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Superinteressante 237 - Espíritos

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Depoimentos

A experiência de quem já viu ou conversou com os espíritos.

Aryane Cararo

"Foi feliz o cara que fez o sexto sentido. Eu tinha experiências similares às do filme. Aos 27 anos, aconteceu um episódio horroroso. Estava em Ubatuba e tive uma visão: gente ensangüentada, faltando um pedaço da cabeça, aquele branco cadavérico. Me acostumei a acordar gritando, sentidno que alguém me cutucava. O ponto culminante foi antes de eu casar.Procurava apartamento na Vila Mascote, em São Paulo. E nada dava certo. Uma noite, veio aquele monte de visões insuportáveis no meu quarto e alguém falou: 'você não vai conseguir morar nesse bairro, porque ele foi uma fazenda, houve disputas em família e mataram gente ali'. Fiquei assustado e decidi morar em outro lugar. Há 5 anos, uma prima distante teve um AVC. Uma noite, veio um ser e falou:'A Vera já foi. Em dois dias ela sai do físico'. Nunca tinha tido nada tão claro. Contei pra minha mãe e dois dias depois a mulher morreu. Chega a um ponto tão horroroso que, se alguém vai para o hospital, já sei se sai ou não. Aliás, hospital é um dos lugares que não posso ir. Cemitério, de jeito nenhum - sempre que vou, volto acompanhado."

Maurício Casagrande, de 31 anos, administrador e engenheiro eletricista especializado na área de telecomunicações. Já psicografou duas vezes. Ateu.

 

"Aos 15 anos, comecei a acordar à noite e ver espíritos rodeando minha cama. Eram figuras grotescas, machucadas, que faziam ameaças.Eu chorava muito.Por causa das crises, perdi o ano na escola e passei a tomar calmantes. Achavam que eu estava doida, mas eu tinha certeza do que via. Graças a um médico espírita, não fui parar num hospital psiquiátrico. Comecei a entender que o que chamamos de sobrenatural não era incomum nem assustador. Hoje, reservo uma ou duas horas por semana para psicografar um livro. Vou ao computador, o espírito senta ao meu lado e começa a ditar."

Regina Braga, de 52 anos, secretária-executiva. Católica, começou a seguir o espiritismo aos 17 anos.

 

"Começou depois que voltei do Japão, em 2001. um dia a TV ligou de madrugada, passando a nota de falecimento do Mário Covas. Por 3 meses, acordei naquela hora. Depois, comecei a ver sombras embaixo da porta e roupas flutuando. Pensei que tinha um problema psiquiátrico. Essa descrença é o pior: seus olhos presenciam algo e sua mente não quer aceitar. Outra vez, no trabalho, a tia de minha assistente ligou para saber se sua irmã, no Hospital, passava bem. Eu atendi e ela me disse seu nome: Carmela. Quando contei para minha assistente, ela começou a chorar: sua tia Carmela tinha morrido havia 4 anos. Como foi que eu adivinhei o nome da tia dela?"

Emerson Ogata, 31 anos, cabeleireiro, procurou ajuda na doutrina espírita.

 

"No início, eu tinha medo. Durante os pesadelos, me esforçava para acordar e gritar. Quando meu marido acordava, tudo sumia. Um dia lembrei de uma prece. Saí do corpo e fui conversar com os espíritos. Virou um exercício comum. Às vezes, vem uns que querem me assustar, mostram a língua, xingam. Nesse momento, eu falo: 'fora daqui'. Mas muitas vezes eles vêm para conversar. Já aconteceu de funcionários entrarem na minha sala quando eu respondia em voz alta. É como se fossem grandes amigos.Em 2005, meu filho mais velho foi seqüestrado. Ficou 53 dias em cativeiro e a melhor coisa que aconteceu foi ter contado com espíritos. A primeira coisa que ouvi foi 'tenha fé, seu filho vai voltar'. Todos os dias eu tinha esse estímulo. Depois do 35º dia, as pessoas me ligavam para dizer que ele estava morto. Nessas horas, eu ouvia: 'seu filho está vivo, fique calma'. As vozes estavam certas. Não tem dinheiro que pague esse apoio."

Margareth Pummer, 48 anos, advogada e gerente de departamento de qualidade e meio ambiente. Segue a doutrina espírita há 17 anos e hoje é médium.

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