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Vale a pena guardar células-tronco?

Só se você for uma pessoa muito prudente. Ao longo da vida, a chance de você precisar de suas células-tronco, do jeito que elas são guardadas hoje, é de apenas 0,6% ,Mas o assunto é complexo e não custa esclarecer umas coisinhas.

Texto Daniel Schneider

Só se você for uma pessoa muito prudente. Ao longo da vida, a chance de você precisar de suas células-tronco, do jeito que elas são guardadas hoje, é de apenas 0,6% ,Mas o assunto é complexo e não custa esclarecer umas coisinhas. Primeiro: atualmente, o único tipo armazenável de células-tronco (células versáteis capazes de se transformar em vários tipos de tecidos do corpo) são as do cordão umbilical de recém-nascidos. Segundo: por enquanto, com o sangue do cordão só é possível tratar cerca de 80 doenças, todas ligadas ao sangue. Terceiro: existem dois tipos de células-tronco que você pode usar – as suas e as de outras pessoas. Quarto (ufa!): existem duas formas de armazenamento possíveis. A primeira é o banco público brasileiro, que recebe doações voluntárias de sangue do cordão umbilical de bebês. O bom é o que armazenamento é gratuito. O ruim é que as células do bebê não ficam reservadas para ele – elas estão disponíveis para qualquer receptor compatível. Na segunda forma de armazenamento, os bancos privados, as células ficam guardadas para o doador, o que torna possível o chamado autotransplante – realizado com as células do próprio paciente, o que aumenta as chances de recuperação para certas doenças. Mas… esse armazenamento é pago. Custa em média R$ 600 por ano, fora uma taxa de coleta de até R$ 5 mil.

Vai para o tronco ou não vai?

Chance de precisar dessas células é baixa

Chance na vida…

…De ter doença tratável por célula-tronco

Leucemias – 1,2%

Mielomas – 0,6%

Linfomas – 2,3%

…De ter a doença com indicação de transplante

Leucemias – 0,6%

Mielomas – 0,5%

Linfomas – 0,9%

…De ter a doença com indicação de autotransplante

Leucemias – 0,1%

Mielomas – 0,1%

Linfomas – 0,2%

Total

Leucemias – 4,1%

Mielomas – 2%

Linfomas – 0,6%

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