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5 fotos 360º que mostram o retorno dos moradores à Fukushima

Seis anos depois do acidente nuclear, alguns japoneses estão retornando à cidade. O fotógrafo Toru Hanai foi até lá para registar isso em 360º

Foi no dia 11 de março de 2011, as 3:46 do horário de Brasília. Um tsunami atingiu o Japão, destruindo parte de uma usina nuclear na cidade que daria nome ao desastre: Fukushima. Um pedaço da construção superaqueceu e explodiu. A radiação, então, deixou a região imprópria para a vida humana. Até mesmo para as máquinas as coisas ficaram difíceis. Acabou que não teve jeito, todos os mais de 21 mil moradores partiram às pressas antes que sua saúde fosse afetada.

Agora, seis anos depois, a radioatividade da cidade abaixou a um nível que o governo japonês considera aceitável para a habitação. A ideia é que nos próximos dias a cidade volte a ser habitada – ainda que por uma população bem menor, e bem mais velha, que a anterior. Três quartos dos mais jovens (com 29 anos ou menos) não planejam voltar à Fukushima.

O fotógrafo japonês Toru Hanai foi até lá para registrar, com fotos 360º, como está o local – e quem são as pessoas que estão planejando um retorno.

Essa é Chieko Oyama, diretora da escola de ensino fundamental em Fukushima. Agora, ela planeja dar aulas também no ensino médio. Chieko acredita que as crianças que voltarem à cidade vão precisar do maior número possível de escolas.

A imagem acima mostra uma sala de aula atingida pelo tsunami. Apesar de estar devastada, a lousa ainda mostra anotações feitas com giz.

Isso é um medidor de radiação. A fotografia feita no dia 28 de fevereiro, pleno Carnaval brasileiro, mostra um índice radioativo de 0,223 microsieverts por hora. A lei japonesa crava que a cidade poderia voltar a ser habitada se os números estivessem menores que 2,28 microsieverts/h.

Esse é o bairro de Namie, próximo à usina nuclear. A região está deserta – o que não deve mudar muito em breve. Em uma pesquisa feita em setembro do ano passado, pelo governo japonês, 53% dos antigos moradores relataram que não planejam voltar à Fukushima, por medo da radiação.

Esse é Munehiro Asada, empresário dono de uma madeireira na cidade. Ele reabriu o negócio no fim de fevereiro, e espera ajudar na recuperação da região. “As vendas não chegam a nem um décimo do que eram, mas tocar a fábrica é minha prioridade. Se ninguém voltar, essa cidade vai desaparecer”, afirma.