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Médicos criam remédio que distribui doses diárias dentro do corpo

A ideia é fazer com que os pacientes nunca mais se esqueçam de tomar seus medicamentos.

Se você tem alguma doença crônica, sabe como é difícil se lembrar de tomar os remédios indicados todo santo dia. Mas agora cientistas desenvolveram um pílula que pode ser engolida em um dia apenas, mas que, uma vez dentro do estômago, distribui pequenas doses diárias da droga – de maneira que o paciente não precise se lembrar de tomar o remédio todos os dias.

A dificuldade até agora de desenvolver um medicamento com essas habilidades estava na própria natureza do nosso estômago: ele tem paredes fortes e tenta digerir tudo o que entra por lá, para mandar o conteúdo direto para o intestino. O segredo do remédio que dura vários dias é que ele, assim que chega ao estômago, se abre em formato de estrela, o que impede a sua passagem para o intestino. O medicamento será revestido de um polímero especial que se quebra diariamente, liberando o princípio ativo – e uma vez que todas as doses forem digeridas, a estrela também se dissolve e passa para o intestino. Dá uma olhada.

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A pílula estrelar deve ser aplicada para pacientes de asma, diabetes, pressão alta ou de problemas cardíacos. Muitas vezes, quem sofre dessas doenças pode passar dias sem sentir nenhum sintoma – e se esquecer de tomar as suas doses diárias. A ideia é que a invenção também possa ser usada em países em desenvolvimento, nos quais o acesso a médicos e medicamentos é instável e difícil de chegar. Nesses casos, bastaria que o especialista passasse o remédio uma vez apenas – e garantisse o tratamento completo. A invenção seria especialmente eficaz contra a malária, e recebeu recursos da Gates Foundation (do bilionário Bill Gates) para ser desenvolvida.

 

Comentários

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  1. Médicos não desenvolvem medicamentos e sim farmacêuticos. Caso ocorra um erro de liberação prolongada os pacientes estariam expostos a superdosagens do princípio ativo. Os testes devem ser rigorosos o suficiente para estressar todas as chances de isso não acontecer. Tomara que dê certo, seria um enorme avanço em sistemas de liberação prolongada de fármacos.

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