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3 dicas para clarear seus dentes sem sofrimentos

Clareamento dental não deve ser sinônimo de nenhum tipo de dor. Saiba quais passos você pode adotar para reduzir o desconforto temporário

Clareamento dental não deve ser sinônimo de nenhum tipo de dor (Todor Tsvetkov/Getty Images)

Você já deve ter pensado em clarear os dentes em vários momentos da vida, mas também desistiu mais de uma vez da ideia e acabou não rolando. De fato, há algum tempo o clareamento dental era algo bem mais dolorido – tanto no bolso quanto nos desconfortos causados pelos procedimentos.

Primeiro porque há sempre aquela preocupação com o resultado final não ficar do jeito que você queria e muitas vezes artificial demais. Logo na sequência bate a dúvida quanto ao método a ser escolhido: caseiro ou no consultório? Como evitar que seus dentes fiquem sensíveis? Pior ainda: e se você já tiver hipersensibilidade dentinária?

Conversamos com a dra. Erika Bonito, dentista (CRO 84197/SP) e coordenadora de relacionamento da GSK, para esclarecer essas e outras dúvidas, e temos três dicas para você:

Dica n° 1: Consulte sempre um dentista antes de qualquer clareamento

Mesmo os feitos em casa precisam de orientação para garantir bons resultados

Somente um dentista profissional, que faz uma análise dos hábitos alimentares e  pigmentação dos dentes, pode orientá-lo sobre o melhor caminho a seguir. Não há milagres!

Pra começar, avalie com ele um tratamento exclusivo com o uso de um creme dental especializado. Os mais modernos, inclusive, são 2 em 1: restauram um branco natural e protegem contra a sensibilidade. É o mais recomendado para quem já tem dentes sensíveis.

Se mesmo assim você optar pelo clareamento mais rápido, a tecnologia de cremes dentais especializados também pode ajudá-lo. Se liga aí na segunda dica.

Dica n° 2: Insira em sua rotina um creme dental contra sensibilidade duas semanas antes do clareamento

Eles possuem substâncias que ajudam a reparar o esmalte dos dentes e protegem contra a dor

Procure nas embalagens por nitrato de potássio ou biovidros como o Novamin, princípios ativos que reduzem a dor da sensibilidade. A tecnologia presente nesses cremes dentais, quando usados de forma contínua, renova a camada que protege dentinas possivelmente expostas, bloqueando os mecanismos de transmissão da dor.

O recomendado é começar o uso desses cremes pelo menos 15 dias antes do clareamento e, depois, manter em sua rotina de forma contínua, para garantir a manutenção do clareamento. No friozinho do inverno, então? Canja e quentão garantidos!

Dica n° 3: Entenda como funcionam os diferentes tipos de clareamento

Em resumo: quanto mais rápido, mais agressivo ele é

Não importa se o clareamento será feito no consultório do dentista ou na sua casa, a lógica é a mesma: oxidação de compostos orgânicos que mancham os dentes, como restos de comida e corantes de bebidas. A diferença está na velocidade com que essas reações ocorrem.

O processo faz com que grandes moléculas que pigmentam o esmalte dos dentes sejam decompostas em pedaços menores de amônia (NH3), gás carbônico (CO2) e oxigênio (O2). Com essa nova configuração química, aos poucos, elas se soltam do esmalte, devolvendo ao seu dente a cor natural.

Nos clareamentos caseiros, usam-se uma moldeira e um gel menos concentrado, a oxidação acontece de forma mais lenta e gradual. Você controla ao longo das semanas a despigmentação e, aos poucos, vê o resultado.

Já no consultório o procedimento é mais rápido, porque é feito com um gel mais concentrado e ainda com a ajuda de lasers, que aceleram as quebras moleculares. O número de sessões é menor e o resultado é visto mais rapidamente.

Para prolongar o resultado de um clareamento e reduzir a sensibilidade temporária, comum em qualquer método de consultório, é indicado o uso de um creme dental para dentes sensíveis, com fórmula especial para branqueamento. Converse com o seu dentista.