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Arquivo de fevereiro de 2012


A orquestra dos robôs voadores

Sergio Gwercman 29 de fevereiro de 2012

Direto do TED, em Long Beach, EUA

Participar de uma operação de salvamento é a principal função de um robô voador. Há um vazamento de gases tóxicos? Um prédio desabou? O modelo desenvolvido na Universidade da Pennsylvania pela equipe do professor Vijay Kumar é capaz de entrar onde equipes de resgate não podem ou não conseguem chegar. E para isso conta com um arsenal de habilidades. Confira comigo alguma das maravilhas que ele é capaz de fazer: localizar e desviar de obstáculos (inclusive se eles estiverem em movimento); ler o terreno e, sem ser controlado por um humano, descobrir sozinho a melhor rota; trabalhar em grupo com outros robôs voadores e, se alguma coisa sair errado, se estabilizar sozinho no ar. Neste vídeo você pode entender melhor como eles operam.

Tudo muito impressionante. Mas se você quer entender mesmo o quanto essas maquininhas são incríveis, então veja o vídeo abaixo. São 9 robôs tocando 6 instrumentos. Eis o resultado.

 


A dança encontra a tecnologia

Sergio Gwercman 29 de fevereiro de 2012

Direto do TED, em Long Beach, EUA

A mistura entre arte e tecnologia não é exatamente uma novidade – olhe para o cinema, para a música, até para a escultura e você vai entender o que eu estou falando. Mas a combinação dança + alta tecnologia eu poucas vezes encontrei. Hoje vi acontecer no palco do TED, na sensacional performance do Quixotic.

As coreografias do Quixotic combinam bailarinos com projeções de luz. Nem vou me meter a comentar a dança em si porque essa não é a minha praia – eu continuo tendo esta aqui como uma das minhas coreografias favoritas de todos os tempos. Melhor é você assistir o vídeo abaixo e tirar suas conclusões: é uma apresentação do Quixotic no TEDx de Kansas City, um bocado parecida com a que eles mostraram hoje. O filé mignon começa a partir dos 2:45.


O retorno do ditador

Sergio Gwercman 28 de fevereiro de 2012

Direto do TED, em Long Beach, EUA

Desde 2011 o TED seleciona seus 10 comerciais favoritos no ano como parte do programa Ads Worth Spreading. Você pode ver a lista completa aqui, mas vou postar meus preferidos também. Como este, de um grupo de ação política da Tunísia que queria incentivar a população a votar pela primeira vez após a queda do ditador Ben Ali, no ano passado.


Conheça o Gentlemint: o clone do Pinterest para homens

Ismael dos Anjos 28 de fevereiro de 2012

Não demorou muito para que, com o sucesso alcançado nos últimos meses, o Pinterest ganhasse seus primeiros clones – como o alemão Pinspire ou, ainda, uma versão pornô chamada Snatchly. Mas, com visual praticamente idêntico ao da rede social mais famosa, é o Gentlemint que ganhou mais repercussão ao apostar em uma pegada diferente: o site – que ostenta um belo bigode em seu logo – é exclusivamente voltado para os homens.

A gente explica. Mulheres podem participar e são até bem-vindas, mas devem – obrigatoriamente – ater suas postagens aos temas do universo masculino. A estratégia, bolada pelos criadores Brian McKinney e Glen Stansberry, se apóia no fato de que, apesar de todo o sucesso recente, o Pinterest é considerado um fenômeno essencialmente femininonúmeros apurados pelo site TechCrunch, por exemplo, indicam que 97% das curtidas dos fãs do Pinterest no Facebook são feitas por mulheres.

E a estratégia de abolir joias, vestidos e dicas de decoração aparentemente começou a dar certo. Cerveja, carros e bigodes já tomam contam da página e, segundo os criadores do site, dezenas de milhares de pessoas aguardam aprovação para se juntar à brincadeira (a entrada é feita exclusivamente por convite). Mas, sinceramente? Apesar do esforço de marketing dos fundadores, tenho uma forte impressão de que o Gentlemint não vai pegar. É que o próprio Pinterest, site que lhe serve de inspiração, jamais foi um site exclusivamente feminino – as mulheres é que tomaram conta dele.

Ou seja: o Pinterest ‘para homens’ seria o próprio Pinterest – se os machões espalhados por aí se empolgassem de verdade em usar a rede social. E vocês, concordam comigo?


Como fazer exame de sangue sem picada de agulha

Sergio Gwercman 28 de fevereiro de 2012

Direto do TED, nos Estados Unidos

Numa viagem ao interior da Índia, Myshkin Ingawale viu uma mulher morrendo de anemia durante o parto. A cena chamou a atenção dele: anemia, afinal, é uma doença facilmente diagnosticável. O problema é que fácil não quer dizer barato. Uma máquina capaz de fazer os diagnósticos pode custar 10 mil dólares. E exige um profissional de saúde treinado para operá-la. O vilarejo de Parol não tinha nem um nem o outro.

Ingawale então encampou a missão de levar os testes de anemia a todos os habitantes do planeta. Para isso, precisava de uma solução que, necessariamente, atendesse duas demandas: custar pouco e poder ser operada por qualquer um. Ou seja: não poderia ter agulhas, porque a picada não só diminui o interesse dos pacientes pelo teste, mas aumenta a necessidade de qualificação de quem a aplica.

No final do ano passado Ingawale tinha um protótipo em mãos – o ToucHB. E hoje ele apresentou a ideia no TED. Uma máquina do tamanho de um tablet e que funciona com duas pilhas AA. Mais do que isso: sem picada. No lugar da agulha há um feixe de luz. Basta lançá-lo de um lado do dedo, monitorar como ele o atravessa e medir sua intensidade ao chegar na outra ponta. Com esses dados é possivel determinar o batimento cardíaco, a quantidade de hemoglobinas e a saturação de oxigênio no sangue. O suficiente para fazer um diagnóstico de anemia. E, quem sabe, o embrião do exame de sangue sem picada de agulha.

PS: A SUPER está em Long Beach, nos Estados Unidos, para acompanhar o TED. De hoje até o dia 2 de março você poderá acompanhar neste espaço alguma das melhores palestras da conferência que tem como princípio disseminar boas ideias. Fique ligado!

Imagem: Reprodução biosense.in


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