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O mais novo jeito de contar histórias

njovem 16 de setembro de 2010

Por Rafael Kenski

O futuro dos livros pode estar em um novo romance que narra histórias acontecidas há quase 800 anos atrás.

The Mongoliad será divulgado inteiramente pela internet, e pode criar uma nova maneira de se vender ficções. Feito por um time de programadores, videomakers e escritores – incluindo o best-seller Neal Stephenson – ele criará um mundo de ficção em torno da invasão mongol da Europa no século 13.

A cada semana, ao longo de um ano, eles publicarão um capítulo da história pela internet, alguns deles acompanhados de imagens, vídeos e músicas. Os leitores podem participar compilando informações sobre o universo de Mongoliad em um site estilo wiki ou criando narrativas secundárias – os autores avisam que, se forem interessantes, essas idéias dos fãs poderão ser incluídas na história oficial. Os autores também criaram um novo modelo de negócios: os leitores precisarão pagar 6 dólares (por seis meses de fascículos) ou 10 dólares (a história inteira).

Parece uma jogada inteligente, um avanço em relação a várias outras maneiras de se contar histórias pela internet. É como se o Lost assumisse que os fãs importam para determinar o rumo da história, ou como se ARGs criassem um modelo de negócios rentável. Se der certo, pode influenciar até o jornalismo, que ainda hoje não conseguiu um bom meio de cobrar pelas histórias que publica pela internet.

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Comentários

Shelia disse:

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[...] produção colaborativa já deu certo em design de automóveis e de publicações. Então, porque também não daria certo em outros segmentos?  Foram o que pensaram os [...]

P.Ax disse:

Pelo que vejo rede afora, poucos vão pagar, e a maioria vai baixar o conteúdo pirateado em algum blog.

Francivaldo disse:

Isso tem cara de atrair tudo que é público, menos aqueles que realmente interessaria aos produtores, o que em outras palavras pode significar um boom inicial e um declínio na sequência. Quem quer ler um livro não vai ter paciência de esperar tanto para ter uma obro completa a sua disposição. Se uma série de livros já é chato esperar a sequência, quem dirá um livro nestes moldes.
Se o romance tivesse um tema mais pop, que atraísse um publico mais “ativo e participativo” (mas que infelizmente ofereceria um feedback fraco de conteúdo aproveitável) talvez as outras partes oferecidas (música, vídeos, imagens) fossem absorvidas com mais interesse.

celia louback disse:

sei la, sera q tendo tanto conteúdo gratis na internet alguem vai pagar pra ler uma estoria?

Auro Mota disse:

Pelo que deu pra sacar entrando no site, não vai ter nenhum tipo de tradução. Quem não fala inglês se lascou haha.

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