doença complicada – na verdade, muitas doenças em uma –, mas os novos medicamentos parecem um bocado promissores.

 

10. Passarinho, que som é esse?

“Cérebro de passarinho” não é só mais xingamento estilo 5ª série. Uma análise gigantesca do genoma de quase 50 espécies de aves, em especial das que cantam de um jeito complexo, que os filhotes precisam aprender com os pais, mostrou que vários dos mesmos genes que estão ativos nas regiões do cérebro humano ligadas à fala também ficam ligados nas aves mais “cantoras”. Ou seja: um ótimo jeito de tentar entender a evolução da fala provavelmente é estudar o canto dos pássaros.

A pesquisa, que foi coordenada pela Universidade Duke, no sul dos EUA, também teve participação de brasileiros da UFRJ e da UFPA e fez uma gigantesca árvore genealógica das espécies de aves atuais. Algumas surpresas das análises de DNA: papagaios são primos relativamente próximos dos sabiás; a primeira ave moderna provavelmente era um predador de porte grande, como a seriema; e as aves ainda possuem genes para “fabricar” dentes, como seus ancestrais dinos, só que eles foram inativados por mutações.


4 descobertas recentes que provam que o espaço é um lugar bizarro

26 de setembro de 2014

Por Luiza Lages

 

Os avanços tecnológicos possibilitam que possamos conhecer gradualmente, a pequenos passos, um pouco mais do universo. Missões espaciais, satélites, sondas e telescópios de ponta, entre diversos outros aparatos com que os cientistas trabalham para observar o espaço, constantemente trazem novidades sobre o que está além do nosso planeta. Entre diversas descobertas anunciadas nos últimos meses, selecionamos 4 para mostrar como o espaço não para de nos surpreender:

 

1. O asteroide que tem gravidade negativa

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O asteroide 1950 DA é famoso por estar em rota de colisão com a Terra – com uma chance bem pequena de atingir o planeta em 2880. Mas isso não é novidade. O que colocou o 1950 DA mais uma vez no centro das atenções foi a descoberta de que o corpo celeste tem o que os cientistas chamam de “gravidade negativa”.

Como a massa de asteroides do tamanho do 1950 DA não é muito grande, a gravidade dessas formações (que não são exatamente uma rocha sólida, mas uma coleção de escombros) é bem pequena. Pequena o suficiente para manter a maioria dos asteroides coesos, mas não para fazer o mesmo com esse misterioso astro. O que chamou a atenção de pesquisadores para o asteroide de 1 km de tamanho, é que ele gira tão, mas tão rápido, que as forças repulsivas superariam (em muito) a força da gravidade. Perto do equador, um objeto na superfície do asteroide iria experimentar a tal gravidade negativa, e seria repelido. Cientificamente, o asteroide já deveria ter se desfeito – e não poderia existir.

Mas como ele existe, mesmo girando rápido e com baixa força gravitacional, pesquisadores foram atrás de uma explicação. A teoria proposta pelo físico Ben Rozitis da Universidade do Tennessee, nos Estados Unidos, tem a ver com as forças coesivas de Van der Walls entre partículas. A ideia é que muitas moléculas apresentam uma pequena carga negativa de um lado e uma positiva de outro. Lembrando que os opostos se atraem, é isso o que ocorre entre as moléculas: quando cargas opostas se alinham, as partículas são atraídas por suas vizinhas, e vice-versa. Essas forças intermoleculares coesivas recentemente têm sido consideradas responsáveis por esse tipo de coesão entre pequenos aglomerados de escombros, entre os grãos que formam a estrutura.

Segundo Ronzits, a comprovação dessa teoria pode significar que seria mais fácil destruir um corpo desse porte, caso seja detectado que está em rota de colisão com a Terra. Apenas um pequeno impulso poderia resultar na destruição do asteroide. Ótima notícia para a humanidade, péssima para as tramas apocalípticas hollywoodianas.

 

2. A estrela zumbi

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NASA, ESA

Um time de astrônomos identificou, com o telescópio espacial Hubble, um sistema estelar que, depois de uma supernova bem fraca, parece ter deixado uma estrela zumbi para trás. Supernova é o fenômeno que ocorre durante a morte de uma estrela, geralmente com massa pelo menos 10 vezes maior que a do Sol. É uma grande explosão, que ejeta até 90% da matéria que forma a estrela para o espaço. As supernovas podem ter duas causas: o retorno repentino da fusão nuclear em uma estrela degenerada ou o colapso gravitacional do núcleo de uma estrela maciça.

A descoberta da estrela zumbi entra no primeiro caso, quando uma anã branca acumula, por acréscimo gradual ou fusão estelar, material suficiente de uma estrela companheira, até aumentar a temperatura do núcleo ao ponto de desencadear a fusão nuclear. Esse tipo de supernova é classificado como Ia.

Os astrônomos vêm observando a anã branca, que fica a 110 milhões de anos-luz da Terra, desde antes da explosão, em 2012, quando descobriram que uma estrela azul estava cedendo energia para a companheira. O processo produziu então uma supernova fraca, do tipo Iax. Após a explosão da SN 2012Z, os cientistas não esperavam encontrar nada, já que geralmente o que resta de uma supernova é uma estrela de nêutrons, que só é detectada com telescópios especiais. Mas a surpresa foi que mesmo após a explosão, eles acreditam terem observado o que seria um resto de estrela, ou uma estrela “zumbi”.

Algumas teorias já surgiram para explicar o fenômeno, mas nenhuma é conclusiva. Enquanto outros sistemas similares estão sendo estudados, a SN 2012Z permanece sob olhares atentos até 2015, quando a área ficará mais visível e será possível confirmar a hipótese da estrela zumbi.

 

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3. Galáxias canibais

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Uma pesquisa conduzida por pesquisadores da Universidade da Austrália Ocidental, com 22 mil galáxias, apontou que grandes galáxias pararam de produzir novas estrelas, mas estão aumentando de tamanho ao englobar galáxias vizinhas menores. Quando pequenas, as galáxias são eficientes na criação de estrelas de gás, mas essa formação desacelera até cessar à medida que o tamanho aumenta. Os astrônomos ainda não sabem explicar o mecanismo desse processo, mas uma possibilidade está relacionada ao núcleo galáctico ativo. Pesquisadores teorizam que, uma vez que o núcleo é muito mais quente nas galáxias mais maciças, este impede o gás de se esfriar suficientemente para formar estrelas.

Ao mesmo tempo, à medida que as galáxias crescem, elas adquirem mais massa e, consequentemente, mais gravidade, o que faz com que elas atraiam suas vizinhas. Sabemos que as galáxias, em geral, aparecem em aglomerados de galáxias, e que dentro desses aglomerados há movimento. Elas giram em torno de um centro de massa comum, giram em torno umas das outras, e, nesses movimentos, elas acabam interagindo, o que pode originar fusões.

A própria Via Láctea já tem um histórico de “canibalismo” com galáxias menores e, nos próximos 5 bilhões de anos, deve se fundir a Andrômeda. No nosso grupo local existem dezenas de galáxias, das quais Andrômeda e Via Láctea são as maiores. Andrômeda está localizada a 2,5 milhões de anos-luz da Via Láctea e com uma velocidade de aproximação de cerca de 400 mil km/h, ela deve se chocar com a nossa galáxia nos próximos bilhões de anos.

Segundo os pesquisadores envolvidos na pesquisa, este seria o destino de todos os grupos de galáxias. A gravidade vai fazer com que todas as galáxias vizinhas, um dia, se tornem super galáxias.

 

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4. O recheio da Lua

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Concepção artística da estrutura interna da Lua / Observatório Astronômico Nacional do Japão

Pesquisadores da Universidade de Geociências da China descobriram que uma camada interior da Lua é quente e viscosa. A equipe conduziu uma série de cálculos e observações sobre os efeitos das marés na Lua. As marés não servem para descrever apenas os movimentos dos mares, mas todos os fenômenos de deformação causados pela força da gravidade de outro corpo celeste. Assim como o Sol e a Lua deformam a Terra, o que é muito visível pela observação de alterações na água, o mesmo ocorre na Lua.

Os dados coletados pela equipe liderada por Yuji Harada foram usados para estudar a constituição do nosso satélite natural, e a explicação que os cientistas encontraram para o tipo de movimento que observaram é uma camada macia no manto, ao redor do núcleo da Lua. Para os pesquisadores, o que acontece é o seguinte: as forças da maré na Lua produzem ondas sísmicas, que dissipam sob forma de calor ao atingirem o interior do astro, nessa zona viscosa. O calor produzido pelo movimento das marés seria responsável por aquecer o núcleo da Lua.

 

Bônus: Um homem na Lua

Um vídeo que mostra a imagem do que parece ser um homem na Lua é um dos mais novos virais da internet. Com mais de 5,5 milhões de visualizações, o vídeo postado pelo usuário Wowforreeel, em julho deste ano no YouTube, alega que nas coordenadas 27°34’26.35″N 19°36’4.75″O das imagens de satélite disponibilizadas pelo Google Moon é possível enxergar uma figura “estranha”. O usuário define a imagem como a forma de um homem e sua sombra, em pé na superfície do corpo celeste.

Enquanto nos comentários os internautas discutem o que poderia ser a figura (um alien, uma estátua, um borrão etc), os psicólogos diriam que é mais um caso de pareidolia. A pareidolia é um fenômeno psicológico que nos leva a interpretar um estímulo visual ou sonoro qualquer com significado. Por exemplo, de um ruído indefinido, ouvimos vozes conversando, ou enxergamos imagens de animais em nuvens. Por causa da pareidolia, é muito recorrente a interpretação de formas variadas como feições humanas.

Não é a primeira vez que imagens do espaço provocam esse tipo de reação. Em 1976, o satélite da missão Viking fotografou uma rocha em Marte que se parecia com uma face humana. Em 2001, a sonda Mars Global Surveyor tirou uma foto da mesma rocha, mostrando que o engano foi originado pelo posicionamento da câmera e pelo jogo de luz e sombra sobre a rocha marciana.


5 teorias sobre o fim do Universo

17 de julho de 2014

Por Luíza Antunes

Nós mal sabemos quem somos e por que existimos. E ainda por cima temos que nos preocupar com a forma com que tudo vai terminar. Mas se tem uma coisa que os cientistas e os religiosos compartilham é uma visão apocalíptica do fim do nosso Universo. Calma, não estamos dizendo que todos os físicos acreditam que vamos arder no mármore do inferno no fim dos tempos. Na verdade, eles têm umas ideias que envolvem escuridão total, nos rasgar em pedaços e até mesmo congelar o tempo. Se quiser entender melhor o nosso possível fim, conheça 5 teorias científicas sobre o fim do Universo:

 

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1. Big Rip

Sabemos que o Universo está em expansão, mas temos muitas dúvidas sobre como e por que exatamente isso acontece. Uma das teorias é a existência de uma energia escura, que ao contrário da gravidade, empurra as coisas para longe uma das outras. Para os cientistas, mais ou menos três quartos de tudo o que tem no Universo é constituído de energia escura. A teoria do Big Rip prevê que a taxa de expansão do Universo aumente com o tempo. Eventualmente, as galáxias vão se separar, os planetas vão ficar cada vez mais longe até que os átomos também se distanciem uns dos outros. Ou seja, no final, seremos rasgados em pedaços.

Leia também: O que é energia escura?

 

2. Big Crunch

Se o Universo começou com o Big Bang, ou seja, uma grande explosão que iniciou sua expansão, há uma teoria que acredita que ele irá terminar da mesma maneira. Só que tudo ao contrário. O nome dessa teoria é Grande Colapso, ou Big Crunch. Em resumo, a atração gravitacional causaria uma contração do Universo, até o seu eventual colapso. Para isso ocorrer, a energia do Universo – e suas 10 trilhões de bilhões de estrelas – se concentraria num único ponto minúsculo, denso e quente, como nos primórdios. Começaria, então, um novo ciclo de expansão e contração. Segundo essa teoria, a energia escura teria o papel de espalhar energia e matéria produzidas no Big Bang, preparando o Universo para começar tudo de nvo. Essa teoria de um Universo cíclico também pode ser chamada de Big Bounce.

 

3. Buracos Negros

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Buracos negros são regiões no espaço com massa muito densa, o que faz com que nada escape do seu campo gravitacional, nem mesmo a luz. Eles são formados com a energia da explosão de estrelas e podem ser pequenos (cerca de 100 massas solares) ou gigantescos (com dezenas de bilhões massas solares). O fato de existirem buracos negros imensos ainda intriga os cientistas. Em meio a isso tudo, há uma teoria que acredita que vamos terminar com o Universo completamente engolido por buracos negros. Partindo do pressuposto de que existem galáxias inteiras com buracos negros massivos em seus centros, alguns pesquisadores creem que a maior parte da matéria no Universo orbita os buracos. De acordo com a teoria, vai chegar um ponto em que eles devorarão toda essa matéria e, em seguida, engolirão uns aos outros, gerando um universo completamente escuro. No estágio final, o último massivo buraco negro perderia sua massa e evaporaria no nada.

Leia também: O que são buracos negros?

 

4. Morte térmica do Universo

A teoria da morte térmica do Universo não quer dizer que vamos morrer congelados com o frio extremo ou fritos com o calor absoluto. Na verdade, de acordo com essa ideia, não haveria mudanças drásticas de temperatura no fim do Universo. Vamos começar do começo. A segunda lei da termodinâmica afirma: “A quantidade de entropia de qualquer sistema isolado termodinamicamente tende a incrementar-se com o tempo, até alcançar um valor máximo”. Se considerarmos o Universo um sistema isolado, dá para concluir que vai chegar um tempo em que alcançaremos a entropia máxima e toda a energia será distribuída de forma totalmente igual. Segundo a teoria, quando isso acontecer, será o fim de todos os fenômenos físicos. Não haverá mais movimento. E nem vida.

 

5. Cruzando a barreira do tempo

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Essa teoria é tão maluca que pode ser um pouco difícil explicar. A questão é o seguinte: nossas leis da física só funcionam para explicar um universo finito. O problema é que os pesquisadores acreditam que, na verdade, vivemos num multiverso infinito – onde vários universos com leis diferentes existem paralelamente. Além disso, estamos em expansão. E agora você se pergunta: o que isso tem a ver com as leis da física e, mais importante, com o tempo?

Funciona mais ou menos assim: quando você tenta calcular probabilidade num universo infinito, percebe que tudo tem 100% de chance de acontecer. Isso é um paradoxo, que acabaria levando a uma série de confusões nos cálculos dos cientistas para prever o futuro do nosso Universo e explicar os eventos que acontecem. Para resolver esse problema, os físicos definem uma porção finita no espaço-tempo para fazer suas contas de probabilidade. Um desses físicos, Raphael Bousso, da Univeridade de Berkeley, na Califórnia, explica que essa porção de espaço-tempo definida pelos cientistas se comporta como uma estrutura real no multiverso. Então, para que as leis da física e da probabilidade façam algum sentido, esse “multiverso” estatístico precisa ter fronteiras reais, não pode se expandir.

Agora vem a parte mais complexa: eventualmente, pelos cálculos de Bousso, existe 50% de chances de que a barreira do tempo (da porção estatística de espaço-tempo) vai ser cruzada daqui a 3,7 bilhões de anos. E daí? Daí que, com isso, o Universo – esse em que a gente vive – acaba sem que as pessoas que viverem nessa época sejam capazes de perceber, como se tivessem eternamente congeladas no tempo.

A gente avisou que era uma ideia meio maluca.

 

Via Listverse


5 maiores desastres espaciais da história

17 de abril de 2014

Por Luíza Antunes

A corrida espacial começou no final dos anos 50 e, apesar das descobertas que as missões tripuladas para o espaço geraram para a humanidade, os acidentes que ocorreram durante esses projetos também marcaram a memória mundial. Até hoje, 21 astronautas morreram dentro dos foguetes, na maioria dos casos, na partida ou retorno à Terra. Relembre os 5 maiores desastres espaciais da história da humanidade.

1. Apollo 1 (Janeiro de 1967)

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O acidente com a missão Apollo 1, dos Estados Unidos, matou três astronautas antes mesmo da partida da espaçonave. Durante uma simulação de lançamento, o cockpit pegou fogo, com os astronautas Virgil Grissom, Roger Chaffee e Edward White dentro. Falhas na construção da nave espacial não só permitiram o início do incêndio, mas também impediram os astronautas de sair pela saída de emergência. A trágica morte dos três e os erros no projeto levaram a grandes mudanças no projeto Apollo – o mesmo que levou o homem à Lua – e nos procedimentos de segurança nas futuras missões.

2. Soyuz 1 (Abril de 1967)

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Esse foi o primeiro acidente da história da humanidade que ocorreu no espaço. A Soyuz 1, missão tripulada soviética, partiu para a órbita da Terra com o objetivo de trocar tripulação com outra nave, a Soyuz 2. Mas desde o lançamento, o coronel Vladimir Komarov, que comandava a missão, teve problemas técnicos com o módulo espacial. Foram tantos problemas que decidiram abortar a missão. Quando a espaçonave entrou na atmosfera terrestre, Komarov tentou acionar o paraquedas principal, para aliviar a queda, mas ele não funcionou. Com isso, o foguete caiu com um impacto de 140 km/h e o astronauta não teve a menor chance de sobreviver.

3. Soyuz 11 (Junho de 1971)

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Poucos meses após o acidente com a Soyuz 1, três astronautas soviéticos retornavam para a Terra após ficarem 24 dias em órbita numa estação espacial. A Soyuz 11 fez um pouso perfeito, mas quando abriram o foguete encontraram Georgi Dobrovolski, Viktor Patsayev e Vladislav Volkov sentados em suas cadeiras, mortos, com hematomas roxos e sangue vertendo de seus narizes e ouvidos. Descobriu-se que ocorreu uma ruptura na válvula de ventilação, o que acabou expondo a tripulação ao vácuo espacial. Esse foi o único caso de morte de humanos no espaço – e a primeira vez que uma pessoa teve contato com o vácuo do universo. O pouso foi realizado graças ao piloto automático da Soyuz 11.

4. Challenger (Janeiro de 1986)

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O ônibus espacial Challenger, dos Estados Unidos, fazia uma decolagem televisionada ao vivo, quando explodiu, 72 segundos depois de ser lançado. Faziam parte da tripulação 6 astronautas e uma professora do ensino médio, a primeira civil a participar de uma missão espacial. Greg Jarvis, Christa McAuliffe, Ronald McNair, Ellison Onizuka, Judith Resnik, Michael J. Smith e Dick Scobee morreram diante de um público chocado. A causa para o acidente seria o comportamento instável do anel de borracha que vedava parte do tanque de combustível, quando exposto a temperaturas mais frias. O acidente fez com que a NASA pausasse seu programa espacial por cerca de 32 meses.

5. Columbia (Fevereiro de 2003)

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O último acidente espacial da história aconteceu em 2003, quando o ônibus espacial Columbia, que já havia sido utilizado em 27 missões, se desintegrou ao retornar para a Terra. A espaçonave trazia 7 tripulantes: Rick D. Husband, William McCool, Michael P. Anderson, David M. Brown, Kalpana Chawla, Laurel B. Clark e Ilan Ramon, que haviam ficado 16 dias em órbita. Descobriu-se que a causa do acidente foi uma ruptura no sistema de isolamento térmico na asa esquerda, que ocorreu durante a decolagem.

O programa de ônibus espaciais da NASA acabou sendo descontinuado depois do acidente e os novos projetos para construções de foguetes não foram retomados na administração do presidente Barack Obama. Existem planos para construção de novos tipos de espaçonaves para levar o homem de volta à Lua, mas só lá para 2030.


6 tipos de fenômenos astronômicos que você poderá ver em 2014

9 de janeiro de 2014

Por Iana Chan

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Qual é a previsão dos astros para 2014? Se você procura por amor, dinheiro ou sucesso, veio ao blog errado. O que os nossos amigos astrônomos podem prever para esse ano é um espetáculo celeste. “O destaque é o eclipse total da Lua que poderá ser visto em todo Brasil no mês de abril”, aponta o astrofísico da UFSCar Gustavo Rojas, que apresenta a série “Céu da Semana” da Univesp TV.

Desde a antiguidade, o céu fascina os homens. Estrelas, planetas e outros corpos celestes nos ajudaram a acumular conhecimento sobre a origem do universo e seu funcionamento. Foi graças à observação astronômica que conseguimos, por exemplo, entender o ciclo das estações do ano e dominar a agricultura. Milhares de anos depois, continuamos olhando para o céu. Seja para estudá-lo, tirar belas fotos ou simplesmente curtir um momento contemplativo-filosófico diante da imensidão acima de nossas cabeças. Veja o calendário com os principais fenômenos astronômicos observáveis em 2014:

 

1. Eclipses Solares

Os eclipses ocorrem quando quando Sol, Terra e Lua se alinham. Quando a Lua fica entre os dois corpos, temos o eclipse solar. Como o plano da órbita da Lua está inclinado 5,2° em relação ao plano da órbita da Terra, os eclipses não ocorrem em toda Lua Nova, mas apenas naquelas que passam pelo ponto de cruzamento entre as duas órbitas.

Uma parte da superfície da Terra é encoberta pela sombra projetada pela Lua e os observadores dessa área veem nosso satélite bloqueando totalmente ou parcialmente a luz do Sol.

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Um tipo especial de eclipse é o anular,  quando o diâmetro aparente da Lua não é suficiente para cobrir o disco solar e deixa um “anel” visível. Infelizmente, os eclipses solares não podem ser vistos pelo mundo todo e o Brasil não testemunhará nenhum em 2014. “A sombra que a Lua projeta é muito pequena e, por isso, são vistos de poucos lugares”, explica o professor Roberto Costa, chefe do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP.

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Como observar: Jamais olhe diretamente para o Sol! Seus olhos podem ser danificados permanentemente! O ideal é ver projeções indiretas, usando um espelho para refletir o fenômeno em uma superfície, por exemplo. Os filtros caseiros, como negativos de filme, radiografias e disquetes (se é que alguém ainda tem isso em casa) devem ser evitados, pois não bloqueiam raios nocivos e dão a falsa impressão de que é seguro fitar o Sol por longos períodos.

Curiosidade: O primeiro registro de um eclipse solar total foi feito na Mesopotâmia, no ano 1375 a.C. Os caldeus e os babilônicos já previam eclipses há 3000 anos, baseados nos dados de observação acumulados durante séculos. “Como hoje sabemos com precisão os movimentos orbitais da Lua em torno da Terra e da Terra em torno do Sol, é possível prever eclipses com milhares de anos de antecedência”, afirma Costa.

29 de abril:
Eclipse solar anular
De onde poderá ser visto: De parte da Antártida e da Austrália.

23 de outubro:
Eclipse solar parcial (apenas uma parte do Sol é escondida pela Lua)
De onde poderá ser visto: Ao norte do Oceano Pacífico e da América do Norte.

Saiba mais:

 

2. Eclipses lunares
Quando é a Terra que fica entre o Sol e Lua, ocorrem os eclipses lunares. Novamente, como o plano da órbita da Lua está inclinado 5,2° em relação ao plano da órbita da Terra, os eclipses não ocorrem em toda Lua Cheia, mas apenas naquelas que passam pelo ponto de cruzamento entre as duas órbitas.

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Wikimedia Commons / Jiyang Chen

A Terra projeta uma sombra na Lua, que pode ficar com uma coloração avermelhada, na área da penumbra, ou mais escura e cinza, quando a Lua entra na umbra. O fenômeno pode ser observado a olho nu, desde que seja noite durante o eclipse, que dura pode durar até cerca de 4 horas, e a Lua esteja acima do horizonte.

Curiosidade: a coloração avermelhada acontece por conta da refração e dispersão da luz do Sol na atmosfera terrestre, que desvia apenas alguns comprimentos de onda. É o mesmo fenômeno que acontece durante o nascer e o pôr do sol.

Saiba mais nesta animação da NASA:

15 de abril
Eclipse lunar total (quando a Lua entra totalmente na sombra da Terra)
De onde poderá ser visto: do leste da Ásia, leste da Austrália, Oceano Pacífico, América do Norte, América do Sul e Oceano Atlântico. A partir das 2h58, como a Lua estará bem acima do horizonte, poderá ser visto de todo o Brasil!

8 de outubro
Eclipse lunar total
De onde poderá ser visto: Do leste da Ásia, Austrália, Oceano Pacífico e da América do Norte.

 

3. Chuvas de Meteoros
O meteoro, conhecido popularmente como “estrela cadente”, é um fenômeno luminoso que acontece devido à entrada de um fragmento de rocha (meteoroide), geralmente deixados para trás por cometas, na atmosfera da Terra. Devido a alta velocidade, esses meteoroides entram em combustão ao entrar em contato com oxigênio, e produzem um rastro de luz que dura poucos segundos no céu – é aqui que passam a ser chamados de meteoros.

chuva-meteorosos
Juan Carlos Casado (TWANEarth and Stars)

Podemos ver meteoros a olho nu, com frequência, no céu noturno.  Mas quando a Terra passa por um local onde há acúmulo de meteoroides, eles são atraídos pela gravidade e há uma incidência acima do normal, que parece vir de um mesmo ponto do céu, que é chamado radiante.

A chuva é nomeada de acordo com a constelação na direção de onde os meteoros parecem vir, o chamado radiante. A Taxa Horária Zenital (THZ) corresponde ao número de meteoros que um observador poderá ver no período de uma hora, se o radiante estiver situado no zênite (o ponto mais alto do céu).

Curiosidade: a cor de um meteoro pode revelar a sua composição! A cor amarela provém do ferro; azul ou verde é do cobre; cor alaranjada é resultado do sódio presente na rocha; o vermelho provém do silicato e a cor roxa é do potássio.

21 e 22 de abril
Lirídeas
Radiante: na direção da constelação de Lira.
THZ: 20 meteoros

5 e 6 de maio
Eta Aquarídea
Radiante: na direção da constelação de Aquário
THZ: 30 meteoros

27 e 29 de julho
Delta-Aquarideas
THZ : 10 meteoros
Radiante:  na direção da constelação de Aquários

12 de agosto
Perseidas, conhecidas popularmente como “lágrimas de San Lorenzo”
Radiante: na direção da constelação de Perseu
THZ: 15 meteoros

22 de outubro
Orionídeas
Radiante: na direção da Constelação de Órion, onde ficam as chamadas “Três Marias”.
THZ: 25 meteoros.

13 de dezembro
Geminideas
Radiante: Constelação de Gêmeos
THZ: 75 meteoros.

 

4. Passagem de cometas
Cometa é um corpo pequeno do Sistema Solar, composto basicamente por gases e poeira congelados, que gira ao redor do Sol. Quando ele se aproxima do Sol, o gás e a poeira do núcleo sólido evaporam, formando uma nuvem extensa, chamada coma. O vento solar “varre” o material para a direção oposta, formando a famosa cauda. Nem todo cometa tem cauda e alguns podem apresentar mais de uma.

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Cometa McNaught/NASA

Se um cometa for pequeno demais, dificilmente “sobrevive” à passagem pelo Sol antes mesmo de completar uma órbita. Praticamente todo seu material evapora e ele se desintegra ou pode colidir com o Sol. É um momento de grande expectativa para os astrônomos!

Para que possamos ver um cometa a olho nu, ele precisa ser brilhante o suficiente e estar próximo da Terra. Os astrônomos usam a unidade magnitude para classificar o brilho aparente do astro. Curiosamente, quanto maior o brilho, menor é a magnitude. Vega é a estrela utilizada para comparação e tem magnitude 0. A magnitude aparente da Lua cheia é -12,6, enquanto a magnitude da estrela Sirius, a mais brilhante do céu, é -1,45. “Em uma noite sem nuvens, longe das luzes e da poluição, conseguimos observar a olho nu astros com magnitudes entre 6 e 7. Para cometas com maiores magnitudes, é necessário utilizar algum instrumento – como binóculos, luneta ou telescópio”, explica Diana Gama, doutoranda em Astrofísica no IAG/USP que faz o atendimento ao público da instituição.

Os cometas mais brilhantes de 2014 (com informações do Rede de Astronomia Observacional):

serão:

C/2012 K1 Pan-STARRS
Quando: de março a dezembro
Magnitude: 6
Como observar: O melhor mês para observação é a partir de setembro, ao amanhecer. Ele estará próximo à constelação de Câncer. No início de novembro, ele já será visível após a meia-noite na constelação do Pintor, ainda com magnitude 6. Dezembro será o mês em que o cometa atinge magnitude 8, encerrando seu período de visibilidade no primeiro mês de 2015.

C/2013 A1 Siding Spring
Quando: de julho a dezembro
Magnitude: 7,5
Como observar: Em setembro esse cometa estará favorável para ser observado a partir do hemisfério sul, com a ajuda de um telescópio modesto. Na segunda semana de setembro, o cometa atinge seu brilho máximo enquanto passa pela constelação do Pavão. O interessante é que esse cometa passará pertinho do planeta Marte ao anoitecer dos dias 19 e 20 de outubro.

C/2013 V5 Oukaimeden
Quando: de agosto a outubro
Magnitude: 6
Como observar: Esse cometa poderá ser visto de madrugada, a partir da segunda quinzena de agosto entre as constelações de Órion e Unicórnio, com magnitude 10. Alcançará seu brilho máximo entre os dias 16 e 18 de setembro, passando a ser visível no período vespertino com magnitude 6. No início de outubro o cometa fica menos brilhante, sendo visível após o pôr do Sol na direção da constelação de Libra.

209P/LINEAR
Quando: De maio a junho
Magnitude: 10,5
Como observar: Cálculos sugerem que a passagem desse cometa em 2014 será bastante favorável para observadores do hemisfério sul. No dia 19 de maio, inicia-se o período de visibilidade ao anoitecer, na direção da constelação de Ursa Maior, com magnitude 12. A maior aproximação do astro ocorrerá no dia 28 de maio, onde o cometa pode ser visto nas proximidades da constelação de Hidra Fêmea. No mês de junho o astro volta a ter magnitude 11, visível na constelação de Cruzeiro do Sul.

Curiosidade: Halley, o mais famoso dos cometas, nos visita a cada 76 anos e atualmente continua se afastando de nós. Atingirá seu ponto mais distante do Sol, o chamado afélio, em 2023 e só então começará a retornar. Ele deve aparecer por aqui novamente em 2061, quando atinge o ponto mais próximo do Sol – o periélio. O Cometa Halley é um dos objetos mais escuros do Sistema Solar, seu núcleo é mais escuro do que o carvão, porém como vemos a luz do Sol refletida na superfície de poeira e gelo, ele parece brilhante para nós.

 

5. Superlua
É a ocasião na qual o nosso satélite natural se encontra mais próximo da Terra. Em geral ocorre três vezes por ano, na sua fase nova ou cheia. Por estar mais próxima da Terra, vemos Lua mais brilhante que o normal e ela pode parecer até 14% maior em tamanho.

superlua
Soniadcm / Wikimedia Commons

Em média, a Lua encontra-se a uma distância de 384.400 km da Terra. Quando está mais longe, a Lua fica a até 405.696 km do nosso planeta. Porém, em um evento como a Superlua, essa distância pode chegar a 363.104 km. No dia 10 de agosto, às 17:44, a distância da Lua a Terra será de 356.896 km.

Quando: 12 de Julho, 10 de agosto e 9 de setembro.

 

6. Planetas
Vale a pena olhar para o céu e saber que aqueles pontinhos brilhantes não são estrelas, mas planetas!

Oposição de Marte
Quando: 8 de abril
Marte estará a 93 milhões de quilômetros da Terra, a menor distância desde 2007. É uma ótima oportunidade para observação.
O planeta vermelho estará na direção da na Constelação Virgem, terá 1/124 do diâmetro aparente da Lua Cheia, e magnitude de -1.48, brilho comparável ao de Sirius (a estrela mais brilhante do céu).

Conjução Vênus e Júpiter
Quando: 18 de agosto
Vênus e Júpiter estarão muito próximos um do outro no céu uma hora antes de amanhecer nesse dia – mas não se engane: não é uma proximidade física, apenas aparente! Será a conjunção mais próxima de dois planetas visíveis a olho nu em 2014, com apenas 15’ (15 minutos) de distância entre eles. Para se ter uma ideia, estenda o braço em direção ao céu. A área encoberta pelo dedo mindinho equivale a 1 grau (1°), ou 60’ (minutos do arco). “Logo, Vênus e Júpiter estarão aparentemente a uma distância 4 vezes menor do que a largura do seu dedo mindinho!”, explica Diana Gama.

 

Agradecimentos: Antonio Rosa Campos, do Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais.

Com informações de Alexandre Amorim, Secção de Cometas/REA

Para mais informações, consulte o Almanaque  Astronômico Brasileiro


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