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10 doenças raras extremamente bizarras

Algumas doenças e condições médicas são tão estranhas que parecem mentira. Veja algumas delas nessa galeria.

Natália Becattini

Já ouviu falar da Síndrome da Mão Alienígena, do Sotaque Estrangeiro ou da grande epidemia de dança? Saiba mais sobre as doenças mais bizarras do mundo nessa galeria da SUPER. Arte pode fazer mal à saúde. Pelo menos para os que sofrem da Síndrome de Stendhal, um mal que atinge algumas pessoas quando estão na presença de grandes obras. Os afetados pela síndrome relatam palpitação cardíaca, tontura e dores estomacais, além de uma grande angústia. São mais propensos a sofrer desse mal pessoas entre 26 e 40 anos, solteiras e que raramente saem de casa. Entre as obras de arte mais perturbadoras estão Davi, de Michelangelo, Baco, de Caravaggio e os círculos do Duomo de Florença, na Itália. Em 1992, um operário chinês foi internado com o intestino retorcido depois de brincar por muito tempo com um bambolê. Na época, o brinquedo tinha virado febre na China. As pessoas rebolavam tanto que outros dois casos iguais foram registrados nos hospitais chineses. Três casos incomuns e bizarros de vício em cenoura foram registrados no British Journal of Addiction. Em um deles, um homem de 40 anos trocou os cigarros pelo vegetal. Ele comia cerca de cinco cenouras inteiras por dia e não parava de pensar nelas. Para tratar o vício, ele retirou as cenouras do cardápio, mas apresentou um considerável aumento na irritabilidade. Não é tão raro assim encontrar casos de pessoas que apresentem desejo de comer objetos metálicos, mas o do inglês Allison Johnson é certamente um dos mais extremos. Ele tinha mania de comer talheres e passou por 30 operações para retirar os objetos do estômago. Sua técnica para conseguir os artefatos também era bem estranha: ele pedia vários pratos em um restaurante e, sem poder pagar, dizia para chamarem a polícia. No meio tempo, comia todos os talheres da mesa. Outra síndrome que, apesar de bizarra, não é tão rara assim: a Síndrome da Mão Alienígena. Ela é causada por dano cerebral e faz com que uma das mãos da pessoa aja de forma independente, ignorando a vontade ou as ordens do indivíduo afetado. A mão rebelde pode, por exemplo, desabotoar os botões da camisa que a mão comportada tenta abotoar, ou mesmo abaixar as calças que a outra tenta subir. Em casos mais graves, a mão fica agressiva, machucando com tapas. Há registro de um caso em que a mão tentou estrangular o seu dono. Depois de uma luta de lama na Universidade de Washington, sete dos 24 participantes apresentaram uma estranha reação alérgica que consistia em calombos vermelhos e cheios de pus nas partes do corpo que não estavam cobertos pelos trajes de banho. A reação era uma forma incomum de dermatite causada pela presença de esterco na lama. Angelique Cottin era uma adolescente francesa do século 19 que tinha uma condição no mínimo estranha: fazia ponteiros de bússolas girarem loucamente quando se aproximavam dela. Esse é o caso mais famoso de Pessoa Elétrica, mas esse tipo de síndrome vem sendo registrado desde 1786, com relatos de pessoas que conseguem desligar ou ligar postes de luz simplesmente passando perto deles. Existe até uma fundação para investigar o fenômeno, o SLIDE (Intercâmbio de Dados sobre Interferências em Postes de Luz). Em 1991, a americana Dianne Neale relatou ter sofrido mal estar no estômago, sensação de pressão na cabeça, confusão e convulsões ao ouvir a voz da apresentadora de televisão Mary Hart. O fenômeno foi confirmado por testes laboratoriais. Dezenas de casos de pessoas que, após sofrerem ataques cardíacos ou danos cerebrais, passaram a falar com sotaque estrangeiro já foram registrados na literatura médica. Em 2013, uma mulher australiana adotou o sotaque francês após sofrer um traumatismo craniano em um acidente de trânsito. Outro caso famoso é o da norueguesa que, após passar anos em coma por ser atingida pelos estilhaços de uma bomba durante um ataque aéreo na Segunda Guerra, só conseguia falar com um forte sotaque alemão. Em 1518, na cidade de Estrasburgo, na França, diversas pessoas sofreram de uma séria epidemia de dança. Elas dançaram sem descanso por cerca de um mês depois que Frau Troffea, a primeira afetada, acabou contaminando outras pessoas. Diversos documentos históricos relatam o ocorrido e os médicos da época relataram o fato como uma doença natural causada por sangue quente. Os médicos recomendaram que as pessoas continuassem dançando até o momento em que conseguissem parar, mas a maior parte dos afetados acabou morrendo por ataques cardíacos, derrames e exaustão.

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