


Embora a expansão do Santo Daime pelo exterior esteja apenas começando, são seus rumos na Amazônia que mais encantam os daimistas. A menina dos olhos do Padrinho Alfredo Gregório, o líder máximo da linha conhecida como Cefluris, é a região no entorno do rio Juruá, que corta Acre e Amazonas. "Papai teve uma visão espiritual, um ano antes de morrer, em 1989, de que voltaríamos para lá", conta Alfredo, referindo-se ao Padrinho Sebastião. Trinta famílias de 5 comunidades praticam, há quase uma década, a religião como no Céu do Mapiá de antigamente, sem luz, água encanada e o capitalismo da cidade grande. O acesso a alguns dos povoados pode levar 2 ou 3 dias a partir da capital. "Já chegamos a juntar 160 pessoas em uma cozinha comunitária para estudar a doutrina", conta. A principal das 5 comunidades é a de Cruzeiro do Sul, no Acre, mas a que mais toca o coração de Alfredo é a do seringal Adélia, onde ele nasceu e viveu até os 7 anos. "O Daime é a luz de que o povo carente da Amazônia necessita", acredita.