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Em busca da língua-mãe

O homem começou a falar a cerca de 50 mil anos. No início, a única vogal que conseguia pronunciar era “a”. Pelo menos é o que deduzem os cientistas do estudo de fósseis de mandíbulas dos primitivos falantes. Mas terá existido uma protolinguagem, uma espécie de matriarca de todos os grupos lingüísticos que viriam a seguir? A questão tem apaixonado lingüistas do mundo inteiro. A partir das mudanças fonéticas sofridas pelas palavras arcaicas conhecidas, eles tentam descobrir vestígios da língua- mãe. Fazem também comparações entre línguas antigas, a fim de achar um ancestral comum: por exemplo, comparando pater, do latim, com pitar, do sânscrito, imaginam que pai, em protolinguagem, se dizia peter.

De tanto mexer com palavras do velhíssimo mundo, lingüistas soviéticos acabaram tentando reconstruir uma língua falada há mais de 12 mil o anos, chamada Dene- Caucasiana, que seria a mãe da língua chinesa. Outra de suas descendentes seria língua NaDene, falada pelos primeiros habitantes da América do Norte – + suma indicação de que seriam asiáticos. Nos Estados Unidos, as pesquisas se concentram na língua Nostrática, que teria sido falado pelos povos indo- europeus há cerca de 20 mil anos. Os lingüistas acreditam que, conhecendo as palavras usadas em determinadas épocas, pode-se entender melhor as culturas primitivas, além de esclarecer as diversas migrações das primeiras sociedades humanas.