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Trecho da verdadeira lista de Schindler é colocado à venda

O valor estipulado pode ser superior a R$ 7 milhões

É bem provável que você já tenha ouvido falar da Lista de Schindler. O documento deu origem ao filme hollywoodiano de mesmo nome, que foi um sucesso: levou 7 Oscars em 1994, incluindo o de Melhor Filme, e gerou 321 milhões de dólares em bilheteria ao redor do mundo. Agora uma parte da lista será colocada à venda – o valor, como você pode imaginar, não é baixo.

Caso você tenha perdido o filme aqui vai um resuminho (com spoilers): Oskar Schindler era um empresário membro do partido nazista alemão. Com uma fábrica na Cracóvia, ele utilizou sua influência e fortuna para impedir que oficiais alemães matassem os judeus que ele empregava. A coisa toda foi mais ou menos estável até que ordens foram dadas para mandar os prisioneiros da região para Auschwitz. Foi quando Schindler fez a tal da lista, que nomeava mais de 1200 judeus cujo destino deveria ser alterado; ao invés do gigantesco campo de concentração, a ideia é que eles seguissem para territórios que hoje pertencem à República Checa e Eslováquia, onde o empresário poderia salvá-los das câmeras de gás. Deu certo. Hoje, estima-se que os prisioneiros protegidos por Schindler deram origem a mais de 8 mil descendentes espalhados por EUA, Europa e Israel.

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O documento posto à venda é a cópia de carbono (os originais foram entregues aos nazistas) de uma das sete partes que formam a lista completa – e é a única que pode ser comprada. Outras duas partes estão no Yad Vashem, memorial do holocausto em Israel, e uma terceira no Museu Americano do Holocausto, em Washington. A raridade dos papéis, é claro, não ajuda no preço. O valor estipulado para o documento é de 2,4 milhões de dólares (7,6 milhões de reais) – e pode subir caso mais pessoas demonstrem interesse, o que deve acontecer.

Quem conseguiu o documento foi um sobrinho de Itzhak Stern, contador de Schindler interpretado nos cinemas por Ben Kingsley. Stern era o braço direito de Schindler e foi crucial para salvar as vidas listadas. Além de auxiliar na logística do esquema, ele digitou os documentos. “Eu fiquei boquiaberto quando peguei esses papéis pela primeira vez”, disse ao The Guardian Gary Zimet, diretor da casa de penhores Moments in Time.

O objeto ainda contém detalhes curiosos. Esse pedaço da lista é justamente onde aparece a maior quantidade de nomes: 801 (todos homens). As 14 páginas que serão vendidas foram produzidas poucos meses antes do fim da guerra, e contém inscrições datadas de 18 de abril de 1945 – 12 dias antes do suicídio de Hitler.

Comentários

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  1. Robson La Luna Di Cola

    Grandes corporações ajudaram Hitler. Algumas, deram ajuda financeira para os revolucionários marxistas, para derrubarem o czar Nicolau II. Motivo: petróleo. E hoje em dia? Querem criar o Planeta Mercado. Um mundo sem fronteiras, sem nacionalidades. Sem cultura e nem tradições. Apenas consumidores e funcionários.

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  2. Aqui no Brasil o pessoal tá mai interessado na LISTA DO JANOT! kkk

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  3. Claudio Alves

    Itzhak Stern não digitou, mas sim datilografou os documentos. Como diria o caipira: “corrégi aí”,por favor.

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