
A imagem está na vertical porque seria uma vergonha diminuí-la para caber aqui. Então vira o pescoço (ou o monitor) aí, porque vale a pena. Esta é a capa de Fables Covers by James Jean - Vol. 1, provavelmente o livro mais importante do ano para quem curte arte e quadrinhos, que sai nos EUA entre o final de outubro e o começo de novembro.
O volume reune todas as capas até agora da série de quadrinhos Fables, da DC/Vertigo ('Fábulas' aqui no Brasil, onde sai pela editora Pixel), criadas pelo artista e ilustrador James Jean. As capas de Jean já renderam 4 prêmios Eisner de melhor capista, e tiveram um impacto no mundo dos quadrinhos parecido com o que o Dave McKean provocou nos anos 80 e 90 com as capas de Sandman, também da Vertigo. Agora o artista anunciou que vai deixar a série para se dedicar somente a projetos pessoais. A última capa criada por ele vai ser a da edição 81, que deve sair em janeiro.
Veja algumas das capas de Fables clicando aqui, e chore.
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No começo do ano, os episódios de South Park passaram a ser exibidos de graça da web (e não só dentro dos EUA, como acontece com outras séries) quase simultaneamente à TV. Quando um novo episódio é lançado, o site South Park Studios chega a ter mais de 1 milhão de acessos em um único dia.
Com a estréia da nova temporada, os produtores se preparam para dar outro passo. O Boing Boing publicou ontem um preview exclusivo do aplicativo de iPhone desenvolvido pelo time South Park. Ainda não há previsão de quando ele chega à lojinha de apps da Apple, mas quando isso acontecer vai ser possível ver todos os episódios da série em streaming, ler notícias, baixar wallpapers e colocar a foto dos personagens nos seus contatos.
Classe, o que achamos disso? (Mr. Garrison mode: on)
Achamos que South Park na verdade foi uma série criada por Trey Parker e Matt Stone para o iPhone. Foi o portátil da Apple que demorou 10 anos para chegar. ;)
Clique aqui para ver outras imagens do aplicativo no Boing Boing.

Chegou ontem ao iTunes o segundo episódio de um desastre chamado Watchmen Motion Comics. É o seguinte: você paga US$ 1,99 para assistir no seu PC ou no iPod um segmento de uns 25 minutos da versão animada da graphic novel épica de Alan Moore & Dave Gibbons. Por "versão animada", entenda uma animação em flash de quinta categoria, onde o texto dos balões é interpretado por um único ator - inclusive as falas de personagens femininos (!). É essa a idéia da Warner para "popularizar a história original" a tempo do lançamento do filme, ano que vem.
O blog gringo io9, dedicado à ficção científica, publicou um post recentemente xingando a onda das HQs animadas. De Heroes a Watchmen, passando pelas versões em movimento de Invincible, de Robert Kirkman, e N, de Stephen King, vídeos desse tipo não páram de surgir por aí. Não dá para culpar ninguém, é um jeito relativamente rápido e barato de produzir conteúdo para novas mídias. Mas, enquanto as versões de Watchmen e Invincible sujam a reputação desse sub-gênero, N, que você já viu aqui no Ultra, não fez feio, com um ótimo elenco de dubladores e uma animação mais sofisticada.
O io9 diz que HQs animadas não são o futuro das HQs, e acho que disso ninguém discorda. Não dá para comprar a idéia de que um híbrido de slide-show com desenho animado possa substituir uma forma de arte que nasceu para ser estática e já é perfeita no papel. PORÉM! É possível, sim, fazer uma HQ animada funcionar, e o exemplo máximo disso é o vídeo aí embaixo. Metal Gear Solid: Digital Graphic Novel, para o console PSP, uma HQ digital baseada no jogo da Konami para PlayStation, com arte do incomparável Ashley Wood. No dia em que alguém fizer uma HQ animada assim para a web a gente volta a conversar. Clique aqui para ver o post do io9 e um trecho da versão tosca de Watchmen para a web.

Depois da exibição de Afterworld no site do canal AXN no início do ano, outros canais a cabo começam a investir em programação online por aqui. Estréia hoje no site thecell.tv a primeira produção original para a web adquirida pelo canal FOX. Série online de 20 episódios diários, cada um com cerca de 2 minutos de duração, The Cell será exibido em toda a América Latina, acompanhada de um jogo e outros extras exclusivos para web e celular. Espera-se que as legendas não sejam em portunhol, como nas séries do canal (isso quando elas são legendadas, claro), mas talvez seja pedir um pouco demais.
Enquanto isso, o site do Warner Channel exibe, de segunda a sexta, a série online Sorority Forever, veiculada nos EUA pelos sites MySpace e The WB. Também em webisodes curtinhos, o drama gira em torno de uma república de garotas numa universidade norte-americana. Quem assina a produção executiva é McG, diretor de As Panteras e produtor executivo de Chuck e The O.C.. A série é estrelada por - adivinha - Jessica Rose, a lonelygirl15. Haja criatividade. Clique aqui para ver os episódios (se tiver paciência, já que pra assistir é preciso se cadastrar. Não, você não leu errado: é preciso se cadastrar.).

Um dia Buffy - A Caça Vampiros encontrou Doctor Who, e Sanctuary nasceu. Estrelada por Amanda Tapping (Stargate SG-1, Stargate: Atlantis), a produção canadense é uma das primeiras séries filmadas quase totalmente em tela verde, no mesmo estilo dos filmes Sin City e 300. Não chamaria tanta atenção, não fosse por um detalhe: a série foi feita originalmente para a web, criou uma legião de fãs e acaba de pular para a programação do Sci Fi Channel americano, lar de Battlestar Galactica e da franquia Stargate.
Sanctuary, a série online, é bem mais interessante que produções estranhas como Gemini Division, por exemplo. Tem efeitos legais, um estilo visual próprio, boas atuações e aquele pezinho no trash quase obrigatório para o gênero. A história acompanha a Dra. Helen Magnus (Tapping), cientista brilhante que investiga a existência de uma população clandestina de monstros e outros seres superpoderosos.
Sanctuary, a série de TV, não é só um reempacotamento dos webisodes. Funciona como uma segunda temporada, com novas histórias, capítulos de 40 minutos e um orçamento maior. Não muito maior, já que, além da base de fãs já estabelecida na web, uma das coisas que chamou a atenção da emissora foi o baixo custo da série, se comparado ao dos outros programas do canal. A pergunta é: será que, ao fazer a transição para a TV (e fechar o canal de distribuição online, claro, já que agora a série é propriedade da NBC Universal), Sanctuary não corre o risco de virar só mais uma?
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