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Editorial: A última carta

Sérgio Gwercman

Todas as revistas do mundo são iguais, ou pelo menos é isso que as páginas iniciais revelam. A capa é seguida de alguns anúncios, uma lista das principais reportagens publicadas na edição, um texto do editor em geral merecidamente ignorado pelos leitores e uma seção de cartas com comentários referentes às matérias do mês anterior. Dá para dizer que a SUPER é exatamente assim, exceção honrosa ao fato de que, em vez de simplesmente listar as reportagens de cada edição, a gente transforma esses dados em um infográfico batizado com o simpático nome de Cardápio.

Mas a partir deste mês a SUPER passa a ser um pouco mais diferente de todas as revistas do mundo. Nossa seção de cartas deixa de existir. Por um motivo muito simples: a gente praticamente não recebe mais cartas ou e-mails por aqui. Hoje em dia, quando nosso leitor quer dizer o que pensa, ele vai lá e diz. Entra no Facebook, junto aos mais de 45 mil fãs da nossa comunidade; deixa um comentário no site da SUPER; publica no Twitter, em que o perfil @revistasuper tem quase 450 mil seguidores.

No lugar das cartas passaremos a publicar uma nova seção, chamada MundoSuper. Ali estará o que de melhor disseram nossos leitores em qualquer uma das muitas plataformas da comunidade SUPER. E isso inclui, é claro, os e-mails que seguirão sendo enviados para nós (o compromisso aqui continua sendo ler e responder pessoalmente a cada um deles).

A estreia do MundoSuper coincide com a chegada à redação do jornalista Felipe van Deursen, que será o responsável pela seção. Até o mês passado, Felipe integrava nossa equipe da web. Agora editor, ele dá expediente todos os dias dentro da revista – uma revista em que as fronteiras entre digital e impresso são cada vez menos visíveis.

Um grande abraço.