njovem 21 de julho de 2010
Por Rafael Kenski
Estão querendo acabar com o anonimato na internet. Na década de 90, pesquisadores defendiam que uma das grandes vantagens da rede era dar a qualquer um a identidade que quisesse: você poderia se representar como homem, mulher, criança, velho, pirata ou ninja. Agora – com o surgimento de um grande cardápio de crimes online que vão de comentários ofensivos a cyberterrorismo – está crescendo a idéia de que as pessoas devem usar seus verdadeiros nomes, endereços e fotos na internet.
Mas o anonimato também tem seus defensores. Muitos acreditam que ele é um recurso importante da internet, por permitir que pessoas expressem sua opinião sem sofrer represálias ou ainda como forma de garantir a privacidade. Uma das grandes batalhas nessa discussão aconteceu há poucas semanas, quando a Blizzard, empresa por trás do jogo online World of Warcraft, anunciou que iria obrigar os jogadores a usar seus nomes verdadeiros em fóruns. A reação dos jogadores foi tão forte que a empresa abandonou os planos. Faz sentido: nem todo mundo se sente a vontade para contar que, à noite, leva uma segunda vida como Orc ou elfo.
Para o bem ou para o mal, surgem várias iniciativas para forçar as pessoas a se identificar. Algumas delas:
1. Use Facebook, Google ou Microsoft
O Facebook é um dos poucos pedaços da rede onde quase todo mundo usa sua identidade verdadeira. Por conta disso, empresas que querem eliminar os anônimos baseiam seus aplicativos no site. É o caso do serviço de respostas Quora (leia abaixo) e do site CloudCrowd, que contrata pessoas para realizar pequenos trabalhos online a partir do Facebook. É claro que sempre é possível criar um perfil falso para essas tarefas, mas, além de dar trabalho, fica mais fácil de reconhecer a malandragem.
Algo parecido poderia ser feito também com a identidade em outros sites. A Microsoft e o Google, por exemplo, já usam um mesmo nome de usuário para dar acesso a emails, customizar buscas, registrar comentários em blogs e vários outros serviços. É possível que eles se espalhem ainda mais pela rede.
2. Cobre para comentar
Cansado de comentários idiotas ou ofensivos, o jornal americano “The Sun Chronicle” anunciou na semana retrasada que vai cobrar para que os leitores escrevam comentários. Não é grande coisa – apenas 99 centavos – mas força os leitores a revelar o cartão de crédito e, portanto, o verdadeiro nome.
3. Carteira de identidade online
O governo americano está estudando a proposta de criar um sistema de “identidade voluntária”. As pessoas registrariam suas informações e ganhariam acesso a vários serviços online. Ainda é bastante polêmico. Especialistas em segurança dizem que é muito pouco para resolver os problemas. Defensores da privacidade avisam que isso pode ser um primeiro passo em direção ao um Big Brother online. Pode, no entanto, ser uma forma de aumentar a segurança nas transações comerciais pela rede – algo que hoje funciona um bocado com as leis do velho oeste.
Tendências, cultura digital e pesquisas relacionadas ao universo jovem.
Ismael dos Anjos
É mineiro, jornalista, devoto de Hunter Thompson e viciado em internet. Quanto mais abas abertas, melhor.
ismaeldosanjos@gmail.com
Felipe Van Deursen
Editor na Super e entusiasta do orkut. @vandeursen
felipe.deursen@abril.com.br
Minha vida hoje a mesma coisa que era sem nets. Continuo lendo muito, vendo muito filme, saindo com os amgios de vez em quando, s voltas com minhas patetas, trabalhando muito, estudando muito, pensando muito, falando muito. E sem filtros. Continuo angariando muitos desafetos simplesmente por ser eu mesma e por n o ligar pra quem n o f de pura autenticidade. O que voc escreveu, voc podia ter me dito numa conversa de bar. O coment rio seria minha resposta. As redes n o mudaram muito a vida que levamos. Elas apenas acrescentaram mais uma op o aos nossos meios de comunica o. O problema aqui n o enxergar que internet como telefone, jornal, r dio e etc. tudo isso ao mesmo tempo. ferramenta, e s . N o tem ningu m vivendo aqui. Mas o povo n o enxerga isso, e acha que tem uma “segunda vida” cheia de pixels e c digos bonitinhos. A come a a valorizar demais o tal do “eu da internet”. E d nesse monte de mensagens vazias sem sentido que at parecem fazer algum sentido v como as coisas s o contradit rias? Ningu m vive aqui, mas de tanto acharem que vivem, come am a tratar cada coisinha que aparece como algo real, vivo, e que te afeta. Isso nunca d certo. A Hist ria ensina. N o por nada, mas n o adianta sair do Facebook, ou do Clube dos Teletubbies, ou whatever. N o importa como o ser viva a vida qualquer que seja essa vida, ou o que se acha que vida. N o o Facebook que precisa ser deixado de lado. a super-valoriza o da superficialidade e a celebra o da estupidez. Bom post, mas eu discordo de algumas coisas j falei a em cima o que penso. Pronto, falei. Que me processem.Victoria Siqueira Reply:setembro 14th, 2011 at 3:44 pmPol micas HAAHAHAHAHA Mas falando s rio: o maior problema que uma parte das pessoas criou um alterego dentro da web. N o o meu caso, mas tenho reparado que esse um comportamento muito comum, talvez mais do que eu sempre achei. Bizarrice define. N o acho que a gente precisa sair do Facebook, Twitter ou seja l do que for, como eu disse nos ltimos par grafos, mas acho que como td na vida, precisamos de um equilibrio. Vc me conhece e sabe que eu sou igual nas 2 situa es, mas n o todo mundo que assim.Victoria Siqueira Reply:setembro 14th, 2011 at 3:44 pmPol micas HAAHAHAHAHA Mas falando s rio: o maior problema que uma parte das pessoas criou um alterego dentro da web. N o o meu caso, mas tenho reparado que esse um comportamento muito comum, talvez mais do que eu sempre achei. Bizarrice define. N o acho que a gente precisa sair do Facebook, Twitter ou seja l do que for, como eu disse nos ltimos par grafos, mas acho que como td na vida, precisamos de um equilibrio. Vc me conhece e sabe que eu sou igual nas 2 situa es, mas n o todo mundo que assim.
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Obrigar ou não às pessoas a se identificarem na internet não vai fazer com que façam bom uso dela. Sempre existiram pessoas mal intencionadas que vão achar um jeito quebrar qualquer regra imposta. Isso tudo me cheira a desculpa para os governos terem um controle maior sobre as pessoas online. Assim como controla offline.
affe.. q tipo de pessoa paga pra postar comentário? ah.. esqueci.. tem gente q paga pra jogar farmville, e mafiawars.. cruzes..
Esta é a tendência para a internet dos relacionamentos sejam pessoais ou profissionais, mas com certeza mantendo a possibilidade de perfis falsos para aqueles que gostam de games e outras coisas que sempre vão existir. Agora cobrar por comentários já é um exagero.
Mas eu penso que no futuro (bem futuro) nossa identidade será virtual e unica e deixará “rastros” em quase tudo