njovem 30 de julho de 2010
Por Rafael Kenski
Infográficos são uma maneira interessante de mostrar uma grande quantidade de dados, como sistemas funcionam ou de explicar idéias de modo divertido (alguns exemplos legais estão no canal multimídia aqui do site ou no nosso Flickr). Estão cada vez mais populares em revistas e sites, mas são muito mais poderosas do que isso. Infográficos são, na verdade, uma maneira de pensar que se torna cada vez mais reconhecida em várias áreas. Engenheiros, psicólogos, filósofos… todos parecem estar adotando para si mesmos o lema: “Não entedeu? Então desenha!” Vale a pena praticar – não só facilita a vida como coloca você em uma das tendências mais novas e, como veremos abaixo, também mais antigas.
Segue então a grande e incrível história de como se pensar com infográficos. Não é completa, então escreva para nós caso eu tenha esquecido algum episódio importante. E, só pra ser diferente, vou apresentá-la de trás para frente:
2010 – Notas Visuais
A última edição do festival SXSW, nos Estados Unidos, incluiu um workshop sobre como acompanhar eventos e palestras com “notas visuais”, como no exemplo abaixo, tirado daqui. A idéia é pegar os itens essenciais de cada conversa, desenhá-los no papel e mostrar relações com linhas, balões e símbolos. Ao final, mesmo que você não desenhe muito, terá uma imagem legal que explica tudo o que aconteceu de forma direta.
1970 – Rich Pictures
Começaram a ser criados por engenheiros na década de 70, mas se popularizaram mesmo só na última década. São ferramentas para resolver problemas em que a engenharia se mistura com opiniões, conflitos e toda essa bagunça que emerge quando você lida com seres humanos. A solução foi começar a planejar o sistema a partir de rabiscos engraçados – uma novidade radical no de outra forma sisudo dos engenheiros. Você coloca o problema no meio e vai desenhando em volta tudo quanto é palpite ou pedido que as pessoas tenham sobre ele. Mas cuidado: a ilustração tem que trazer emoção e ser divertida, para facilitar a visualização e o raciocínio (do contrário, vira um diagrama qualquer). Acima, um exemplo retirado daqui.
Século 3 a.C – Mapas Mentais
É uma forma de pensar com diagramas. Coloque o tema no centro e vá escrevendo conceitos e palavras chaves ao redor, relacionando com setas e cores. Existem algumas regras feitas recentemente que estruturam melhor o processo, mas costuma-se localizar o surgimento da técnica no século 3 a.C, com o filósofo Porfírio de Tiro, um neoplatônico que fazia desenhos para entender e avançar as idéias do ainda mais antigo Platão.
3000 a.C – Diagramas
Grande parte da geometria surgiu com pequenos desenhos para explicar o que os matemáticos estavam pensando. Daí depois foi só passar esses gráficos todos para fora da matemática.
5000 aC – Logogramas
A escrita surgiu quando se começou a desenhar o que se estava pensando. Os logogramas –imagens que representam idéias ou conceitos – são a primeira forma de se registrar idéias, que por sua vez surgiram de desenhos pura e simplesmente. Com o tempo, eles evoluíram para representar fonemas em vez de objetos, dando origem ao modo como você escreve hoje, cheio de palavras e textos que fazem a gente esquecer o quão útil é pensar com desenhos.
Tendências, cultura digital e pesquisas relacionadas ao universo jovem.
Ismael dos Anjos
É mineiro, jornalista, devoto de Hunter Thompson e viciado em internet. Quanto mais abas abertas, melhor.
ismaeldosanjos@gmail.com
Felipe Van Deursen
Editor na Super e entusiasta do orkut. @vandeursen
felipe.deursen@abril.com.br
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nada de boom
nada de boom
zuera e brincadeira descupa pela brincadeira
vc nao sabe nem ler kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Valeu. Dou aula sobre mapas conceituais e não conhecia essa referência a Porfírio.
Muito bacana!
A matéria não citou, mas existe uma ferramenta grátis da IBM que faz exatamente isso! É o ManyEyes (http://manyeyes.alphaworks.ibm.com/manyeyes/). Segue o vídeo: http://vimeo.com/8009193
Abraços